Be Free

15 Capítulo 15


Notas iniciais
Cap novinho pra vocês

ps: o pai de Ben é um filho da puta, só isso que eu digo em relação a ele

Boa leitura!!

''Eu acho que estou gostando de você''. Essa frase repetia constantemente em minha cabeça desde a hora que cheguei em casa. Não havia caído a ficha de tais palavras. Ainda não tinha acreditado nessa quase declaração dele. ''Quando eu tiver certeza do que a gente sente, eu te peço em namoro'' Iriam acreditar se eu falasse que depois dessa frase aí, eu simplesmente perdi o fio do pensamento? Para mim, tudo não passava de um sonho e um dos bons.

Eram oito e quarenta e cinco da noite de um sábado frio. Depois de chegar do passei no Central Park, eu logo tomei banho, coloquei uma roupa quentinha e me joguei debaixo do edredom. Liguei a tv, na mesma passava Cartas para Julieta. Do lado um balde de pipoca com manteiga e na mesinha ao lado da cama, um copo de coca. Fiquei imaginando quantas histórias de amor perfeitas e outras nem tanto assim, estão guardadas nos buracos daquele muro. Até pensei em escrever uma. Mas para que? — pensei. Não tinha ninguém a qual eu sentia algo a mais. Tem sim, Kathy — respondeu meu inconsciente. Tinha? - perguntei. Claro. E se chama Ben Dimons — respondeu a vozinha chata que me pertencia mentalmente. E ela tinha razão. Eu gostava dele, só não sabia em que proporção esse meu gostar estava. Se era 30% ou mais que isso. Eu daria uns 80% desse seu gostar pelo gostoso — brotou a voz do meu inconsciente. Af!

Dez horas em ponto o filme acaba. O balde de pipoca vazio e nenhuma gota de coca no copo. Desço as escadas e levo tudo para a cozinha. Volto e me jogo em minha cama. Nossa, o dia hoje foi bem produtivo.

''Boa noite, minha princesa. — Ben''

Ao ler essa mensagem eu abro um sorriso espontaneamente. Mesmo com aquela pinta de bad boy, Ben sabia muito bem ser carinhoso na hora certa. Gostava nisso dele. Acho que aquela minha implicância no início era apenas medo de sentir o que sinto agora. Respondo a mensagem dele e vou dormir.

Amanhece na cidade fria de Nova Iorque. No domingo, meu bairro parece deserto e não ter ninguém morando nele. Era um silêncio total. Só se escutava o canto baixo de passarinhos na árvore e uns latidos de cachorro dos vizinhos. Olhando para o lado, meu despertador marcava nove e meia. Pegando meu celular, vejo que tem mais uma mensagem.

''Bom dia, princesa. Tive uma ideia, mas ela foi embora junto com essa chuva. Então reformulei e pensei: que tal uma social em minha casa? Até chamei o casal meloso e eles toparam. Rola? — Ben''

Por que eu sempre tenho que sorrir quando é algo relacionado a ele? Não entendo isso. Não entendo o que sinto por ele. Mas tenho certeza que gostar, gostar só, não é não. Vai além disso, minha querida — murmurou meu inconsciente. Mandei uma resposta perguntando que horas e ele respondeu logo em seguida. As quatro da tarde eu iria a casa dele. Liguei para Ash depois, perguntando se ela iria comigo, ela disse que sim.

Passei o resto da manhã, assistindo filme. Uma comédia agora. Sem romance nem nada. Porque rir de vez em quando ou sempre, é a melhor coisa de longe. Três e meia em ponto, Ash chega em casa. Iria se trocar aqui. Ela vestia uma calça jeans de lavagem tradicional justa, blusa de manga comprida com gola alta amarela clara, nos pés um vans branco. Já eu, como sempre, calça jeans de lavagem branca, blusa de manga comprida vermelha e nos pés um vans branco também. Iria ser só nós mesmo, então para que caprichar no look. Passei meu perfume preferido e seguimos porta à fora.

Chegando no endereço dado via mensagem, vejo que Ben possuiu grana, bastante grana. Até Ash estava boquiaberta com a grandiosidade da casa dele. Apertamos a campainha, e quem nos atende é um Sam com um sorriso do gato da Alice estampado no rosto. Antes de dizermos um ''oi'', ele puxa Ash pela cintura e tasca um beijão nela. Ok, pelo jeito sobrei. Entro na casa e fico lá, parada vendo aquela demonstração de amor deles na minha frente.

