Bear Again - HIATUS
11 Imprinting
Notas iniciais
POV- Renesmee
Eu acredito nele, sei quando as pessoas mentem e ele não está mentindo, posso ver em seus olhos que ele realmente sente algo por mim, mas por quê? Porque ele simplesmente ignoraria todas as regras e todas as diferenças que há entre nós?
— Por quê? – Pergunto.
— Porque o que?
— Porque você me ama? Porque quer quebrar todas as regras?
— Bom, eu também não sei por que ele escolheu você... – Ele nem terminou de falar e eu o interrompi.
— Espera ai... Ele quem? De quem você está falando? – Perguntei confusa.
— É uma longa história, tem tempo? – Ele pergunta se sentando na poltrona, apenas faço que sim com a cabeça e ele começa.
— Existe algo entre nós lobos que se chama imprinting, um imprinting é como um amor á primeira vista, a gente não escolhe, mas sabemos quando acontece, pois de repente não é mais a gravidade que te prende á Terra, e sim a nossa impressão, e é um amor pra toda vida. – Ele explica. – É como se cada um de nós tivesse outra metade, á nossa espera em algum lugar do mundo, isso acontece com os humanos também, mas com os lobos é mais intenso, um lobo nunca trocaria sua impressão por outra, ou outro. Entende?
— Mais ou menos. Mas o que isso tem a ver com a gente? Por um acaso você...
— Sim, no momento em que te vi, tive certeza de que era você a escolhida, era você a minha impressão, a que o destino escolheu para ser a minha outra metade. – Ele mal terminou de falar e eu já estava chorando.
Ele veio perto de mim e se sentou ao meu lado.
— Porque está chorando? – Ele falou secando uma lágrima que caia em meu rosto.
— Eu... Eu não sei. – Falei tentando sorrir. Ele apenas me abraçou, seus braços quentes e fortes em volta de mim, me apertando contra seu peito fez-me sentir segura. Fiquei ali por alguns minutos, não queria me afastar, não queria que ele me soltasse, mas me afastei e fiquei olhando seus lindos olhos castanhos.
— O que foi? – Ele perguntou arrumando uma mecha do meu cabelo.
— Me sinto segura com você. – Ele apenas sorriu e voltou a me abraçar.
POV – Jacob
É tão bom tê-la em meus braços, depois de tanto tempo enfim ela está aqui. Mas ainda sim temos que conversar, o que ela fez não foi certo e preciso saber o que realmente aconteceu. Separei nosso abraço e ela me olhou confusa.
— O que foi? Fiz algo errado? — A confusão era clara em seus olhos.
— Eu não sei. Queria saber de você o que realmente aconteceu no bar. — Falei lembrando-me da bagunça que limpei.
— Me desculpe, eu sinto muito, não queria machucar ninguém, mas não consegui me controlar. Eu estava bêbada e fora de mim. — Ela se encolheu no sofá abraçando os próprios joelhos e escondendo o rosto por entre as pernas. Passei a mão por entre seus cabelos recém lavados e disse que não tinha problemas, mas queria saber o porque de tanta bebedeira.
— Meus pais... — Ela começou. — Me fizeram uma visita inesperada e acabou que eu estava confusa e chateada, então resolvi beber para esquecer os problemas... Se é que me entende. — Assenti com a cabeça e ela continuou. — Eu não pretendia machucar ninguém, essa nunca foi a minha intenção. — Lágrimas escorriam pelo seu rosto.
Eu então a tomei em meus braços sem hesitar. Ela chorou durante alguns minutos, até que percebeu que havia encharcado minha camiseta.
— Desculpe. — Ela falou enxugando os olhos.
— Não precisa se desculpar. Pode chorar o quanto quiser. — Falei oferecendo meu ombro, ela sorriu. Era o sorriso mais lindo que eu já havia visto.
— O que aconteceu com o homem? — Ela perguntou triste e preocupada.
— Bom... Ele... Está morto. — No momento em que terminei o desespero começou a tomar conta daquela pequena mulher de cabelos alaranjados á minha frente.
