Bargain

27 Right Here


Notas iniciais
Pelo amor de Theo James, não me desejem uma morte dolorosa por conta da demora com essa fic! Eu realmente tentei postar antes, mas tive uma espécie de "bloqueio" e tudo que eu escrevia não me agradava. Custei desencantar e fazer um capítulo decente pra vocês! Espero que gostem!!!! ♥ Beijos e boa leitura! ♥

Tris

Era quase duas horas da tarde e eu estava jogada no sofá do apartamento de Tobias, me sentindo um pouco mal. Eu sabia que a minha temperatura estava elevada e sabia que esse corpo ruim que eu estava sentindo não era normal. A minha cabeça doía muito e eu estava tremendo de frio, mesmo estando debaixo das cobertas. Sem contar as minhas crises de tosse.

Tobias estava fora, a trabalho e eu só conseguia pensar nos quatro dias que me restavam sem vê-lo. A saudade era imensa. Eu sentia muita falta dele, mais do que eu achava que fosse possível sentir. Era o terceiro dia que ele estava fora e mesmo ele me ligando todos os dias, eu sentia saudade do abraço quente dele, dos beijos carinhosos e da preocupação diária que ele tinha comigo e com os bebês.

Eu me controlava para não dizer por telefone o tanto que eu estava me sentindo sozinha e o quando eu queria ele aqui para não preocupá-lo ou fazê-lo ficar com a consciência pesada de ter me deixado aqui. Eu sabia que era assunto importante e não queria ser o tipo de garota chata e mimada.

— Shau — Eu digo, assim que ela atende a minha ligação.

— E aí, como está, minha gravida favorita? — Ela pergunta alegremente.

— Preciso da sua ajuda — Eu digo, rezando pra ela não surtar no telefone e me deixar mais desesperada ainda.

— Manda — Ela fala, rindo. Provavelmente imaginava que era alguma coisa muito baixa ou muito alta que eu não conseguia pegar.

— Preciso ir ao médico — Eu digo rapidamente — Eu não estou me sentindo muito bem. Você pode ir comigo?

— Beatrice, pelo amor de Deus, o que é que você está sentindo? Você devia ter me ligado imediatamente e não esperado ficar ruim de vez — Ela diz, praticamente gritando pelo telefone — Eu estou indo te buscar agora.

— Acho que é só gripe, mas…

— Mas nada — Ela me interrompe — Vou te levar ao médico agora. Me dê cinco minutos pra chegar aí — Ela diz e desliga o telefone. Eu saio do sofá, pego o moletom de Tobias que eu estava usando e o coloco e depois calço meu tênis.

Shauna chega exatamente cinco minutos depois e vai me dando um sermão da porta do apartamento até o hospital.

— Você está horrível — Ela diz, me examinando da cabeça aos pés. Eu me sentia horrível — Sério, você devia ter me ligado imediatamente. Tris, você está grávida — Ela diz, pausadamente, como se precisasse me lembrar que eu estava esperando dois bebês.

— Não conta pro Tobias — Eu peço, descendo do carro. Ela me olha feio e eu a encaro — Ele vai surtar. E vai ser pior do que você. Sério, tá tudo bem. Ele não precisa saber, Shau.

— Tá bom — Ela responde carrancuda. Ela me manda sentar em uma das cadeiras de espera e vai falar com a secretária. Shauna gesticula muito e eu tenho certeza que ela estava usando algo do tipo “eu não dou a mínima para a política do hospital. Ela está grávida de gêmeos e eu exijo atendimento imediato. Antes que eu entre com u processo contra vocês”. Minutos depois eu entro no consultório.

O médico me examina e esboça um pouco de preocupação. Pelo jeito era só uma gripe forte, mas que tinha que ser tratada corretamente por conta das crianças. Ele me pede para ficar no hospital pelo resto do dia — e provavelmente até amanhã. Eu dou de ombros e concordo com a cabeça, no mesmo momento que tenho outra terrível crise de tosse. Era como se os meus pulmões estivesse querendo se descolar e sair pela boca.

Shauna afirma que ia ficar comigo o tempo que fosse necessário. Nós somos levadas para um quarto em outra ala do hospital e uma enfermeira injeta alguma coisa na minha veia. Segundo ela é mais efetivo do que uso oral. Eu só sei que minutos depois eu estou morrendo de sono.

Shauna me manda ir para a cama e dormir e diz que vai até a cafeteria. Eu não presto muita atenção no que ela fala depois disso, já que meus olhos estavam pesando e a minha mente se desligando de tudo que estava acontecendo ao meu redor. Eu me jogo na cama e viro para o lado.

Eu durmo pesado, sem conseguir sonhar com nada. Acordo um tempo depois e vejo Shauna me encarando. Ela estava devorando uma barra de chocolate.

— Juro que eu achei que eles tinham induzido um coma — Ela diz, rindo — Você está deitada, sem se mexer, a umas três horas.

— Eles devem ter me dado alguma coisa muito forte — Eu digo, me sentando na cama e ainda me sentindo mal. Parecia que um trator tinha passado por cima de mim.

