Be Free
18 Capítulo 18
Notas iniciais
Gente, li os comentários e antes que me esqueça, nas notas finais, postarei o link de como eu acho que seja o Ben e a Kathy. Depois me falem o que acharam deles.
Boa leitura!!
''Eu estou apaixonado por você, princesa'' Fiquei com essa frase em minha cabeça desde a primeira aula. Ainda não havia caído a ficha de que o garoto mais cobiçado da escola estaria apaixonado por mim. Não sou igual a elas. Não tenho tanto atributo assim também. Olhando as que ele pegava antes e eu, nota-se a diferença exorbitante que há entre nós. Nada de auto-estima baixo. Que é? Levante a cabeça garota, Ben DImons está completamente na sua. Na sua — gritou meu inconsciente a mim. O que era verdade, mesmo namorando ele há cerca de minutos ou no máximo uma hora, a insegurança reina. Nunca fui aquele tipo de garota cheia de si. Sei até onde é meu limite e até onde eu realmente posso ir e como ir.
– Um beijo pelos seus pensamentos. — murmurou com a voz rouca perto do meu ouvido
Me viro para ele durante a aula livre, já que o professor de geografia havia faltado. Olho para ele e ele continha um sorriso lindo naquela boca dele. Sorrio de volta.
– Nada demais. — dou de ombros
Ele arqueia a sobrancelha e chega mais perto, ou melhor me puxa para mais perto. Quando dou por mim, estou a nano centímetros do rosto dele. Posso sentir o hálito mentolado dele, sua respiração quente. Ele passa uma mão em meu rosto, colocando uma mecha do meu cabelo atrás da orelha, logo depois acaricia a mesma, me deixando arrepiada. Ele percebe e me lança o sorriso mais lascivo dele.
– Tem certeza que não é nada demais? — insisti e eu assinto — Ok, se diz. Agora me dá um beijo já que vamos ficar quarenta e cinco minutos sem nada pra fazer. — pausou — Tudo bem que adoro isso. Mas agora que tenho uma namorada, terei e tenho que aproveitar, não acha? — roça seus lábios nos meus
– Ben... — seu nome meio que saiu como um gemido — A diretora pode entrar, aí ferrou para nós.
– Proibido é mais gostoso.
Ele roça mais um pouco seus lábios nos meus e quando vamos começar a nos beijar de verdade, Ash e Sam atrapalham.
– Opa, opa, opa! — fala Sam — Escola, lembra?
Ben revira os olhos, parecendo está com raiva do seu amigo quase irmão. Sam só ri da expressão carrancuda do amigo. Já Ash, é só sorrisos para mim.
– Confesso que isso demorou mais do que o esperado. — ela se prontifica a falar
Nós três a olhamos, porém eu e Ben a olhamos com expressão de confusão. Sam soltou uma risada baixa.
– O que? — perguntei
Ela me olha como se fosse óbvio.
– Isso de vocês dois. O namoro. Desde aquele show do Foo Fighters eu sabia que tinha rolado algo. Por incrível que pareça, mesmo sendo diferentes, vocês tem um jeito de se completar único.
– Nossa Ash! — zoa Ben — Isso foi profundo. Na boa, Sam, sua garota é uma filosofa.
– Ah, vai a merda, Ben! — resmuga Ash fazendo biquinho
– Deixa ela quieta, Ben. Vai cuidar e dá atenção para a sua... Como ele chama a Kathy mesmo, Ash? — pergunta Sam virando para minha amiga
– Princesa! — seu tom de deboche pairou ali
– Rá rá rá! To rindo. É sério, isso foi hilário. — falou Ben irônico
O sinal da hora do intervalo soou. Nós quatro saímos juntos. Ao invés de sentarmos nas mesas do refeitório, preferimos pegar nossas bandejas e comer no jardim da escola. Sentamos embaixo da árvore. Papos iam, papos viam. Zoações sempre. Beijos, risadas, cara feia, bicos e mais risadas. Mais beijos. E foi assim até o final.
