Bear Again - HIATUS
10 É complicado...
Notas iniciais

POV – Jacob
Era de madrugada, eu saia do trabalho quando ouvi gritos, saí correndo em direção aos barulhos e quando cheguei eu a vi, ela cambaleava de um lado pro outro, estava com a boca e a blusa cheias de sangue enquanto se afastava de alguém que estava caído no chão, logo percebi o que havia acontecido. Eu sendo quem sou não poderia deixar aquilo passar impune, mas quando se trata dela tudo muda. Eu tenho que protegê-la não matá-la, mesmo sabendo o que ela é.
Aproximei-me discretamente, e quando ela estava prestes a cair no chão, corri e a peguei em meus braços.
Ela estava fria e desacordada, corri até o meu apartamento e a deixei lá, depois voltei correndo para o lugar onde havia a encontrado. “Limpei a bagunça” e logo em seguida voltei para casa, quando abri a porta do apartamento dei de cara com ela.
— Você está bem? – Pergunto entrando no apartamento e fechando a porta.
— Quem é você? – Ela perguntou em estado de choque.
— Eu é que pergunto quem é você? Na verdade, o que é você?
— Não entendi... – Ela tentou se fazer de desentendida mas não deu muito certo.
— Você não é humana, mas também não é vampira, pois corre sangue em suas veias –coloquei minha mão sobre seu peito – E posso ouvir seu coração batendo... O que você é?
— O que você sabe sobre vampiros?
— O suficiente...
Fui até a sala e me sentei em uma poltrona, fiz sinal para que ela viesse também, ela assentiu e se sentou no sofá á minha frente.
—E então... Vai me contar o que sabe sobre vampiros? – Ela pergunta meio tímida.
— Antes de conversarmos, será que poderia tomar um banho? Isso... – Apontei para a blusa e a boca dela que estavam cheios de sangue – Está me deixando meio nervoso. — Ela rapidamente olhou para a blusa com os olhos arregalados.
— Oh! Desculpe-me eu... – Ela tentou se desculpar, mas eu a interrompi.
— Tudo bem, não se preocupe com isso. – Falei sorrindo. – O banheiro fica na segunda porta á esquerda, vou pegar uma toalha e uma camiseta para você vestir. – Falei e me levantei indo em direção ao quarto, logo ouço a porta do banheiro se fechar.
Penduro a toalha na maçaneta da porta e deixo a camiseta em cima da cama. Logo o barulho do chuveiro preenche o silêncio do apartamento e minutos depois ele desliga. Vou até a porta do banheiro e dou uma batida.
— A toalha está na maçaneta e a camiseta está no quarto, última porta á direita. – Digo e me dirijo á cozinha, para que ela possa passar para o quarto.
Ouço a porta se abrir e logo em seguida se fechar, depois de alguns minutos a porta se abre novamente e ouço passos, em seguida à porta do quarto se fecha. Volto para a sala e me sento na poltrona que estava antes, segundos depois ela sai do quarto e vai até a sala, seus cabelos alaranjados agora estão molhados e ela os seca com a tolha de banho, a camiseta cobre 2/3 de suas coxas e ela sorri para mim.
— Obrigada. – Ela diz se sentando no sofá á minha frente.
— Não por isso. – Sorrio.
— E então... Vai me contar agora? – Ela pergunta receosa.
— Bom, eu sei algumas coisas... Na verdade muita coisa. Mas não sei o que você é...
— É complicado... – Ela diz.
— Vamos fazer um trato. Se você me contar o que você é, eu te conto o que eu sou. Digamos que eu também não sou “normal”... – Falei fazendo aspas com as mãos em normal e depois estendo a mão para ela.
— Tá bom. – Ela disse pegando na minha, como um sinal de “trato feito”. – Eu sou uma híbrida. – Ela disse soltando minha mão. – Metade humana e metade vampira.
No instante em que ela disse “híbrida” uma confusão se formou em minha mente. Como ela pode ser metade humana e metade vampira?
Acho que ela entendeu a minha reação e logo começou.
