Battleships
5 Round Five
Notas iniciais
Depois de algumas horas navegando em Neverland eles viram um grande totem no meio do oceano. Rumple olhou aquilo assustado e disse:
_Temos que ira para o outro lado! (Ele falou preocupado.) Pra lá é perigoso.
_Você conhece mesmo esse lugar? (Neal perguntou estranhando.)
_Vim aqui uma vez... (Rumple disse suspirando.)
_Quando? (Ele perguntou desconfiado.)
Rumple o olhou com carinho e disse:
_Eu vim te buscar... Mas não consegui te achar, você já tinha ido embora.
Neal suspirou pesaroso e então deu um tapinha nas costas do pai:
_Esta tudo bem. Você já me achou, estamos juntos.
Gold meio que abraçou o filho enquanto ele fazia o barco rumar para o sentido oposto de onde antes estava a lancha de Tamara e Greg..
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Emma olhou para trás e se perdeu nos olhos castanhos que a fitavam. Não pode deixar de sorrir ao ver que a outra lhe exibia o mais puro sorriso. Ela ficou admirada com aquilo. Nunca tinha visto um sorriso tão sincero vindo da morena.
_Regina!
Sem pensar duas vezes Emma foi até Regina para lhe dar um abraço, mas ao se aproximar acabou se contendo e colocando as mãos no bolso. Regina também pensou em abraçar a loira, mas acabou por colocar as mãos dentro do casaco e falar:
_Sabia que você ia se virar sozinha, mas tive que vir atrás de você.
_Tinha? (Emma perguntou quase que em transe.)
Regina riu levemente e encolheu os ombros. Então voltou a falar:
_Não poderia deixar o Henry sem você. (Tentou disfarçar.)
_Fico feliz em te ver.
A loira disse tentando expulsar o ar do pulmão. Ela estava nervosa de ter Regina tão perto, mas não conseguia entende, ou admitir o que estava sentindo. Quando percebeu as duas estavam se encarando de forma intensa a algum tempo, sem dizer nada.
_Você esta bem? Quero dizer, eles não te feriram não é? (A morena perguntou tentando esconder o rubor de suas bochechas se virando de costas.)
_Não, mas acho melhor darmos o fora daqui.
_Claro. (Regina disse tomando a direção do barco.) Onde eles estão?
_Greg está trancado lá embaixo, Tamara caiu no mar e desapareceu.
Regina pegou no volante do barco e só então se tocou que não fazia ideia de como dirigir de volta para o navio.
_Isso não vai funcionar. (Ela disse rindo da situação.)
_Por que não? (A loira perguntou.)
_Porque eu não tenho ideia da onde está o navio do Hook. (Regina falou achando engraçada a situação.)
Emma então fechou a cara e perguntou:
_Hook? O que diabos Hook está fazendo aqui?
_Me ajudando a salvar você.
A xerife revirou os olhos e então disse:
_Não quero voltar com o Hook. Larga ele lá, daremos um jeito de voltar para Storybrooke.
_Não podemos! (Regina recusou de imediato.) Henry está com ele...
_O QUE? (Emma perguntou incrédula.) Você largou o MEU filho sozinho com aquele pirata?
Regina revirou os olhos. Suspirou e então disse com toda a paciência que não possuía:
_Henry é meu filho também! E não, eu não o deixei sozinho com o pirata, Ruby está com eles também.
A expressão de Emma se aliviou um pouco, mas então ela perguntou:
_Como você chegou até aqui?
_Magia. (Ela disse pegando o colar de Emma do bolso de seu casaco e exibindo-o.) Isso é seu não é?
Emma sorriu ao ver que ela guardava seu cordão e se aproximou mais com um sorriso tímido.
_Sim, é. (Ela respondeu encarando a morena.)
A prefeita viu que um dos elos da corrente estava partido e então o consertou magicamente. Aproximou-se mais da loira olhando o verde de seus olhos e, enlaçando seu pescoço num quase abraço, colocou o colar de volta no pescoço da xerife. Suas mãos ao invés de voltarem a posição anterior, se apoiaram nos ombros da loira e então ela disse:
_Eu falei que te encontraria.
_É... (Ela respondeu fitando-a com aqueles brilhantes olhos verdes.) E por incrível que pareça eu não duvidei disso.
Regina baixou a cabeça um pouco tímida e então se afastou da loira que acabou por baixar a cabeça envergonhada.
_Então, agora o que faremos? (A loira perguntou enquanto tentava esconder as bochechas rubras.)
_Me dê sua mão. (Regina disse voltando a se aproximar da outra.?)
Emma a obedeceu, já imaginando que seriam transportadas com magia. Estranhamente ao pegar na mão da xerife, ao invés da prefeita transportá-las logo de uma vez ela aproximou seu rosto . A loira sentiu a aproximação, sentiu seus olhos se fecharem e seus muros cairem ao sentir a respiração da outra em sua face.