— Meu Deus eu sou um monstro! — Ela falou se afastando de mim.
— Calma! Você não fez de propósito. — Falei me aproximando, mas quanto mais perto eu chegava, mais ela se afastava de mim.
— Não, você não entende... Eu nunca... Eu não posso... — Ela estava desesperada. — Decepcionei minha família. — Ela abaixou a cabeça fitando os pés. Fui para perto dela e ergui seu rosto delicadamente.
— Hey. Eu não sei do que você está falando, mas tenho certeza que sua família vai entender... Pare de se martirizar. Você não é um monstro. É a criatura mais linda e mais doce que já vi em toda a minha vida.
— Mas...
— Mas nada, você não fez de propósito, então chega desse assunto ok? Está com sono?
— Um pouco. — Ela falou com os olhos pesados.
— Se quiser pode dormir aqui, você pode ficar com a minha cama, eu durmo no sofá.
— Não, eu durmo no sofá. Aqui é a sua casa, não posso deixar que...
— Shhhhh. — Falei colocando o dedo sobre sua boca devagar. — Você pode ficar com a minha cama.
Um leve sorriso brincou em seus lábios e ela sussurrou um sincero "Obrigada."
Peguei um travesseiro e um edredom e ajeitei o sofá para eu me deitar, depois peguei outro edredom e travesseiro e coloquei sobre a cama.
— Não é um hotel 5 estrelas, mas dá para o gasto. — Falei olhando para velha cama de casal no quarto.
— Imagine, é ótimo. — Ela falou sorrindo.
— Se quiser pode trancar a porta do quarto.
— Não será preciso. — Ela riu.
— Então, Boa Noite. — Falei beijando sua testa.
— Boa Noite. — Ela falou entrando no quarto e encostando a porta.
Assim que ela fechou a porta eu tirei a calça e a camiseta ficando apenas de samba-canção, me ajeitei no sofá e me cobri, logo caí na inconsciência.
POV — Renesmee
Acordei com alguns raios de sol penetrando a janela do quarto, levantei-me e fui até o banheiro, dei uma arrumada no cabelo, lavei meu rosto — que por sinal estava péssimo — e depois fui até a cozinha beber um copo d'água. No caminho vi Jacob deitado no sofá apenas de samba-canção, o edredom estava caído no chão e seu corpo estava todo á mostra, fiquei ali, admirando-o dormir por alguns segundos. Como ele é forte!Peguei o edredom do chão e joguei por cima de Jacob, ele apenas se virou no sofá e continuou dormindo. Eu ri com sua atitude.
Fui até a cozinha e abri a geladeira, peguei algumas coisas e fui preparar um café da manhã para ele, ele tem cara de quem come muito. Preparei bacon com ovos, fiz algumas panquecas e depois fiz um pouco de café. — Usando o brilhante conhecimento que minha avó Esme passou para mim. Logo Jacob se levanta do sofá coçando os olhos.
— Bom dia. — Falei.
— Bom dia. — Ele respondeu. — Isso é cheiro de café?
— Sim. — Respondi. — Espero que não se importe, fiz para agradecer a hospitalidade.
— Imagine, é que faz tanto tempo que não tomo café. — Ele respondeu sorrindo. Sorri em resposta. — Vou colocar uma roupa e já venho.
Ele entrou no banheiro e logo em seguida saiu e foi para o quarto. Segundos depois ele voltou, vestindo uma bermuda jeans e uma camiseta branca, que deu um contraste bonito com sua pele morena. Ele se sentou á mesa e começou a comer.
— Nossa, isso está ótimo. — Ele falou enquanto tomava um gole de café.
— Agradeça á minha avó. — Falei sorrindo. — Ela que me ensinou a cozinhar.
— Ela deve ser uma cozinheira de mão cheia.
— É sim, prepara as mais deliciosas comidas pra mim. — Falei meio triste lembrando de Esme.
— O que foi? — Ele perguntou.
— Nada não. — Falei tentando sorrir, mas acho que saiu mais como uma careta.
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