Be Free

27 Capítulo 27


Notas iniciais
Cap novo aí!!

Me pediram segunda temporada. Nossa, fico feliz que gostam da fic, de verdade. Mas veremos. Tenho uma fic em mente. Nova, mas...

Boa leitura!!

Música do cap: People Like Us - Kelly Clarkson

''Por causa da lesão causada em sua vértebra, você ficará um ano sem poder andar.'' Claro que eu tive um ataque ao receber essa notícia. É como se meus sonhos fossem por água a baixo. Tudo que imaginei, tudo que sonhei, tudo que quis durante anos, se esvaísse em questão de segundos.

Quando acordei naquele dia no hospital, flash's de horas antes vieram em minha mente. A traição. Tento odiá-lo, porém não consigo. O que eu sinto por ele é mais forte. Falar ''eu te odeio, Ben'', foi a coisa mais dolorosa que eu já disse em toda a minha vida. Descontei a minha raiva nele. Disse que ele tinha culpa no meu acidente e nas consequências dele. Me arrependo de ter sido má com ele. ''Você nunca mais vai me ver'', porque escutar aquelas palavras me doíam tanto? Você o ama ainda — murmurou meu inconsciente. E era verdade. Depois de tudo, eu ainda nutria um sentimento forte e puro por ele, mesmo depois dele me enganar.

Na escola, depois que tive alta e meu repouso cessou, quando cheguei lá como eu estou, os olhares que antes eram de inveja por eu está namorando o Ben, agora viraram pena. Eu não suporta aqueles olhares para cima de mim. Minha vontade era de mandar todos pararem, que eu não precisava de compaixão, muito menos pena deles. Chegando na sala, eu achei que o veria, mas ele cumpriu a promessa. Não o veria mais mesmo. Sam me contou que ele pedia para mudarem ele de sala. Fiquei triste. Na hora do intervalo, nenhum sinal dele. Sam nos disse também, que nem ele sabia onde estava Ben, que estava preocupado com ele e que tinha medo que ele fizesse alguma besteira.

Os dias foram se passando, eu focava cada vez mais nos meus estudos. Ash ia lá em casa, assim como o Sam. Me faziam companhia. Eles tentavam me animar, me fazer sorrir, porém não funcionava. Sentia falta dele e muita. Precisamos ser fortes, Kathy — meu inconsciente tentava me botar para cima.

Hoje, uma sexta-feira, um mês sem ver os olhos azuis dele e aquele sorriso perfeito que me desarmava. Não o via na escola, até cheguei a pensar que ele tinha se mudado, mas não. Sam me deu garantia que ele ainda estudava lá, mas fazia de tudo para ninguém, principalmente eu o visse. Ele realmente estava seguindo a risca sua promessa. Mas era isso que você queria, era isso que disse a ele ''não quero mais te ver''.

Deitada em meu quarto, estudando. No fundo uma música bem baixinha só para relaxar. It Will Rain, do Bruno Mars pairava naquele ambiente. Fechando o livro, eu continuo sentada ali. Eu consiga sentir minhas pernas, mas andar como antes ainda era cedo. O médico disse que meu corpo está ajudando e muito para a minha fisioterapia. Posso andar de muletas, devagar mais posso. Falou também, que em menos de um ano, eu até possa voltar a andar como antes, sem sequelas alguma. Uma notícia boa, pelo menos.

Fechando a aba de pesquisa do meu notebook, eu me deparo com uma foto. Nem me lembrava dela Eu e Ben deitados na minha cama. Ele segurando o meu celular, olhando para mim e eu sorrindo olhando para eles. Ali eu podia jurar que havia algo de forte e verdadeiro entre nós.

Três meses depois...

Ontem, enquanto eu fazia meu passei com Sam e Ash pelo Central Park, pude perceber que havia visto Ben ali, nos olhando. Eles disseram que era coisa da minha cabeça. É, pode até ser mas aqueles segundos de pura alucinação me deixaram feliz.

Na escola, tudo ia normal como antes. Ia de muleta para ela e com a ajuda da minha amiga e de seu namorado. Mandy, nem olhava mais para mim ou me zoava. Ela quando me via passando pelo corredor desviava. Podia até dizer que ela sentia medo de mim. Mas olhando para o lado e vendo o olhar fulminante que minha amiga lançou a ela, corrijo-me, o medo que ela tinha era dela e não de mim.

