Beast And The Harlot
2 Prostituição
Notas iniciais
viram que linda a capa? fui eu que fiz -q
Quem esta gostando dos capítulos do manga levanta a mão \o///// kkk
enfim, espero que gostem =3
Prostituição:
O alarme tocou. A jovem de cabelos e olhos esverdeados ainda permanecia deitada na enorme cama de lençóis brancos. Da fresta da janela, alguns raios de sol iluminavam seu quarto; mais um dia começou. Como encarar mais um dia sem nem ao menos ter se recuperado do dia anterior? Essa simples questão ecoou na mente da bela jovem, que a muito custo se levantava da cama. Seus olhos já não tinham o brilho que costumavam ter, seus lábios rosados formavam uma linha reta; um suspiro os deixou.
Chegou a sua mesa e, como de costume, colocou a bolsa sobre a mesma. Seu computador já estava ligado, coisa incomum. Ela fitou a máquina, mas antes de poder tirar qualquer conclusão, uma jovem de cabelos longos e laranjas, veio ao seu encontro:
Neliel retribuiu o bom dia com um leve sorriso.
–De nada – respondeu enquanto se sentava em sua costumeira cadeira de trabalho. – Ele já chegou?
–Ótimo – Neliel estalou os dedos e passou a digitar freneticamente. As esmeraldas permaneciam fixas ao monitor.
–O que esta fazendo? – a ruiva ainda fitava a tela da máquina.
“Ele” era simplesmente o chefe de Neliel. A jovem era secretária de Ichimaru Gin, um rapaz alto, magro e com um sorriso amedrontador, segundo as palavras de alguns funcionários. Para Neliel, que conhecia bem um sorriso amedrontador, seu chefe não passava de um chato debochado. Mas apesar de sua opinião peculiar sobre o chefe, ela nunca havia dito nada a respeito, nem mesmo para Inoue.
No mesmo momento ela se afastou do teclado e acolheu o aparelho com ambas as mãos. Era uma mensagem da ultima pessoa que Neliel queria ver na vida.
Típico dele. Na verdade, a jovem podia ouvir a voz dele pronunciando tais palavras. Com um suspiro pesado ela voltou ao teclado. Agora ela tinha certeza de que teria um dia difícil pela frente.
Passavam das seis da tarde quando Neliel se preparava pra ir embora. Dando uma ultima olhada por sua mesa, ela constatou que estava tudo feito; pegou sua bolsa e celular, o colocando em seu bolso e caminhou até a sala ao lado. Ao chegar lá deu de cara com Inoue mexendo em varias folhas jogadas a sua mesa:
–Ah, esta bem, Nel-chan – respondeu mantendo seu olhar e atenção voltados à papelada.
–Eu até te ajudaria, mas eu tenho um compromisso... – o olhar dela recaiu ao chão. Inoue a ajudou tantas vezes; um sentimento de culpa nasceu em Neliel.
–Amanhã é sábado. – Neliel sorriu. – Até segunda – ela acenou para a colega, que retribuiu o ato.
Assim que atravessou a rua seus olhos se fixaram em uma figura conhecida. Um rapaz que aos olhos de muitas meninas era considerado belo, mas não para Neliel; ela o via como um ser irritante, seu próprio carrasco. Ele estava encostado na parede, totalmente alheio; sua atenção estava voltada a um grupo de colegiais com coxas e seios atraentes. O jovem só percebeu a presença de Neliel quando a mesma permaneceu parada a sua frente, o encarando com a pior das expressões:
–Já disse pra não me chamar assim, Grimmjow! – as palavras foram lançadas com rispidez.
–Posso ao menos passar em casa? Queria trocar de roupa – a jovem assumiu uma postura menos hostil
Mesmo contraria, Neliel se viu sem saída; o seguiu bufando. Desde aquela funesta noite, a vida da esverdeada mudou drasticamente. Ela iria morrer, mas suplicou por sua vida; Grimmjow a salvou, mas desde então, ela passou a servi-lo. O jovem rapaz de cabelos e olhos azuis era um demônio, um ser das trevas que se alimenta do sofrimento e dor dos humanos. Quando ele a salvou, uma divida fora feita, desde então, a bela tem trabalhado para ele, pagando a divida pouco a pouco.
