Notas iniciais
Olá meninas, desculpe pelo atraso, mas aqui esta mais um capitulo para vocês!!

Mandei uma mensagem para o Tobias perguntando se ele podia vir me buscar e fui me arrumar.

A festa apesar de não ser formal, coloquei um vestido simples azul, deixei meu cabelo solto e calcei uma sandália meia pata preta com o salto prateado, peguei meu celular e vi a resposta de Tobias.

De:Tobias

Estou aqui em baixo

Sai do quarto passando pelo quarto do Caleb que estava vazio, como meus pais ainda não tinham chegado do trabalho deixei um bilhete avisando que tinha saído, mas voltaria cedo.

Passei pela porta e em frente a calçada estava Tobias encostado no carro com a porta do passageiro aberta.

Ele sorriu ao me ver e assim que cheguei perto dele seus braços circularam minha cintura e me puxaram para um beijo tranquilo, grudando nossos corpos.

–Você esta linda. –falou quando nos separamos, olhei para ele que estava de calça jeans e uma blusa social preta fora da calça.

Chegando na casa de Zeke ficamos no sofá junto com o pessoal conversando, Molly passou por nós com um vestido quase aparecendo o útero, mas para a minha felicidade Tobias não olhou para ela nem uma vez na noite, algumas pessoas dançavam e outras competiam quem beberia mais cerveja na cozinha.

–Gente o que vocês acham de irmos acampar neste feriado prolongado? –perguntou Uriah sentado ao lado de Marlene com um braço no seu ombro. –Zeke e eu sempre vamos com os nossos pais, mas eles decidiram ir para Paris comemorar o aniversario de casamento adiantado.

–Legal, eu quero! –falou Cristina

–E...Vocês? –perguntou Zeke e todos concordamos animados.

Will e Cristina estavam estranhos desde que chegarão, estavam se tocando com mais frequência e o sorriso que eles lançavam um para o outro não enganava ninguém, até que ela me pegou os encarando.

Ergui minha sobrancelha em uma pergunta muda e ela concordou com a cabeça, comecei a conversar com Cara irmã de Will que estava ao meu lado, nós sempre nos falamos pouco na escola, mas agora percebi que ela é bem legal e descobri que seus pais são policiais e que no ano que vem ela queria entrar para a policia. Os braços de Tobias que estava a minha volta se apertou um pouco e olhei para ele, seus olhos estavam cravados em um garoto que começou a se aproximar, o mesmo que tinha visto no jogo ontem, com piercings no rosto e algumas tatuagens. Eric.

–Quero falar com você. –Eric falou e logo saiu da casa.

–Já volto. –Tobias falou se levantando e saindo da casa.

Enquanto esperávamos por Tobias decidi tomar alguma coisa, na cozinha agora vazia encontrei com Molly sentada na bancada, peguei a garrafa que estava do lado dela e um copo enchi para mim.

–Pelo jeito você não me ouviu não é mesmo Prior? –falou descendo e vindo na minha direção. E ficando na minha frente. –Acabe com essa palhaçada.

Ela só podia estar de brincadeira... Sorri e virei de costas saindo da cozinha, mas antes que pudesse alcançar o sofá senti algo gelado me encharcando, meu vestido ficou encharcado e pingando ao que parecia ser cerveja, meu cabelo molhou também, mas só até a metade, olhei para trás e a vi com um balde vermelho nas mãos agora vazio.

Algumas pessoas riram e senti meu rosto fervendo e a raiva crescendo, dei um passo na sua direção, mas antes de alcança-la puxaram meu cabelo para trás e acabei caindo no chão molhado, olhei para trás e uma das garotas de Molly estava sorrindo e soltou meu cabelo, antes que pudesse levantar para pegar a garota Cristina pulou em cima dela a derrubando e batendo em seu rosto, Marlene e Lynn afastarão ela da garota que ficou com o rosto arranhado.

Tirei meu sapato e me levantei com os punhos fechados para Molly, a peguei pelo ombro e pelo braço me virando de costas para ela e com um golpe que aprendi fiz ela passar pelo meu ombro e cair no chão molhado aos meus pés.

–Você esta louca! –gritou ela sentando e olhando seu vestido, ela levantou e ergueu o braço para me dar um tapa, mas antes que pudesse, peguei sua mão a entortando e fazendo ela se inclinar de dor. –Me solta!

–Acho melhor você abaixar um pouco a crista, por que você não é tudo isso. –falei a soltando, e foi quando a gritaria começou. –Você não me conhece então não se meta comigo.

As pessoas que estavam na nossa volta saiam apressadas pela porta indo para fora, um garoto voltou e disse que Tobias e o tal de Eric estavam brigando do lado de fora.

Esta festa esta cada vez pior–pensei enquanto suspirava.

