Beast And The Harlot
1 Morte
Notas iniciais
enfim, é só uma introdução, but espero que goste
"Morte: é o termo da vida devido à impossibilidade orgânica de manter o processo homeostático. Trata-se do final de um organismo vivo que havia sido criado a partir do seu nascimento."
Caída ao chão, à mulher gemia de dor, a sua volta o líquido carmesim contrastava com o tom levemente alvo de sua pele. Lágrimas de dor e medo sucumbiam dos olhos que antes pareciam esmeraldas, mas agora, aos poucos, perdiam seu brilho. Suas unhas raspavam o chão. A bela mulher permanecia com o rosto virado para solo enquanto uma das mãos jazia sobre o ferimento em sua barriga. A dor que ela sentia naquele momento era tão insuportável que ela mal conseguia se mexer. A sua frente uma figura que a moça conhecia bem; um moreno alto e magro, seu olhar era alimentado por um ódio vultoso.
–Se você não pode ser minha... Não será de mais ninguém – o homem esguio disse entre dentes.
Depois de lançar tais palavras, ele se virou. A jovem fitava seus pés e, aos poucos, via seu malfeitor desaparecer. Sua visão estava começando a falhar. Sem esperanças ou forças ela já tinha consciência de uma única coisa; sua morte. Em seu silencio banhado em lágrimas e afogado em medo e tristeza, ela se lamentava das coisas que não pode fazer... Do futuro que já não poderia mais cumprir. Aquele seria mesmo seu fim?
Seus olhos já pouco enxergavam e a dor já não a torturava mais. Quando estava quase se entregando aos braços da morte, um par de pés desconhecidos apareceu a sua frente. A principio a jovem cogitou a possibilidade de ser uma alucinação, mas logo viu estar enganada. Sem nenhum cuidado, o tal desconhecido colocou um dos pés sobre um dos ombros da jovem, o forçando para o lado. Tal ato fizera a garota se virar, ficando de costas para o chão. Os olhos esverdeados se estreitaram a muito custo, em uma esperança de poder ver, nem que por alguns instantes, quem podia estar lá; inútil. A jovem não conseguia ver o rosto de quem quer que estivesse ali.
–Tsk, você esta péssima – o desconhecido murmurou – Você não quer morrer, não é? – sua voz era firme e nem um pouco familiar.
A muito custo à jovem sussurrou um “não”. Ela queria gritar, implorar por sua vida, mas lhe faltavam forças; na verdade, ela mal as tinha para respirar. O rapaz se abaixou, contudo a jovem não conseguia ver com clareza seu rosto.
–Você quer viver? – indagou. Seu tom de voz era serio e de certa forma amedrontador. A bela sussurrou um “sim” e então pode notar que o outro dera um sorriso. – Então peça por sua vida. – Pouco se via de seu rosto, mas as esmeraldas fitaram o sorriso sádico dele.
Sem pensar ou hesitar e jovem implorou: — Por favor... Salve-me
O rapaz levou uma das mãos até a da jovem, segurando a mesma: — Qual é o seu nome?
A jovem estava quase perdendo a consciência quando cochichou:
–Neliel Tu Oderschvank
Essas foram as ultimas palavras da bela que desmaiou logo em seguida. A ultima coisa que seus olhos captaram foram os belos lábios do rapaz, esses com um sorriso macabro, carregado de sadismo. Depois daquilo a jovem Neliel passou a ter apenas uma certeza; teria sido melhor ter morrido naquele dia.
Notas finais
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