Notas iniciais
Ola meninas, obrigado pelos comentarios, Percebi que muitas ficaram revoltadas com Marcus, e neste capitulo vão querer realmente mata-lo, no proximo capitulo tem hentai então fiquem atentas.

Estava sentada em frente a janela do quarto de Tobias, as cortinas estavam fechadas e ele não atendia o celular quando eu ligava.

Já passava das 2h da manhã quando a luz do seu quarto apagou e chamei por seu nome, mas ele não respondeu. Fui dormir pensando no porque de repente ele simplesmente me ignorou.

Eu o queria abraçar e agradecer por ter me salvo do Marcus, eu sabia que não tinha algo de bom naquele homem e estava certa e mesmo querendo esquecer o que aconteceu, só me fez lembrar do meu passado em Nova York, mas lá eu não conseguia escapar e Tobias não vinha me salvar me debatia na cadeira em que estava amarrada para tentar escapar e acabei caindo no chão com o rosto de lado.

De repente algo na minha frente começou a brilhar e comecei a chorar minha visão embaçou e meu ouvido estava zunindo pelo tombo ainda e assim que passou consegui ouvir alguém chorando. Tobias era quem estava irradiando aquela luz. Tentei afastar as lagrimas dos meus olhos.

–Tobias... –chamei, minha voz estava rouca. –Tobias! Você tem que levantar, Me ajude a sair daqui, por favor.

Minhas lagrimas ainda caiam pelo meu rosto e de repente a musica começou a tocar, a mesma de quando estava no meu cativeiro, então em pouco tempo ele apareceria.

–Tobias, você tem que me tirar daqui, por favor. –pedi agora soluçando, sua luz estava cada vez menor e sentia que estava perdendo ele, Tobias se levantou e veio para a minha frente voltando a se agachar. –Por favor, por favor.

–Tobias... –sussurrei, seus olhos não eram mais os que eu conhecia, não tinha aquele brilho quando olhava para mim.

A porta foi aberta atrás de mim com um barulho ensurdecedor, alguns passos vieram até mim e olhei para cima, a primeira coisa que vi foram seus Olhos castanhos claros e sóbrios me olhavam e sorriu como fazia quando estávamos juntos.

–Você é minha. –falou Peter e acordei sobressaltada.

Estava toda suada quando acordei. Meu coração estava batendo forte, e percebi que o quarto estava sendo iluminado pelos primeiros raios de sol

Olhei no relógio eram 7h da manhã ainda. Voltei a deitar, mas assim que fechava os olhos eu me lembrava do meu sonho, levantei da cama. E só quando precisei me apoiar na cama percebi o quanto eu estava tremendo, respirei fundo e fui até o banheiro, meu rosto estava horrível, meus olhos inchados e meu rosto molhado em lagrimas.

Os meus sonhos voltaram, mas não consigo entender por que justo agora que estou esquecendo da minha dor ela resolve voltar com tudo e não entendo por que Tobias estava no meu sonho...

–Seja forte... Seja forte. –sussurrei para mim mesma, o mesmo mantra que dizia quando estava presa.

Tomei um banho, e coloquei uma roupa confortável que era basicamente um shorts, uma camisa e um tênis.

Sai de casa deixando um bilhete em cima da mesa dizendo que iria ao parque fui caminhando, no meu percurso passei em uma cafeteria e peguei um chá gelado e sentei em uma das mesas do parque o mesmo lugar que conheci Tobias.

Em tão pouco tempo me apaixonei perdidamente por ele, e mesmo meu coração tendo se partido ontem quando ele me ignorou, sinto que morrerei se não tiver ele por perto.

Peguei meu celular no bolso e liguei para ele, mas novamente não me atendeu, mandei uma mensagem perguntando onde ele esta, mas nada de sua resposta.

Suspirei e levantei do banco quando terminei meu chá, enquanto andava na pista em que muitos caminhavam e outros corriam, vi as costas de um homem conhecido, elas eram largas e musculosas, o cabelo era loiro e curto.

–Tobias. – sussurrei e corri para alcança-lo, ele estava com fone no ouvido e seu rosto estava pensativo e concentrado, já sei.

Segui ele durando alguns metros e depois voltas, acompanhando sempre seu ritmo, ele parecia não se cansar, mas em comparação a mim estava quase morrendo, ele começou a diminuir o passo e foi em direção a uma arvore afastada da pista.

