Bargain
14 Mess
Notas iniciais
Tobias
Tudo que eu mais queria agora? Curar minha ressaca enchendo a cara novamente. A voz da minha mãe ainda martelava na minha cabeça, se tornando inconvenientemente irritante. Quando finalmente deu a hora do almoço, eu desci até a recepção e avisei Cara que eu estava indo embora e que ela devia remarcar meus compromissos, fossem eles quais fossem.
Falei que estava passando mal e consegui me livrar rapidamente de Zeke, que aparentemente formava um grupo de funcionários para ir almoçar em um restaurante que Shauna tinha indicado.
Dirigi rapidamente até o apartamento de Tris. Era bem mais perto do que meu, e mesmo se ela não estivesse em casa, eu tinha a chave.
Abri a porta rapidamente e depois a fechei meio que violentamente. Tris apareceu na pequena sala segundos depois, só de lingerie e com o cabelo molhado. Eu prendi a respiração. Essa visão sempre me surpreendia.
— Love, você me parece horrível — Ela disse, abrindo um sorriso. Ela se encostou na parede, fazendo eu esquecer porque eu estava ali.
— Você bem que podia me fazer sentir melhor — Eu disse, ensaiando um sorriso. Ela se aproximou de mim.
— Se você não estivesse tão vestido, eu bem que poderia tentar — Ela diz, me dando um beijo no rosto logo em seguida. Quando ela faz um movimento para se afastar, eu a puxo para mais perto de mim, a encostando na parede em seguida e a beijando furiosamente. Ela responde ao meu ato com o mesmo fogo e com a mesma intensidade. Eu estava começando a ficar com MUITO calor.
De alguma forma eu arranco a minha gravata e ela desabotoo a minha camisa. O toque dela fica gravado em mim como se tivesse sido feito com fogo. Eu esqueço minha ressaca, meu sono, minha dor de cabeça.
— Você ainda acha que eu estou vestido demais? — Eu pergunto assim que tiro a minha calça.
— Eu acho que me provocar dessa maneira não é nenhum pouco delicado — Ela responde, me dando um sorriso totalmente provocante em seguida. Eu mordo o canto da minha boca. Ela beija meu pescoço e eu praticamente a carrego até o quarto, deixando a bagunça de roupas jogadas para trás.
Coloco Tris na cama delicadamente, e volto a beijá-la com intensidade. Desabotoou eu sutiã em seguida. Tudo que eu consigo pensar nesse momento é no quanto ela é gostosa e o quanto eu preciso dela na minha vida. É como se ela fosse uma espécie de droga. Minha droga.
Acaricio seus seios e em seguida beijo-os. Ela se contorce com o meu toque. Os beijos se transformam em pequenas mordidas alternadas com algumas chupadas um pouco mais violentas. Tris arranha as minhas costas em resposta. Uma parte do meu cérebro tem consciência de que os arranhados vão arder depois, mas eu não ligo nem um pouco.
Tris consegue me jogar de costas na cama e sobe por cima de mim, voltando a me beijar ardentemente. Logo em seguida ela tira sua calcinha e depois minha cueca, e os joga do outro lado do quarto. Eu estava começando a ficar desesperado já. Muito desesperado.
Eu me movo e a coloco de costas para o colchão novamente, e em seguida seguro suas mãos acima de sua cabeça. Com minha mão livre, acaricio seus seios novamente. Ela morde o canto dos lábios e depois abre as pernas um pouco mais.
Eu realmente não aguento mais esse joguinho. Sem avisá-la, eu a penetro. Primeiro vou devagar com os movimentos, ouvindo ela gemer baixo. Vou aumentando aos poucos. Ela consegue soltar suas mãos, e me puxa mais para perto ainda, me beijando ardentemente. Eu mordo seus lábios enquanto continuo a penetrando de maneira forte.
Ela leva as mãos nas minhas costas novamente, deixando mais algumas marcas. Eu intensifico a velocidade das estocadas.
Eu saio de dentro dela e aproveito para me deitar com as costas no colchão. Ela passa suas pernas por cima do meu corpo e senta em meu membro, rebolando bem devagar e quase me levando a loucura. Sinto o corpo dela extremamente quente.
Nós ficamos nessa por mais alguns muitos minutos, até que caímos na cama, lado a lado, extremamente estasiados.
