Battleships
6 Round Six
Notas iniciais
Hook estava pendurado pelo gancho e lutando contra o monstro com sua espada. Ruby viu que ele não aguentaria por muito tempo então não hesitou e se jogou sobre o monstro se transformando em loba. Ela conseguiu dar um salto no ar e morder parte da garganta enorme do monstro e cair em pé no outro barco.
─Irado! (Henry exclamou admirado.)
O bicho começou a se contorcer perdendo, literalmente, rios de sangue e foi afundando lentamente no mar. Ruby retomou a forma humana, mas ficou completamente nua ao fazer isso.
─Uau! (Hook disse com os olhos brilhando ainda pendurado na corda.)
─Dá para parar de babar e me trazer uma roupa? (Ruby perguntou irritada.)
Mas antes que Hook pudesse responder Henry prevendo o que aconteceria já estava se aproximando com algumas vestes que achou dentro do navio e as jogando para a mulher.
─Obrigada Henry! (Ruby disse se vestindo de imediato. )
Hook desceu até a lancha e ele e Ruby revistaram o navio em busca da loira, mas só encontraram Greg com um galo imenso na cabeça.
─SWAN! (Hook gritou para o mar sem saber o que fazer.)
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Regina e Emma andaram sem parar até chegarem no que seria o topo da ilha em que estavam. De lá de cima dava para ver que a tal ilha tinha um formato perfeitamente arredondado.
─Essa ilha é bem rendondinha. (Emma falou achando graça.)
─Sim. (Regina disse com um ar preocupado.) É redonda de mais até, um forma muito perfeita para um ilha.
A loira arqueou a sobrancelha sem entender o tom sério da outra até que a água dos mares começou a inundar o local e o chão parecia tremer.
─O que diabos está acontecendo? (A loira perguntou vendo a água se aproximar cada vez mais da onde elas estavam.)
─Isso não é uma ilha Emma! É um Aspidochelone!
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Gold estava cada vez mais impaciente com as reclamações de Snow que ficava repetindo constantemente que deveriam voltar para o outro lado e que sua intuição de mãe não se enganava. Neal dirigia o barco sem rumo.
─Pelo amor de deus, diz que sabe para onde a gente está indo. (David perguntou com uma expressão tão irritada quanto a de Rumple.)
─Se eu soubesse onde Emma está já estaríamos com ela aqui no barco, logo, não. Eu não sei para onde estamos indo, mas sei que é para um lugar seguro.
O príncipe calou a boca conformado. Rumple suprimiu um riso e continuou tentando rastrear a magia de Emma.
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Antes que pudesse indagar o que diabos era um Aspidochelone, Emma sentiu Regina envolver as duas numa espécie de bolha colada no chão. Elas foram submergindo junto com a ilha e indo para o fundo do oceano. Emma viu que elas não estavam simplesmente afundando, mas se movendo sem mover nem mesmo um pé enquanto estavam submersas.
─Dá pra explicar? (A loira pediu confusa com aquilo.)
─Uma tartaruga gigante. É mais ou menos esse o conceito de Aspidochelone. (A morena tentou simplificar.) Ele faz percursos enormes sem que a gente perceba porque afinal pensamos estar sobre uma ilha! Podemos ir parar do outro lado desse mundo em cima dessa coisa!
─Não! Nos transporte de volta!
─Não posso Emma! Estamos a quilômetros de qualquer lugar que tenhamos visto hoje. (A morena disse em tom sôfrego.)
─Droga! Como vamos voltar? (A loira perguntou se desesperando.)
─Não tenho ideia. Mas se acalme, você está me deixando nervosa!
─Ok... (A loira respondeu com um ar ainda amedrontado.) Me acalmar... É isso o que eu tenh que fazer... Me acalmar.
Ela tentava acalmar a respiração enquanto o oceano inteiro de Neverland parecia passar diante de seu olhos. Olhou para a prefeita com um ar aflito, mas irônico disse:
─E eu que pensei que viajar em casco de tartaruga era coisa de Procurando Nemo!
Regina soltou um riso abafado e segurou a mão da outra que estava nitidamente nervosa apesar da tentativa de aliviar a tensão.
─Vai ficar tudo bem, eu prometo.
Os olhos castanhos lhe passavam uma estranha segurança. A loira sentiu o coração pulsando mais forte e meio que sem pensar abraçou o braçoda morena lhe dizendo:
─Obrigado.
