Beast And The Harlot
4 Confissão
Notas iniciais
Muito obrigado a vocês fofas que me mandaram as fics UlquiHime pra mim ♥
Outra coisa, a Tia Bou esta começando a ver leitores fantasmas, pode não genten, isso me deixa muito tisti -chora- É serio 3
enfim, obrigado por acompanharem e quem chorou com o ultimo cap. de Bleach levanta a mão o/////// q
Noite de sábado. Muitas pessoas sairiam para curtir a vida, ir para uma balada ou simplesmente jantar com alguém especial. Outras pessoas ainda estão trabalhando; pessoas como Neliel.
Em um dos quartos vermelhos do bordel, a jovem estava deitada sob a cama. Um homem a olhava com luxuria enquanto a penetrava sem o menor pudor ou cuidado. Vez ou outra a bela deixava um falso gemido deixar os lábios; aquilo não era nem um pouco prazeroso para ela, contudo aprendeu a fingir. Ela o observava enquanto ele se sorvia em desejo e prazer.
O rapaz já parecia cansado, contudo continuava a realizar as estocadas. Neliel se perguntava como ele podia estar tão cansado em tão pouco tempo; esta mais do que obvio que ele não tinha experiência alguma naquilo. Parecia mais um daqueles caras solitários e mal amados que pouco se importam com o prazer alheio, dando total atenção a si mesmo; tão egoísta e deprimente.
Depois de mais algumas investidas ele chegou ao seu ápice; mais rápido que o normal. Todo seu liquido preencheu o preservativo que usava; Neliel não era louca e sempre usava camisinha. Não pretendia engravidar, muito menos de um maldito qualquer, como aquele. Cansado, o rapaz encostou o rosto nos fartos seios da bela. Eles ficaram assim por um tempo até que ele se levantou, retirando o membro da jovem.
Um sorriso satisfatório moldava os lábios daquele que Neliel nem se quer sabia o nome. Ele retirou o preservativo e o jogou a um canto qualquer enquanto se vestia. Neliel se sentou a cama, apenas fitava o jovem que se arrumava. De inicio a bela sentia náusea sempre que se relacionava com alguém daquele tipo, contudo passou a mascarar seus próprios sentimentos.
Hoje, o sentimento nauseante ainda esta vivido nela, todavia o mesmo esta aos poucos sento substituído por ódio e pena. Sim, ela sentia ódio de alguns e de outros pena, contudo tentava ignorá-los. De qualquer forma, ela aprendeu que neste serviço miserável, deve-se nutrir o mínimo de sentimentos. O rapaz pegou a carteira, retirando uma quantia de dinheiro e jogando as notas em Neliel:
-Ta ai, puta! – disse ele.
Puta? Era a palavra mais ofensiva que ele conseguia proferir? Um sorriso amargo e levemente atroz se formou nos lábios rosados. Se tal palavra fosse dita há algum tempo, ela certamente ficaria abatida, porem nos dias atuais, tal ofensa soou tão infantil; ao menos para ela.
Não ficando satisfeito ao vê-la sorrir, o rapaz lançou um olhar superior a ela:
-Você não passa de uma vadia! Um lixo que não serve pra nada
Uma gargalhada cruel deixou os lábios da jovem, que pegou as notas que antes foram jogadas a ela:
-O que é tão engraçado? – questionou aos berros.
Neliel já tinha as notas em mãos e lançou um olhar simples a ele:
-Se sou tão insignificante assim, por que você não transa com alguém realmente merecedor? – deu de ombros – Se bem que isso seria algo ruim, afinal – o sorriso cruel voltou a moldar os lábios da jovem – você não consegue nem satisfazer a mim, quem dirá uma mulher que vale a pena.
Os punhos do rapaz se serraram com força:
-Sua vadia! – ele rugiu.
O rapaz certamente iria agredi-la, contudo a porta se abriu com violência e dela um rapaz que de cabelos e olhos azuis passou:
-O que esta acontecendo aqui? – questionou em alto e bom som.
Neliel assistiu o rapaz se tremer por completo ao ver Grimmjow; alem de ser um miserável egoísta ele ainda é covarde. Simplesmente patético:
-Não aconteceu nada – ele logo se aprontou a responder.