De forma inesperada a xerife acabou por, sem querer, envolvê-las numa nuvem de fumaça roxa. Foi então que Regina se assustou ao perceber que não estavam mais no barco e sim flutuando sobre o mar. Antes mesmo de ter tempo de pensar sentiu seu corpo afundando nas águas translúcidas de Neverland.
_Swan! (Ela bufou jogando o cabelo para trás, para a água parar de escorrer em sua face.)
_D-desculpe, foi sem querer! (A loira disse com o cabelo tão encharcado quanto o da morena.)
Regina olhou ao Redor e então viu que estavam próximas de uma ilha. Segurou a mão da loira de novo e segundos depois as duas estavam na areia.
_Para onde você nos trouxe? (Regina perguntou sem se lembrar de ter visto nenhuma costa durante todo aquele tempo que ficou no barco.)
_Eu não faço ideia. (Ela respondeu enquanto torcia as longas madeixas loiras para tirar o excesso de água.)
Regina revirou os olhos com a resposta e se envolveu sozinha numa nuvem roxa. Emma se espantou achando que ela ia largá-la para trás, mas logo se aliviou ao ver que a morena não só estava ali, mas agora também estava completamente seca.
_Uma pequena ajuda? (A loira perguntou abrindo os braços e apontando para seu corpo encharcado.)
Regina riu debochadamente, mas ao ver a loira emburrar fez um gesto com as mãos envolvendo a loira numa fumaça roxa que secou suas roupas também. Emma lhe eu um olhar agradecido e então perguntou:
_O que fazemos agora?
_Não faço ideia. (Regina disse arqueando a sobrancelha em tom preocupado. ) Mas temos que conseguir voltar pro navio.
_Como assim? (Emma franziu a sobrancelha sem entender) Nos transporte até o navio!
_Eu não consigo sentir o navio daqui... Magia não é simplesmente mágica Swan, tem toda uma física envolvida. Não tenho energia para me transportar para qualquer lugar indiscriminadamente. Talvez se eu conseguisse rastrear o barco em que estávamos antes eu conseguisse nos levar até o barco do Hook, mas...
_E por que não faz isso? (A loira a interrompeu.)
_Acontece que você parece ter nos levado para um lugar bem distante dali. E eu não consigo rastrear nem mesmo a lancha.
Emma franziu a testa com um ar perdido mas logo sua face mudou para indignação:
_Mas isso não é possível! Se eu trouxe a gente para cá a lancha nem deve estar tão longe!
Regina suspirou em tom preocupado e então disse:
_Pelo visto você possui mais energia do que eu Swan. Você nos transportou para pelo menos uns 60 quilômetros de onde estávamos, se fosse menos que isso eu provavelmente sentiria a lancha mesmo sabendo que não daria para nos transportar até lá.
Ela olhou para Regina em estado catatônico, a morena só podia estar brincando! Emma não conseguia imaginar como transportaria alguém por dois metros e ela conseguiu levá-las para quilômetros de distancia de onde estavam?
_Qual a distancia, mais ou menos que você consegue atingir com essa macumba roxa? (A xerife perguntou ainda tentando entender a matemática da coisa.)
_Sozinha em torno de uns 40, carregando alguém em torno de 10 ou 15 quilômetros, depende do tamanho da pessoa.
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Regina já tinha ido embora há algum tempo e do nada começou a ventar
_Esta ventando! (Henry disse se empolgando ao ver as velas tremularem.)
_Sim garoto, em Neverland o mar é assim mesmo, as vezes parado, as vezes eufórico. Vou ancorar para sua mãe conseguir voltar pra cá com Emma.
_Não, vamos atrás delas! (Henry disse sentindo que tinha que ir atrás de suas mães.)
_Não garoto... Esse mar é literalmente grande demais, poderíamos nos perder delas. (O pirata disse jogando a âncora no mar.)
_Você parece conhece bem esse lugar... (Ruby disse mordendo o lábio, claramente flertando.)
_E como conheço... (Hook disse dando um sorrisinho.)
Henry tentou chamar a atenção e convencer o pirata a ir atrás de suas mães, mas Ruby começou a conversar com o pirata que desde então ignorava o resto do mundo:
_Você me ensinaria a conduzir o navio? (Ruby perguntou se pendurando nas costas do pirata.)
_Claro que sim... Posso te ensinar a dominar o timão, te ensinar o que se deve fazer com o mastro... (Ele disse a abraçando e mexendo a sobrancelha)
Henry olhava pra cena com cara de enjoo e quase agradeceu quando os dois foram juntos para a parte interna do navio. Quando viu que estava sozinho olhou para o timão e o vento que soprava forte e não resistiu:
Com um espada, que estava jogada no canto do navio, ele cortou a corda da âncora. Logo tomou domínio do timão, assim como Neal havia lhe ensinado e zarpou daquele lugar. Depois de algumas horas navegando e ouvindo ruídos vindos de dentro do navio ele percebeu que o vento estava voltando a ficar fraco.