Já era hora da saída, sair da sala, porém antes de por o pé para fora da mesma, sinto algo agarrar minha mão e entrelaçar meus dedos. Olho e vejo a mão de Ben ali. Levanto meu olhar para ele e ele apenas sorriu lindamente como sempre. Abaixo meu olhar e sorrio. Ah, mas está muito apaixonada essa menina. E estava mesmo. Lembro quando disse a minha mãe, que quando esse dia chegasse ia ser algo único, algo derrepente, que eu nem perceberia. E estava certa. Posso dizer que ir aquele show de rock foi algo único e conhecer Ben foi derrepente. Sem perceber, soltei uma risada baixa, mas audível para meu namorado. Namorado, preciso me acostumar com essa palavra de agora em diante. — penso.
– Espero ser eu o motivo dessa sua risada momentânea. — se pronuncia
– Posso dizer que, sim é o motivo. — falei
Ele me olha e sorri. Qual é o problema dele? Por que sorrir desse jeito e me desarmar por completa?
– Estive pensando. — disse ele depois de olhar para frente.
– Você pensa? — zoei
Ele me olhou incrédulo e depois riu.
– Nossa, cade aquela menina que era toda tímida. Quem ria com menos frequência. Que nunca fez piada comigo? — ri com o comentário dele — To começando a gostar desse namoro mais ainda. Se no primeiro dia está se soltando assim, imagino nos outros. O nível vai além.
– Idiota! — resmungo
– Agora sim! — me puxa e me beija com vontade — Então, rola um piquenique no Central Park esse fim de semana? Eu, você e o outro casal? Tipo, um encontro duplo.
– Por mim, sim. — sorrio
– Beleza. Vou ver o que levarei para comermos e beber. E claro, música não pode faltar.
– Fechou!
– Agora, minha princesa. Me leve para casa. — disse ele andando até meu carro. Franzo o cenho. Ele tem carro, oras — E antes que me diga ''mas você tem carro, oras'', — tentou imitar minha voz em vão — meu carro está no concerto então terá que me levar para a escola de agora em diante. — coloco minha mão na cintura o encarando — Que é? Ok, vou facilitar, ao invés de me pegar em minha casa, eu vou andando até sua, já que não é longe. Melhorou?
Balanço a cabeça rindo da ousadia dele. Esse é o meu namorado. Folgado, ousado, safado, lindo, gostoso... e a lista é grande.
– Vou ligar o som, ok? — falou ligando o rádio
Começou a tocar Don't Stop The Music, mas na versão do Jamie Cullum. Quando Ben ameaçou a apertar o botão e trocar a música eu bato em sua mão e ele me olha.
– Gosto da música. — sorrio e ele balança a cabeça
– Não gostei. No meu carro eu fui obrigado a escutar a música que você queria. Nada mais justo do que ser eu a escolher a música que iremos escutar no seu carro.
Penso um pouco e olho para ele. Parece ter um fio de esperança nos olhos.
– Não!
Ele bufa, cruzando os braços. Olho para ele e riu. Minutos depois, a música havia acabado, dando lugar a uma que eu não conhecia. Levei minha mão para trocar, porém Ben segura minha mão no meio do caminho e faz que não com a cabeça.
– Gosto da música. — sorri
– Nem conheço. — falei
– Pois eu sim. Round and Round do Imagine Dragons. Agora sossega essa sua mão e curte a música.
Atrevido! Volto minha atenção para o sinal. Já em frente a sua casa, apago o som, que antes tocava algo da Miley Cyrus. Ben na hora desligou, alegando que não curti as músicas delas, porém a pegaria. Franzo o cenho e ele me puxa para um beijo, sussurrando contra meus lábios um ''eu te amo, princesa''. Ele sai em seguida, me deixando ali feito boba, mas um boba boa. Também te amo, príncipe.
Notas finais
Kathy: http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcR5BMp4VwP9cpLrHsWX5nAYGkyWwA60mROlRf5GCzzJJwBQ79LI
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