Notas iniciais
Olha a tia Bou aqui *u*
gente, agradeço as pessoinhas que tem comentado lindamente ♥
outra coisinha, a formatação do Nyah me trollou no ultimo cap. então aos que ficaram meio perdidos na leitura, desculpem
outra coisa... eu tinha que colocar o Ulquiorra lindo maravilhoso na fic, pq eu amo e ele é o love da minha vida - se vcs sabem alguma fic UlquiHime marota, me manda um mp me mandando o link maroto *u* -
de qualquer maneira, leiam meus amores ♥

Madrugada

Na cidade do mal, passava das três da manhã, o horário onde os demônios se divertem.

Neliel olhava seu reflexo no espelho, sua expressão era de puro cansado. Abriu a torneira, acolhendo um pouco de água em suas mãos, em seguida, jogou o liquido sob o rosto; repetiu o gesto mais algumas vezes. Voltou seu olhar para seu reflexo, deu um suspiro e levou uma das mãos úmidas, deslizando=a pelas mexas verdes. Neliel estava um pouco alta por conta dos goles de whisky que dera. Depois de um tempo a pensar, a jovem saiu do banheiro. Suas vestes agora eram as usuais; seu expediente havia acabado.

A bela meretriz caminhava pelos corredores do prostíbulo, agora que foi dispensada por Harribel, precisava encontrar Grimmjow; afinal seria ele quem a levaria para casa. Parou em frente a uma porta, gemidos sonoros eram ouvidos da parte de dentro. As esmeraldas analisaram a porta de madeira a frente, por um segundo hesitou, mas logo bateu na mesma; Harribel havia dito que seu “senhor” estaria ali e, por mais que lhe odiasse a ideia de ter de chama-lo, precisava dele para ir embora.

A porta não fora aberta de imediato, na verdade a jovem teve que se mostrar insistente, batendo mais algumas vezes na mesma. A ponto de perder a paciência, Neliel esbravejou:

–Grimmjow, eu quero ir embora porra!

Vendo que não tinha outra saída, a porta se abriu. Uma jovem de cabelos loiros e seios fartos veio atendê-la. Neliel encarou com pouco caso a novata que se encontrava apenas enrolada a um lençol vermelho; Matsumoto, não? Harribel havia a apresentado para as demais garotas há pouco tempo; Neliel se lamentou por dentro, mal havia chegado e já caiu nas garras daquele conquistador barato? E falando no diabo, o mesmo estava sentado enorme cama de casal, estava nu, contudo um lençol lhe cobria as partes intimas:

–Porra Neliel, não podia esperar? – questionou aos berros.

Neliel lhe lançou um olhar letal: — Vai ter todo o tempo do mundo pra fuder com quem quiser – uma leve pausa se fez presente e seu olhar passou rapidamente pela novata — mas agora vai me levar pra casa! – Seu olhar agora havia voltado para o rapaz, que se ateve a sorrir daquela atitude mandona.

Se vendo vencido, Grimmjow acabou por concordar:

–Esta bem, já estou indo.

Neliel virou-se, deu alguns passou e ficou a esperá-lo encostada na parede ao lado. Enquanto aguardava o rapaz, a jovem mexia no celular. O visor marcava 03h45min, por dentro agradecia aos céus por não ter de trabalhar mais tarde, ao menos não no escritório.

Depois de algum tempo a espera — que pareceu ser uma eternidade aos olhos de Neliel — Grimmjow enfim saiu do quarto, devidamente vestido; uma calça jeans e uma blusa negra, trajes simples. Sua acompanhante disse algo a ele e sorriu; Neliel os olhava. O maior retribuiu o sorriso, sussurrou algo no ouvido de Matsumoto e depois lhe deu um beijo provocante. Aquilo incomodou Neliel de uma maneira nítida e inexplicável ao ver da mesma.

Desviou o olhar e limpou a garganta, mostrando seu desconforto. Matsumoto enfim se despediu do maior, que deu um tapa sonoro na traseira da loira. Neliel estava amolada; por que ele tinha que demorar tanto?

O encarando com um enorme bico nos lábios a menor dissera:

–Agora podemos ir? – sua retórica saiu ríspida

Ela ficou visivelmente irritada com a cena que havia visto, contudo aquela não seria uma atitude comum da mesma; isso por que ela já havia presenciado esse tipo de cena antes, contudo nunca havia revelado uma reação diferente à apatia que sentia ao presenciar as atitudes pervertidas de seu senhor.

Grimmjow se divertia com a reação pouco comum da jovem; talvez ela tivesse bebido mais do que deveria. Sem dificuldades, o maior abriu um portal semelhante ao que abrira antes. Ambos passaram por ele, estavam na frente da casa da jovem. Sem encara-lo ou dizer qualquer coisa, ela pegou sua chave e abriu a porta. Adentrou a casa e estava prestes a fechar a porta quando o pé de Grimmjow a impediu que completar esse ato:

–Não vai me convidar para entrar? – seu sorriso a irritava.