_Droga! (Ele disse desanimado quando viu o barco perder velocidade, mas poucos segundos depois viu a lancha com que tinham sequestrado Emma aparecer no horizonte.)
Ele nem pensou duas vezes e começou a gritar:
_Hook! Ruby! Acho que achei a Emma!
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Emma e Regina andavam pela ilha meio que sem rumo. Elas foram subindo pela ilha rochosa sem rumo. Regina estava preocupada com a segurança da loira, se a haviam sequestrado havia algum motivo para isso.
_No que você esta pensando? (A loira perguntou curiosa ao ver que o olhar da morena estava perdido.)
_Estou preocupada com você... (A prefeita confessou cruzando os braços de forma leve.) Se te trouxeram até esse lugar deve haver algum motivo.
_O que quer dizer com isso? (Emma perguntou intrigada.)
_Eu não se bem Emma, mas parece que você tem um poder fora do comum. Quero dizer, você por acidente nos transportou por quilômetros a primeira vez que me transportei por magia eu apareci poucos metros de onde estava antes. Acho que se você soubesse usar o poder que tem poderia fazer coisas incríveis...
_Tipo nos transportar de volta? (Ela perguntou se empolgando com a ideia.)
_Sim, mas isso não seria do dia pra noite, demoraria até você pegar a pratica.
Ao ouvir a resposta Emma deu ombros murchando o sorriso.
_Eu posso te ajudar a controlar isso Emma, mas sabendo do que você tem em mãos eu tenho medo de que você acabe caindo em mãos erradas, por favor, não confie em ninguém nessa ilha que você não conheça ou não tenha certeza de quem é.
_Ta ok... (Ela disse displicente, achava aquilo um exagro.)
_Emma... É sério! Me prometa que não vai confiar em qualquer um!
_E eu lá sou de dar confiança a qualquer um? (Emma disse revirando os olhos.) Pode deixar que eu sei me cuidar!
Regina então parou a caminhada com a cara emburrada e disse:
_Prometa!
A loira suspirou em teimosia, mas como ela se sentia culpada por elas terem se perdido acabou cedendo, mas sem perder sua ponta de sarcasmo:
_Ok! Eu prometo! Não me meterei em encrencas e não falarei com estranhos.
Regina revirou os olhos para a brincadeira.
_Aaaa... Qual é? Foi engraçado! (A loira disse fazendo um bico.)
Regina se conteve a dar uma risada abafada. Então ambas continuaram a andar sem rumo pela ilha que mais parecia um pedregulho gigante com uma camada de areia nas bordas.
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Henry estava muito animado por ter enfim chegado à lancha. Hook e Ruby saíram todos desengonçados e bagunçados da cabine. Ambos com o cabelo bagunçado e as roupas desgrenhadas. O batom vermelho de Ruby estava quase todo na cara do pirata, que estava cheia de marcas de beijos.
_O que houve garoto? (Hook perguntou sem reconhecer os arredores de onde estavam)
_Eu as achei!
O moleque disse pronto para subir num bote e remar até a lancha. Hook o segurou pelo colarinho e então disse:
_Você fica aqui! Se você se arranhar sua mãe arranca meu coração fora!
Ele disse sério, mas ao ver a expressão de Ruby, que havia emburrado, ele deu um sorrisinho e continuou:
_E eu não quero perder meu coração já que estou destinado a dá-lo a uma certa pessoa...
Henry revirou os olhos. O pirata ao invés de pegar um bote, lançou uma corda com ganchos e prendeu na grade da lancha e amarrou a outra ponta no barco. Ele então foi escorregando pela corda. Antes um pouco de chegar ao outro lado o pirata viu uma sombra se formar sobre sua cabeça e água escorrer por sua cabeça. Por segundos até achou que fosse uma chuva de verão, só que quando lembrou que em Neverland não há estações do ano, já que o tempo não passa. Ele olhou para trás viu o gigantesco monstro. A cabeça parecia uma cabeça de dragão, o corpo de serpente a boca lembrava a dentição de um jacaré de onde saia uma língua bifurcada.
Ele mal teve tempo de pensar , quando viu o bicho ele, primeiro gritou como uma menininha, em se jogou e conseguiu se segurar na grade do barco menor.
_O que diabo é isso? (Ruby perguntou assustada.)
_Leviatã!
Hook gritou em desespero, o bicho não parava de o atacar.
_Aguente firme! (Ruby disse entrando em desespero, sem saber o que fazer.)
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