— É meio difícil explicar, então eu vou te mostrar. – Ela falou esticando uma das mãos para perto do meu rosto. – Apenas feche os olhos e esvazie sua mente. – Ela pediu e meio sem entender o fiz. Logo suas mãos tocaram meu rosto e a escuridão se transformou em um filme na minha cabeça. Uma humana e um vampiro, um casamento, lua de mel e... A humana engravidou do vampiro? Outras cenas muito fortes preencheram minha mente e logo depois entendi tudo... A escuridão tomou conta outra vez e então abri os olhos, sua mão não estava mais no meu rosto e ela olhava para mim mordendo os lábios.
— Deu pra entender? – Ela perguntou.
— Acho que sim... Mas é muito estranho, nunca tinha visto nada parecido. Isso é possível? Quer dizer, claro que é se não você não estaria aqui. – Falei um pouco rápido ainda tentando digerir tudo aquilo que ela produziu em minha mente. – Como você fez aquilo? Quero dizer... Na minha mente?
— Alguns vampiros nascem com o que podemos chamar de dons, e esse é o meu. – Ela pareceu orgulhosa ao se referir ao próprio dom.
— Bom isso tudo é meio estranho, mas como prometido vou te contar o que eu sou. Mas antes precisa me prometer uma coisa.
— O que?
— Independente do que eu te disser, e do que eu sou eu nunca machucaria você ok? Eu não quero e não vou te machucar! Então prometa que não vai fugir, ou se desesperar, ou até mesmo ficar com medo de mim?
— OK. – Ela respondeu me incentivando a continuar.
— Então lá vai... Eu sou um lobo.
— Calma... Espera ai, você disse... – Ela me incentivou a dizer novamente.
— Lobo.
— Tá... – Ela respirou fundo. – Você é um... Lobisomem? Aqueles que são inimigos naturais dos vampiros? – Balancei a cabeça que sim e então ela se levantou e começou a andar de um lado para outro. – Ai meu Deus! Ai meu Deus! – Ela sussurrava com as mãos na cabeça.
— Você prometeu... – Falei.
— Tá, eu sei que prometi, mas, não me entenda mal, mas nós somos inimigos naturais! – Ela meio que gritou.
— Como disse, não vou te machucar. Eu estou aqui para te proteger e não o contrário. – Falei me levantando da poltrona. No mesmo instante ela parou e me olhou confusa.
— Porque você me protegeria? – Ela desabou no sofá, a confusão era clara em seu rosto.
— Espera um minuto. – Falei pegando o celular e escrevendo uma mensagem. Logo ouço o celular dela apitar no banheiro. Ela corre para pegá-lo e volta para a sala olhando para o aparelho.
— Não é possível! – Ela diz se sentando no sofá parecendo uma estátua. – Você... Você é...? – Ela olha para mim.
— Hurum. – Respondo sorrindo.
— Isso só pode ser sonho, ou pesadelo sei lá. – Ela diz fechando os olhos e os mantém fechados por alguns segundos, depois ela lentamente os abre. – Não, isso não é sonho. – Ela diz desapontada. – Isso está acontecendo mesmo? – Faço que sim com a cabeça.
Ela fica quieta por alguns minutos e depois me encara.
— E agora? – Ela pergunta desta vez convencida de que é real.
— Não sei. – Respondo relutante.
POV – Renesmee
Ouço meu celular apitar no banheiro e corro para pegá-lo, olho fixamente para o aparelho não acreditando no que vejo.
“Porque eu te amo.”
Volto para sala ainda olhando fixamente para o celular.
— Não é possível! – Digo me sentando no sofá, dura feito uma estátua. – Você... Você é...? – Olho para ele.
— Hurum. – Ele responde sorrindo.
— Isso só pode ser sonho, ou pesadelo sei lá. – Eu digo fechando os olhos e os mantenho fechados por alguns segundos, depois os abro lentamente. – Não, isso não é sonho. – Digo desapontada. – Isso está acontecendo mesmo? – Ele faz que sim com a cabeça.
Fico quieta por alguns minutos e depois o encaro.
— E agora? – Pergunto desta vez convencida de que é real.
— Não sei. – Ele responde relutante.
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