Beating Heart
5 Namoro
Notas iniciais
De manha após um longo banho matinal me vesti colocando uma legging e uma blusa preta, deixando o look mais simples, calcei um tênis e deixei o meu cabelo solto.
Quando desci meu pai, minha mãe e Caleb estavam arrumados, talvez hoje minha mãe vai passar no escritório que ela tem aqui, sentei a mesa junto com eles e aos poucos começamos uma conversa sobre como esta sendo nossas aulas, os amigos que fizemos e sobre o namoro de Caleb com Suzan.
–Me chamaram para uma festa hoje. –comentei quando a mesa ficou silenciosa.
–Que horas? –minha mãe perguntou.
–Não sei direito, acho que umas 19h. –respondi picando minha torrada. –Mas eu volto cedo, não gosto muito de festas.
–Ok, pode ir. –meu pai falou e se virou para Caleb. –Você vai também?
–Acho que sim, tenho que ver com Suzan. –falou e sorri percebendo o porquê dele estar arrumado.
–Deve estar mesmo apaixonado hem Caleb, todo arrumadinho... –falei cutucando seu braço.
–Hoje vou conhecer os pais dela. –falou corando.
–Entendi... Boa sorte. –falei terminando meu suco em uma golada. –Hoje eu vou caminhando. –levantei e dei um beijo em cada um.
Depois de pegar minha bolsa sai caminhando para escola, ainda faltava muito para o inicio da aula então não me preocupei muito em correr.
Enquanto caminhava me lembrei de quando morava em Nova York, apesar dela ser movimentada e barulhenta eu sentia falta dela, das cafeterias que tinha em toda esquina, do ar em volta, Caleb não viu mita diferença de Chicago para Nova York, mas eu sim, eu amava minha cidade, e ter que deixa-la partiu meu coração, e agora tenho medo de pisar lá sem ser descoberta por ele.
Por sua causa tenho medo de coisas que nunca tive antes, meu coração bate rápido e caloroso por uma pessoa que eu gostaria de ter ao meu lado para sempre, e pensar que algum dia tudo isso pode acabar faz meu coração apertar tão forte ao ponto de doer...
–Tris! –ouvi atrás de mim e me virei, vendo o Tobias dentro de seu carro me seguindo de vagar para não me passar. –Quer carona?
–Precisa não, obrigada. –falei voltando a andar balancei a cabeça para clarear a mente.
–Tris! Entra no carro, quero te mostrar uma coisa. –falou ainda me seguindo. –Ou você quer que eu vá até ai te pegar?
–Tobias, não precisa é sério, depois você fala o que tem para me falar. –disse sem parar de caminhar.
E sem nem mesmo ter tempo de chegar a próxima esquina fui pega no colo e enfiada dentro do carro, ele trancou a porta me impedindo de sair e entrou no carro arrancando em direção a escola.
Chegando lá a escola estava começando a encher, mas o estacionamento não estava cheio, Tobias saiu do carro e veio para o meu lado abrir a porta e percebi que ele usava roupas escuras, bom... a maioria de suas roupas são pretas iguais as minhas. Ele deu um sorriso torto para mim e pegou minha mão, apesar de estar sorrindo seu rosto estava... Diferente... Meio triste
–Tenho que te mostrar uma coisa. –falou e começou a me levar para o segundo prédio da escola onde eu nunca tinha estado.
Depois de entrarmos no prédio passamos por algumas portas e percebi que estávamos no prédio de esportes, onde tinha piscinas para a natação, quadras para vôlei, basquete e futebol e salas de luta.
Entramos na sala de luta que estava vazia e Tobias trancou a porta atrás de si, o olhei assustada e aos poucos ele começou a se aproximar, seus olhos ficarão mais escuros e seu sorriso desapareceu de seu rosto, ele deu um passo na minha direção e eu recuei dois.
–O que esta acontecendo Tobias? –perguntei recuando a cada passo seu de se aproximar, fui bloqueada por uma parede e ele parou também próximo de mim.
Ele pousou sua cabeça na dobra do meu pescoço e respirou fundo, seu corpo estava tenso e tremendo, senti meu ombro ficar úmido e percebi que ele estava chorando, o abracei e acariciei seu cabelo, senti que aos poucos foi relaxando e a tremedeira foi deixando seu corpo, seus braços circularão minha cintura e a apertarão possessivamente.
