Battle

11 Se Rendendo ao Inimigo


Notas iniciais
Oi pessoas, eu ia postar ontem, mas não deu :c Então aqui estou eu! Boa leitura!

– Você tinha razão. – Falei sorrindo, mesmo depois de meia hora ainda estava impressionada.

– Eu sempre tenho. – Dirigiu-me uma piscadela, eu ri.

Aquilo era praticamente um estúdio no fundo do extenso jardim do colégio, tinha um enorme piano de cauda branco, violões, umas duas guitarras, e até uma bateria. Sem contar que o clima era aconchegante, nunca pensei que Christopher gostasse de música.

– Quem diria, Lahey. – Debochei, passando os dedos delicadamente sobre o piano.

– Posso não ser tão cruel quanto pareço. – Respondeu, sorrindo de canto, entrando na brincadeira.

Sentei-me em uma poltrona que ficava de frente para uma TV num canto da sala. Não era uma simples sala de música, era como se fosse um refúgio para Chris, tinha de tudo um pouco.

– Quer comer alguma coisa? – Ele perguntou, abrindo o pequeno armário. – Ou beber?

– Ahn, o que tem aí? – Gritei, havia uma bancada dividindo-nos.

– Chocolate, salgadinhos, refrigerante... Pede algo, talvez tenha. – Ele completou, no mesmo tom de voz que eu usara.

– Chocolate. – Respondi, não estava com fome nem nada, mas eu meio que amo chocolate.

Ele veio segurando duas barras de tamanho médio, entregou uma delas para mim, eu continuava prestando atenção no programa que passava na TV, mesmo que não soubesse o nome.

Christopher riu, não entendi bem o porquê e virei-me para ele.

– Que foi?

– Não, nada. – Ele disse parando de rir e abrindo a barra de chocolate. – É que você parece uma daquelas criancinhas vidradas em desenhos animados.

– Nossa, você é muito idiota. – Revirei os olhos, cedendo uma gargalhada. – Primeiro que não é um desenho animado, pelo que vi é uma série, e segundo: está divertido.

Ele deu mais uma risada, o encarei “séria”.

– Mas então, o que achou? – Christopher perguntou fazendo um gesto para mostrar a que se referia.

– Como já deu pra perceber, eu amei. Esse lugar tem muito mais mistérios do que eu imaginava, talvez estar nesse presídio não seja tão ruim. – Respondi dando de ombros e mordendo o chocolate.

Ele assentiu, para quem estava criticando, me parecia bem “vidrado” na série.

Estávamos calados, mas não era constrangedor, porque aquela série sem nome era muito mais divertida do que ficar tagarelando sobre coisas aleatórias.

Meu celular vibrou no bolso da calça, o peguei e desbloqueei a tela. Vi que era uma mensagem de Greta, meu corpo gelou instantaneamente, ainda não tinha esclarecido sobre a “trégua”.

– O que houve? – Perguntou, parecia ter percebido minha frustração.

– Ah, nada. – Respondi simplesmente. – Digamos que ainda não atualizei as meninas sobre a “trégua”.

Ele riu, como se o que eu havia dito fosse a coisa mais idiota do mundo. É... Talvez fosse, aquilo foi só algo idiota que criei pra aprontar com o Christopher. Mas por outro lado nem tanto, eu me prontifiquei pra ajudar aquelas pobres garotas a se vingar do monstro que as usou.

– Olha, elas vão entender. Essa guerra idiota não serviu pra nada. – Comentou dando de ombros.

Assenti com um breve sorriso de lado. Mesmo assim, peguei o celular e mandei mensagens para as garotas, pedindo pra me encontrarem no meu dormitório. Não era lá uma coisa tão grave, mas ainda assim era algo que eu havia escondido delas e eu precisava contar tudo.

– Então... – Falei enquanto me levantava da poltrona e desligava a TV. – Eu preciso ir. Tenho algo importante a fazer agora. Obrigada pelo chocolate e... Pela série sem nome.

Ele sorriu, assentindo.

– Tudo bem, foi um prazer. Até amanhã, Catherine. – Ele deu um breve aceno, acompanhado de um sorriso fraco.

– Você não vem? – Perguntei já perto da porta. – Não vai pro seu dormitório?

– Às vezes é aqui que eu durmo. Só não conta pra ninguém. – Respondeu rindo, assenti com um pequeno sorriso e saí.

Caminhei pelo enorme jardim até finalmente sair do mesmo, corri o máximo que pude para o corredor dos dormitórios femininos. Respirei profundamente antes de girar a maçaneta e finalmente entrei.

– Cheguei! – Exclamei ao abrir a porta. Me arrependi no mesmo instante, havia esquecido que a vadia loira estava dormindo. As meninas fizeram sinal de silêncio. – Ops.

– Então, Cath, o que quer dizer de tão importante pra nos fazer estar acordadas à essa hora? – Violet perguntou, realmente sua cara não estava das melhores.

– Tô começando a perceber que esse ponto de encontro foi uma péssima escolha. – Murmurei ao perceber que Louise se mexia. – Venham.

Elas deram de ombros, mas não hesitaram em me seguir, caminhamos pelos corredores até chegar à sala de estar.

– Ótimo. – Falei num tom mais alto, aliviada. – Bem, é o seguinte: Me matariam se eu e o Christopher tivéssemos desistido pelo menos por um tempo dessa “guerra”?

Greta arregalou os olhos, parecia irritada, assim como Violet.

– Não escutei isso. – Natasha murmurou, olhando para mim.

– Olha, já demos um “pequeno troco” pelo que ele fez a vocês, certo? E ele me prometeu que não faria nada, olha, eu estava com ele agora a pouco e... – Não pude concluir a frase, fui interrompida por Greta.

– Oi? – Ela perguntou ironicamente. – Catherine Walker desistindo? Catherine Walker se rendendo ao inimigo?

– Catherine Walker sendo burra o suficiente para cair no truque do inimigo? – Violet completou, aquilo havia me pegado de surpresa. – Sabe Catherine, você já mostrou ser mais esperta do que isso.

Eu estava meio que sem palavras, pensei que elas fossem me entender.

– Uau! – Exclamei ainda chocada. – É isso mesmo? Christopher Lahey pode não ser um completo idiota, é só uma trégua. E outra, eu sei quando mentem pra mim e na primeira armação dele, a gente põe aquele plano em ação.

– Você me decepcionou. – Natasha sussurrou, no pouco tempo em que estivemos juntas eu percebi que era uma ótima amiga. Nunca pensei que escutaria aquilo dela.

As meninas se retiraram, me deixando ali, sozinha pensando no que tinha acabado de acontecer. Senti uma mão sobre meu ombro e me virei por impulso. O garoto me encarava sem expressão alguma, suspirei o abraçando, não sei por que diabos fiz aquilo, mas lá estava eu, abraçando Christopher Lahey.

Notas finais
Então, o que acharam? Aceitando comentários :3 Falando nisso eu quero maais uma vez agradecer a todos os que estão acompanhando a fic, sério, muito obrigada mesmo! Até mais :)