Battle
7 Missão Quase Concluída
Notas iniciais
Eu estava finalmente prestes a fazer o que eu queria desde que olhei pra a cara daquele garoto. Sorri ao entrar na sala escura. Havia uma cadeira medonha, imaginei por um instante quantas coisas já foram feitas ali, era um quarto estranhamente grande. Havia uma cama tamanha média ali, tudo tão bem arquitetado, me pergunto como ele conseguiu “construir” aquilo.
– Muito bem, meninas. Eu vou me esconder e me preparar pra minha entrada triunfal. – Falei sorrindo, enquanto caminhava na direção contrária à da cadeira.
As meninas provavelmente já estariam em suas posições, aguardamos por alguns minutos, eu odeio esperar, mas fiz um esforço.
Depois do que pareceu ser uma eternidade, finalmente ouvi passos vindos do lado de fora e a porta se abriu, lentamente.
– Olá? – A voz de Christopher ecoou pelo quarto. – Pra onde está me levando, gatinha?
– Você logo saberá... – Lisa falou, provavelmente o levando até a cadeira bizarra. – Gatinho.
– Feito! – Violet gritou, e era hora de agir.
Acendi uma das luzes, de modo que o quarto ainda ficasse meio escuro, e caminhei em direção à cadeira, onde haviam prendido Christopher.
– Olá, gatinho. – Sussurrei em seu ouvido, sorrindo.
Sua expressão me fez prender uma risada, ele tinha uma cara de susto.
– Oh, está com medo? – Perguntei com um falso tom inocente. – Quem diria bebê...
– Eu devia saber... – Ele murmurou irritado. – Tudo bem, acabou a brincadeirinha, Walker. Me tira daqui.
– Ué, mas por quê? – Continuei com o mesmo tom, e mantive o sorriso sarcástico. – A brincadeirinha só está começando, meu amor!
“Saí de cena”, estalando os dedos. Era o sinal para que as meninas entrassem.
– Hey, estou aqui para o nosso encontro. – Natasha falou, seu tom era de deboche.
– É realmente uma pena que esteja amarrado... – Lisa completou, gerando gargalhadas entre as garotas. Eu estava por perto, me divertindo com a situação.
– Vem cá, vão ficar fazendo essas piadas sem graça ou me tirar daqui? – Ele perguntou aparentemente irritado.
– Elas não vão te soltar, Lahey. – Respondi entediada, voltando para o seu campo de visão. – Como se sente com a troca de papéis?
O garoto não respondeu apenas me lançou um olhar mortal. Não sei dizer o porquê, mas senti um calafrio percorrer todo o meu corpo, meu sorriso se desfez e continuei encarando-o.
– Ai, não fique assim! – Exclamei, fingindo estar com dó. – Meninas, que tal uma musiquinha pra descontrair?
E então o “show” começou. As meninas ligaram o som, com a música “Britney Spears – Slave 4 U” e entraram já vestidas, uma a uma. Com sorrisos maliciosos estampando seus rostos.
Sentei-me e ri da situação. Hanna se aproximou, e sentou no colo de Christopher, começou a cravar as unhas em sua pele. Dava pra perceber o quanto ele prendia qualquer reação sonora que saísse de sua boca.
E eu fiquei ali, vendo cada uma das “minhas garotas” cravarem suas unhas na pele do meu inimigo, enquanto o faziam sofrer por não poder tocá-las. Sorria a cada expressão facial dele, e a cada gemido que ele deixava escapar. Dava pra ver sangue em alguns pontos de seu corpo, não me preocupei, sabia até onde deveríamos chegar, infelizmente.
– Está gostando? – Disse ao levantar, sussurrando em seu ouvido.
– Isso não vai ficar assim. – Ele sussurrou ofegante, a raiva estava muito presente em seu olhar.
– Ai, isso me deixou com tanto medo que vou correndo pro meu dormitório, pra me esconder embaixo da cama. – Respondi em tom de deboche.
Chamei as meninas, tínhamos planejado muitas outras coisas, mas nosso tempo estava acabando, decidimos libertar o prisioneiro, contra nossa vontade.
– Então, gatinho. – Me aproximei de Christopher novamente. – Hora de ir, você teve sorte, mas não acabou. Enfim, se disser algo, vai se arrepender.
Ele permaneceu calado. Eu desamarrei seus braços da cadeira e o soltei, ele segurou meu braço, usando uma força desnecessária.
– Não achou que iria fazer isso e sair ganhando, achou? – Christopher mudou completamente sua expressão, dando um sorriso. O sarcasmo era perceptível em seu rosto.
Fiquei séria instantaneamente, enquanto ele caminhava para fora daquele lugar.
...
Minha segunda semana naquele inferno e eu meio que estava trancada na sala de história. Revirei os olhos. Sabia que não estava sozinha, caminhei pela sala, observando tudo ao meu redor.
– Pode aparecer. – Falei em um tom alto, derrotada. – Então o jogo é esse? Manter-me trancada? Não tinha algo mais original?
– Olá, Walker! – Christopher apareceu de surpresa, na minha frente.
Minha vontade era pular em cima daquele garoto e bater nele até ele não respirar mais. Mas aquilo não iria dar certo, primeiro porque sou mais fraca do que ele, e segundo porque queria sair dali.
– Que planinho diabólico, não? – Murmurei debochada.
– Não vai pensar isso quando estiver desesperada pra sair daqui e não conseguir. – Ele respondeu dando de ombros, eu estava mesmo ouvindo aquilo?
Decidi não responder, uma hora ele iria cansar de tudo aquilo e perceber o quanto estava sendo ridículo.
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