–O que aconteceu? –perguntei sussurrando em seu ouvido e ele começou a se afastar ele ficou ereto ficando mais alto que eu e olhei para cima esperando sua resposta.
–Me desculpa. –falou com os olhos um pouco mais claros e um pouco vermelhos. –Mas não quero falar sobre isso agora.
–Tudo bem... –falei e ficamos em silencio, ele foi se estendendo até que comecei a andar pela sala, os aparelhos que tinham na sala eram tantos, e muitos não sabia nem para que servia, lembrei de quando fazia luta de auto defesa, mas não durou muito. Fui até uma parede com fotos e olhei para algumas, Tobias estava em muitas delas, algumas ele estava feliz segurando troféus, em outra ele estava com alguns amigos do lado e um eu reconheci ser do time de futebol, acho que o nome era Eric. Nas fotos Tobias aparentava ser mais novo, talvez dois ou três anos. –Você lutava?
–Ainda luto... De vez enquanto. –respondeu e senti seus braços passarem em meu pescoço me abraçando e me mantendo junto ao seu corpo. –Vou participar da minha ultima luta em dois meses...
–Eu sei um pouco de luta... O suficiente para me defender um pouco. –falei segurando em seus braços.
–Isso é bom... Irei te proteger quando necessário, é só me chamar. –falou e me virei para olhar em seus olhos.
Senti um impulso enorme em beija-lo, então passei os braços pelo seu pescoço e fiquei na ponta dos pés, o puxei para baixo e colei nossos lábios em um beijo calmo, suas mãos apertarão minha cintura e me puxarão para cima tirando meus pés do chão.
–Por favor, namore comigo. –pediu baixando seus beijos para a minha clavícula me fazendo arfar, senti meu corpo cada vez mais quente e meu coração acelerar como o bater de asas de um beija-flor. –Seja somente minha.
–Sim... Namoro com você. –falei e logo sua boca estava sobre a minha novamente.
O sinal tocou e nos separamos ofegantes. Ele me colocou novamente no chão e tocamos nossas testas tentando voltar nossa respiração ao normal.
Saimos da sala de luta as pressas e corremos para dentro da escola antes que os portões fossem fechados.
–Te encontro depois no intervalo? –Tobias perguntou correndo junto comigo pelo corredor.
–Okay. –falei entrando em outro corredor e cheguei na sala um pouco antes do professor entrar.
Sentei do lado de Cristina que sorriu ao me ver e a aula começou.
As aulas estavam demorando um século para terminar, até que chegou o horário do intervalo, fui sozinha em direção ao pátio, mas três garotas loiras com uniformes das lideres de torcida pararão na minha frente me olhando de braços cruzados elas me medirão com os olhos e a do meio falou.
–Vou te dar só um aviso, fique longe do Quatro, você não é boa o suficiente para ele, e nesta escola nós garotas temos uma regra. –falou e começou a citar a tal regra. –O Quatro é como um Deus grego, vocês só podem observar a não ser por mim, que estou destinada a ele. –falou
–E quem é você? –perguntei seria olhando para ela.
–Meu nome é Molly, capitã das lideres de torcida. –respondeu com um ar de superioridade.
–Então Molly... Quatro não é nenhum Deus grego ele é uma pessoa normal, e vocês deviam se envergonhar pensar que só você esta a altura dele, não sei porque você acha isso, mas não vai me fazer afastar-me de Quatro, e agora se me der licença estou atrasada. –falei passando por elas.
–Você vai se arrepender disso. –falou atrás de mim.
Cheguei no pátio e fui em direção a mesa em que todos estavam menos Tobias.
–O que as vadias da torcida queriam com você? –Cristina perguntou.
–Nada, só me informando algumas coisas. –respondi ocultando um pouco e ela me olhou desconfiada.
Passando pela entrada Tobias junto com alguns garotos do time, ele falou alguma coisa para eles e veio até a nossa mesa, ele sentou do meu lado e passou o braço pelos meus ombros, me deu um selinho e saiu da mesa indo em direção a mesa de comida.
