Be Free

14 Capítulo 14


Notas iniciais
Mais um cap pra vocês...

Boa leitura!!

Sabe quando você perde completamente o sono e fica horas e horas sem pregar o olho, mas por um motivo bom? Então, eu sei como é sentir essa sensação. E acabei de senti-la nessa madrugada em que passei em claro. Está começando a sentir algo por aquele gostoso, minha cara — murmurou eu inconsciente em minha mente. E pela primeira terei que concordar com ele. Olhando no relógio, que marca exatamente sete da manhã de um sábado, eu estou olhando para o teto pensando na noite anterior e os momentos da mesma.

A ida aquela bar foi a melhor decisão que tive. Quando aceitei o convite da minha amiga, achei que seria horas perdidas, mas não. Estava completamente errada. Foram as horas mais bem aproveitadas que já tive. ''Should've known you was trouble from the first kiss...'' Sou tirada dos meus devaneios com a voz do Bruno Mars como toque do meu celular. Olho no visor e automaticamente um sorriso brota em meus lábios.

- Alo! — tento difarçar minha alegria ao ver quem me ligava

- Princesa! — disse com a voz toda melodiosa — Bom dia. Dormiu bem?

Ai Deus, o que dizer? Já sei, falo a ele que dormi super bem e os beijos trocados entre nós não me afetou em nada. — murmurei a mim mesma. Assim estará mentindo. — cantarola meu inconsciente. Fala a verdade e pronto, garota!

- Não consegui dormir. — falei meu apreensiva

Ouço-o soltar a respiração pesadamente do outro lado da linha. Ai falei demais!

- Achei que era o único. — sinto que ele havia sorrido ao dizer isso. Me pego sorrindo também — E eu posso saber porque não pregou o olho a noite?

Ele sabe a resposta. Sabe que ele foi o motivo disso. Não entendo o porque da pergunta se ele já sabe a resposta. Ele quer que saia da sua boca — fala a vozinha no fundo da minha cabeça.

- Acho que sabe a resposta. — que coragem!

Ele ri.

- É, eu sei, mas não custava ouvir isso sair dessa sua boca extremamente beijável. — falou todo sedutor — Princesa, queria que você saísse comigo hoje. Só nós dois, sem o casal mala e pegajoso do nosso lado. O que acha? — sinto a ansiedade em sua voz

Resolvo pensar um pouco, mesmo sabendo a resposta já. Só para deixá-lo esperar. Que é, eu posso brincar um pouco, não posso? Claro que posso.

- Princesa, essa demora tá me deixando agoniado.

Rio.

- Pode ser sim. Mas ó, nada de lugares do seu tipo.

- E como seria lugares do meu tipo? — perguntou ele

- Ah, você sabe. Lugares em que... — pauso

- Lugares que... — insiste

- Quem tem cheiro de drogas, sexo e mais sexo. — coro ao falar aquilo

Ele solta uma risada gostosa do outro lado da linha. O que me faz corar ainda mais, mesmo ele não me vendo. O que seria pior.

- Como sabe que sexo tem cheiro? Por acaso já...

- Não. É que eu leio. Só isso. — respondo rápido. Aii, to mais corada que sei lá o que agora

- Ah, você ler? Kathy, anda lendo livros estilo erótico, é? — ele ri ao perguntar isso

- Não enche! — me estresso

- Agora sim, sabia que amo quando você fica brava comigo? Não me pergunte o porque, só sei que gosto.

Ficamos mais alguns minutos no telefone, até ele desligar, depois de falar ''vou querer aquilo que você fez com a língua ontem em mim hoje, hein.'' e desligou. Sempre quis saber o que faço com a minha bendita língua na hora de beijar. Nunca me falaram nada. Tá, que só beijei quatro caras, contando com Ben. Mas os outros eram como eu,, acanhados, tímidos nerd's. Nada comparado a bad boys sem causa, que transam com dez em uma hora em um só dia. Hoje eu pergunto, vou deixar minha timidez de lado e vou perguntar o que tanto faço com a língua que o deixa louco. Quero ver é conseguir — murmurou meu inconsciente. Reviro os olhos e levanto da cama. Perdi o sono já mesmo, ou melhor sem conseguir dormir mesmo.

Já com a roupa trocada, desço até a cozinha. Tudo vazio. Minha mãe deve está dormindo. Resolvo preparar o café da manhã. Vinte minutos depois, tudo posto na mesa, começo a comer. Minha mãe desce quinze minutos depois. Conversamos e ela começa a contar sobre como está apaixonada pelo Stu. Derrepente me vem uma curiosidade.

