Be Free
19 Capítulo 19
Notas iniciais
Af que merd*
Mas bora pra mais um cap
Boa leitura!!
''Eu te amo, princesa'', isso não saía da minha cabeça. Tentava estudar, porém nada funcionava. Ele disse que me amava. Isso é sonho, não é? — me pergunto. Nunca imaginei, que eu iria viver isso um dia. Ok, até imaginei, mas não tão rápido. Sm, tudo foi rápido entre nós. Mas um rápido bom. Um rápido que me fez apreciar cada minuto com ele.
Na mesa de estudos estão livros abertos de todas os assuntos possíveis. Matemática, literatura, biologia, física e por aí vai. Hoje tirei o dia para estudar um pouco. Pensar no futuro é sempre bom. Dei uma pausa dos livros e resolvi ver um pouco de tv. Na mesma rodava um documentário sobre drogas. Na hora me interessei e me lembrei de Ben. Ainda não acredito, ou melhor, acredito não querendo acreditar que ele usa. Nesse documentário, os usuários falavam como se envolveram com isso e como isso quase acabou com a vida deles. Meu medo era que depois de conhecê-lo e ter me apegado a ele, algo a mais poderia acontecer. Não queria perdê-lo. Pensei em falar com ele sobre isso, pensei em tirá-lo dessa vida e vou. Pelo o que eu sinto por ele e por ele eu vou ajudá-lo.
Passei quase duas horas pesquisando sobre como ajudar uma pessoa usuária de drogas. Durante minha pesquisa, recebo uma mensagem de Ben.
''Princesa, estou me sentindo sozinho na minha casa. Meu irmão viajou. Posso ir na sua e passar a tarde contigo? — Ben''
Ao ler aquilo eu sorrio. Já é de mim sorrir assim, automaticamente para qualquer coisa relacionada a ele.
''Pode sim. To te esperando, príncipe. — Kathy''
Respondo. Segundos depois veio a resposta, dizendo que estava vindo e que ama quando o chamo de príncipe. Meia hora depois, a campainha toca. Desço as escadas e vou atender. Ao abrir a porta sou atacada por lábios extremamente macios e convidativos. Ben me beija e durante o beijo ele diz um ''eu te amo'' baixo. Cessando o beijo, ele me olha e sorri. Franzo o cenho sem entender.
– Por que tá rindo? — pergunto toda curiosa
– Toda vez que eu vier aqui, eu vou te ver vestida desse jeito? — aponta para mim — Você fica linda assim, mas sei lá, durante o caminho da minha casa até aqui, eu tinha a esperança de ser recebido com você só de calcinha e sutiã.
Abro a boca pasma com o comentário dele. Ele ri da minha expressão.
– Já disse que fica ainda mais linda quando cora, não disse? — assenti e ele me deu um selinho
O puxo para dentro e o levo até meu quarto. Peço para ele se sentir em casa, e minutos depois, me arrependo. Ao dizer isso a ele, Ben simplesmente tira seu moletom da Gap, ficando só com uma camisa polo branca, tira os tênis brancos e se joga em minha cama. Olho para ele e balanço minha cabeça negativamente.
– Vou lá embaixo pegar algo para comer. Volto já. — digo antes de sair
Na cozinha, resolvo fazer mini-sanduíches de pepinos, aqueles que as cafeterias londrinas costumam vender na hora do chá lá. Pego um suco de laranja. Coloco tudo em uma bandeja e subo. Al chegar em meu quarto, vejo Ben fuçando em uma gaveta meio íntima. Ao perceber que cheguei ele se vira para mim, com o sorriso mais safado dele. Ele gira algo em sua mão. Quando dou uma olhada coro. Ele está segurando minha calcinha. Ai Deus!
– Nunca imaginei você vestida nisso. — pausa — Mentira, já imaginei, porém achei que ficaria em meus sonhos. Mas vendo isso, nossa. Langerie vermelha de renda são minhas preferidas. — sorri para mim
Deixo a bandeja em cima da mesa e vou até ele. Pego a minha peça íntima de sua mão e a coloco na gaveta. Ele ainda ri e ri mais ao ver a cor em que eu estava.
– Trouxe comida? — assenti
Ele vai em direção a bandeja e a pega. Se senta em minha cama, batendo com a mão ao lado dele, para que eu sente ali. Ele pega um dos mini-sanduíches e morde. Faz uma cara de satisfação.
– Já pode casar, princesa. — disse ele com a boca cheia
Terminamos os seis mini-sanduíches que fiz. Levo a bandeja de volta para a cozinha e ao voltar, vejo um Ben diferente. Sua expressão estava vazia, distante.
– Você acha que eu preciso de ajuda? — pergunta ele apontando para o meu notebook
Olho para ele e ele não muda sua expressão.
– Responde, Kathy. Acha? — assinto e ele abaixa o olhar
Vou até ele e me sento ao seu lado na cama.
– Não quero te perder. Não agora e nem nunca. Não quando achei um motivo a qual me deixa feliz. Entenda Ben, faço isso por você primeiramente. Sei que você é mais que isso, sei que você é espec...
– Meu pai, ou melhor, o cara que se diz meu pai, não acha isso. — se pronuncia
– Hã?
– Eu passei a minha vida toda tentando ser algo em que ele se orgulhe, mas ele sempre me colocava para baixo. Nunca entendi o porque. Um ano atrás eu conheci o Paul, o cara do parque lembra? — assinto — Então, ele me ofereceu, dizendo que eu me esqueceria dos problemas. De primeira eu fiquei meio assim, mas depois resolvi testar. E aquilo de esquecer problemas e blá blá blá, era meio verdade. Depois que a sensação de euforia passava, parecia que eles viam em dobro. Eu parei aquele dia. Fiquei sem usar por uma semana, mas depois tive uma briga feia com o meu pai. Ele me humilhou tanto que me fez chorar pela primeira vez. Saí de casa, escutando os xingamentos dele e os gritos pedindo para eu voltar de Jack. Passei dois dias fora. Me drogando, transando com mulheres que nunca vi e nem sabia o nome. — pausou — Quando fiz dezoito anos, eu e meu irmão resolvemos sair de casa. Ele foi comigo pois não queria ficar perto de meu pai, não depois de tudo que ele fez. Desde aquele dia para cá, só tenho Jack como família. — ele me olhou — Ante ontem, quando eu sumi daquele jeito, eu briguei feio com ele, foi aí que ele me contou a verdade. Que não sou filho dele e sim do irmão dele. Me jogou um monte de coisa na cara, tentei ser forte, mas não deu. Eu estava a exatamente quase um mês e meio sem usar nada. Depois que te conheci no show eu não sei, perdi a vontade se usar qualquer droga que seja. Mas aquela briga com ele, a verdade dita por ele acabou comigo e eu fui fraco. — começou a chorar
Sem pensar o abracei. O apertei contra mim, com a força que tinha. Queria transmitir através daquele abraço todo o meu amor por ele, toda a minha admiração que acabei tendo por ele.
– Por favor, Kathy. Não me deixa. — sussurrou ele — Preciso de você.
– Não vou te deixar. Você não vai me perder tão facilmente assim e sabe porque? — ele levanta o olhar e me encara — Porque eu te amo.
Ele sorri e me beija. É um beijo calmo, porém turvo. Um beijo que parecia ser uma necessidade, algo que precisasse. Um beijo que fosse um elo que nos unisse. Algo físico que mostrasse o que ambos sentíamos pelo o outro. Um beijo que dissesse com apenas um silêncio ''eu te amo''.
Notas finais
Comentem e me falem.
Reviews gente!!
Valeu!!
Fale com o autor