-Ele esta te incomodado, Neliel? – Grimmjow simplesmente ignorou o que o jovem dissera.
A jovem foi caminhando a passos calmos até o demônio que a fitava:
-Não, esta tudo bem – disse ela ao passar pelo maior, que ainda a acompanhava com o olhar.
Grimmjow bufou, tinha esperanças de poder esmurrar alguém. Lançou um ultimo olhar ao rapaz que parecia tremer:
-Se não vai comer mais ninguém, mete o pé! – ordenou ríspido antes de seguir a jovem de cabelos verdes.
A jovem contava o dinheiro, retirou sua parte e deu a outra nas mãos do demônio, que guardou as notas no bolso. Aquela quantia que fora dada a ele pertencia a Harribel:
-Nenhuma gorjeta? Que maldito – resmungou o maior.
-Pois é – a jovem deu de ombros.
O casal se encaminha até o salão. Grimmjow se sentou em um dos bancos do barzinho e puxou Neliel para se sentar ao lado:
=O que quer? Ainda estou em horário de serviço – disse ela.
-Eu sei – o jovem pegou uma garrafa de whisky e a levou aos lábios – Eu escolho agora, esqueceu?
Neliel bufou. Vez ou outra Grimmjow escolhia alguém em especial; como ele tinha olhos de demônio, podia ver a alma mais pura – ou menos profana – que pudesse estar no local. Os olhos azuis brilhante passaram pelo salão; podia se notar um toque cruel naquele simples olhar. Com um sorriso igualmente cruel, ele apontou para um jovem no meio daquele antro de perdição:
-Aquele ali – declarou pausadamente.
As esmeraldas rumaram à direção em que seu amo apontou:
-O cara de cabelo laranja? – indagou.
-Ele mesmo – mais um gole no whisky – Não flertou com ninguém desde que chegou. Só bebe e to começando a achar que ele é viado
-Então seria melhor você ir, não acha? – zombou a jovem.
-Você mais do que ninguém sabe que eu prefiro uma gostosa – um olhar penetrante fora lançado a ela, que desviou o olhar
-Eu não sei de nada – falou antes de ir à direção do rapaz.
O jovem em questão parecia ter em torno dos seus 18 anos ou na mais elevada hipótese, 20. Ele tinha o olhar perdido às garrafas de cerveja à frente e sua expressão denunciava tristeza. Neliel pensou em simplesmente não seguir em frente, ele parecia não nada bem, contudo não podia desrespeitar seu senhor.
Sutilmente se sentou ao lado do rapaz:
-Ainda não tem companhia? – indagou sedutoramente
-É – ele retrucou meio receoso.
Grimmjow apenas ficava a observar ambos de longe. Algum tempo foi passando e os dois ainda permaneciam apenas no dialogo; aquilo o incomodou. O que tanto papeavam? Remexeu-se inquieto. Tentou por algumas vezes ler os lábios deles, na esperança de poder entender o que conversavam, contudo seu esforço fora infrutífero.
Após mais algum tempo, os dois se levantaram e foram para a direção dos quartos. Grimmjow pensou em segui-los, vez ou outra ficava do lado de fora do quarto, como no programa anterior, contudo decidiu permanecer ali, com sua garrafa de whisky.
O rapaz e Neliel se encaminhavam ao quarto. O jovem de cabelos laranja se chamava Kurosaki Ichigo; um lindo jovem, Neliel teve que admitir. Não é usual se ver lindos homens em um bordel, isso por que homens com boa aparência não devem ter dificuldades para arranjar uma companheira.
Quando entraram ao quarto, Neliel já estava prestes a tirar a roupa, quando voltou seu olhar ao rapaz. Aquela expressão a incomodava. Ignorando toda a prosa sobre não se envolver e não nutrir sentimentos, Neliel decidiu se pronunciar:
-Você não quer fazer isso, não é? – indagou a jovem.
Ichigo sentou-se a cama:
-Desculpa, estou te fazendo perder tempo, não é? –se desculpando? Atitude totalmente inesperada.
-Bem... Se quiser desabafar – ela se sentou ao lado do ruivo.