- Mãe? — a chamo e ela me encara — Como soube que estava apaixonada pelo Stu?

Ela sorri pra mim.

- É fácil filha. Preste atenção nos sinais que você mesma dá sem perceber. Cada pessoa dá sinais diferentes. — franzi o cenho, fazendo-a ri — Você vai saber filha, pode ter certeza.

- Ah!

Como a panqueca e minha mãe ri sozinha.

- Porque está rindo? — perguntei

- Da sua pergunta. Tá sentindo algo a mais por alguém, minha filha? — nego com a cabeça — Tem certeza? É que sei lá, o menino de ontem parecia tão íntimo seu. — arregalei os olhos. Ela tinha me visto! — Mas vem cá, o que você faz com a língua que o deixa louco? Vai que isso funciona com o Stu.

- Mãe! — grito de pavor — Mas... Nossa! — começo a corar

- Ok, esquece que perguntei isso. Mas ele é gato, hein. — disse ela rindo ao se levantar da cama.

Reviro os olhos.

Eram uma quatro da tarde quando a campainha de cada toca. Estava em meu quarto escutando música, sentada em minha cama. Vestia uma calça de moletom feminino rosa claro e um moletom da Gap branco. Nos pés, minha pantufa de de cupcake. No aparelho de som, tocava Moonshine, do Bruno Mars. Me deitei na cama de barriga para baixo lendo um livro. É quando sinto meu colchão se abaixar e um jato quente em meu ouvido.

- A visão mais perfeita que já. — sussurra Ben

Levo um susto e pulo da cama. Ele ri e se deita em minha cama. Fico em pé o encarando, sem entender nada.

- O que faz aqui? Melhor, como entrou? — perguntei de uma vez

- Sua mãe abriu a porta pra mim. — sorriu lindamente — Ah, ela gosta de mim. Até me perguntou o que você fazia com a língua que me deixava louco. — arregalo os olhos — Claro que não contei. Prefiro guardar isso pra mim. Segredo nosso! — sorri mais lindamente ainda

- OK, mas não me respondeu uma pergunta. — o encaro com a mão na cintura

Ele me olha de cima a baixo e fecha os olhos respirando fundo.

- Lembra que íamos sair? — ih, tinha esquecido

- Vou me arrumar.

- Precisa não. Tá linda assim.

Olho pasma para ele.

- Minhas pantufas?

Ele olha e sorri.

- Principalmente elas. — sorri se levantando e vindo em minha direção e me dando um selinho rápido — Te espero lá embaixo. Mas ó, se for mudar de roupa, escolhe uma quente, o dia tá frio lá fora. — me rouba mais um selinho e fecha a porta

Que? Vou até meu armário e vejo o que vesti. Minha calça prrta no estilo montaria, uma blusa de mangas compridas branca, cachecol vermelho. Nos pés minha bota preta de couro sem salto. Me olho no espelho cabelos está aceitáveis. Maquiagem? Talvez um pouco de blus e um pouco de rímel e to pronta. Passo meu perfume preferido, pego meu celular coloco-o na bolsa pequena da Kipling que eu tenho preta e saio.

Já no topo das escadas, escuto minha mãe falando falando e logo em seguida a voz de Ben. Mas o que me causou um arrepio bom foi a frase dita por ele em seguida. ''Pode deixar, senhora Stormes. Faria qualquer coisa pra ver Kathy feliz. Gosto dela demais.'' Sei que podia ter qualquer reação na hora, mas a minha foi sorri o mais abertamente que eu conseguir. Ela disse que gostava de mim. Ah! Desço as escadas e sigo em direção a sala. Lá minha mãe e Ben me encaram. Minha mãe sorri pra mim. Já Ben me encara com... brilhos nos olhos? Sorrio meio envergonhada.

- Cuide dela, garoto. — disse minha mãe ao Ben

- Pode deixar. — sorri e me puxa para si

Saímos de mãos dadas até seu carro parado em frente a minha casa. Ele abre a porta pra mim, o que me faz olhar para ele abismada. Ele percebe e dá de ombros. Entra em seguida e dá partida no carro.

Durante o caminho todo, pergunto onde ele pretende me levar. E ele sempre fala ''surpresa, princesa''. Curto quando ele me chama assim. Acho fofo, porém íntimo demais, mas não me importo. Quando dou por mim, ele estaciona o carro no Central Park. Olho para ele que sorri feito criança. Balanço a cabeça sorrindo feito boba.

