Notas iniciais
Rééllou meus lindo, titia voltou sem atrasos -não atrasei né?- enfim, leiam e leiam as notas finais tbm ♥

-Salsicha de novo? – os olhos azuis deslizavam do prato para a jovem.

-Se esta incomodado, vá em frente e faça outra coisa pra comer – disse simulando um sorriso

Bufando o rapaz deu uma garfada na salsicha, mas ficou a fitar a jovem comer. Estavam dividindo a mesa, o que agora era um costume. Quando Neliel mordeu um pedaço da salsicha Grimmjow não conseguiu segurar uma risada:

-Você gosta mesmo de salsicha, en? – malicia transbordava nas palavras do demônio.

A jovem corou, mas manteve a postura. Apontou a ponta da faca na direção do maior:

-Se ficar de gracinha, não vai comer nada

-Ok, ok – respondeu se dando por vencido.

O resto do jantar fora o mais quieto possível. A jovem não podia evitar o constrangimento; ele a observava descaradamente. Assim que terminou de comer, a bela pegou o prato e foi até a pia:

-Hoje você lava – ouviu um resmungo do maior, mas tão pouco se importou.

Deixou-o ali, com os pratos e copos sujos e foi para o quarto. Era um domingo chuvosos e, por mais que o tempo estivesse ruim, ela se sentia feliz; Grimmjow decidira dar o dia de folga. Se jogou na cama e se enrolou em um edredom enquanto ligava a televisão. Escolheu um filme qualquer e não demorou muito para adormecer.

Acordou com o barulho da chuva e da televisão. Mexeu-se, se espreguiçando lentamente. Levou um tempo pra perceber, mas quando notou, quase pulou da cama. Grimmjow estava com uma das pernas dobrada sobre a cama e estava com o dorso encostado na cabeceira da cama, assistindo televisão:

-O que faz aqui?

O maior encolheu os ombros:

-Estou vendo televisão.

A jovem levou um tempo para despertar por completo. Sentou-se na cama, ao lado dele, enquanto esfregava os olhos:

-Tem uma televisão lá embaixo, sabia? –resmungou

-Sabia, mas eis uma curiosidade engraçada, lá embaixo não tem TV a cabo e, curiosamente, não tem pornô

As esmeraldas rumaram para a televisão e fora só nesse instante que a jovem percebeu que ele, de fato, assistia pornô.

-Por que esta vendo isso? – se forçou a perguntar

-Me deu vontade – respondeu simplório.

As esmeraldas fitaram a tela por um tempo. Já não era inocente, mas assistir aquilo com Grimmjow ao lado a incomodava. A mulher estava deitada sobre a cama, de costas, enquanto o homem a penetrava. Neliel desviou o olhar, olhando para si e, em seguida, olhando para Grimmjow. Acabou percebendo que ele estava excitado; desviou o olhar rapidamente.

-Tenho uma puta vontade de fazer isso contigo – disse o maior.

A jovem acabou por corar a contragosto:

-Por que... Quer dizer, você pode ter a mulher que quiser, então por que eu? – matinha o olhar fixo sobre si, evitando olhar para ele ou para o televisor, mas os gemidos se tornavam mais altos e incômodos.

-Por que é você que eu desejo – a simplicidade como ele proferias tais palavras irritou Neliel.

-Me de o controle – esticou a mão, sem encará-lo

-Por quê?

-Esse barulho ta me incomodando – acabou reclamando mais alto do que queria.

-Eu abaixo então – mas então ele aumentou.

A mulher gemia loucamente e Grimmjow soltou uma gargalhada. Neliel se estressou, virou-se para Grimmjow, com o intuito de arrancar o controle da mão do maior, mas quando tentou, suas forças se esvaneceram. A mão da jovem rumou à direção do controle, contudo o carrasco agarrou-a pelo pulso e abaixou a mesma. A mão que antes segurava o controle, o largou e tomou os cabelos de Neliel e, se dar tempo de reação, ele a beijou.

Um beijo carregado de luxuria e sede. As línguas pareciam travar uma batalha, uma guerra sem vencedores. A mão do maior se fechou, puxando levemente os cabelos da jovem. Um resmungo misturado com um gemido fora abafado durante um beijo. A jovem devia se afastar, não podia se entregar, contudo naquele instante não pensava nisso.

Assim que os lábios se separaram, Grimmjow logo tratou de atacar novamente. Os lábios do maior desceram até o pescoço da meretriz. Sugou e lambeu a pele. Neliel se sentia cativa daqueles toques e ao passo que gostava deles, se odiava por estar desfrutando. As mãos do demônio percorreram as curvas da jovem enquanto o rapaz a guiava, deitando-a na cama e subindo sobre ela, sem parar com as caricias e beijos.

O rapaz pressionou o corpo da jovem. Neliel sentiu a ereção do maior pressioná-la e lutou para não gemer, por mais tentador que pudesse parecer. A mão de Grimmjow deslizou por dentro da blusa da jovem, apertando um dos seios enquanto o rapaz tomava os lábios rosados novamente. O pouco de sanidade restante na jovem se fez presente. A jovem separou os lábios do maior e o empurrou:

-Chega – disse ofegante

Um sorriso malicioso e levemente obscuro moldou os lábios do demônio:

-Por quê? – a mão que antes apertara o seio da jovem, deslizava para a direção do short, puxando o elástico minimamente – Eu sei que você quer – disse triunfante

-Eu disse chega – a jovem tirou a mão do rapaz de si e o empurrou novamente

Grimmjow permanecia sorrindo, mesmo com a aquela atitude por parte de jovem. Ele se levantou, dando um leve vislumbre da ereção evidente. Neliel evitou olhar para a direção dele. Sentou-se a cama, tentando recompor a postura:

-Boa noite, Nel-chan

Assim que o demônio saiu do cômodo, a jovem pegou o controle e desligou a televisão. Depois disso, voltar a dormir foi uma batalha dura.