Ele se agachou pegando algo em sua bolsa e quando ia abraçar sua cintura ele se virou estendendo uma garrafa de água para mim, o olhei surpresa e peguei a garrafa.

–Por que você esta me seguindo? –perguntou tomando a água de uma outra garrafa e depois jogando sobre o seu rosto e cabelo, o que me fez suspirar de tão sexy que pareceu.

–Você não atendeu meus telefonemas. –respondi e tomei um gole da água.

–Só por isso?

–Eu queria falar com você. –falei agora olhando em seus olhos, e como ele era alto olhar para cima me incomodou um pouco por causa da luz do sol que estava na minha direção. –Agradecer.

–Não precisa. –ele se abaixou e pegou a bolsa começando a andar em direção ao estacionamento, ele estava se distanciando e não pensei duas vezes em correr até ele e o abraçar, meus braços o circularam e minhas mãos foram para o seu peito sentindo subir e descer.

–Não quero você perto dele novamente. –avisou com a voz baixa e concordei balançando a cabeça que estava grudada em suas costas. –Ele te machucou? –balancei a cabeça novamente negando.

–Eu fiquei com medo. –falei com a voz abafada pela sua blusa.

–Acho que precisamos conversar. –falou pousando suas mãos nas minhas e se virou ficando frente a frente comigo.

Colamos nossas testas uma na outra sentindo sua respiração se juntar a minha e respirei fundo sentindo seu halito refrescante entrando no meu organismo.

–Quero que de agora em diante, quando você não gostar de algo, ou se sentir insegura ou com medo, até mesmo quando só quiser ficar em silencio, me procure, quero ficar ao seu lado nos momentos mais difíceis e fáceis que tiver, sou seu companheiro e estarei sempre aqui por você. –sussurrou e eu assenti.

No carro de Tobias fomos para a sua casa, que no momento estava vazia, era a primeira vez que entrava em sua casa e na verdade era bem parecida com a minha a não ser com a decoração, eram em cores mais vivas, tinha cinzar, bronze, branco e vermelho em decorações e paredes.

Subimos em silencio as escadas, passando pelas portas abertas até pararmos em frente a um quarto de cor escura, eu e Tobias entramos e ele trancou a porta atrás de nos, a porta dava de frente com a janela que por sua vez a vista dava direto ao meu quarto.

O quarto de Tobias era simples, mas mesmo assim memorável, as paredes de cor azul escuro, as cortinas e edredons brancos e claros.

–Pode se sentar. –falou atrás de mim, senti meu corpo meio travado por estar a sós com Tobias, mas sabia que essa não era a hora para isso, me sentei na ponta de sua cama e ele puxou um puff preto para se sentar na minha frente. –Bom... Eu disse que estava pronto para te contar tudo, mas entenda, isso para mim é muito difícil.

Olhei em seus olhos, preocupados e tristes e peguei suas mãos as embalando com as minhas e as colocando no meu colo, dei um sorriso fraco o incentivando a falar, não iria interrompê-lo. Ele respirou fundo e começou a falar.

