Battle
6 Seguindo Com o Plano
Notas iniciais
Caminhei tranquilamente pelos corredores, já era noite e decidimos que era a hora de Natasha atacar, seria o momento perfeito, porque todas nós poderíamos ficar de olho.
Seguimos ela pelos corredores, até o dormitório do Christopher, onde ficamos do lado de fora, tentando de alguma forma escutar o que acontecia lá dentro.
– Olá, Christopher. – Escutamos a voz de Natasha.
– Hey Nat! – Ele respondeu, pelo seu tom de voz, ele deveria estar com aquele sorriso sarcástico irritante nos lábios.
– Então, eu tava me lembrando daquela última vez em que... – Ela parou, sua voz estava mudada, rimos daquilo.
– Ahn, sabe que eu também? – Descarado, mentia assim, na cara de pau! – Que tal repetirmos a dose? Os meninos saíram e provavelmente não vão voltar agora...
– Bem, eu não sei... – Ela começou, estava tudo indo bem. – É que aqui não é o lugar ideal, me entende né? Que tal aquele lugar onde você me levou outro dia? Sinto falta daquilo...
Uau, Natasha!
– Tudo bem... – Ele falou no mesmo tom de voz.
– Amanhã à noite. – Ela falou, realmente, eu estava impressionada.
Ouvimos alguns passos e corremos para o lado, “Nat” saiu fechando a porta. Corremos para qualquer outro lugar, silenciosamente.
Mal havíamos entrado e eu não pude me conter. Comecei a rir mais uma vez do ocorrido, aquilo foi tão... Inusitado.
– Se superou Natasha White! – Batemos as mãos, ela riu.
Caminhamos para o refeitório, comentando sobre o assunto. Ainda era cedo, hora do jantar, apesar de tudo. Sentamos em uma das mesas do canto, com a comida já em mãos.
– Amanhã será um longo dia, para nós, meninas. – Greta murmurou, sorrindo ironicamente.
Vimos o garoto entrando no refeitório, acompanhado da vadia chifruda. Ela sorria agarrada com ele, olha, eles realmente formam um par perfeito.
– Olha lá, coitada. – Comentei sorrindo, observando o “casal feliz”. – Nem imagina o que o namoradinho faz por suas costas...
– Idiota... – Violet falou, eu assenti. – Mas enfim, Mary e eu cuidaremos da próxima, juntas.
– Oi? – Me voltei para as duas, confusa.
– Ele gosta desse certo tipo de coisas... – Ela falou, dando de ombros com um sorriso irônico.
Não sei por que havia perguntado aquilo, decidi ficar calada e terminar minha refeição.
...
Eu estava exausta, acabara de tomar um banho quente, poderia relaxar e me preparar para o “grande dia”. Mas antes era hora de “por meus sentimentos e pensamentos em dia”. Peguei o diário e o abri. Suspirando tranquilamente, as outras garotas já deveriam estar dormindo.
“Querido diário, faz quatro dias que estou presa aqui. Na verdade isso está se tornando mais aturável, graças a um cara idiota, eu pude conhecer pessoas incríveis. E agora estou em uma missão, vamos dizer assim, para limpar a reputação das minhas novas... talvez amigas. É inacreditável para mim mesma que finalmente eu esteja conseguindo me relacionar com pessoas, e me unindo a elas pra fazer algo útil. Tenho que te agradecer Christopher Lahey, por ser um idiota aproveitador, e me fazer conhecer novas amigas. Amanhã iremos dar uma “lição” nesse garoto, por ter usado essas meninas como se fossem objetos, como ele reagiria se recebesse o troco? Bem, tenho que dormir agora. O dia vai ser longo e divertido amanhã.”
Fechei o caderno com capa de veludo e o guardei no mesmo lugar, indo deitar em seguida.
Coloquei os fones de ouvido, comecei a escutar uma música aleatória, adormeci rapidamente.
Acordei mais cedo que o necessário, porque não conseguia mais dormir. Escolhi uma roupa qualquer e fui me arrumar, passei a maquiagem de sempre e estava pronta. Resolvi não esperar Natasha, então fui direto para o refeitório.
Estava parcialmente vazio, havia umas duas ou três pessoas. Peguei meu café da manhã e me sentei na mesma mesa de sempre. Comecei a comer, estava relaxada e um pouco ansiosa, eu sei, é tão idiota, mas eu realmente me empolguei com a ideia de fazer algo contra aquele garoto, ele merecia.
Fiquei tão distraída com meus pensamentos que nem notei que alguém estava na minha frente. Assustei-me ao ver que era Christopher, parecia estar me perseguindo. Revirei os olhos impaciente.
– Olá, docinho. – Ele se sentou à minha frente. – Como começou o seu dia?
– Escuta aqui, você não se cansa não? – Perguntei o encarando, a raiva devia estar expressa em meu rosto.
– De que? – Ele perguntou dando de ombros, com o mesmo sorriso de sempre. – Vim apenas te dar bom dia, por favor, não seja tão má educada.
– Olha, realmente eu não sei qual o motivo de vir aqui me perturbar a essa hora da manhã! – Falei, respirando fundo pra não fazer nada por impulso.
– Tudo bem, você venceu... – Ele revirou os olhos, levantando as mãos em sinal de rendição. – Só quero te dar um aviso, se você está tramando algo, pode parar, não sou idiota, Walker.
Eu soltei uma risada, não pareceu fingida, eu sabia atuar quando queria.
– Por que pensa isso, Lahey? – Perguntei franzindo o cenho, esperando por sua resposta.
– Porque você não se manifestou mais, você está quieta demais, Walker. – Ri muito de sua resposta. De certa forma ele estava certo.
– Talvez porque eu não queira mais participar dessa guerra, não acha? – Acabei de falar e vi Mary e Violet acenando na porta do refeitório, lancei um olhar significativo para elas. – E é melhor ver porque aquelas vadias acenam tanto pra cá. Pra mim que não vai ser né?
Christopher olhou para trás e sorriu para as garotas, fiquei aliviada. As meninas salvaram o meu dia. Em seguida ele saiu sem se despedir, e foi na direção das garotas.
Observei de longe, ainda comendo.
As meninas tinham truques de sedução, truques que eu nunca usaria, mas achei extremamente necessários no momento. Estava rindo internamente da situação, “Chris” sorria como um bobo, e as garotas sorriam também, de forma sedutora, mexendo em seus cabelos e falando alguma coisa que a distancia me impedia de ouvir.
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