A prefeita se sentiu um pouco desconfortável com o contato, mas ao invés de se afastar colocou sua outra mão sobre a de Emma. Elas se entreolharam, Regina reparava no doce tom esverdeado dos olhos da loira de forma quase que hipnotizada. O contato de seus olhos parecia que não iria se desfazer jamais, porém quando menos esperavam sentiram o sol poente tocar em seus rostos lhe indicando que o Aspidochelone enfim havia saído das profundezas do oceano de Neverland. Elas então desfizeram o contato. A morena olhou para o horizonte e viu que estavam enfim próximas a terra firme.
─Vamos dar o fora desse casco. (Ela disse estendendo a mão para Emma novamente mas antes que a loira a tocasse ela alertou) Controle seus poderes Miss Swan, não queremos ir parar em outro lugar surpresa dessa vez.
Em resposta a xerife sorriu sem jeito, acenou com a cabeça concordando e de forma delicada segurou sua mão. Elas se transportaram até terra firme e desceram na praia. Logo após a pequena faixa de areia tudo o que havia era uma densa mata fechada.
─Ótimo, estamos no mundo de Tarzan agora? (A loira perguntou receosa.)
─Não faço ideia de onde estamos, mas não acho que seja uma boa ideia ficarmos paradas na praia.
─Prefiro morrer na praia que entrar nesse lugar. (Emma disse olhando de forma não amistável para a mata fechada.)
A morena revirou os olhos, mas teve uma ideia.
─Vamos contornando a mata pela praia até achar algum ponto mais convidativo para entrarmos. Em breve o sol se põe e vai ficar muito frio no litoral. Precisamos de abrigo.
─Precisamos achar um jeito de pegar o Henry e voltar para Storybrooke, isso sim!
─Mas... (A prefeita tentou continuar, mas a loira tentou a interromper irritada)
─Mas nada Regina não faz sentido sair do litoral. Precisamos achar os barcos se quiser entrar no meio da mata fará isso sozinha!
Regina se aproximou dela e a encarou séria.
─O que eu mais quero Emma é pegar nosso filho e dar o fora daqui. Mas nós não vamos sair desse lugar com vida se nós ficarmos expostas ao frio na praia, onde qualquer gangue de piratas podem aparecer. Precisamos nos refugiar antes do anoitecer e eu não vou deixar você se por em risco por conta se sua teimosia. Eu posso sentir a presença dos barcos caso eles se aproximem da costa podemos voltar.
A salvadora mantinha a expressão dura, claramente não achava aquele o melhor plano, mas se contevea revirar os olhos e seguir a prefeita que começou a contornar a praia em busca de alguma clareira para adentrarem a mata escura.
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Neal já estava irritado de navegar em direção ao nada. Seu pai dizia constantemente que não havia outro jeito de encontrar sua amada, mas em sua cabeça tinha de haver outra forma. Ele já havia decidido. Ia esperar seu pai ir descansar para mudar o rumo do navio e ir atrás de Emma. Já estava escurecendo então não demorou muito para que as pessoas a bordo fossem descansar. Ele garantiu que poderia velejar tranquilamente pela noite e quando viu todos se recolherem girou o timão dando meia volta no oceano. Ele estava decido e nada o pararia: iria acabar com quem quer que estivesse com Emma quando a encontrasse.
Ele seria o Herói e assim ganharia de vez o coração dela.
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Após contornarem parte da praia, ao anoitecer elas finalmente encontraram uma clareira. Entraram mata a dentro e encontraram um lugar bom o suficiente para acamparem. Com magia Regina conjurou duas barracas para que elas pudessem dormir.
─Você pode conjurar comida? (Emma perguntou com ar pidão . Finalmente parecia ter recuperado o humor.)
─Como a senhorita acabou fazendo o certo ao acatar o meus conselhos, acho que talvez você mereça essa dádiva de minha parte.
A loira revirou os olhos, mas não pode deixar de sorrir.
─Como eu poderia não seguir vossos conselhos majestade? (Emma revidou de forma irônica.)
Regina arqueou a sobrancelha fingindo expressão de irritação aproximou-se da loira a encarando de forma intimidadora deixando seus rostos muitos próximos. A xerife congelou sem saber o que fazer ou falar, elas só mantinha a conexão entres seus olhares. A morena magicamente fez aparecer uma barra de chocolate.
─Aproveite que estou de bom humor hoje senhorita Swan. (Ela disse oferecendo o doce para a outra que prontamente o pegou e abriu a embalagem dando uma boa dentada.)
A prefeita observou ela comer e conjurou para si mesma um sanduiche leve e um suco.
─Você conseguiria fazer aparecer pizza? Ou batata frita? (A loira perguntou cm a boca um tanto suja de chocolate.)