— Pra mim o nome disso é carência — Ela diz, rindo — E saudade.

— Deve ser mesmo — Eu resmungo. Com o passar da gravidez, eu ficava cada dia mais emotiva.

— Você devia me deixar ligar pra ele e…

— Não — Eu digo, firme — Ele vai ficar preocupado e não é nada demais. Já estou sendo cuidada e logo isso passa. Faltam só quatro dias pra ele voltar.

— Se você diz — Ela dá de ombros e volta a morder seu chocolate. Eu ligo a TV, ainda me sentindo entediada.

Eu e Shauna assistimos a um filme especialmente ruim na TV e minutos depois do fim ela sai pra comprar comida pra gente. Eu aproveito que ela estava solidarizada com a minha situação e peço logo um McDonald’s ou algo do tipo.

Quando ela volta, nós jantamos e a enfermeira aparece novamente, dizendo que era hora do remédio. Eu reviro os olhos mas não resisto. Esses remédios estavam me deixando meio dopada e eu não gostava muito disso.

Novamente o remédio me derruba e a sonolência toma conta de mim. Eu tento lutar contra ela, mas sem sucesso. Dessa vez o sono vem carregado de sonhos estranhos, dos quais eu não consigo acordar. Eu tenho a sensação de me sentir presa.

Acordo assustada, no que eu acho que é o meio da noite, com uma crise terrível de tosse. Eu estava soando. Demoro para sintonizar onde eu estava e me debato na cama por alguns instantes, tentando me soltar das mãos que me seguravam.

Eu paro de me debater assim que consigo focalizar quem me segurava. Tobias.

— Você — Eu digo, dando um sorriso e respirando fundo, acalmando os meus batimentos cardíacos.

— Eu — Ele diz, dando um sorriso e em seguida me dando um beijo na testa e segurando a minha mão delicadamente — Você me deu um baita susto, love.

— Eu disse pra Shauna que não era pra te contar — Eu digo, suspirando — É só um resfriado idiota.

— Ainda bem que antes de ir eu especificamente fiz Shauna e Zeke prometerem que me ligariam caso acontecesse qualquer coisa — Ele sorri — Por mais idiota que seja. Eu tinha certeza que você iria resolver o problema sozinha.

— Eu não queria te preocupar — Eu digo, me sentando na cama. Tobias se senta ao meu lado e me abraça.

— Eu sei — Ele diz, acariciando a minha cabeça.

— Desculpa ter te feito voltar pra cá — Eu digo, sendo sincera, mas ao mesmo tempo agradecendo por ele estar aqui. Era tudo que eu tinha passado os últimos dias pedindo.

— Tudo bem, anjo — Ele sorri novamente — Zeke foi pra lá e vai terminar as reuniões por mim. Eu não devia nem ter ido. Me desculpa por te deixar aqui sozinha.

Eu olho pra ele e balanço a cabeça, rindo de leve. Ele estava se desculpando por ter me deixado sozinha. Provavelmente era a primeira pessoa que falava isso pra mim. Ele me dá um beijo e eu me aninho em seus braços.

— Como você está se sentindo, love? — Ele pergunta, passando a mão na minha testa e verificando a minha temperatura.

— Cansada desse lugar — Eu digo, rindo — Meio dopada por remédios, mas extremamente feliz por você estar aqui — Eu digo e ele dá um sorriso lindo.

— Fico feliz em te fazer sorrir — Ele responde.

— Quando foi que Shauna te ligou? — Eu pergunto, tentando fazer uma conta mental de quanto tempo ele demoraria pra conseguir uma passagem e chegar aqui.

— Hoje de tarde, assim que você dormiu — Ele conta — Eu largyei uma reunião no meio, tive que esperar, por algumas horas, o próximo voo pra Chicago, que na minha opinião, demorou uma eternidade e paguei o dobro para o motorista de táxi, que veio correndo e furando farol vermelho.

— Eu vou matar aquela maluca — Eu digo, rindo — E eu amo você.

— Eu também amo você — Ele diz.

Nós ficamos em silêncio por alguns minutos. Eu ainda me sentia um pouco tonta, mas não queria dormir. Eu tinha medo de Tobias sumir durante o meu tempo de sono. Ou de eu descobrir que isso aqui era um sonho.

— Você devia tentar parar de lutar contra os efeitos do remédio — Ele diz, gentilmente, com uma risada baixa.

— Eu não quero dormir — Eu digo, dando de ombros e pensando na melhor maneira de não cair no sono.

— E se eu te prometer que eu vou estar aqui quando você acordar? — Ele pergunta, acariciando a minha cabeça e dando um sorriso.

— Acho que eu posso começar a considerar a possibilidade de dormir — Eu respondo, dando uma risada fraca.

— Eu vou estar aqui quando você acordar — Ele afirma e eu me ajeito em seus braços. Sinto a respiração dele contra mim e paro de lutar contra o sono. Minutos depois eu volto a dormir e dessa vez, sem pesadelos.

Notas finais
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