Notas iniciais
Well, cap. meio atrasado, mas tenho razões. O tec. ta arrancando meu couro e essa semana é semana de prova. Isso mesmo meus queridos, se eu tirar nota baixa em rede, a culpa é de vcs -Qn
Nome do cap. me fez lembrar o Dio (gc) mas deixa pra lá 8'D
leiam notas finais

Trabalhava em uma cafeteria. Estudava em uma faculdade que ficava a duas quadras do trabalho, morava sozinha. Não tinha namorado, mas tinha amigos. O trabalho de meio período não tinha o salário dos sonhos, mas conseguia viver, consegui seguir em frente. Sorria, conversava, vivia mais do que agora, e talvez mais do que voltaria a viver...

-Você devia estar estudando – os verdes se estreitaram na direção do moreno, que deu de ombros – Vocês dois, francamente, o que eu faço com vocês dois? – suspirou pesadamente

O jovem de cabelos prateados tinha seu rosto seu habitual sorriso:

-E você deveria estar no trabalho

-Estou de folga – a jovem encostou-se ao batente da porta – o que querem?

-Não tínhamos nada pra fazer... – respondeu ainda sorrindo – Mas já que esta em casa, que tal passarmos na casa Lolly e Melolly e sair?

-Fala como se tivéssemos o dinheiro da passagem – disse o moreno de mau humor

-As duas estão na faculdade – Respondeu à jovem

-Então saímos nós três – a simplicidade com que o jovem sempre rebatia as coisas, às vezes colocava os nervos da jovem a prova.

-Céus – suspirou –Eu vou, mas só dessa vez, sabem o quanto eu odeio quando matam aula – ela passou pelos dois a passos largos e por fim eles a seguiram.

Tinha amigos, mas seus melhores amigos talvez fossem eles... Talvez. Gin era sempre sorridente, mas nem sempre aquele sorriso significava felicidade. E Nnoitra... Talvez ele tivesse sido seu amigo, mas se um dia foi, não sabia dizer.

A amizade fora colocada de uma maneira diferente alguns dias depois. Em uma praça, sozinhos. O moreno havia dito que tinha algo importante pra falar com ela. Estavam caminhando no campo da praça quando tudo mudou:

-Neliel – ele parou bruscamente. A jovem parou alguns passos à frente, e virou para olhar o amigo – A coisa importante – ele não a encarava, olhava o chão, as folhas, as arvores a volta, tudo, mas em nenhum momento para ela – Eu gosto de você

As palavras a atingiram tão subitamente e surpreendentemente que mal pode pensar no que dizer. O silencio se tornou constrangedor e mais longo do que deveria, do que podia. Nel o olhava com descrença, eram amigos há cinco anos, ou tão perto disso que não fazia diferença. Sempre o via com varias garotas, lindas em sua maioria, mas ele nunca demonstrou grandes sentimentos por nenhuma delas, seria por isso?

-Noitora... Eu... – lutou para conseguir formular algo para dizer – Eu, gosto de você, é meu amigo e-

-Mais do que isso – ele se aproximou dela, mais rápido do que a jovem esperava.

Por um instante ele tentou beijá-la, mas logo recuou quando ela virou o rosto.

-Não mais do que isso – recuou e sem perceber um abismo se formou entre eles.

Ela agia normalmente, ainda eram amigos no fim das contas. Mas o mesmo pensamento não pareceu atingi-lo, pois ele mudou. Subitamente, o moreno passou a se distanciar, falava apenas o indispensável e evitava olhá-la. A principio Neliel pensou ser apenas uma fase, contudo os dias mostravam o quando aquela esperança era fútil. Um abismo invisível e tão profundo que a jovem se sentia prestes a se perder nele a qualquer momento.

Por diversos momentos ela tentou superá-lo, mas o Nnoitra continuava frio e distante. Com o tempo aquela situação se estabilizou, contudo estava longe de acabar. Nnoitra passou a ter ataques de ciúmes cada vez mais barulhentos e incômodos; e todos violentos ao seu modo. Até que o temido ápice chegou.

Um ataque de ciúmes mais bestial do que Neliel podia espera e tudo por um rapaz que a jovem conhecera durante o trabalho. Já passavam das dez e Neliel dava passos largos enquanto Nnoitra a seguia laçando afiadas acusações:

-Sorria pra ele como se ele fosse o ser mais bonito da terra! E eu vi as insinuações – gritava, por sorte, a rua estava vazia; uma sorte tão efêmera.