No intervalo, eu disse que ia ao banheiro, Ash foi comigo, enquanto Sam foi guardar nosso lugares e escolher uma mesa. Já lá dentro, antes de abrirmos a porta, escuto a voz de Mandy. Ash pede para a gente esperar elas terminar de falar, para entrar. E digo que essa foi a melhor coisa que nós fizemos.

– Você nunca nos contou que tinha sido armação sua, Mandy. — escutamos uma das amigas dela — Sou sua amiga, Mandy. Mas estava na cara o amor que Ben sentia pela Kathy. Eles eram perfeitos um para o outro, se completavam. Mesmo que diferente. — pausou e eu e Ash nos olhamos — Não sente vergonha do que fez? Além de acabar com um namoro perfeito, ainda ferrou a vida dela e a do Ben?

– Não tenho culpa se ele quer ferrar com a própria vida. — se pronunciou

– Ele voltou a se drogar. — eu logo arregalo os olhos — Eu o vi no Central Park. Mandy ele está um trapo, sabia? Sinto pena no que ele se tornou. Fiquei sabendo que o irmão tenta de tudo para ajudá-lo, mas não dá. Tenho vergonha de ser sua amiga.

– Que é? Eu tramei mesmo. E foi fácil. Parecia destino, entende. — soltou uma risada debochada — Ele tinha tomado uns remédio por causa da gripe, estava tão grogue que nem percebeu eu ali no quarto. Pior foi o irmão dele que não fechou a porta da casa e pegou no sono no sofá da sala. A ideia de mandar uma mensagem para aquela nerd, foi instantânea

Sem pensar eu adentro aquele banheiro, esqueço que uso muleta e pulo encima dela. Puxo seu cabelo, e ela gritando pedindo ajuda para a amiga que estava ali, porém a mesma nada fazia.

– Sua vagabunda! — gritei — Você acabou com a minha vida, sem eu ter feito nada a ti.

– Você o roubou de mim. — gritava ela de dor

– Ele nunca foi seu. — um tapa — E nunca vai ser — outro tapa — Além de ferrar comigo, você ferrou com a vida dele — outro tapa

– Isso quem fez foi você. Ou você acha que o seu desprezo por ele não encadeou a volta dela as drogas?

– Eu te odeio, sua vaca! — dei outro tapa que a fez sangrar pelo nariz e boca

– Chega! — disse Ash — Ela já teve o que mereceu. — me tirou de cima da vadia acabada — Vamos falar com o Sam

Eu chorei durante o caminho todo até o refeitório, não queria ir até então Ash nos levou até aquela árvore no jardim e mandou uma mensagem para Sam ir ao nosso encontro. Chegando lá, o contamos tudo que havíamos escutado.

– Sabia! — gritou ele — Eu conheço meu amigo, ele nunca ficou daquele jeito com nenhuma mulher. Era amor de verdade. — trincou os dentes — Aquela vadia merecia sim, uma boa surra minha e do Ben. Mas calma, que sou contra agressão em mulheres. — sorriu meigo para Ash

– Preciso falar com ele, ver ele. Preciso pedir desculpas. Dizer que não o odeio, que ele não tem culpa de nada e nunca teve. Dizer que sinto falta. — chorava — Sam, me leva até a casa dele, por favor!

– Nem precisava pedir. Depois da aula eu te levo lá — disse ele — Seria mais fácil se a gente visse ele aqui na escola. Mas parece que ele tomou chá de sumiço aqui. — bufa

As horas iam se passando e meu nervosismo só aumentando. Bate sinal, bate! Quando deu onze e meia, eu puxei Ash e Sam logo e foms correndo para o estacionamento. Sam deu partida e durante o caminho todo eu ficava rodando o que eu iria falar a ele. Ele merecia mais do que um simples ''desculpa por não ter confiado em você''. Nós precisávamos mais do que isso. Muito mais. Chegando lá, pulo do carro, esquecendo que tenho que maneirar nos movimentos das minhas pernas e quando vou tocar a campainha, Jack, o irmão mais velho de Ben a abre na hora. Ele leva um susto, assim como eu.

– Kathy?

– Oi, Jack. O Ben tá aí? Preciso falar com ele, preciso ver ele. — estava começando a chorar

Jack só abaixou o olhar e respirou fundo.

– Cade ele, Jack?

