Beating Heart
1 Chegada
Notas iniciais
Hoje é o dia em que sairei de Nova York, deixarei tudo para traz amigos, escola e ele. Depois de tudo que passei aqui, agora só quero esquecer. Minha família e eu iremos nos mudar para Chicago, começar nossa nova vida, Meu pai, Andrew foi primeiro para lá, para poder arrumar a casa e cuidar do trabalho como advogado, Minha mãe Natalie e meu irmão Caleb irão hoje.
Colocamos nossas ultimas malas no taxi e saímos em direção ao aeroporto, embarcamos às 15h e no trajeto para Chicago eu dormi. Foi calma nossa discussão para nos mudarmos, Caleb apesar de ser muito bonito com seus cabelos castanhos e olhos azuis iguais ao meu por ser muito inteligente era chacota da escola e com isso todos pegavam no seu pé e eu nunca pude fazer nada contra a não ser sentar com ele no intervalo durante um tempo e depois do que aconteceu comigo só conseguia pensar em sair da cidade e Nossos pais só pensaram no melhor para nós.
Minha mãe que estava ao meu lado me acordou quando o avião estava pousando e olhei pela janela Bem vinda a sua nova casa Tris pensei.
Encontramos nosso pai no portão de desembarque e ele nos levou até nosso novo carro, colocamos nossas malas e entramos, nosso caminho foi silencioso a não ser pelo som baixo do radio Enquanto a cidade ia passando por nós eu olhava para os grandes prédios de vidro que passavam entre nós entramos em uma área de residências familiares até entrarmos em um condomínio.
As casas eram parecidas, mas não idênticas, elas eram de cores diferentes, mas neutras iam de bege, marrom e cinza, algumas tinham piscina outras não. Paramos em frente a uma casa bege e saímos do carro.
–Essa é nossa nova casa-papai falou começando a tirar as malas do carro.
–Podemos entrar? –perguntei e ele só assentiu concordando.
Eu e Caleb entramos na casa olhando para todos os lados e ficamos de boca aberta a casa era linda e muito grande por dentro.
–Aposta de quem acha o próprio quarto primeiro? –ele perguntou se preparando para correr.
–Já! –gritei e saímos correndo feito loucos pela casa, enquanto ele ficou com o térreo eu subi as escadas passando pelos corredores abrindo porta por porta até que encontrei o meu. –Achei o meu! –gritei e escutei Caleb subir as escadas.
Assim que ele chegou no corredor estava arfando de cansaço e começou a abrir as portas até achar o dele e se deitar no chão.
–Você... Venceu Tris..., pode escolher o... Que quiser. –falou com paradas até sua respiração se acalmar.
–Hum... –pensei. –Por enquanto nada, mas vou guardar para uma vez que precisar. –falei entrando no meu quarto.
Meu quarto é muito lindo as paredes de um bege claro e branco com alguns dos meus ursinhos em cima da cama, que era coberta com roupa de cama branca, rosa e dourado claro, tinha uma poltrona bege do lado da janela que tinha portas enormes para passar por elas, e assim que fiz dei de cara um uma sacada linda com mais duas poltronas e meu telescópio.
Em frente da minha janela tinha outra casa que a sacada ficava de frente para a minha, tinha duas poltronas parecidas com a minha em um tecido marrom escuro e uma mesinha entre elas a distancia das nossas sacadas não era muita, mas preferi não pensar muito nisso.
Ouço um barulho atrás de mim e me viro vendo meu pai entrar no quarto com as minhas malas.
–Aqui estão. –falou sorrindo para mim.
–Obrigada pai. –falei indo até ele e o abraçando.
Ele retribuiu passando a mão por meus cabelos loiros e longos suspirou e me afastou segurando pelos ombros, ele me olhou com os olhos azuis e falou.
–Nós iremos esquecer o que aconteceu lá em Nova York Tris, e quero que você esqueça também, não te quero sofrendo mais do que já sofreu. –falou com os olhos marejados e aos poucos os meus começavam a se encher de água também. –Comece uma vida nova com amigos novos, novas aventuras, não se prenda ao passado, agora seremos só nós e ele não vai mais voltar a te importunar.
Escondi o rosto em seu ombro chorando mais, lembrando do terror que passei, meu pai me abraçou até eu me acalmar e depois me soltou.
–Amanhã já que é domingo você e Caleb tem o dia livre e segunda vocês tem aula às 7 horas. –avisou e saiu do quarto.
Passei o resto da tarde arrumando minhas roupas no closet, e sem jantar fui dormir esperando pelo dia seguinte.
Assim que amanheceu, me vesti com um short e uma regata preta, calcei meu tênis e prendi meu cabelo em um coque alto junto com uma tiara para prender os fios que caiam em meus olhos.
Desci as escadas e encontrei todos na cozinha já começando a comer, sentei do lado de Caleb peguei uma torrada, suco de laranja e bolo, terminei de comer e avisei que estava saindo, iria conhecer um pouco a cidade.