Sem dizer nada ela se afastou da porta, o deixando entrar. Jogou a bolsa sobre o sofá e subiu as escadas. Grimmjow tinha a péssima mania de adentrar a casa da jovem e agir como se aquela fosse sua residência. Na maioria das vezes, Neliel costuma brigar com ele, porem ela se sentia cansada de mais para fazê-lo.

Chegou no banheiro e tomou um longo e aconchegante banho. Seu corpo doía e sua cabeça igualmente. Jogou-se a banheira e se deu ao luxo de ficar lá por um bom tempo;

Grimmjow, abusado como só ele, deitou-se na cama da jovem, pegou o controle remoto e ligou o televisor; estava agindo como se aquela realmente fosse sua casa. Neliel já havia saído da banheira e só então notou que não havia pego roupas limpas; saiu do banheiro enrolada a uma toalha e corou levemente ao ver que Grimmjow estava sob sua cama; já até havia esquecido da presença do maior em sua casa.

Os olhos azuis logo deslizaram até a jovem, que desviou o olhar:

–Você não tem casa? – disse ela escondendo seu rosto avermelhado enquanto caminhava para o armário.

Mesmo trabalhando como uma prostituta, a jovem esverdeada não perdeu por completo sua timidez. O rapaz, que ainda estava deitado na cama dela, mantinha o olhar fixo no corpo da bela; algumas mechas de seu cabelo estavam úmidas e o tecido, igualmente molhado, colava nas curvas tentadoras da jovem.

Depois de decidir que roupas colocaria, a jovem olhou para trás – na direção do rapaz que a encarava:

–Pode me dar licença? – quase o intimou a sair. Ele sorriu.

–Vai em frente, prometo não olhar – tal promessa soou tão desleal.

O maior virou o rosto e manteve seu olhar na tela do televisor. Neliel não deveria ter mais vergonha, não pela promessa, mas sim por outros momentos; por conta do trabalho, Grimmjow já havia visto a jovem nua algumas vezes. Momentos constrangedores aos olhos da bela.

Contudo, mais uma vez vencida pelo cansaço e pela lábia do rapaz, ela se deu por vencida; deixou a toalha ir ao chão. Colocou as peças inferiores primeiro. Olhou para enorme blusa larga que havia escolhido, pelo andar dos fatos, Grimmjow dormiria em sua casa – fato que já ocorrera algumas vezes – achou melhor colocar um sutiã.

A jovem colocou a peça, contudo ao ajusta-la em seu busto, o fecho em suas costas se abriu. Antes que a jovem pudesse tentar recolocar a peça, foi surpreendida pelo rapaz; ele levou as mãos até fecho do sutiã:

–Deixa que eu te ajudo – sua voz soou rouca e baixa, talvez até... Tentadora?

A jovem pareceu perder o ar assim como sua voz, seu rosto ficou um pouco corado. Com um cuidado incomum por parte do maior, o fecho do sutiã fora fechado, contudo ele não se afastou de imediato. A proximidade dos corpos era tentadora; o cheiro da meretriz intoxicava e enlouquecia o rapaz. Os olhos azuis agora brilhavam com o desejo. Por que ela não se entregava a ele?

O dedo indicador de Grimmjow desceu, fazendo um caminho imaginário nas costas da jovem, que se arrepiou ao sentir tal gesto; sua mão estava fria, contrastando com a pele morna da menor. O caminho só teve seu final quando chegou ao cós das calças da jovem; vê-la se arrepiar encheu a mente do maior de pensamentos nada castos.

Ele se aproximou um pouco mais, seu corpo encostou no dela e sua mão pousou sob a cintura da jovem. Neliel se odiava por desejar mais daquele contato, por querer mais dele. Sedutoramente, o rapaz encostou os lábios na orelha da jovem; mais um arrepio a consumiu:

–Eu vou dormir no sofá – uma frase tão imparcial, dita de maneira tão maliciosa e sedutora que quase fizera a menor enlouquecer.

Subitamente ele se afastou e pode jurar ter escutado um gemido de descontentamento vindo dela; sorriu triunfante. O maior saiu do quarto e fora para o sofá. Ao se jogar no mesmo, olhou para si; ereto por tão pouco? Maldita humana.

A jovem ainda recuperava a respiração descompassada. Sua mão pousou em seu pescoço. Sentia seu corpo formigar e um calor indesejado em sua intimidade a incomodava. Como podia desejar seu próprio carrasco? Maldito demônio.

Notas finais
Comentem seus lindos!]
se tiver algum erro ortográfico... a culpa é da escola que ta de greve -apanha-
enfim, até semana que vem seus lindo