– No hospital. — disse simplesmente — Teve uma overdose ante-ontem

– El-ele tá bem, não é? Me diz que ele está bem, Jack. — minhas lágrimas caíam sem parar

– Sim, mas por pouco que eu perco meu irmão. — disse com um pesar na voz

Ao escutar aquilo, me dá uma dor no peito. Só pensar nisso, meu peito dói.

– Posso ir com você? — pergunto e ele assenti

Vamos seguindo o carro de Jack até o hospital. Chegando lá, as lembranças de meses atrás voltam com tudo. Respiro fundo e balanço a cabeça. na tentativa de expulsá-las.

Jack é o primeiro que entra no quarto e visita Ben. Eu preferi ser a última. Logo depois do irmão, é Sam e depois Ash. Quando ia ser minha vez, a enfermeira fala que acabou o horário de visitas. Tento insistir, mas em vão. Jack me pede desculpas e fala que falará para Ben que eu tive ali, mas peço para que não.

No dia seguinte, Sam chega a escola e fala que Ben já está em casa. Havia recebido alta mais cedo. Fico feliz e na hora dou grito. Ash e Sam me olham pasmos e eu dou de ombros. Quando o sinal o sinal de ir embora bate, saiu correndo até meu carro novo. Dou partida nele e vou em direção a casa de Ben.

Toco a campainha e Jack abre a porta surpreso por me ver ali, mas com um sorriso no rosto. Ele me deixa entrar. Enquanto eu subo as escadas, ouço-o falar ''vocês merecem''. Sorrio para ele feliz com o comentário.

A cada passo que eu dava, era um aumento de adrenalina inimaginável. Eu tinha medo dele não me querer, por não ter acreditado nele. Estava feliz por ele está bem. Estava feliz por eu voltar a andar, não como antes, mas eu chego lá.

''We come into this world unknown.

But know that we are not alone.

They try and knock us down.

The change is coming, it's our turn now.''

Abro a porta devagar, e escuto o barulho do chuveiro. Olho por todo o quarto. Lembro da minha primeira vez e daquele dia fatídico que eu pretendo deletar da minha vida.

''Hey, everybody loses it.

Everybody wants to throw it all away sometimes.

And hey, I know what you're going through.

Don't let it get the best of you.

You'll make it out alive.''

O barulho da água caindo para. Fecho a porta do quarto. O cheiro dele ainda é o mesmo. Nada diferente. Um odor que me deixa louca. Me faz perder o controle. Um cheiro só dele. Uma mistura de menta com chocolate. Estranho eu sei, mas é o que eu sinto.

''Oh, people like us.

We gotta stick together.

Keep your head up.

Nothing lasts forever.

Here's to the damned, to the lost and forgotten.

It's hard to get high when you're living on the bottom.''

A porta do banheiro abre e lá revela um homem perfeito. Feito para mim. A toalha em volta da cintura dele, os cabelos pretos bagunçados e levemente molhados. O peitoral ainda continha algumas gotículas de água escorrendo. Ele não havia me visto lá. Ficou de costas para mim. Abrindo a gaveta pegou uma cueca box azul petróleo. A que ele usou na nossa primeira vez. Sorrio.

– Espero que essa cueca tenha o mesmo valor que tem pra mim, tenha pra você. — me pronuncio

''Oh oh oh.

We are all misfits living in a world on fire.

Oh oh oh.

Sing it for the people like us.

The people like us.''

Ele se vira em um movimento rápido e brusco. Me olha com uma expressão de surpresa e felicidade. Continuo encarando-o e ele faz o mesmo comigo.

– Kathy? — sua voz parecia transmitir algo a mais que a surpresa. Parecia que ele queria ter certeza que era eu ali

– Ben.

''Hey, this is not a funeral.

It's a revolution.

After all your tears have turned to rage.

Just wait, everything will be OK.

Even when you're feeling like it's going down in flames.''

Sem pensar duas, três ou mais que isso, avancei em direção a ele. Lancei meus braços envolta de seu pescoço e o abracei forte. Ele demorou para retribuí, mas quando se deu conta que eu estava de fato ali, retribuiu com tamanha força.

– Você está realmente aqui? — perguntou ele como um sussurro

''Oh, people like us.

We gotta stick together.

Keep your head up.

Nothing lasts forever.

Here's to the damned, to the lost and forgotten.

It's hard to get high when you're living on the bottom.''

