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13 Family sucks sometimes


Notas iniciais
Alguém aí que ainda esteja interessado na fic? Bem, gostaria de me desculpar pela ausência. Confesso que a falta de retorno nos comentários me desanimou um pouco, mas aí está um novo capítulo, dedicado especialmente para a Belle e para a Toriih, que fizeram recomendações lindíssimas. Obrigada, amores! Espero que gostem desse capítulo, beijos e boa leitura! PS: comentem, por favor.

Tobias

Eu definitivamente nunca tinha bebido tanto igual a esse fim de semana. Eu e Tris havíamos enchido a cara no sábado, e ontem, depois que havíamos chegado da casa dos meus pais, havíamos bebido mais um pouco. Ficamos os dois, o resto do dia, jogados no sofá da casa dela, com a TV ligada em alguma coisa, bebendo os vários tipos de bebida que ela mantinha em casa.

Nós havíamos bebido primeiro porque ela não estava bem, e precisava encher a cara para aliviar o estresse. Embora a intenção dela era fingir que estava tudo bem, eu sabia que o encontro inesperado com os pais a havia abalado. Nós havíamos aproveitado o que havia acontecido para despejar nossas frustrações familiares um para o outro.

Eu havia contado pra ela coisas que ninguém sabia. Eu havia contado minha relação complicada com Marcus e tudo por trás do pouco que eu já havia dito um tempo atrás. Tris passou o tempo xingando e demonstrando sua raiva pelos pais e pelo o que eles haviam feito.

O tilintar irritante do telefone da minha sala me tirou dos meus devaneios. Atendo rapidamente, para fazer o barulho parar.

— Senhor Eaton — A voz da secretária chegou aos meus ouvidos — A senhora Evelyn Eaton está aqui para ver o senhor. Posso deixá-la subir?

— É... Acho que pode — Eu respondi, já associando a visita da minha mãe como mais um motivo para dor de cabeça. — Obrigado, Cara — Desliguei o telefone rezando para ter acertado o nome da moça. Suspirei e me encostei na cadeira, fechando os olhos momentaneamente.

Minha mãe passou pela porta um minuto depois.

— Bom dia, Tobias — Ela dia, quase cantarolando.

— É isso aí — Eu respondi, esperando que fizesse pelo menos um pouco de sentido. Eu me sentia incapaz de formar uma frase coerente sem ter que passar pela experiência de sentir a mente se estilhaçando em mil pedaços.

— Que diabos você tem na cabeça pra trabalhar nessa sala escura? — Ela perguntou, sem realmente esperar uma resposta — Eu mal consigo te enxergar direito, moleque — Ela acendeu o restante das luzes da sala e abriu a cortina, fazendo com que minha sala ficasse tão clara quanto eu imaginasse que fosse a luz no fim do túnel.

— Eu agradeceria se você fechasse a porra da cortina — Eu resmunguei, fazendo ela olhar pra mim de uma maneira repressiva.

— Tobias, você está bêbado? — Ela perguntou, se sentando na cadeira do outro lado da mesa — Que diabos você tem na cabeça de vir trabalhar bêbado?

— Eu não estou bêbado — Eu me defendi — Só de ressaca — Eu expliquei dando de ombros.

— Você já estava de ressaca quando chegou lá em casa, porque diabos você foi encher a cara de novo quando saiu de lá? — Ela perguntou.

— Nada melhor que curar uma ressaca com outra ressaca — Eu respondi, sem saber se a frase era realmente essa ou se eu havia errado ou trocado alguma palavra. Decidi mudar de assunto. Quanto mais cedo minha mãe falasse o que ela queria, mais cedo ela iria embora e eu poderia fechar as cortinas e apagar as luzes novamente — A que devo o prazer da sua ilustre presença?

— Primeiro, quero te dizer que eu resolvi dar uma festa para o seu pai, para comemorar os cinquenta anos dele — Ela disse e eu reprimi um suspiro. Minha mãe achava que tudo era motivo de festa — Eu estava pensando em uma coisa grande, afinal, ele é um Eaton, e os Eaton nunca fazem uma festa pequena. Quero sua ajuda com a lista de convidados e com a organização.

— Esquece — Eu disse categoricamente — Eu compareço na festa se você quiser e tudo mais, mas não vou ajudar. Eu tenho mais o que fazer.

— Tobias...

— Não.

— É uma forma de você se aproximar um pouco mais do seu pai — Ela falou, alterando um pouco a voz — Já está na hora de vocês dois deixarem essa briguinha idiota de lado.

— Esse é o problema — Eu disse — Eu não quero me aproximar dele. Já faço o bastante tratando-o formalmente e com educação. Não me peça pra esquecer toda a tortura física e psicológica que eu sofri nas mãos dele desde que eu era pequeno. Eu nunca fui bom o bastante pra ele. Eu nunca fiz porra nenhuma da maneira certa.

— Tobias, seu pai só queria te treinar para dirigir a empresa futuramente. Ele só queria que você estivesse preparado.

— Então ele devia ter tentado de uma maneira diferente e não me diminuído de todas as maneiras possíveis durante toda a minha vida — Eu respirei fundo — Assunto encerrado.

Vi minha mãe respirando fundo e engolindo seco.

— Tem outra coisa que eu quero falar com você.

— Pode falar — Eu respondi, me ajeitando na cadeira.

— Tris — Ela falou, e continuou rapidamente, antes que eu tivesse a chance de interrompê-la — Tobias, essa situação com os pais dela não está certa. Eles têm que se entender. Ela tem que deixar eles se desculparem. Aí eles poderão ser uma família novamente.

— Você acha que Tris encheu a cara ontem por quê? — Eu perguntei — Pra esquecer que viu aqueles dois tapados. Pra esquecer que eles existem. Você ao menos sabe o que eles fizeram? — Eu perguntei um pouco agressivamente.

— Natalie me contou. Foi monstruoso o que eles fizeram. Mas eles merecem uma chance de reconciliação e... bem, Tris pelo jeito tem uma personalidade muito forte. Ela talvez escute você.

— Desculpa mãe, mas é mais um não. Os Prior estão colhendo o que eles plantaram — Eu respondi sinceramente — Quando ela precisava deles, eles viraram as costas e ela teve que se virar, cuidar da própria vida e sobreviver, e foi isso que fez dela a mulher que ela é hoje. Forte, determinada, inteligente e de certa forma implacável. Tris não precisa deles agora. Ela não precisa da presença assombrosa dos pais que viraram as costas pra ela agora.

— Tobias, perdoar é divino — Minha mãe argumentou, e apesar da frase santa que ela havia usado, ela estava começando a me lembrar o advogado do capeta.

— Santa talvez seja uma das coisas que Tris não é — Eu disse, segurando o riso — Mas eu tenho certeza que quando ela estiver pronta pra deixar isso tudo pra trás, ela vai. Só que não é uma coisa que alguém ŧem que ir lá falar. Isso tem que vir de dentro dela, ser sincero. E eu tenho a impressão que não vai ser agora.

— Já vi que hoje não é um bom dia para conversar com você — Ele disse, suspirando e se levantando — Vê se vai pra casa descansar. E passar uns dias sem álcool seria uma boa ideia.

Eu abanei a mão pra ela quando ela saiu. Logo em seguida me levante e fechei as cortinas.

Notas finais
Alguém?