“A aproximação entre duas pessoas, não acontece simplesmente por pura coincidência, ela acontece quando existe uma vontade exercida por uma das duas. Assim como eu farei com você...”.

Takanori Pov’s

Já não conseguia distinguir o que estava sentindo, era uma mistura de medo, pavor, curiosidade e confusão. Quem era aquela calopsita loira na minha frente? Era ele que havia me mandado aquelas mensagens? Um turbilhão de pensamentos estava me inquietando, e o loiro parecia ter percebido minhas duvidas.

-Você não esta bem, não é? Vem, vamos conversar talvez eu possa lhe ajudar... – ele colocou novamente uma de suas mãos no meu ombro e foi me levando.

Enquanto caminhávamos pela calçada, o silencio tomou conta do lugar, as pessoas já começavam a aparecer, fazendo com que as ruas se enchessem de vida.

O loiro estava muito perto de mim e senti um cheiro estranhamente doce que exalava dele. Perfume talvez? Eu nunca havia sentido aquela fragrância, ela me acalmava... e assim percebi que meu corpo se movia de uma forma lenta, e minha mente se desligava aos poucos.

-Mas... Que merda é... Essa...? – minhas palavras saíram como um sopro, e minha consciência se perdia aos poucos.

-Oh, meu pequeno... Não é hora de você dormir ainda...- foi a ultima coisa que eu ouvi, e me lembro de ter visto um sorriso bastante cínico por parte de Reita.

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Quando eu acordei, estava deitado em uma cama. Olhei ao meu redor, era um quarto normal, havia uma cômoda, um espelho maior que eu, mas o que mais me chamou atenção foi encontrar uma pequena rosa vermelha sobre um criado mudo ao lado da cama...

Peguei a flor, já estava começando a odiar rosas, por mais belas que elas fossem... Já havia percebido há algum tempo, eu estava sem camisa, e coberto por um edredom... Olhei por baixo apenas para me certificar... Eu estava usando apenas uma boxer...

Dei-me conta melhor do que estava acontecendo, eu, sozinho, em um quarto só de cueca, depois de “desmaiar” na frente de um cara com quem havia falado pela primeira vez, esperando a pessoa que estava me mandando mensagens estranhas no celular... É, acho que mais nada faz sentido na porcaria da minha vida...

Queria, antes de todo achar as minhas roupas, para depois esmurrar a cara daquele tal de Reita!! Antes que eu pudesse sair da cama e procurar algo para vestir, aquela merda de porta abriu, a calopsita loira entrou trazendo consigo uma cadeira, a qual ele colocou de costas na frente da cama a certa distancia, e se sentou apoiado no encosto da mesma.

-Fico feliz que já tenha acordado meu pequeno... — o sorriso malicioso em seu rosto, a distancia em que ele havia deixado a cadeira, havia algo estranho naquela situação...- O que foi? Você parece contrariado, não vá me dizer que ainda não percebeu?

-?- Reita apontou para o meu corpo embaixo do edredom, mais precisamente para minhas pernas. – Eu já sei que estou de cueca! O que mais você fez?!

Eu quase voei em cima daquele ser, foi quando eu percebi que não conseguiria fazê-lo. Ouvi o som de uma corrente se esticar, e ela alcançou meu pé direito!!! Mas afinal, por que esse monte de merda ta acontecendo comigo?!!!

- Q-que diabos é isso?????

- Só queria ter certeza de que você estaria aqui quando eu voltasse...

- Mas o que você...- antes que eu percebesse ele já estava na minha frente, e tomou meus lábios me interrompendo.

Reita era calmo, senti sua língua pedir passagem delicadamente. Não cedi e fechei com força meus lábios, eu não queria nada daquilo, tentei empurrá-lo, aquela calopsita enfaixada separou nossas bocas.

- Se você resistir, vai ser ainda mais divertido... – ele me empurrou me fazendo deitar novamente na cama, e atacou meus lábios, mas agora de forma bastante feroz. Tentou passar novamente com sua língua e eu lutei afinal quem ele pensava que eu era?!!!

Quando eu percebi, ele desceu e começou a deixar um rastro de saliva pelo meu pescoço, retirou um pequeno canivete do bolso, e deslizou-o desde a parte de trás da minha orelha ate a minha clavícula, senti uma dor muito forte e vi meu sangue escorrer pelo canivete que Reita lambeu com desejo.

O pavor e o medo me tomaram, e eu gritei “permitindo” assim que o loiro conseguisse explorar o interior da minha boca. Senti o gosto do meu próprio sangue. Já não tinha forças para resistir, as mãos daquele maldito tocavam todo meu corpo e eu não pude impedi-lo...

-Sua pele é tão macia... – Reita massageava minhas coxas, para depois fincar suas unhas fortemente nelas, quase furando-as.

Lembrei do estado em que havia encontrado a minha casa, e pensei no quão terrível devia ter sido o que esse imbecil tinha feito com a minha família. Minhas lagrimas já escorriam há algum tempo.

- Você esta com medo, não é? Mas não se preocupe, eu não matarei você... – a calopsita amarela esboçou um lindo sorriso que era extremamente infantil.

Ele começou a fazer mais alguns pequenos cortes pelo meu corpo lambendo-os logo em seguida. Ver o meu sangue escorrer parecia fazer o maior ficar muito excitado. Eu me sentia completamente impotente perante a situação em que encontrava, afinal ele era bem maior que eu e mais forte. Mas pense, coloque um moleque de quatorze anos contra um homem de aparentemente uns vinte e poucos anos... Eu é que não iria ganhar!!

Com o canivete, Reita cortou a única peça de roupa que eu vestia e fez questão de corta superficialmente minha coxa junto me fazendo urrar para depois ele lamber vagarosamente o corte fazendo arder ainda mais, um grande calafrio passou me arrepiando inteiro, o que aos meus olhos já não fazia mais diferença...

Senti uma de suas mãos, tocar meu membro e começar a masturbá-lo... Isso quer dizer que, alem de me torturar, esse merda ainda vai me estuprar?!!!!

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Aoi Pov’s

Depois da minha conversa com Uke, eu praticamente surtei dentro da cafeteria, e Kouyou ficou a tentar me acalmar...

Eu precisava encontrar o imbecil do Takanori, contei ao Kou o que tinha ocorrido, o que foi completamente contrario a minha primeira vontade que era esperar ate ter certeza do que estava acontecendo...

-Yuu... — o olhar do meu amado mostrava preocupação tanto por mim quanto pelo meu melhor amigo.

- Eu preciso encontrá-lo, imagine o que pode ter acontecido com ele...

- Você disse que tudo começou quando você viu o Takanori na chuva no meio da calçada, e que ele não queria voltar para a casa não é? – Assenti com a cabeça... – Então vamos lá, se não sabemos onde procurá-lo, porque não começar por lá?

Kou estava certo, se eu não sabia aonde ir, talvez na casa dele, o lugar que ele implorou para não voltar, tenha alguma pista...

Eu e Takashima fomos correndo para a casa do Matsumoto. Quando chegamos, eu toquei a campainha um pouco receoso, mas não fui atendido, tentei mais duas vezes sem sucesso, então simplesmente girei a maçaneta.

Estava escuro e o Kouyou foi logo acender as luzes... Não havia nada, a casa estava impecável como se tivesse acabado de ser encerada de tanto que brilhava... Mas estava vazia....

Notas finais
Coitado do Takanori... ^^"