- Pelo jeito ele está feliz em vê-la. — uma voz rouca e muito familiar para mim sussurra em meu ouvido. Sorrio — E pelo o pouco que eu te conheço, você deve está sorrindo e pensando ''como ele sabe disso?'' Aí eu respondo: te conheço bem. — me vira de frente para ele — Oi!

Ele sorri abertamente para mim. Tem brilhos nos olhos dele.

- Oi. — disse um pouco acanhada pela proximidade

Ele percebe e ri.

- Depois da tarde ontem, vai continuar tímida perto de mim? — corei. Ele agarra meu queixo o levantando e me dá um selinho — Você é perfeita, sabia?

- O amor é lindo mesmo. — grita Sam

Ben revira os olhos e lança um olhar raivoso para o amigo.

- Venham, sessão de filmes hoje. — falou me puxando para a sala

- Uhul, terror baby! — Sam sai saltitante pela casa segurando a mão de Ash

Riu com a cena. Ele é bem louco, as vezes. Melhor, sempre.

- Terror, não. — murmura Ash — Eu e a Kathy temos medo, poxa.

Sam a puxa para perto dele. Ben coloca o dvd. Na tela começa o filme. A Hora do Pesadelo. Ah não...

- Tem medo é? — perguntou Ben perto do meu ouvido

Que mania chata, porém gostosa ao mesmo tempo dele.

Assenti. Ele riu e me puxou para mais perto.

- Se eu disser que posso te proteger, você ainda ficaria com medo?

Me viro para olhá-lo, e ele possuiu um sorriso fofo nos lábios. Sorri em resposta. E pelo jeito ele entendeu, pois me deu um selinho rápido.

O filme começa. Já no início eu me arrepio. Detesto esse filme. Odeio esse tal de Kruger. E a musiquinha dele? Troço que dá medo, gente. No decorrer do filme, Ash ia subindo aos poucos no colo de Sam, quando dei por mim, ela já estava literalmente deitada em cima dele. Já eu e Ben, era diferente. Claro que eu tinha medo e me assustava, porém eram discretos. Só Ben percebia, pois a cada susto meu, ele me apertava mais contra si. Confesso que isso é bom. — pensei.

Já era o segundo filme da sessão. O Grito. Aí apelou. A primeira vez que vi esse filme, foi com Ash. Passamos o filme todo abraçadas e de olhos fechados. Só escutando. O que é pior. E foi o que eu fiz, não consegui abrir meus olhos durante metade do filme.

- Kathy, vai continuar com os olhos fechados? — perguntou Ben e eu assenti sem abri-los. Ele riu baixo e me puxou para seu colo, onde me sentei — Pronto. Assim está melhor.

Eu continuava com meus olhos fechados. Derrepente algo duro começou a aparecer roçando minha bunda. O que era? Olho para Ben sem entender e ele está com um sorriso tímido e de desculpas nos lábios.

- Foi mal, mas é que.. Licença. — me coloca do lado e levanta — Preciso ir ao banheiro antes que faça merda aqui.

Franzo o cenho sem entender. Ash e Sam caem na risada. Percebem que eu continuei boiando.

- Deixou meu amigo excitado, Kathy. — disse Sam

Só aí que caiu a ficha. Ai meu Deus! Arregalei os olhos. Não acredito que aquilo duro era o... Minha nossa! Sam e Ash caíam mais na risada depois da minha expressão. Quando Ben volta, não consigo olhar para ele de tanta vergonha que estou. Ele se senta ao meu lado e me puxa para si, depositando um beijo em minha bochecha.

Eram uma sete da noite quando resolvemos ir embora. Sam queria que Ash dormisse com ele no quarto de hóspedes. Jack, o irmão mais velho de Ben chegou logo depois com uma mulher. Deu boa noite e seguiu com ela lá para cima. Ben riu baixo e olhou pra mim dando ombros. Logo seu celular começa a tocar e a palavra ''pai'' aparece no visor. Ele fecha logo a cara. Sam percebe e fecha também. Ash se despede de Sam com um beijo daquele, já eu só digo um simples ''boa noite'' para Ben. Ele ri e me puxa para um beijo.

- Prefiro me despedir assim. É melhor. — sorri e me dá um selinho — Boa noite, princesa.

Notas finais
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