Be Free
28 Capítulo 28
Notas iniciais
Fiquei em dúvida nesse cap. Não sabia se colocava ele narrado pelo Ben ou pela Kathy mesmo. Mas preferi pela Kathy mesmo.
Boa leitura!!
Sabe aquela sensação de está sendo vigiada? Pois é, estou sentindo isso nesse momento. O cheiro que sentia era embriagador. Meu preferido, melhor dizendo. Menta e chocolate passou a ser os cheiros mais apreciados por mim. Mesmo com aquele odor pairando no ar, ainda sentia a sensação de olhos me observando dormir. Para ser mais exata, um par de olhos azuis.
- Vai continuar me olhando? — pergunto com os olhos fechados
- Sim. É bom te ver, assim. É real. Não é mais uma simples alucinação ou um sonho perfeito. É você aqui, em carne e osso e minha. — murmurou ele
Pude notar que enquanto ele dizia essas palavras, um sorriso brotava em seus lábios.
- Alucinação?
Vejo que ele ficou tenso. Abro meus olhos e lá está ele, de cotovelos apoiado no colchão da cama dele me fitando. O sorriso que eu julguei está ali, agora era apenas resíduos. Olhei para ele deitada de bruços, com a cabeça virada para seu lado. Ele sorriu para mim. Um sorriso diferente dos demais dele. Parecia novo, algo que nunca vi.
- É, alucinação. — sua voz era baixa, parecia ter algum arrependimento nela — Sinto muito. Peço desculpas por não ter cumprido a minha promessa que fiz a ti.
- Ben...
— Só me ouça, ok? — assenti me sentando de frente a ele — Ates daquele dia, eu tinha planejado um dia perfeito pra gente. Um mês de namoro. Mas no dia do nosso aniversário, eu passo mal. Resolvo ficar gripado — faz bico — Peço pro meu irmão me dá remédio, para que até a noite eu melhore. Mas o remédio era tão forte que acabei capotando de tanto sono na cama assim esquecendo de ligar. Ia ligar depois, mas dormir de novo. Só acordei quando te vi parada na minha porta. De começo não notei as lágrimas, mas depois de vê-las fiquei sem entender. Foi aí que escutei a voz daquela vadia. Juntei um com o outro e entendi o motivo das suas lágrimas. — me olhou fundo nos olhos — Queria que tivesse me escutado, mas sua mágoa era tanta que me proibia a cada vez que eu tentava explicar. E mesmo tentando, acharia meio difícil de você acreditar em mim. Quando você disse que não era boa o suficiente para mim e saiu daquele quarto, foi quando caiu a ficha. Eu ia perder você por causa de uma mal amada. Saí correndo, gritei seu nome, mas em vão. Quando você deu partida, cantando pneus, foi aí que senti uma forte dor no peito. — pausou — Subi até meu quarto e por pouco não bati na Mandy. Sorte dela que meu irmão chegou impedindo que fizesse tamanha burrice. Quando eu decidir ir até você e explicar tudo, foi quando recebo a notícia. Sabe, por um longo momento achei que tinha parado de respirar. Parecia que tinha esquecido. O pior veio depois, quando cheguei na recepção e dou de cara com sua mãe aos prantos. Naquela hora eu achei que tinha perdido você de vez. Mas o médico chegou logo depois, dizendo que você estava em coma. — acariciou minha bochecha — A dor que senti naquela hora, nunca chegará aos pés quando você disse que me odiava. — tentei falar, mas ele me calou com um selinho rápido — Eu preferia ver você bem, viva, longe de mim. Do que não te ver nunca mais. Aquele um mês foi terrível, parecia um zumbi de tão acabado que fiquei. Quando me deram a notícia que tinha acordado, não pensei em mais nada. Não me arrependi de ter chegado lá e te visto. Mesmo você tendo falado aquelas coisas para mim. Mas não se culpe, você tinha razão. Sua vida era perfeita antes de eu aparecer e ferrar com tudo. Ao sair de lá, a única coisa que me veio a cabeça foi que tinha perdido qualquer razão de ser feliz e que se foda tudo. Desde aquele dia me envolvi nas drogas e ontem foi o que elas me causaram.
