Battle

17 Novamente Presos


Notas iniciais
Volteeeei! :) Decidi demorar um pouco mais para postar agora, já que o natal já passou e tudo mais... E lá vamos nós, voltando aos capítulos com menos de mil palavras... Mesmo assim, boa leitura ♥

– Eu juro que vou te matar. – Ele murmurou, semicerrando os dentes e fechando as mãos.

– Tenta. – Desafiei, cruzando meus braços.

Ele bufou e saiu praticamente voando para o lado contrário, revirei os olhos e voltei ao dormitório.

Não demorou muito para que eu estivesse de braços cruzados sentada na mesma cadeira do primeiro dia em que pisei os pés naquele lugar, de frente para o senhor Winkles.

– É muito grave o que a senhorita fez, agredir uma aluna... – Ele falava balançando a cabeça negativamente. – Vou chamar a mãe da senhorita aqui amanhã, e a senhorita vai ficar na detenção durante uma semana.

Revirei os olhos, Christopher estava sentado na outra cadeira, observando a cena com uma carinha de bom moço.

– Mais alguma coisa? – Perguntei normalmente, dane-se a detenção, e seria perfeito ver minha mãe naquele lugar, sabendo que eu não havia ficado quietinha e acatado suas ordens.

Ele negou e eu me retirei, Lahey veio também, fingi que não estava vendo o idiota e caminhei para o refeitório.

– Satisfeita? – Ele murmurou seguindo ao meu lado, seu típico sorriso o acompanhava.

– Ah, claro! Ser o queridinho do diretor ajuda muito, não é mesmo? – Parei de andar e o encarei de braços cruzados.

– Na guerra vale tudo, minha querida. – Ele piscou para mim, e tornou seu sorriso ainda mais sarcástico.

– Se você diz... – Dei de ombros.

Voltei para o meu caminho, mas antes que eu estivesse longe, ele correu e segurou meu braço, puxando-me para perto dele, me olhando nos olhos. Droga. Aquele olhar não ajudava.

– Não vai me dizer mesmo? – Seu sorriso sumiu, deixando-o sério.

– Oi? – Me fingi de desentendida, aquele assunto de novo não.

– Quer que eu seja mais direto? – Seu tom de voz aumentou, e ele finalmente me soltou, ainda me deixando próxima. – Você corta seus pulsos, eu vi cada cicatriz e sei que são recentes. Por quê? Me fala, por que faz isso? Você finge ser forte, mas fica se cortando por aí, é isso?

– Não acha que vou te contar sobre a minha vida como naqueles filmes, não é? – Sorri debochada, tentando evitar que a vontade de chorar me fizesse desabar ali na sua frente. – Não seja ridículo, o corpo é meu e faço com ele o que bem entender.

Ele ficou calado, mas não quieto. Me arrastou até sabe-se lá onde, eu tentei impedir, mas ele era ridiculamente mais forte do que eu.

Reconheci o caminho, era aquela “sala” no fundo dos jardins, eu iria matar aquele desgraçado assim que chegasse lá e enterrar seu corpo naquele jardim.

– Dessa vez eu te mato. – Corri em direção à mini-cozinha e peguei a primeira faca que encontrei, apontei pra ele e fui a sua direção.

– Fala sério. – Ele revirou os olhos e riu. – Vai mesmo me matar com isso?

Okay, a faca era relativamente pequena e inútil, mas eu estava com tanta raiva que nem percebi. Não desisti e enfiei a pequena e frágil faca em seu braço, provocando um corte melhor do que o esperado.

– Você é maluca! – Ele gritou, vendo o sangue escorrer.

Joguei a faca em algum canto e tentei abrir a porta: Trancada. Aquele era definitivamente o momento em que eu mataria o desgraçado de verdade.

– Abre essa porcaria! – Gritei, avançando em sua direção. Ele me segurou, eu feri seu braço, mas não surtiu muito efeito, além do sangue caindo, parece que o garoto nem sentia mais dor.

Ele riu, me segurando e jogando-me no sofá. Contei até três mentalmente, mas não funcionou.

– Caso não tenha percebido, não vai sair daqui até que me fale. – Christopher se ajoelhou de frente para mim.

Da última vez, ficar trancada com aquele garoto não deu muito certo. Quanto mais eu tentava me afastar, mais ficava perto daquele retardado.

– Okay, vai ficar pelo resto da vida aqui então. – Dei de ombros, ligando a TV.

– Tenho tudo o que preciso aqui, Walker. – Ele piscou, indo até o freezer e tirando de lá uma garrafa do que parecia ser... Whisky.

Despejou o liquido em um copo e deixou a garrafa na mesinha, e lá estava ele novamente do meu lado.

Peguei o copo de sua mão e dei um gole, devolvendo-o. Ele parecia concentrado no programa de TV, não pensei duas vezes antes de desligar. Se ele queria me prender ali, que não esperasse que eu fosse ser boazinha e contar tudo. Não esperasse que fosse ter paz.

– Sabia que isso foi infantil? – Revirou os olhos.

– Não mais do que prender alguém só porque se recusou a contar algo que NÃO É DA SUA CONTA. – Respondi com o meu melhor sorriso sínico.

...

Segundo o relógio de parede, era madrugada, eu continuava caminhando pela sala, na frente da TV que Christopher tentava assistir.

– Dá pra ficar quieta? – Ele resmungou, dei de ombros.

Mas que droga, Lahey! Eu queria bater nele, bater, bater, bater até não poder mais. Só que fazer isso não adiantaria em nada, então sentei em um dos cantos, na mini-cozinha.

– Caralho, Walker! – Escutei sua voz de longe, e logo o vi na minha frente. – Será que dá pra entender que eu tô preocupado com você?

Notas finais
Vejo vocês nos comentários :3 Please, preciso saber o que estão achando, não me abandonem aqui sem saber das opiniões de vocês... Até mais! ♥