Contudo, para tornar as coisas mais obscuras, seu local de trabalho não ficava na pacata cidade onde morava – o que de certa forma a deixava mais segura, afinal, isso evitava encontrar algum conhecido. O casal adentrou a um beco e, quando o rapaz se certificou de que não estavam sendo seguidos, ele abriu um portal negro. Mesmo sendo algo incomum, a jovem já havia se acostumado com tal passagem inexplicável. Ambos entraram, aquele era o acesso para outro lugar; uma cidade com a alcunha de “cidade dos demônios”.
Neste antro de pecados e sofrimento ficava um dos bordeis mais populares da região; Red. Era lá que Neliel trabalhava. Ignorando a cena de decadência a sua volta, a jovem entrou no bordel, seguindo Grimmjow. O lugar era iluminado por luzes vermelhas. Homens se embebedavam enquanto lindas mulheres dançavam ao som de uma musica sensual e envolvente:
Harribel é uma linda morena de cabelos loiros e seios fartos, contudo apesar de sua beleza evidente, ela não se envolvia com os clientes; essa tarefa era passada para suas funcionárias.
Grimmjow se sentou em um dos bancos do barzinho que ficava próximo à entrada. Harribel lançou um olhar reprovador a ele quando o mesmo abria uma garrafa de whisky sem permissão:
A loira suspirou enquanto se encostava-se ao balcão:
Grimmjow apenas deu de ombros. Ele pouco se importava para quem podia ser, apenas queria uma vítima. Cada alma condenada por ele lhe dava mais força.
–Harribel, quem é a gostosa? – apontou na direção da loira que dançava sozinha no palco principal. Ela trajava apenas um top e um short curto e apertado.
Grimmjow sorriu maliciosamente e assentiu. Ele já havia dormido com todas as garotas do local, exceto uma; Neliel. Não que a jovem não tivesse despertado seu interesse, contudo ela se mostrou mais difícil e, mesmo depois de alguns meses, a bela não cedeu a nenhuma das investidas dele. Apesar disso, ele não tinha em mente desistir dela, na verdade, sua resistência a tornava um alvo mais atraente.
No quarto a jovem trocava de roupa. As vestes confortáveis que antes usava, agora foram substituídas por uma saia de prega negra e uma pequena blusa apertada e vermelha, meias negras lhe cobriam até o joelho, luvas de couro e um acessório prendia a metade suerior do cabelo enquanto a outra metade ficava solta. Olhou-se no espelho; não podia negar, aquela roupa pecaminosa deixavam seus dotes mais evidentes, porem não a deixava confortável.
Neliel nunca soube ao certo o porquê daquele rapaz tão quieto e inexpressivo estar em um lugar daqueles, contudo podia-se presumir, afinal, assim como Grimmjow, ele era um demônio. O moreno a olhou friamente, gesto típico dele:
Neliel murmurou um “obrigado” e foi à procura de sua “chefe”. Enquanto caminhava viu duas ou três garotas de programa fazendo seu trabalho, algumas até sorriam. A jovem esverdeada não conseguia entender como elas podiam se divertir com aquilo; transar era bom, isso era um fato, contudo fazer com um desconhecido a troco de dinheiro? Não entendia como elas podiam sentir prazer nisso. Mesmo sem muita experiência neste trabalho, a jovem sempre tentou ser o mais profissional possível, confessa já ter sentido prazer algumas vezes, mas fora algo momentâneo, isso por que a maioria dos clientes só procuravam satisfação própria.
–Vou trabalhar até que horas? – indagou ríspida e direta
Depois de algumas goladas ela a devolveu. Seria uma noite difícil, encará-la sóbria não estava em seus planos.
Notas finais
a tia gosta de ouvir a opinião marota de vocês, não esqueçam disso ♥
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