- Foi um aviso pra você parar com elas. — finalmente conseguir falar — Um aviso de que você tinha que acordar pra vida e perceber tamanha merda que estava fazendo.
- Eu pensei em você quando estava tendo a overdose. Você veio em minha cabeça quando os batimentos estavam parando. Você me deu forças pra lutar, Kathy. — me beija
Ai como eu o amo. Ele pula para cima de mim sem parar o beijo. Ali não tinha nada de desejo, luxúria, lascividade. Nada carnal. Era mais como uma necessidade, algo mais nosso, mais eu e ele, mais nós. Algo mais sentimental. Ele pelo beijo, demonstrava o que sentia por mim e vice-versa. Não era só bocas se colidindo e sim uma troca de carícias de duas pessoas que se amavam.
- Achei que era alucinação quando te vi parada na porta. — sussurrou ele contra minha boca — Já ia chamar o Jack para me levar ao médico e dizer que a lavagem estomacal, não surtiu efeito.
- Idiota! — sorri
Mais tarde, usando sua blusa preferida, eu e ele descemos e fomos preparar algo para comermos. Olhando meu celular, via duas mensagens de minha mãe perguntando onde estava. A respondi dizendo que estava onde meu coração queria e ela logo entendeu, pois respondeu com ''usem camisinha''. Ri com a resposta dela. Também havia duas ligações de Ash no visor. Liguei para ela, mas caía na caixa postal.
- Sam um dia me disse que quando ligássemos para eles e o celular caísse na caixa postal, é que estavam transando. — a voz do meu namorado brotou perto do meu ouvido
- Que susto! — faço bico sem querer
Ele sorri e me beija castamente nos lábios.
- Você fica muito mais gostosa do que é, quando vesti minhas camisas, principalmente essa que é a minha preferida.
Sorrio meio envergonhada e ele percebe, pois beja a ponta do meu nariz.
- Vamos comer, to varado de fome. — murmurou — O exercício de horas atrás, requiriu muito de mim. — sorri lascivamente
Balanço a cabeça rindo dele
Comemos a macarronada à bolonhesa que ele mesmo preparou. Já pode casar! — pensei comigo mesmo e ri com o meu comentário. Ele não percebeu e eu agradeci por isso, pois ele perguntaria o porque da minha risada à toa.
Estávamos deitados no sofá, ele vestindo a cueca box branca dele e eu com a sua camisa ainda e minha calcinha. A porta da frente abre e nos deparamos com Sam e Ash nos olhando rindo.
- Pelas vestimentas, diria que eles transaram. — Ash disse
- E pela bochecha corada da Kathy e os cabelos bagunçados, diria que meu amigo aí, matou a saudades mesmo. — agora quem havia dito era Sam
- E pelo jeito tá querendo levar uns tapas. — fala meu namorado num tom brincalhão
Eles se juntaram a nós. Minutos depois, foi a vez de Jack e uma menina loira. Ben sussurrou pra mim, dizendo que era a peguete mais longa dele e que talvez podia virar namoro. O que podia ser impossível, pois Jack conseguia ser mais galinha que Ben.
Eram umas sete da noite, quando só sobrou eu e Ben na sala. Eu já vestida para ir embora.
- Podia passar a noite comigo, né? — faz biquinho ao perguntar — Liga pra minha sogra e pede. Sei que ela deixa, ela me ama. — sorri
- Ben, mesmo se quisesse não tenho roupa pra me trocar. Amanhã tem aula esqueceu?
Ele sorriu de um jeito de que aprontou algo e mexeu no cabelo. Franzi o cenho.
- Ben...
- Mandei mensagem para Ash enquanto você dormia. Hoje quando ela veio com o Sam era pra trazer uma muda de roupa e sua bolsa. — deu de ombros
- Tinha planejado tudo? — ele assentiu sorrindo feito criança — Você não tem jeito. O que eu faço contigo?
Ele me puxa pela cintura e leva sua boca até minha orelha, onde morde meu lóbulo, me causando arrepios.
- Eu sei muito bem o que você pode fazer. — sorri lascivamente.
Notas finais
Comentem gente!!
Não sei se prolongo a fic. Queria ideias.
Valeu!!
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