Peguei minha bolsa e sai, passei por diversos pontos turísticos de Chicago, conheci o shopping e comprei algumas roupas a pesar de não ser muito fã de compras.
Decidi mudar de estilo, agora co uma vida nova pretendo mudar tudo o que puder lembrar ele, antes eu tinha um estilo mais menininha, roupas cor de rosa, inocente e que dependia dos outros, mas não sou mais assim, antes de me mudar comecei a aprender alguns tipos de luta pela internet não sabia muito, mas me ajudou bastante quando aconteceu...
Cheguei em uma praça comprei um frappuccino de caramelo e me sentei em um dos bancos com mesa que dava de frente para uma pista onde muitos corriam, uns caminhavam e outros só andavam e conversavam, muitos estavam acompanhados com cachorros de estimação, ficar sozinha me fazia lembrar dele, fazendo com que meu coração se apertasse, talvez por causa dele eu nunca mais iria me apaixonar por alguém novamente, eu sei que nem todos os homens são iguais, mas para que arriscar sofrer tudo aquilo que sofri, e quem irá me garantir de que não seria mais um espião me vigiando para que ele me encontre novamente e me destrua novamente, Eu realmente o amava, mas seu ciúmes obsessivo estava me deixando louca, ainda quando me movimentava bruscamente ainda sentia minhas costelas doloridas, por sua causa... meus olhos começaram a encher de água e afastei meus pensamentos.
Comecei a ficar cansada, então coloquei o meu óculos e sai caminhando, já passava um pouco do horário do almoço então já precisava voltar. Andei de vagar pela pista e o meu telefone tocou atendi reconhecendo o numero.
–Oi! –falei animada.
Tris é o Caleb, mamãe pediu para você voltar logo, iremos jantar com um amigo do papai e o filho às 20h.
–Ok Caleb, já estou voltando. –respondi. –Você sabe quem é?
Não sei não, o nome dele é Marcus, você conhece algum?
–Não... –Alguém trombou comigo e acabou derrubando meu celular no chão juntamente comigo, senti meu corpo ir de encontro ao chão, mas antes que meu rosto pudesse encostar fui parada a alguns centímetros de distancia.
Mãos grandes me seguravam firmemente pela cintura e pelo ombro me impedindo de cair, quando tentei me levantar fui carregada até o banco próximo dali e foi quando olhei para a pessoa que esbarrou em mim, cabelo loiro escuro, quase um castanho, olhos Azuis escuros e expressivos, sobrancelhas grossas e barba por fazer, mas ainda sim devia ter no Maximo 18 anos.
–Sente aqui por um momento. –falou e voltou para onde minhas sacolas estavam caídas, ele as trouxe de volta colocando do meu lado, ele pegou alguma coisa no bolso ajoelhou e começou a passar no meu joelho e me retrai pela ardência que causou.
Ele estava passando um pano com álcool pelo cheiro forte, no meu machucado, ralei o joelho quando cai e agora estava sangrando um pouco.
–Me desculpe por ter te derrubado estava tão concentrado que não vi quando você entrou na pista. –falou colocando um curativo no meu joelho.
Tirei os óculos guardando na bolsa para poder olha-lo direito, ele é lindo...
–Ah... –gemi quando ele encostou o curativo e o colou. –Obrigada.
–Esta tudo bem para Andar? –perguntou se levantando.
Me levantei e movimentei um pouco a perna me certificando antes de concordar com a cabeça. Peguei minha bolsa e as sacolas, estava saindo quando sua mão prendeu em meu braço senti um choque no locar em que ele colocou sua mão, olhei para cima encontrando seus olhos um pouco confusos.
–Esta mesmo tudo bem, precisa que eu te leve para casa? –perguntou olhando em meus olhos.
–Não Obrigada, não foi tão ruim assim. –falei colocando uma mecha do meu cabelo que se soltou para traz da orelha. –Eu estou bem.
Ele me olhou de cima a baixo me deixando um pouco constrangida, ele tirou o celular da faixa que estava presa em seu braço e os fones de ouvido.
–Vou te levar para casa por precaução. –Insistiu e o olhei com desconfiança, afinal quem iria oferecer uma carona para alguém que você nem ao menos conhece? Por acaso ele é louco? –Espere um pouco que vou buscar o meu carro.
Ele saiu correndo para trás de mim e foi em direção a alguns carros que estavam estacionados, esperei ele entrar no carro para junto com as sacolas na minhas mãos e a bolsa bem presa cruzada pelo meu corpo, correr para longe da praça atravessando ela chamei um taxi e assim que estava a salvo dentro dele me limitei a relaxar.
Que cara louco, devia ser um tarado, e se fosse algum tipo de psicopata? Em nova York não podemos confiar em pessoas que oferecem carona, pois muitas vezes são sequestradores que se fazem de ajudantes e ele vai me dizer que não me viu? Por acaso ele é cego? –pensei.
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