-Não acredito que você fica me vigiando – apesar da raiva, tentava a todo custo não levantar o tom de voz, mas a cada investida do moreno, isso se tornava mais difícil.

-E eu não acredito que estava dando mole pra ele! – e então a jovem parou de caminhar, por meio segundo foi tomada pelo ódio que lutava para conter, mas agora era tarde de mais – Parecia uma puta bajulando um cliente.

Nel se virou e deu um tapa na face do moreno. O rosto de Nnoitra ficou vermelho instantaneamente:

-Não me chame de puta – disse entre dentes – Com quem eu saio, com quem converso, COM QUEM EU FODO, NADA DISSO LHE DIZ RESPEITO!

Por muito tempo a jovem suportou acusações infantis e violentas por parte do amigo, lutava para conter a raiva, pelo bem da amizade. Contudo quanto mais o tempo passava mais Nel se convencia de que não era uma amizade recíproca. Mesmo assim tentou, mas todos têm um limite, e Nel sentia que o seu havia passado há muito.

-Não somos nada – éramos amigos – por isso, não tem o direito de se meter na minha vida – sua voz soou ríspida

O rosto do moreno estava em chamas, se pelo tapa ou pela raiva, isso Nel não sabia dizer:

-Então é assim?! – parte de sua expressão era supressa e a outra puro ódio

-Sempre foi assim! – a jovem já não pensou nas palavras, apenas as proferiu sem pensar no impacto das mesmas, tão pouco no que poderia vir a seguir; pobre inocente erro.

Em meio minuto tudo mudou. Nnoitra puxou uma faca que tinha na cintura e, quando Neliel percebeu o perigo, já tinha sangue manchando-a. O gélido toque da lamina fora rápido, mas profundo, e a dor não se demorou a chegar. Quando Nnoitra se afastou, a dor a consumiu e as forças se esvaneceram e assim foi ao chão. Talvez se alguém estivesse lá, seu fim seria diferente. Talvez se tivesse tentado com mais ímpeto voltar à amizade com ele, tudo seria diferente. Ou talvez, nada pudesse ser.

O moreno falava, mas palavra alguma fora escutada. Tudo sumiu e voltou, mas quando voltou, já não era seu assassino que a fitava, mas sim seu carrasco. Talvez... E se tivesse dito não?

Com ódio abriu a porta e passou por ela a passos largos e pesados; a fechou com um chute. E lá estava ele, parado de frente para porta. Qualquer coisa naquela maldita expressão acusava que ele esperava algum tipo de atitude assim; ou talvez fosse apenas impressão. Mas isso não importava:

-Você sabia! – tanto a dizer, mas apenas aquilo pareceu explicar tudo.

-Sabia

-Não foi uma pergunta – ela deixou a bolsa cair. Sentia-se perdida, confusa, mas acima de tudo, tinha raiva. – E por que diabos não me contou? Sabia como eu morri, tinha visto. Sabia esse tempo todo, e mais, sabia que viria atrás de mim! E o que fez?

-O que queria que eu fizesse? – seu rosto se manteve inexpressivo apesar de tudo. Aquilo só alimentava sua frustração.

-Já matou por mim antes – soou sombria. No inicio abominava a violência, mas isso foi antes de conhecê-lo, antes de morrer.

-Quando um demônio faz um pacto com alguém, é dever proteger o humano que lhe entregou a alma, mas não podemos interferir quanto à causa de morte.

-Podia ao menos ter me contado!

De certa forma se sentia traia, mas ele era um demônio, o que poderia esperar dele se não pecado e traição? Um sorrio, um maldito sorriso moldou os lábios dele:

-E o que você faria? – escárnio, foi isso que sentiu dele.

-Eu... Eu o matei – fora só então que percebeu aquilo que tinha feito. Matara uma pessoa, um ser humano, um homem que fora seu amigo algum dia, deveria se importar, não é?

-Eu sei, se não tivesse feito, não teria lembrado o que aconteceu antes

E mais uma vez não pensou. Foi até o maior, queria batê-lo, esmurrá-lo. Tentou, mas Grimmjow fora mais rápido. Segurou ambos os pulsos da jovem a jogou contra a parede:

-Eu realmente não entendo por que esta tão putinha – sorriu maliciosamente

-Você deveria... – as palavras sumiram de súbito. – Eu...

