Beating Heart
7 Almoço
Notas iniciais
Minha mãe me chamou para atender a campainha que tinha tocado e quando abri, era Tori, com um homem e Tobias.
–Olá, entrem, por favor. –falei abraçando Tori quando ela passava por mim, e apertando a mão do homem ao seu lado e dando um abraço rápido em Tobias.
–Oi Tris! Esse é meu irmão Georgie e meu sobrinho Tobias, e acho que vocês já se conhecem não é? –perguntou e concordei balançando a cabeça.
–Fiquem a vontade. –pedi fechando a porta atrás de mim.
Eles sentarão na sala e logo meus pais vieram recebe-los, Caleb desceu com Suzan e a campainha tocou novamente, mas desta vez foi Caleb abrir a porta, os pais de Suzan entrarão junto com seu irmão que já tinha visto na escola e todos ficarão na sala conversando.
Tobias que estava ao meu lado passou o braço direito pela minha cintura e quando olhei para ele, estava sorrindo e apontou com o queixo em direção a nossas famílias. Entendi o que ele quis dizer.
–Hum... Pessoal. –falei me levantando e todos me olharam com expectativa. –Tenho uma coisa a dizer que envolve, minha família e a de Tobias.
–Pode dizer Beatrice. –pediu meu pai.
–Eu e Tobias estamos namorando. –falei Tori sorriu junto com seu irmão, mas meus pais deram um sorriso simpático em direção a Tobias, mas meu pai não parecia muito confortável.
–Ele não é muito velho para você Beatrice? –perguntou.
–Ele é da idade de Caleb, não é muito velho e eu gosto dele. –respondi.
–Então cuide direito dela rapaz, e não a magoe. –pediu meu pai e Tobias levantou pegando minha mão.
–Eu não vou senhor Prior. –Tobias falou apertando minha mão.
Voltamos a nos sentar com todos em silencio agora sem saber o que falar. Até Caleb quebrar o gelo.
–Podemos comer? –perguntou passando a mão na barriga. –Estou faminto.
–Olha a educação Caleb. –ralhou minha mãe. –Estamos esperando o amigo do seu pai.
–Espero que não seja o mesmo daquele dia. –falou baixo, mas todos ouviram, meu pai resmungou alguma coisa, mas não disse nada direcionado a Caleb.
–Quero falar com você a sós, pode ser?-Tobias perguntou sussurrando no meu ouvido e fazendo meus pelos se arrepiarem na nuca, concordei balançando a cabeça.
Levantei do sofá de mãos dadas com Tobias e fomos juntos para o andar de cima, fomos até o meu quarto juntos, abri a porta e deixei que ele passasse por mim para entrar, atrás de mim, tranquei a porta para ninguém nos atormentar e me virei para Tobias,fomos até a sacada e nos sentamos frente a frente nas poltronas.
–O que você queria falar comigo? –perguntei ansiosa, apesar dele não demonstrar sei que alguma coisa esta errada, mesmo seus olhos azuis, seu rosto corado e seus lábios macios não demonstrarem, parecia até descontraído com o cabelo bagunçado e curto.
–Sabe... algum dia vou querer ouvir dos seus lábios um “Eu te amo”, eu agradeço poder te ter ao meu lado, ficar ao lado da pessoa que ama é insubstituível, principalmente quando ela retorna os seus sentimentos. –falou olhando nos meus olhos de um jeito tão penetrante e tão extremo que me fez desviar os olhos. –Eu não te culpo afinal nos conhecemos a pouco tempo e não deve ser tão sensato me amar, eu sou difícil, tenho uma vida complicada e talvez esse seja o momento certo de você me deixar, mas ainda sim sou egoísta o bastante para não deixa-la ir. –falou e meu coração disparou de felicidade com suas palavras. –Eu te amo, e mesmo correndo o risco de você não me amar e de provavelmente sofrer com isso no futuro, eu ainda te amo, mesmo você não dizendo a mesma coisa ou sentindo o que eu sinto por você, meu amor é forte o suficiente para nós dois, por isso... –falou e estendeu uma caixinha para anéis para mim, aos poucos ele foi abrindo e meus olhos agora arregalados caíram em um par de alianças prateadas, uma lisa e grossa, mas com um buraquinho de coração e a outra fina com um coração centralizado. –Aceite isso como símbolo do meu amor por você.
Ele pegou a aliança fina e estendeu para mim, sem pensar duas vezes estendi minha mão direita e ele colocou a aliança no meu dedo anelar, encaixando perfeitamente, peguei a outra e coloquei em seu dedo que também teve um encaixe perfeito.