— Fenomenal — Eu digo, a fazendo rir. Além do som de seu riso, eu escuto o barulho da chuva forte batendo contra a janela do quarto. Tris me da um beijo no rosto.
— Você devia sair mais cedo do trabalho todos os dias — Ela diz, sorrindo pra mim.
— Concordo plenamente — Eu respondo, relaxando o corpo. Ela se estica, e eu mexo em seus cabelos. Ficamos alguns segundos em silêncio até que eu decido ir tomar um banho. Tris veste a camisa que eu estava usando e diz que vai fazer alguma coisa pra gente comer.
Tomo um banho na água bem quente, relaxando os músculos. Eu já quase nem me lembrava mais do porque ter saído mais cedo da empresa hoje. Quando saio do banho, visto minha calça e me dirijo para a cozinha.
Tris está tentando fazer alguma coisa que me lembra panquecas.
— Panquecas com ganache — Ela informa, ao me ver observando-a — Espero que você goste. É uma das poucas coisas que eu realmente consigo fazer sem que o gosto fique deplorável.
Eu dou risada. Ela pega uma garrafa de whisky e dois copos no armário.
— Eu realmente não devia estar bebendo — Eu digo, abrindo a garrafa e derramando o líquido nos copos — Eu estava de ressaca e com uma dor de cabeça dos infernos até agora mesmo.
— Parece então que eu sou seu remédio — Ela brinca, colocando as panquecas em um prato e derramando a cobertura por cima.
Levo os copos e a garrafa para a mesa e ela me acompanha carregando o prato.
— Você está mais para uma droga altamente viciante do que para um remédio — Eu digo, rindo — Mas é efetivo.
Fazemos uma breve pausa na conversa, enquanto comemos. As panquecas que ela havia feito realmente estavam ótimas.
— Recebi uma visita inesperada hoje — Eu digo, virando o resto da bebida que estava no meu copo.
— Eu vou querer saber quem? — Ela pergunta.
— Minha adorável mãe — Eu respondo — Ela queria minha ajuda para organizar a festa de aniversário do Marcus. Obviamente, eu disse que nem morto.
— Eu não sabia que cobras comemoravam aniversário — Ela diz maldosamente, me fazendo rir.
— E ela queria falar sobre você também — Eu digo, enchendo nossos copos em seguida.
— Essa é nova — Ela diz, se recostando na cadeira e suspirando.
— Aparentemente, Natalie contou pra ela sobre o que aconteceu entre vocês. Minha mãe acha que a cosia chamada perdão tem que ser possível — Eu digo e Tris revira os olhos.
— Perdão não é uma palavra presente no meu dicionário.
— Eu disse isso pra ela — Eu digo, dando de ombros.
— Você acha que eu devia tentar? — Ela pergunta, me surpreendendo. Eu quase engasgo com a comida.
— Tris, eu sou a última pessoa pra quem você devia perguntar isso — Eu suspiro — Eu não acho que eu seja capaz de perdoar. Não pelo menos em altos níveis. Não Marcus.
— Eu sei — Ela diz — Toda essa baboseira de perdoar é divino, como se realmente fizesse a diferença. Como se perdoa alguém se a gente continua lembrando da porra toda que aconteceu? — Ela faz uma pequena pausa — Sei lá, perdoar uma mentirinha boba, que a gente provavelmente vai esquecer em alguns dias é uma coisa, mas uma coisa nessa magnitude? Será que é possível? Será que existem pessoas que realmente tem esse dom de perdoar?
— Jesus Cristo. Buda. Mahatma Gandhi — Eu digo.
— Resumindo, pessoas especiais — Ela completa — Mas eu e você? Dois tarados, viciados em bebidas fortes e sexo, que passam boa parte do fim de semana bêbados e pelados, e que tem a porra de uma mente quebrada por causa da porra dos nossos pais? Como alguém pode esperar alguma merda da gente?
— Não a faço a mínima ideia — Eu respondo — As pessoas esperam demais da porra de dois bêbados fodidos mentalmente.
Eu me levanto e a puxo comigo. Nós nos jogamos no sofá da sala, com a televisão ligada em um filme qualquer. Ela se ajeita nos meus braços e eu a abraço forte. Talvez ela fosse a única coisa certa no meio da bagunça que era a minha vida. Não demora muito para eu adormecer.
Fale com o autor