Corri para o lado de fora com cuidado para não escorregar chegando no jardim em frente a casa Tobias estava em cima de Eric o socando com raiva, Zeke, Uriah e mais alguns meninos separaram eles e cada um foi para um canto, enquanto Zeke falava com Tobias perto dos carros estacionados, Uriah estava vendo Eric sair em seu carro para longe da casa.

Tobias olhou para mim e seus olhos arregalaram, ele falou algo para o Zeke e veio até mim. Olhou o meu vestido e cabelo, e me puxou para dentro de casa, mas só consegui olhar para seu rosto, tinha um corte em cima da sobrancelha direita e um corte em seus lábios, seu rosto estava começando a inchar.

Nós entramos em um quarto cheio de fotos e uma cama grande, Tobias me fez sentar nela e entrou no closet que tinha ali. Voltou com um vestido florido nas mãos e jogou em cima da cama.

–Acho melhor você tomar um banho. –falou apontando para uma porta entreaberta. –Quando terminar é só me chamar.

Me dirigi ao banheiro com o vestido nas mãos, tomei um banho rápido tirando a cerveja do meu corpo e cabelo, sai do chuveiro e me sequei com uma toalha que tinha ali e vesti o vestido.

Sai do banheiro e Tobias já não estava mais no quarto, então passeei pelo quarto e encontrei um frigobar perto da cama, voltei no banheiro e lavei meu vestido e com ele enrolei alguns cubos de gelo com o vestido, a porta foi aberta e Tobias passou por ela.

Peguei ele pela mão e o fiz sentar na cama, ao seu lado, coloquei a o vestido com os gelos em seu rosto onde tinha começado a inchar, coloquei sua mão no vestido o segurando e voltei para o banheiro pegando a maleta de primeiros socorros que tinha visto em baixo da pia.

Cobri seus machucados com curativos e peguei meu vestido novamente e o estendi no banheiro. Fiquei na sua frente em pé e estava um pouco mais alta que ele que estava sentado, avaliei seus machucados.

–Você esta bem? –perguntamos ao mesmo tempo e rimos um pouco.

–Eu estou bem, mas não acho que posso dizer o mesmo de você. –falei tocando seu rosto, senti minha mão esquentar.

–Eu estou bem. –falou colocando sua mão em cima da minha. –Já tive lutas piores.

Ele me puxou para o meio de suas pernas e pousou suas mãos na minha cintura me prendendo, apoiei meus braços em seus ombros e nos aproximamos. Nossas respirações estavam pesadas Tobias me puxou para mais perto colando nossos lábios e fui obrigada a subir na cama colocando uma perna de cada lado das pernas de Tobias.

O vestido que usava subiu um pouco deixando minhas coxas a mostra e as mãos dele desceram para elas a apertando, Tobias desceu seus beijos para a minha clavícula, sua mão direita abaixou a alça do vestido e voltou seus lábios para os meus, ele me deitou em baixo dele sem quebrar nosso beijo.

–Tobias. –gemi seu nome quando nos separamos para respirar, ele beijava meu pescoço e segurei seus cabelos com força, ele se mexeu em cima de mim, friccionando seus quadris no meio das minhas pernas e gemi de prazer, mas ao mesmo tempo que escutava um estalo na minha cabeça me lembrando de onde estava.

O afastei rapidamente e sentei me ajeitando, vi ele se ajeitar também pelo canto do olho e suspirou.

–Me desculpe. –pedi. –Eu ainda não estou pronta.

–Tudo bem... Eu entendo e não quero te forçar a nada. –falou pegando minha mão. –Olhe para mim. –olhei. –Não quero que nossa primeira vez seja em um quarto desconhecido, quero que seja especial, e que você se sinta segura.

–Molly... Você já fez isso com a Molly? –perguntei e vi seus olhos se suavizarem e um sorriso aparecer em seu rosto. –Não precisa responder, acho que já sei.

–Não... Nós nunca fizemos sexo. –respondeu minha pergunta e sorri um pouco. –Quem jogou cerveja em você?

–Não importa. –falei meu sorriso agora muchando.

–Importa para mim... –falou colocando a mão em meu rosto e fez carinho. –Foi a Molly?

–Sim...

–Imaginei... Tris, me prometa que qualquer coisa que ela fizer com você, você vai me contar, ela pode ser louca quando quer. –avisou.

–Como assim louca?

–Ela depois que eu terminei com ela, Molly enlouqueceu, ela falou que eu tinha a obrigação de estar com ela e que éramos perfeitos um para o outro, e por um momento até acreditei, mas não éramos compatíveis. –Falou seus olhos olhando para dentro do meu e sentia como se ele pudesse ver através de mim. –Ela ainda fica atrás de mim, mas qualquer garota que se aproxime de mim que tenha uma outra intenção que não seja ser minha amiga ou colega, ela da um jeito da garota ser expulsa da escola.

–Que jeito? –perguntei.

–Não sei os seus métodos, mas sempre foi perigoso ficar ao lado dela. Então cuidado. –pediu.

–Okay.

