Battle

10 Uma Trégua?


Notas iniciais
Hey! Estou fazendo o possível para postar quase que diariamente - até porque acho que ficaria cansativo postar todos os dias. Mas enfim, boa leitura!

Meus conceitos estavam completamente errados, eu poderia levar jeito para a pintura, só não sabia. Passamos o resto da tarde pintando – pelo menos eu estava tentando – e a Kate disse que suas suspeitas estavam certas. Não entendi isso, mas deixei pra lá. Foquei em todas as dicas que ela havia me dado e em tudo que ela havia me ensinado.

Depois de um longo banho, despistei as meninas e fui em direção ao enorme jardim do Scarlet Boarding School, eu nunca tinha ido lá, era realmente muito bonito. Sentei em uma das cadeiras que ficavam na entrada da piscina, de modo que pudesse ver quando o garoto chegasse.

Tirei meu celular do bolso e atendi a chamada que provavelmente era da minha mãe.

– Boa noite, filha! – Sua voz aguda ecoava do outro lado da linha.

– Boa noite. – Respondi fria, na verdade não sei nem porque atendi.

– Quero te avisar que desbloqueei seu cartão de crédito. – Ela parecia empolgada.

– Ai, muito obrigada. – Falei com uma falsa voz de empolgação. – Se bem que não existem lojas nesse presídio onde você me colocou.

Não esperei por sua resposta. Finalizei a chamada me deparando com Christopher.

– Nunca mais me faça esperar. – Falei ficando de frente para ele.

– Me desculpe docinho. – Ele respondeu com um meio sorriso.

Revirei os olhos me segurando para não dar um tapa naquele idiota.

– Força do hábito. – Ele sorriu, adentrando o imenso jardim.

Segui o garoto até que estivéssemos “perdidos” no meio dos arbustos.

– Seria muito mais fácil você falar de uma vez ao invés de ter me arrastado pra cá. – Cruzei os braços, minha paciência estava se esgotando.

– Bem, na verdade eu não sei pra que eu te trouxe aqui. – Ele disse fingindo pensar, revirei os olhos. Aquele garoto era muito mais idiota do que eu pensei.

Voltei para onde estávamos antes, ou pelo menos tentei. Mas fui impedida por ele, que segurou meu braço fazendo meu corpo virar em sua direção. Fui obrigada a olhar em seus olhos.

– Okay, eu sei o que quero te dizer. – Ele falou, rendendo-se e me soltando.

Fiz um gesto para que ele prosseguisse, ele percebeu minha impaciência.

– Eu proponho uma trégua. – Chris falou, estendendo sua mão.

– Medo de perder, Lahey? – Debochei, mas apertei sua mão.

– Não, é que agora não vejo mais o porquê disso. – Ele respondeu tão simplesmente que por um momento me pareceu sincero.

– Hm... – Murmurei. – Posso ir agora?

– Espera.

Revirei os olhos, voltei a encarar o garoto novamente, esperando que ele falasse.

– Quer sair comigo? – Ele perguntou, eu podia jurar que era brincadeira até ver o seu tom de voz sério.

Mesmo assim eu não pude evitar as gargalhadas, ri até não poder mais. Ele realmente achava que eu não percebia?

– Você é tão idiota. – Falei assim que me recompus. – Acha mesmo que vai me transformar em mais uma de suas vítimas? A resposta é não, meu querido. Não sou burra e já provei isso.

– Não sou, olha, é sério. – Christopher parecia irritado. – Eu não quero te fazer “uma de minhas vítimas”. Até porque não sou um psicopata. E outra, você me mostrou ser diferente das vadias daqui, é corajosa, esperta, durona, mas defende quem precisa de ajuda e...

– Ah meu Deus. – Exclamei fingida. – Eu estou ouvindo isso?

– É sério, Catherine. – Ele suspirou. – Eu gosto de você, quero ser seu amigo. – Continuou, dando ênfase na última palavra.

Tudo bem que eu poderia estar caindo em uma armadilha, mas eu não acreditava naquilo, ele parecia estar sendo verdadeiro. Além disso, eu sei muito bem me cuidar.

– Tudo bem, Lahey. – Suspirei derrotada. – Mas “sair”? Não é exagerado? Esqueceu que estamos presos?

Ele riu.

– Olha, Walker. – Ele sussurrou em meu ouvido. — Aqui tem lugares que você nem imagina que existam.

Fiquei confusa, aquilo ficava mais inacreditável a cada minuto. Confesso que aquela prisão estava muito melhor do que a minha própria casa.

– Vou até o seu dormitório amanhã as dez, quando todos provavelmente já estarão dormindo. – Ele piscou divertido, assenti e finalmente caminhei para fora daquele lugar.

...

“Querido diário, as coisas estão acontecendo tão rápido que fica até difícil de explicar. Primeiro eu entro em um presídio com o propósito de não me aproximar de ninguém, depois acabo entrando em uma batalha para ajudar garotas que agora são minhas amigas, e agora as traio ficando quase amiga do nosso inimigo. Tudo isso em menos de duas semanas. Nunca pensei que a vida aqui seria tão mais “animada” do que na minha própria casa espionando os passos da minha querida mãe. Sem contar que a Kate Holdman não era nada do que eu pensava, ela é uma pessoa extremamente doce e que me inspirou a buscar algo em mim que eu não conhecia... Sinceramente, isso aqui não está sendo nada do que eu imaginei.”

Acabei de escrever e fiz o mesmo de sempre, guardei meu precioso diário no “esconderijo”.

Pelo visto as minhas colegas de quarto já estavam dormindo, eram quase dez da noite e eu estava “pronta”, esperando o Christopher.

Escutei leves batidas na porta, fui até ela e a abri.

– Pontual. – Murmurei debochando do garoto, que apenas sorriu.

– Vamos? – Ele perguntou, fechei a porta e assenti.

O segui pelos corredores, até estarmos do lado de fora, caminhamos para o jardim que ficava mais estranho a noite e paramos no final do mesmo, onde havia uma porta.

Notas finais
Então amores, quero mais uma vez agradecer a todos que estão acompanhando a fic, mesmo que fantasmas e a todos que estão comentando. Isso é um belo incentivo :3 Obrigada mesmo! E até mais!