Ambos nunca haviam se visto antes, contudo algo dizia a Ichigo que aquela meretriz estava preocupada com ele; loucura não? Por que ela se preocuparia com um rapaz que mal conhece? Sim, ela queria ajudá-lo, mesmo que não o conhecesse.
O jovem Kurosaki suspirou pesadamente:
-Eu não deveria estar aqui
-Então por que esta? – insistiu em se mostrar interessada
Ichigo passou a mão sobre os cabelos, afagando as mechas:
-Eu... Não sei o que fazer – Neliel o encarava ternamente – Eu discutir com minha namorada e – ele deu uma longa pausa – terminamos. Eu vim pra cá disposto a encher a cara e esquecer dela, mas – ele lança um olhar para a jovem que ainda o olhava ternamente – eu simplesmente não consigo sair com outra mulher.
O rapaz passou a contar tudo, o motivo da briga, o que fora dito, tudo. A meretriz o escutava atentamente. Havia magoa nas palavra de Ichigo, mágoa de si mesmo, pelo que fez e disse, contudo uma coisa era certa; ele amava sua namorada, Kuchiki Rukia. Depois de um completo desabafo, Neliel se sentiu pronta para dar sua opinião:
-Realmente, você não deveria estar aqui. Deveria estar com ela
-Depois do que eu disse a ela? – ele balançou a cabeça – Eu disse coisas horríveis a ela. Ela deve estar me achando um babaca... Me odiando.
-Olha – a jovem se levantou, abaixando-se a frente do rapaz, acolhendo o rosto dele em suas mãos macias – O que você fez, ta feito, simples. MAS o que você vai fazer daqui pra frente é o que importa. Se você disse coisas horríveis a ela, vá até ela e mostre o quanto esta arrependido e o quanto a ama! – disse convicta.
Ele ficou surpreso com a atitude dela. A jovem voltou à postura normal:
-É, mas... – ele parecia tão confuso que se atrapalhava em suas próprias palavras
-Escuta Itsugo – ele a olhou meio confuso, ela pronunciou seu nome tão erradamente que chegou a ser engraçado – Você parece ser um cara legal e apaixonado, então apenas vá até ela e faça o que o seu coração manda – o sorriso moldado nos lábios rosados da jovem fora até infantil.
Essa era a real personalidade de Neliel, uma personalidade meiga e boa. Contudo a vida estava tirando aquele brilho que a muito não se via nas esmeraldas que fitavam o rapaz ruivo. Ichigo sorriu:
-Eu farei isso. Obrigado Nel-chan. Você realmente me ajudou – a expressão no rosto dele era totalmente diferente da que se via anteriormente.
-Ótimo, agora você vai até ela e vai dizer o quanto a ama! – disse com convicção
-Talvez amanhã – ele sorriu meio travesso – já passam da meia noite.
-E dai?! Ora Itsugo, o amor não pode esperar! – podia-se ver chamas de entusiasmo sendo emanadas das esmeraldas.
Ichigo deu uma leve gargalhada. Não pensou que por trás daquela meretriz podia ter uma jovem tão meiga e divertida, ele a havia julgado mal, muito mal.
-Você entende bem de sentimentos, não é? – disse ele ainda sorrindo.
Neliel ficou um pouco envergonhada:
-Não, comigo é diferente. – um sorriso brando moldou seus lábios
-Por quê? Não esta apaixonada por ninguém? – indagou
A bela deu de ombros:
-Talvez... Não sei dizer que sentimento é, mas pela pessoa que sinto – ela deu uma leve pausa – acredito que ele não mereça um sentimento tão puro. – respondeu entre um leve suspiro. – Bem, deixa isso pra lá.
Ichigo pensou em perguntar, mas não se sentiu bem em fazer isso depois dela ter dito pra deixar o assunto intocável. Contudo, Neliel havia o ajudado bastante e ele realmente estava mais confortável depois da conversa que teve com a bela.
Ao lado de fora, Grimmjow estava encostado à porta:
-Sentimentos, né? – sussurrou a si mesmo. Ele tão pouco entendia sobre sentimentos, mas certa curiosidade fora despertada no jovem.
Notas finais
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