==

Na manhã seguinte, Neliel não viu sinal de Grimmjow, contudo procurou não pensar muito a respeito. O dia no trabalho fora comum, tal como tantos outros, a exceção das ultimas horas de trabalho. A jovem teve de ficar fazendo hora extra, na esperança de entregar um relatório que já deveria estar pronto. Passavam das dez quando a jovem enfim terminou os afazeres. Saiu do trabalho a passos largos, já passava da hora de estar em casa.

Chegou à estação do metro pouco depois. A estação estava mais vazia do que jamais vira. Um vento gélido remexeu as mechas verdes. Algo deixava a jovem inquieta. Fitou os lados, viu dois homens mexendo nas câmeras, trocando os fios, mas tirando eles, mas ninguém estava por perto. Depois de um tempo, suas companhias foram embora.

Olhou para o relógio, não faltava muito pra o metro chegar. Abraçou a si mesma quando outra rajada de vento a acolheu. Um arrepio se fez presente e o coração da jovem batia num ritmo acelerado, embora não houvesse motivo aparente para isso. Pensou ter ouvido passos, mas antes de qualquer coisa, sentiu uma mão cair pesadamente sobre seu ombro puxando-a para trás.

Um homem alto e magro a encarava com olhos de fúria. A outra mão pousou no ombro livre e ambas se fecharam com violência, não dando chances de Neliel fugir:

-Há quanto tempo – um sorriso tremulo e carregado moldou os lábios finos do rapaz

Neliel se limitou a olhá-lo com surpresa e medo. Qualquer coisa de familiar se encontrava naquele rosto, mas a jovem tão pouco sabia o que exatamente era.

-Achou que podia se livrar de mim, vadia?! – as palavras saíram um pouco mais altas e uma das mãos liberou o ombro para golpear o rosto da menor – Achou que poderia simplesmente fugiu? – aquele tom ficava mais familiar, contudo aquele ainda era um estranho para Neliel.

-Eu não sei quem você é – gritou enquanto tentava inutilmente se livrar do homem.

A mão que jazia sobre o ombro deslizou pesadamente para o braço e lá se fechou com força enquanto a outra se fechava em torno do pescoço de Neliel. Por um segundo a jovem foi privada de ar, mas depois a pressão foi diminuindo:

-Não sabe? – o homem fez Neliel fitá-lo – NÃO SABE?! – ele rugiu e mais um tapa foi desferido no rosto da jovem, que agora o tinha tingido de um tênue vermelho proveniente dos golpes.

Neliel batia nele, dando murros, mas ele não parecia sentir e, se sentia, pouco se importava. Ele forçou um contato visual novamente:

-Não minta pra mim vadia, eu sei que é você. – ele aproximou o rosto – Nunca esqueceria esse rostinho de puta santa

Algo naquele rosto fazia Neliel se amedrontar. De certa forma ela o conhecia. Varreu as memórias na esperança de poder lembrar-se daquele que estava a sua frente:

-Não sei como sobreviveu, mas não pense que terá a mesma sorte – um sorriso sombrio moldou os lábios do homem.

Neliel então entendeu tudo. Não precisava de lembranças pra saber quem era ele. Aquele que me matou, pensou de súbito. Tentou se soltar, mas de nada adiantou, contudo ela precisava fugir. Sem pensar muito, ela cuspiu na cara do homem que a soltou por uns instantes. Ele recuou passando a mão pelo rosto:

-Sua puta – o homem puxou da cintura uma faca – vai pagar por isso.

Tudo o que veio a seguir foi muito rápido. Neliel deveria ter fugido, mas algo nela a fez ficar e atacar. Correu na direção do homem e o empurrou na direção dos trilhos. Não houve tempo para que ele pudesse cair, pois logo corpo foi atingido pelo metro que passou rapidamente.

Sangue voou pelo ar e a rajada de vento que acompanhava o metro fez os cabelos verdes dançarem freneticamente. Neliel deu passos trêmulos para trás. Então as pernas da jovem falharam e ela caiu de joelhos no chão, com o olhar fixo à frente, mas que nada via. Havia sangue salpicado no chão e na própria Neliel. Ela tremia e fora só então que se lembrou. Lembrou de Nnoitra e daquela noite. Lembrou-se do motivo e a cima de tudo, lembrou da morte e de sua sensação gélida e sufocante.

Notas finais
~~Mural da tia Bou ~~
primeiro, me mandaram um sugestão muito daora de escrever uma cap a parte com UlquiHime, well essa sugestão sera levada em conta, contudo não sei se conseguirei encaixá-la marotamente - qualquer coisa faço um especial depois da história ter sido concluída
segundo, meus amores, a titia need saber a opinião de vocês em relação ao meu trabalho, criticas e sugestões são bem vindas ;3
terceiro, até o próximo kk x3