–Minha mãe morreu quando eu tinha 8 anos, quando ela era viva, meu pai estava sempre batendo nela, quando eu tentava impedir o que era sempre, ele me trancava em um dos armários de casa e quando terminava com ela via para cima de mim, muitas pessoas falavam que por ela não aguentar mais acabou cedendo ao coração que parou em seguida, minha mãe era dona de uma multi nacional e assim que ela morreu, imaginei que meu pai depois da morte da minha mãe iria se comover e então cuidar de mim como um pai devia cuidar de um filho. –ele olhou para baixo e suas mãos apertaram as minhas, sabia que era difícil o que ele estava falando então apertei sua mão de volta, era horrível o que ele havia me contado até agora e imaginar que ainda tem mais parte meu coração. –Mas não cuidou, depois do velório, o advogado da minha mãe veio aqui em casa e leu o testamento que meu pai nunca imaginou que ela tinha, apesar de rica ela nunca tinha denunciado ele por agressão então acho que ela esperava que ele mudasse. Mas não, minha mãe deixou tudo para mim, e somente eu tinha a autoridade de fazer o que quiser com a empresa, lembra daquele prédio com a vista para a cidade que te levei para passear? –perguntou e eu assenti. –Ele é um dos prédios que estão no meu nome, tinha uma clausula no contrato que dizia que eu só podia ficar com tudo se eu terminasse o entrasse na universidade, não importa em qual curso, quando meu pai descobriu que ele não teria nada ele pareceu surtar, começou a beber, sempre chegava em casa cheirando a álcool, e estava sempre me batendo, me lembro até hoje de suas palavras antes de tirar o cinto da cintura, “é para o seu próprio bem” falava, sempre que começava a chorar ele me colocava no armário para então quando eu parasse voltasse a seção de espancamento. –Soltei uma mão minha e passei pelo seu rosto,Tobias estava duro, sua respiração pesada e seu corpo tremia, mas assim que encostei nele, ele pareceu relaxar um pouco. –Eu estou bem, durante anos ele me deixou fora da escola e eu sentia muita falta, foi uma tática dele para que eu não entrasse na universidade, mas eu sempre gostei de estudar então estudava em casa, quando completei 14 anos encontrei um telefone escrito como dono dele Prima/Tori, pensei por que não, liguei para o numero e conversei um pouco com a Tori e na semana seguinte ela tinha conseguido minha guarda, me tirando do meu pai, ela me colocou em aulas avançadas e com isso consegui alcançar o meu nível escolar para poder entrar na serie certa para a minha idade e desde aquela época não vi mais meu pai, ele aparentemente tinha desistido da empresa até 1 ano atrás aparecer para mim de novo, e eu simplesmente travei quando ele apareceu, fui fraco depois de tudo que lutei para supera-lo, ele me bateu uma ultima vez aquele dia. –um sorriso sombrio apareceu em seus lábios, um que nunca tinha visto até hoje e que me fez tremer de medo e afastar minha mão de seu rosto. –Mas novamente ele voltou a aparecer e desta vez, pela primeira vez eu reagi a tempo e o deixei no chão.

–Vo...Você o matou? –perguntei assustada e gaguejando.

–Deveria... –sussurrou. –A única coisa que me fez aguentar todo aquele tempo sozinho com ele foi a lembrança e a promessa que uma garotinha me fez uma vez no velório da minha mãe, “Eu vou te proteger” “eu vou voltar” foram as palavras dela, “Sorria” pediu e sempre que conseguia eu sorria, mesmo sozinho... Mas ela nunca voltou a aparecer. –falou e pronunciou palavras que eu lembrava ter dito, meus olhos arregalaram-se na sua direção e não sabia o que falar, Marcus era seu pai?

–Então... Quer dizer que Marcus é seu pai? –perguntei fixando seus olhos, por favor diga que aquele ser asqueroso não é seu pai...

–Infelizmente... –respondeu e suspirei abaixando minha cabeça, largando suas mãos e as colocando sobre meus olhos.

–Ah... Não acredito... –falei levantando e caminhando pelo quarto, Tobias não se virou para me olhar, só ficou parado sentado no puff. -Ele foi capaz de fazer tudo isso com você e ainda teve coragem de voltar a aparecer na sua frente.

–Ele te agarrou, pois sabia que eu estaria olhando então com o baque ele provavelmente ia fazer algo para conquistar a empresa. –falou baixo.

Ficamos em silencio e quando relaxei, percebi Tobias ainda estava parado com as costas tensas, suspirei olhando pela janela, meu quarto estava vazio e a porta estava aberta, se meus pais fossem para o meu quarto neste instante poderiam nos ver, fui até a janela sem olhar na direção de Tobias, fechei as cortinas e voltei para onde estava, como Tobias estava de costas não prestou muita atenção no que estava fazendo, caminhei até ele e parei atrás dele, apesar dele estar sentado por pouco ele não ficou do meu tamanho, eu estava um pouco mais alta que ele agora.

Passei meus braços pelo seu pescoço o abraçando e colocando meu queixo no vão do seu pescoço, seu corpo relaxou e ele recostou suas costas em mim, ficando absorto em meus braços.

–Me desculpe se demorei tanto. –pedi, e fiz a mesma promessa que fiz anos atrás para ele. –Eu vou te proteger.

–Você demorou. –murmurou segurando meus braços carinhosamente com suas mãos. –Estou feliz que tenha voltado...

Notas finais
Comentem, por favor, e se sem forçar nada... Recomendem...