Pulei da cadeira e ele e olhou surpreso, e deixou a caixa cair no chão, sem pensar duas vezes, coloquei uma perna de cada lado do seu corpo na cadeira e sentei no seu colo, com minhas mãos agora em seu cabelo, puxei com pouca força e colei meus lábios no seu, nossas línguas se atacavam numa luta gostosa e sensual, as mãos de Tobias me apertavam na cintura e senti minha marte de baixo esquentar assim como meu corpo todo. Eu te amo Tobias. –pensei.
Senti algo crescendo e cutucando o meio das minhas pernas e sorri contra os lábios de Tobias, por pensar que era eu que o fazia ficar assim, sua mão esquerda desceu para as minha coxa descoberta e a apertou, rebolei em cima dele sentindo prazer em fazer isso e gemi, sua mão direita entrou na minha blusa começando a subir deixando um rastro de fogo na minha pele em cada canto em que ele tocavam, Tobias desceu seus lábios para o meu pescoço quando necessitávamos de ar, mas sua mão não parou até alcançar meu seio direito e o apertar.
–Tobias... –gemi seu nome rebolando ainda mais em seu colo. –Tobias... Acho que não vou aguentar esperar...
–Vai sim... –falou com a voz rouca. –Sua primeira vez vai ser especial.
–Eu te quero agora. –sussurrei para ele.
–Tris... Não teste minha sanidade... Você esta me enlouquecendo. –falou e tirou a mão do meu seio e perna, voltando as para minha cintura, suas pupilas dilatadas e seus lábios vermelhos que me chamavam para mais perto.
–Beatrice! Tobias desçam! –minha mãe chamou lá de baixo.
–Salvo, pelo gongo. –falei saindo do seu colo e me levantando, voltei para o quarto sendo seguida por ele e quando passei pelo espelho ajeitei meu cabelo e o trancei lateralmente.
Descemos a escada e voltamos para sala, Tobias que estava atrás de mim com uma das mãos nas minhas costas, na sala estavam todos em pé e agora Marcus estava ali também conversando com meu pai, percebi Tori e o seu irmão num canto conversando um pouco nervosos e Tori roendo a unha, assim que nos viram Tori parou de roer e nos olhou surpresa. Tobias que estava atrás de mim travou e segurou minha camisa com força me impedindo de andar.
Olhei para ele e estava pálido, os olhos arregalados com uma expressão que nunca tinha visto antes.
–Tobias... –Chamei pegando em sua mão agora gelada e fui cortada antes de terminar minha fala.
–Vamos comer? –perguntou minha mãe e todos seguiram ela a não ser por mim e Tobias que estava travado no lugar.
Peguei seu rosto entre as minhas mãos e abaixei seu rosto para o meu, seus olhos amedrontados travaram nos meus e aos poucos foi relaxando.
–Eu estou bem... –falou seus olhos se amenizaram e naquele momento soube que ele não estava bem, pelo menos não tão bem quanto ele queria demonstrar, mas apesar de tudo seu corpo relaxou e a cor voltava ao seu rosto.
Fomos juntos para a cozinha e sentamos ao lado de Caleb, Suzan, Tori e Georgie, enquanto na nossa frente estavam os pais de Suzan e Marcus, na ponta da mesa estavam meus pais.
O almoço ocorreu em silencio acabamos a comida e começamos a sobremesa, Tobias estava com um braço sobre o meu ombro e com a outra me dava colheradas de sorvete na boca.
Senti que estava sendo observada e olhei em volta encontrando Marcus me encarando com um sorriso estranho nos lábios.
–Acho que vou indo. –ele falou se levantando e todos olhamos para ele. –Pode me acompanhar Beatrice?
–Você poderia fazer isso por mim Beatrice? –perguntou minha mãe me incentivando a ir com ele.
Suspirei e me levantei, Tobias segurou minha mão com força e senti relutância dele quando me soltou. Marcus foi na minha frente e eu o segui até a porta e quando estávamos do lado de fora ele virou para mim pegando meus braços com força.
–O que você esta fazendo? –perguntei surpresa tentando me soltar, seus olhos sombrios me olharam com zombaria e aproximou seu rosto do meu, mas antes que se aproximasse de mais virei meu rosto recebendo um beijo molhado seu no pescoço. –Me solta.
Ele não me soltou e começou a distribuir beijos sobre o meu pescoço e ombros descobertos, o empurrei, mas não consegui me soltar, comecei a me debater sentindo os meus olhos arderem e lacrimejarem, abri minha boca para gritar e peguei fôlego, mas antes que fizesse Tobias já estava em cima de Marcus o socando, Marcus deu um soco em Tobias e os dois se batendo ali no jardim estava me assustando.
Gritei por ajuda e logo Caleb, meu pai, Georgie e o pai de Suzan os separaram, Tobias saiu correndo, mas antes que pudesse ir atrás dele minha mãe me segurou no lugar me prendendo. Ainda atônita, não percebi quando Marcus foi embora com seu carro.
Sem esperar com que me perguntassem o que tinha acontecido voltei para casa e subi para o meu quarto.
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