O pessoal da mesa e mais algumas pessoas longe de nós estavam me encarando surpresos.
–O que aconteceu aqui? –Cristina perguntou de olhos arregalados.
–Hum... Ele me pediu em namoro hoje de manhã e eu aceitei. –respondi e todos me olharão surpresos.
–Ele te pediu em namoro? –perguntou Zeke levantando uma sobrancelha e concordei balançando a cabeça. –Como você conseguiu fazer isso?
–Hum... –antes que eu pudesse dizer qualquer coisa Tobias voltou na mesa e deu um tapa na cabeça de Zeke.
–Deixe ela em paz. –Tobias falou, com uma bandeja de comida na mão direita,ele com a outra pegou a minha e me puxou para fora do pátio, acenei para Cristina que retribuiu o aceno sorrindo e fui levada até o jardim onde alguns comiam sentados na grama.
Ele se sentou e colocou a bandeja na sua frente e me sentei do seu lado.
–Por que é uma surpresa nós estarmos namorando? –perguntei pegando uma maçã e mordendo.
–Você é minha segunda namorada. –respondeu encostando na arvore.
–Sério? –perguntei surpresa olhando para o seu rosto sereno com a barba por fazer mesmo sendo novo. –Quem foi sua primeira namorada
–Hurum... Foi a Molly, a capitã das lideres de torcida. –respondeu fechando os olhos e comecei a entender o porque daquela menina vir falar comigo.
–Você... Ainda gosta dela? –perguntei olhando para maçã em minhas mãos.
–Eu a acho legal, mas eu nunca gostei dela para namorar. –respondeu. –Acho que a namorei para as pessoas ficarem felizes sabe? O capitão do time de futebol namorar com a capitã das lideres de torcida.
–Hum...
Terminamos juntos de comer a comida da bandeja até que tocou o sinal e estava na hora de voltar para a aula.
Estava me levantando quando Tobias me puxou pelo braço e me colocou em seu colo, sua mão direita descansava na minha perna enquanto encostamos nossas testas.
–Preciso falar com você, sobre eu ter chorado hoje. –sussurrou para que somente eu ouvisse. –Eu só quero ter coragem.
–Eu vou estar aqui quando você estiver pronto. –sussurrei passando os braços por seu pescoço o abraçando.
As aulas terminarão e junto com Cristina fomos conversando pelos corredores sobre as aulas que tivemos juntas até o estacionamento, chegamos em seu carro e encostamos esperando o resto do pessoa, vi Caleb com Suzan do outro lado do estacionamento e acenaram para mim indo embora.
–Você vai para a festa hoje Tris? –Cristina perguntou.
–Vou, mas ficarei por pouco tempo, não sou muito fã de festas. –respondi.
–Vai querer carona, Will vai vir me buscar e você pode ir com a gente. –avisou, mas podia ver em seus olhos que ela estava torcendo para eu dizer não.
–Não Obrigada, vou ver se Tobias me leva. –murmurei tirando meu celular da bolsa e checando algumas mensagens não lidas.
–Tris, você gosta do Quatro? –perguntou e olhei para ela, a encontrando mais seria do que nunca tinha visto;
–Eu gosto.
–Você o ama? –perguntou indo mais fundo na minha resposta.
–Eu não sei... –respondi sincera, meu coração começou a bater rápido lembrando de seu sorriso e se apertou lembrando que ele não esta perto de mim. –Sinto a falta dele toda vez que nos afastamos, e quando estamos juntos e ele me toca, meu coração bate forte e rápido, não sei se isso é amor, nunca senti antes essas sensações.
Cristina abriu a boca para falar alo, mas logo fechou, olhou para um ponto atrás de mim me virei e vi as Shauna, Marlene e Lynn, quando chegarão até nos Lynn veio para o meu lado e sussurrou para mim.
–Quatro esta no clube de luta e falou que você pode ir na frente. –avisou.
–Hum...
–Quer uma carona Tris? –Marlene perguntou abrindo a porta do seu carro.
–Quero sim, obrigada.
Entrei no carro de Marlene, ela me levou até em casa ficando surpresa por eu morar do lado da casa de Tobias, nos despedimos e marcamos de nos encontrar na festa.
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