***

Na manhã seguinte, por ser sábado acordei um pouco mais tarde, fui levantar eram 11h quando o meu celular vibrou em baixo do travesseiro avisando que tinha mensagens novas.

Coloquei um shorts e uma camisa soltinha, calcei uma sapatilha e desci, encontrando minha mãe preparando comida em grande quantidade correndo pela cozinha, meu pai só observava hipnotizado.

–Bom dia! –cumprimentei me sentando ao lado do meu pai. –O que a senhora esta fazendo?

–Hoje nós vamos ter um almoço, com Tore e a família dela, e Marcus também vai vir. –minha mãe falou mexendo em uma das panelas.

–Não gosto muito desse Marcus?-falei sem pensar e meu pai suspirou.

–Tente ser compreensível Beatrice, ele perdeu a mulher e seu filho virou um rebelde que não se importa com ele. –meu pai falou me encarando com os olhos tristes. –Provavelmente você não se lembre, mas ele sofreu bastante, principalmente no velório.

–Não me lembro. –falei me sentindo mal, mas ainda sem não conseguia confiar nele.

–Tente agir bem diante ele quando o ver. –pediu.

–Que horas vai ser o almoço? –perguntei.

–Às 13h. –respondeu minha mãe.

–Vou ficar lá em cima por enquanto. –avisei me levantando e subindo para o meu quarto.

Fui para a sacada sentei na poltrona que tinha e fiquei olhando para a janela de Tobias, mandei uma mensagem para o seu celular, pedindo para ele aparecer na janela e em menos de cinco minutos ele entrava pela porta de seu quarto, quando me viu, percebi um sorriso se formar em seus lábios e veio até a sua sacada e sentou em sua poltrona se virando para mim.

–Acordou tarde senhorita Prior. –falou brincando.

–Eu também fui dormir tarde, graças a você. –falei. –Vai vir hoje para o almoço?

–Não sei... Você vai me apresentar como seu namorado? –perguntou e levantou se apoiando na gradezinha.

–Se você vier... –respondi e do nada ele pulou para dentro do quarto, não sabia que a distancia era tão grande assim. –Você esta louco?

–Que tal amanhã nós sairmos em um passeio, só nós dois? –perguntou segurando o encosto da minha poltrona.

–Onde você esta pensando em ir? –perguntei olhando nas profundezas azuis de seus olhos e sentindo uma vontade enorme de beija-lo.

–É surpresa, mas acho que estou pronto para falar com você. –sussurrou e se afastou. –Te vejo mais tarde.

Falou e voltou a pular as sacadas, para quem tem medo de altura ele parecia bem calmo pulando as sacadas.

Ele saiu do quarto e reparei na sua roupa, bermuda e regata preta, além do tênis de corrida.

Sentada na poltrona tentei lembrar, o Sorriso de Tobias sempre que ele me lança um sorriso me sinto tão amada, quente e segura, mas ao mesmo tempo parece que eu já tinha visto esse sorriso antes de conhece-lo...

Flashback

Eu lembrava vagamente do velório da esposa de Marcus, ele não derrubou uma lagrima do tempo em que eu estava lá, eu tinha 7 anos e Caleb tinha acabado de completar 8 anos, minha mãe tinha falado que Marcus tinha um filho, mas ainda não tinha visto ele, sai de perto da minha família e comecei a andar pela casa algumas pessoas que não conhecia me paravam e me elogiavam falando que estava fofa de preto, alguns apertavão minhas bochechas e eu fazia careta, então descidi subir para o segundo andar, não tinha muita coisa, só os quartos e alguns armários, passei pelos quartos olhando dentro e estavam todos vazios até que passei pela ultima porta, talvez um armário, a chave estava do lado de fora.

Conseguia ouvir soluço então decidi abrir a porta. Rodei a chave para abrir a porta e assim que a porta abriu e olhei para baixo dando de cara para um garoto de cabelos curtos, seu rosto estava encharcado por estar chorando, seus olhos eram azuis claros.

–Não chora não. –pedi me ajoelhando ao seu lado e o abraçando, aos poucos ele parou de chorar, ele era mais alto que Caleb, mas parecia mais novo, depois que ele parou de chorar ficamos conversando e ele falou que seu pai tinha colocado ele lá porque ele não parava de chorar e que homem não chora. Ele falava pouco só quando perguntava algo que ele falava alguma coisa.

Ouvi minha mãe me chamar no andar de baixo e me virei para o garoto que continuava ao meu lado no armário.

–Eu tenho que ir tá? –falei e ele apertou minha mão não querendo soltar e balançou a cabeça negando. –Eu tenho que ir, mas eu volto.

Falei e sua mão foi soltando a minha, me levantei e segui pelo corredor, me virei vendo ele novamente chorando, mas neguei para ele. –Sorria. –falei e gesticulei para ele e pela primeira vez comigo ele sorriu, um sorriso lindo.

Notas finais
Espero que tenham gostado do capitulo!!