─Você come como uma criança. (Regina disse sorrindo, mas fazendo aparece um Mclanche feliz ao lado de Emma)
─Fantástico! (Ela disse abrindo a caixinha, mas logo fazendo um bico de decepção.)Faltou a surpresa.
─Sério? Você queria um brinquedo?(Regina perguntou incrédula.)
Emma deu ombros em resposta.
─Eu só acostumei com a surpresa dentro da caixinha, mas não precisa se dar o trabalho. (Ela disse enfiando alguma batatas na boca.)
─Henry puxou seu grotesco jeito de comer. (A morena implicou.)
─Desculpe, quando eu era pequena e demorava para comer as outras crianças roubavam a nossa comida, ainda mais se fosse algo gostoso como batata frita do Mcdonalds.
Regina se sentiu culpada ao ouvir Emma falar sobre sua infância difícil. Ela se sentia responsável já que se nunca tivesse lançado a maldição a vida da outra teria sido bem diferente. O clima de brincadeira a partir de então ficou pesado.
─Sinto muito que tenha passado por isso.
─Não sinta. (Ela respondeu convicta.) Eu nunca seria eu mesma se não fossem as coisas boas e ruins que eu vivi.
─Ainda assim se eu não tivesse lançado a maldição...
─Se não tivesse lançado hoje não teríamos o Henry. (Ela cortou tranquilizando Regina.) Não se preocupe com o que poderia ter sido. Eu me torturei por um tempo pensando em como seria se Mary não tivesse desistido de mim mesmo com a maldição. Eu cheguei a conclusão que não abriria mão do que eu tenho hoje pelo que não sei que poderia ter se as coisas tivessem sido diferentes.
A morena a encarou admirada, mas ainda tinha culpa nos olhos. A salvadora sabia o que ela estava sentindo então prosseguiu:
─Não se arrependa do que fez Regina, é claro que tem coisas que você fez que você não faria novamente, mas que te trouxeram até onde você está agora. Esqueça o passado, todos tem coisas que gostariam de mudar em sua história, mas a gente só pode mudar o futuro. Pense no que você pode fazer hoje para ser feliz afinal.
A rainha segurou então a mão da outra e lhe disse:
─Obrigada.
Emma sorriu em resposta e enlaçou seus dedos nos dela.
─E então podemos esquecer o que aconteceu no nosso passado e pensamos no nosso futuro?
Regina abriu a boca para responder, mas não sabia o que pensar exatamente daquela proposta. A loira por sua vez lhe encarava de uma forma diferente que fez o coração da rainha sentir um estranho solavanco. Regina foi se aproximando completamente entregue, seu rosto estava a milímetros do da loira, quando ela por fim recobrou a consciência. Desfazendo o contato das mãos a morena finalmente respondeu:
─Também acho que devemos pôr uma pedra no passado, acho que isso faria Henry feliz.
─Sim... (A salvadora respondeu desviando o olhar. Notando o clima que havia acontecido.) Ele com certeza ficará feliz com isso.
─É... (A morena disse ainda sem jeito se levantando e indo em direção a uma das barracas.) Eu vou indo dormir, foi bom conversar com você Emma.
─Regina espera...
─Até amanhã Swan, eu realmente preciso descansar. (Ela cortou entrando na barraca de imediato.)
Seu coração estava disparado, ela por muito pouco não beijou Emma Swan. O que ela estava pensando? Emma a via como uma amiga, não podia estragar tudo desse jeito. Deitou-se ainda sentindo a respiração descompassada pelo que havia acabado de ocorrer.
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Já era noite e Henry estava um tanto chateado. Queria ter encontrado Emma, estava preocupado de verdade com a loira e agora que não sabia onde estava Regina se perguntava se suas mães estariam juntas.
─Elas estão bem guri. (Hook disse se aproximando um pouco do garoto. ) Sei que está preocupado mas ninguém pode contra a Rainha má e a Salvadora.
─Você acha que elas estão juntas? (O adolescente perguntou preocupado.)
─Não temos como saber rapaz... Mas eu acredito que sim. Pra sua mãe ter se transportado para algum lugar deveria ter sentido a presença de Emma. Não sei o que pode ter acontecido de errado, mas acredito que elas estão bem.
─Obrigado... (O menino disse dando um meio sorriso.) Eu acho que vou descansar um pouco.
─Vai lá guri. (Deu um tapinha nas costas dele e voltou sua atenção para o timão.)
Estava encarando o horizonte quando sentiu dois braços envolverem sua cintura.
─Você seria um ótimo pai... (Ruby disse de forma sussurrada no ouvido de Killian.)