Ele não me soltava e nem eu a ele. Precisávamos daquele momento só nosso. Precisávamos de um momento para sentir um ao outro. Precisávamos de um momento ao qual sabíamos que tínhamos ligação. Precisávamos de um momento, apenas para sentir o calor e o coração de ambos batendo.

– Desculpe. — murmurei

''Oh oh oh.

We are all misfits living in a world on fire.

Oh oh oh.

Sing it for the people like us.

The people like us.''

Eu necessitava dizer aquela palavra a ele, mesmo que não seja o bastante por tudo que falei. Ele precisava saber que ainda o amava e que nunca sentir nada além disso.

– Eu te amo. Nunca te odiei. — sussurrei em seu ouvido

''Oh oh oh.

You just gotta turn it up loud when the flames get higher.

Oh oh oh.

Sing it for the people like us.

The people like us.''

Ele me apertou mais, quando disse que o amava. Pude sentir o sorriso dele contra a pele do meu pescoço. Ele se afastou um pouco, ainda com os braços envolta de mim me fitou sorrindo.

– Eu te amo, princesa. — o beijei

''They can't do nothing to you.

They can't do nothing to me.

This is the life that we choose.

This is the life that we lead.

So throw your fists in the air.

Come out, come out if you dare.

Tonight we're gonna change forever.''

O beijo era pura saudade, necessidade, desejo reprimido. Mas o mais importante era o nosso amor de um jeito físico, palpável e visível. Eu necessitava daquilo e eu ele também. Transmitíamos por aquele tocar de lábios sedentos. Fomos direto para a cama, a qual ele me deitou devagar e se posicionou em cima de mim, sem por muito seu peso.

''Everybody loses it.

Everybody wants to throw it all away sometimes.''

Eu precisava dele. Precisava sentir ele em mim. Precisava saber que nunca o perdi e que nunca perderei novamente. Os beijos deles que antes eram em minha boca, logo desceram para meu pescoço, onde ele distribuiu mordidas, chupões. Meus gemidos eram como resposta de que estava gostando de cada coisa que ele fazia.

''Oh, people like us.

We gotta stick together.

Keep your head up.

Nothing lasts forever.

Here's to the damned, to the lost and forgotten.

It's hard to get high when you're living on the bottom.''

Quando dei por mim, já estava sem o meu sutiã, enquanto ele descia minha calcinha lentamente. Ele já estava sem toalha, já que era a única coisa que o cobria. Os beijos cada vez mais quentes e intensos. Antes mesmo de pensar, ele já estava com a boca lá, me proporcionando a mais intensa e deliciosa sensação. Logo ele se esticou e colocou uma camisinha. Voltou a ficar em cima de mim e me penetrou. Meu gemido foi as alturas. Havia ali muito desejo guardado entre ambos e que precisava ser libertado.

''Oh oh oh.

We are all misfits living in a world on fire.

Oh oh oh.

Sing it for the people like us.

The people like us.''

A cada movimento, ele sussurrava em meu ouvido com a voz rouca dele um ''eu te amo''. Sorria com tamanho amor. Tenho certeza que o que temos é real e verdadeiro. Sinto que isso entre nós é algo que marca, único.

''Oh oh oh.

You just gotta turn it up loud when the flames get higher.

Oh oh oh.

Sing it for the people like us.

The people like us.''

A última estocada dele foi certeira. Chegamos juntos ao ápice. Ele caiu em cima de mim, colocando seu rosto no vão do meu pescoço. Lá ele respirava com certa dificuldade, o que era o meu caso também. Também podia sentir o sorriso bobo que ele tinha, assim como eu. Amo esse homem. Ele se levantou tirou a camisinha e voltou para a cama. Me puxou para si, onde eu descansei minha cabeça em seu peito. Ele nos cobriu, agora um lençol, verde-oliva. Beijou o topo da minha cabeça e suspirou

– Ben...

– Amanhã, ok? — pede ele e eu me calo — Senti, como senti falta disso. Puta que pariu! — murmurou ele — Eu te amo pra caralho, Kathy!

Sorri com a declaração moderna dele. Levantei meu rosto e o fitei.

– E eu te amo pra caralho, Ben.


Notas finais
E aí, gostaram?!

Cap mais longo que escrevi. Gostei da música, não sei se combinou, mas curti ela no cap.

Comentem gente. Quero saber a opinião de vocês nesse cap.

Valeu!!