Andamos pelo parque. As vezes ele passa os braços pelos meus ombros, depois tira. Em seguida agarra-me pela minha cintura, depois tira. Acho que ele está procurando um modo confortável de ficar perto de ti — murmura meu inconsciente. Ele só termina com essa inquietação, quando agarra minha mão, entrelaçando seus dedos nos meus. Olho de soslaio para ele que sorri pra mim. Retribuo.

- Tá com fome? — perguntou e eu assenti — Vem comigo!

Paramos em um desses famosos e típicos carrinhos de cachorro quente. Ben pede o dele completo e o meu também. Comida pronta, nos sentamos em um dos bancos dali. Ben morde o dele e arranca metade do cachorro quente em uma só bocada. Que boca grande a dele. Mordo delicadamente o meu e mesmo assim acabo me sujando de mostarda. Ele ri.

- Tá sujo aqui. — aponta com o dedo. Quando vou limpar, ele segura minha mão — Deixa que eu limpo.

Eu de início, achei que ele limparia com um guardanapo, porém errei feio. Ele foi chegando perto, mais perto e quando sua boca está a milímetros da minha, ele passa sua língua pelos meus lábios e o canto da boca. Que é isso? Sinto um calor subir meu corpo. Mas o dia tá tão frio — penso.

- Agora sim, está limpo. — sorri para mim

Fico estática ali, sem saber o que fazer. Ele volta a comer seu lanche como se não tivesse feito absolutamente nada. Filho da mãe!

Continuamos a andar pelo parque. Ele me conta algumas histórias deles o que me faz rir. Depois conto meu sonho a ele. Bolsa em Londres. Ele diz que tem uma tia muito próxima a ele que mora lá.

- Espera aqui, que vou pegar um sorvete para nós.

Fico esperando ele parada sozinha.

- Como uma gatinha como você fica sozinha aqui? Sabia que aqui tem muita gente do mal? — falou o cara com uma voz de dá medo — Eles podem te fazer algum mal, sabia? — foi chegando perto e eu comecei a me apavorar

- Eu sei disso, por isso eu to do lado dela. — escuto a voz de Ben, o que me deixa mais calma.

- Nossa, que azar dessa gatinha aí. Ter logo Ben Dimons como protetor. Irônico não? — o cara da voz que me dá medo encara Ben com um sorriso debochado nos lábios

- Vaza daqui, Paul. Agora! — o tom de voz de Ben está ríspido

- A vontade. Mas ó, aviso pra você. Esse aqui não vale nada. — e sai

Olhando para Ben, vejo ele com fúria nos olhos. Olha pra mim e relaxa.

- Desculpa por ele, é um ex amigo idiota que eu tinha. — sorri falsadamente

- Sem problemas. — pego meu sorvete

O resto do nosso passei ocorreu bem. Estávamos parados, sentados embaixo de uma árvore. Ele me puxou e eu fiquei entre suas pernas. Passou seus braços em minha volta e me abraçou forte. Derrepente seu celular toca e ele olha no visor e fecha a cara.

- Algum problema? — perguntei

- Não. — ignora a igação

- Pode atender se quiser. —

- Não é importante.

No mesmo instante o celular volta a tocar eu consigo ver o que está escrito no visor ''pai''.

- É melhor atender seu pai. — falei

- Não acho. — disse ríspido

Me assustei com o seu tom. Abaixo o olhar e me afasto dele, mas antes ele me puxa para si e me abraça forte, descansando seu queixo em meu ombro

- Desculpe. — sussurra em meu ouvido — Minha relação com meu pai, não é muito boa. Descontei em você a raiva que estou dele. Não queria isso, desculpe mesmo, minha princesa.

Minha princesa? Sorrio.

- Quer falar? — pergunto me virando de frente a ele

Ele me olha e sorri tímido.

- Não quero estragar isso. Faz anos que não tenho um dia tão agradável assim.

Sorrio para ele, que me dá um selinho. Olha no relógio e franzi o cenho.

- Acho que está na hora de princesa ir pro castelo. — brinca e eu reviro os olhos — Vamos!

Seguimos para minha casa. Me leva até a porta, antes de entrar, ele me puxa e me beija.

- Acho que to gostando mesmo de você, Kathy — murmura contra meus lábios

- Também digo o mesmo quanto a você, Ben.

Ele se afasta de mim e sorri feito uma criança que acabou de ganhar um doce. Me puxa de novo e me beija.

- Quando eu tiver certeza do que a gente sente, eu te peço em namoro. — me dá um selinho e vai

Notas finais
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