-Confiou em mim? – mais escárnio.

Tinha as palavras prontas para serem cuspidas, mas elas sumiram novamente quando ele tomou seus lábios. Tudo sumiu, naquele instante, toda a raiva, lembranças, remorso, tudo se mostrou tão trivial que se esqueceu de tudo. Lembrava-se vagamente de um bom motivo para evitar se envolver com ele, mas qualquer que fosse, também esquecera.

Seus lábios se separaram em busca de ar e voltaram a se unir mais fervorosamente. A jovem foi pressionada contra a parede com um pouco mais de intensidade e as caricias já eram mutuas e maliciosas. Grimmjow chupava o pescoço alvo da jovem, deveria se preocupar com futuras marcas, contudo não reclamou. Um gemido escapou de seus lábios quando ele apertou um de seus seios. Também deveria se importar com seus gemidos?

Ele a ergue pelas pernas, trançando-as em sua cintura. Foi caminhando até o sofá, e a jogou sobre ele. Por algum tempo ambos se limitaram a se olhar. Olhares maliciosos que mostravam a intenção de ambos. Os olhos do demônio brilhavam e pareciam gravar cada curva de seu corpo, já os da jovem expressão um desejo de expectativa.

Grimmjow então se aproximou e voltou a tomar os lábios seus rosados. As línguas dançavam e se entrelaçavam com malicia e provocação. Antes de se separarem, o maior chupo o lábio inferior da jovem. Não demorou muito para a blusa de Neliel ser arrancada, assim como a de Grimmjow. O maior abriu o sutiã da bela, e sem hesitação, tomou um dos seios fartos; passou a lamber e chupar o mamilo rosado.

As mãos do maior desceram até a calça da jovem. Interrompeu seu ato para retirar a calça, mas logo voltou sua atenção ao mamilo enrijecido. Neliel apenas se entregava as caricias dele, já pouco importava se ele era um demônio, se ele há tinha condenado; afinal, se não fosse por ele, tudo teria acabado naquele dia. As pequenas mãos da jovem pousaram nos cabelos azuis, puxando vez ou outra algumas mechas.

A jovem arquejou quando sentiu um dedo penetrá-la; não percebeu quando exatamente ele havia abaixado sua calcinha, mas isso também não importava. Outro dedo a penetrou e ambos se moveram. Gemidos saiam de seus lábios e Neliel passou a remexer-se, desejando mais daquele profano toque. Remexeu o quadril e afastou um pouco mais as pernas, queria mais.

Grimmjow se levantou o suficiente para olhar seu rosto corado e a penetrou com mais intensidade; se deliciou com sua expressão de prazer. Passou a masturbá-la. As mãos da jovem se agarraram aos ombros dele, apertando com força. A masturbação ficou mais intensa, até que a jovem chegou ao ápice. O maior levou os dedos molhados à boca, e chupou o conteúdo que cobria os mesmos.

Neliel não teve muito tempo para reagir; o moreno desnudou a ereção e a penetrou sem cerimônias ou pudor. Gemeu provocante e mexeu o quadril, pedindo por mais. Seu desejo foi concedido imediatamente, e o maior passou a se movimentar. Movimentos rápidos, que a penetravam profundamente. Vez ou outra seu membro saia por completo e a penetrava de uma vez; nessas investidas, gemidos mais altos eram proferidos.

Os movimentos ficaram mais rápidos. Como Neliel sempre suspeitara, ele não era nem um pouco cuidadoso; mas ela gostou. A beijou com fervor e logo sentiu seu liquido invadi-la. Alguns poucos movimentos depois, ela gozou novamente. Beijaram-se uma, duas vezes mais. Algo profano, um pecado talvez mortal, mas tudo o que pensava era na sensação maravilhosa que tivera, e no gosto delicioso que o pecado poderia ter.

Notas finais
~~~~~~MURAL DA TIA BOU ~~~~~
Então meus queridos, sobre a fic, quero reviews!
Eu realmente estou meio que "improvisando" certas partes, mas já tenho um final programado, contudo acredito que ira demorar pra isso, enfim, até lá quero suas opiniões então não deixem de comentar ♥
responderei as reviews em breve ♥