Ele sorriu e virou-se segurando-a pela cintura:
─Para isso precisaria primeiro ter um filho... (Ele disse com ar brincalhão.)
─Podemos fazer um quem sabe? (Red disse mordendo o lábio inferior de forma sensual.)
─Você sempre com boas ideias... (Ele disse empurrando-a contra a parede do convés.)
Ela sentiu a língua habilidosa do pirata provocar a sua enquanto o roçar de seus corpos a deixava extasiada.
─Mas é melhor... (Ela dizia entre beijos tentando recobrar a razão.) Acharmos Emma e Regina... Primeiro.
Com certa dificuldade ela afastou o pirata que conseguiu por fim se conter.
─É maldade me provocar assim para parar...
─E você adora essas maldades não é Killy? (Red perguntou descendo a mão provocativamente do busto até a virilha do rapaz.)
Hook suspirou quase entregue e disse:
─Se você continuar assim eu não vou aguentar...
Ruby lhe lançou um olhar safado e ele teve de se controlar para manter-se firme a procura de Emma.
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O barco ia em meio ao mar cujo balanço ritmado embalava o sono de Charming, Snow e Rumple. Neal ia atento ao caminho, mas quando ouviu um som emergir do mar toda as atenção se dispersou. O canto era belo e maligno, mas ele não percebia. Seu corpo ia sendo guiado até a borda do barco, abandonou o timão e se dirigiu para a proa do navio de onde vinha o som da canção. Seus olhos grudaram em uma figura que nadava a sua frente, os seios desnudos e a voz melódica eram extremamente sedutoras. Ele estava apoiado, prestes a pular ao mar para alcançar a sereia que o seduzia. Foi quando os braços de outra pessoa o impediu. Gold era imune ao canto por ser o Senhor das Trevas e acordou ouvindo o canto da criatura. S assegurou de trancar magicamente o quarto em que David estava e foi de imediato atrás de seu filho.
─Me solta, eu quero ela... (Neal falava enfeitiçado tentando pular no mar.)
─Não. (Rumple disse calmamente prendendo magicamente o filho e o afastando da beirada.)
Antes que ele pudesse comemorar o feito o navio, que estava desgovernado, bateu em uma placa rochosa fazendo com que o homem fosse ao chão. Se levantou de imediato para ver o estrago e se desesperou ao ver a quantidade de água que estava entrando na embarcação. Se teletransportou magicamente ao quarto de Snow e Mary e os levou até terra firme, depois fez o mesmo com seu filho. Os quatro foram parar em uma parte continental de Neverland.
─O que está acontecendo aqui? (Snow perguntou confusa, já que o homem não havia explicado nada quando os tirou do navio.)
Neal e David olhavam embasbacados para o mar.
─Linda linda... (Neal dizia com um sorriso bem amplo.) Eu preciso dela, eu estou amando...
─Aquela voz é a mais bela de todas... (Charming dizia com os olhos brilhando.) Eu preciso conhecer a dona dessa voz...
─O que fez com eles? (Snow perguntou em tom acusativo.)
─Acabei de salvar a vida de ambos... (Rumple respondeu impaciente.)
Ele então tocou na testa dos dois para fazê-los voltarem a realidade. Ambos saíram do feitiço e se encararam confusos.
─O que aconteceu? (Eles perguntaram em uníssono.)
─O canto da sereia. (Gold resumiu.) Nosso navio está afundando nesse exato momento. Precisamos achar algum abrigo.
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Emma viu Regina entrar em sua barraca e viu que sua melhor opção era ir se deitar também. Foi até a barraca e se deitou, mas não conseguia dormir. A todo momento ficava preocupada de dormir e alguma coisa acontecer com Regina. Chegou a ter um semi pesadelo com isso. Levantava de cinco em cinco minutos para saber se a outra estava bem. Até que não aguentou mais e foi adentrar a barraca da morena. Ao se aproximar da barraca porém, pode ver que Regina estava bem acordada.
─Também não consegue dormir? (A loira perguntou.)
Meio constrangida Regina acenou com a cabeça confirmando.
─Quando eu era mais nova e não conseguia pegar no sono geralmente dormia junto com alguma amiga e assim íamos conversando até o sono vir...
─Você quer dormir aqui? (Regina perguntou assustada sentindo o solavanco no peito só de imaginar a possibilidade.)
─Só se você também quiser... (Emma respondeu com um ar tímido, mas pedindo com o olhar.)
A prefeita não pode responder com palavras apenas se afastou para o lado dando espaço para a loira, que deitou-se então ao seu lado.
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