Bara No Mirai
5 Capítulo 4
Notas iniciais
“As coisas ao qual lhe submeti, são apenas desastres
causados por uma personalidade incompreensiva... Quero te mostrar o mundo, mas
você meu pequeno, fecha seus olhos e se impede de ver tudo aquilo, tanto de mau
quanto de bom que me compõe...”.
Takanori Pov’s
– Eu te amo... – no momento em que eu ouvi isso sair dos
lábios daquele loiro enfaixado meus olhos arregalaram... Afinal, o que ele
queria dizer com isso?!!! Ele não podia estar falando serio!!! Aquele pedófilo
tarado!!!
Eu empurrei-o com todo o resto de força que consegui
encontrar, mas com isso ele segurou minhas mãos acima da minha cabeça com
apenas uma das suas.
– Você é tão fofo... Que... Acho que não vou mais me
segurar! – O olhar daquele viado filho da mãe, mostrava a loucura e desejo
perante meu corpo.
Sua língua deixou rastros de saliva por tudo meu corpo...
Aquilo era muuuuito nojento!!!!! Senti aquela sensação estranha desde a minha
clavícula, passando pelos meus mamilos e demorando algum tempo lá, para depois
parar no meu umbigo.
Por mais que eu não quisesse admitir, era visível uma ereção
entre minhas pernas. Eu não queria acreditar que os gemidos e grunhidos que
estavam a encher o quarto eram os mesmos que escapavam pelos meus lábios.
Aquilo tudo estava tão, tão...
–Tão bom... – minhas palavras saíram junto a um longo
gemido, pois Reita acabara de abocanhar aquilo que eu sentia aumentar cada vez
mais entre minhas pernas.
Tá, eu sei que nada esta mais fazendo sentido, ate uns dois
segundos atrás eu ainda lutava para me soltar e agora nem isso...Mas já que eu
vou morrer mesmo, não quero terminar minha vida como um virgenzinho... Se bem
que terminar a vida sendo comido por uma calopsita mal amada também não é uma coisa tão bonita...
De qualquer forma, minha sanidade já havia sido despedaçada
mesmo então acho que já não tinha tanto importância...
– Aaahhhh~~ — enquanto estava perdido nos meus devaneios
comecei a me sentir estranho, para
depois gozar dentro da boca do loiro que engoliu tudo sem nem deixar uma gota
escorrer e depois lambeu aqueles lábios, devo dizer que gostei um pouco daquela
sensação...
–Vejo que você gostou disso, não foi? Então agora, é a sua
vez de me fazer enlouquecer. – o olhar de Reita era serio e intenso, mas ele só
podia estar de brincadeira comigo!!!!!! O que ele achava que eu era??? Sua
Puta?!!!
Aquele ser se sentou encima do meu peito, e eu não tinha
percebido que o loiro ainda estava completamente vestido... Mas agora, sua
camiseta branca estava cheia de manchas vermelhas. Meu sangue...
Ele retirou sua camisa e eu vi um corpo ate que sexy, com
lindas cicatrizes que lhe davam um ar de imponência.Vi suas mãos abrirem
lentamente sua calça.Mas ele parou... Estava parado, olhando para um
relógio que eu não tinha notado na
parede. Acho que ele deve ter mudado de ideia, pois a calopsita saiu de cima de
mim...
– O quanto será que eu posso abusar de você hoje? — como se
eu soubesse!!!!!!! Afinal o que estava
passando na mente daquele psicopata?!!
Reita saiu da cama e fechou o zíper da calça, me sentei sem
entender o que viria depois, mas afinal, o que eram esses conflitos
bipolares?!! O loiro foi ate o criado mudo e... Que merda era aquela de novo???
O que ele ia fazer com aquela faca de sushiemen??
O olhar que veio em minha direção, me parecia completamente
triste e vazio, mas veio seguido de um grande e assustador sorriso.
– Sinto muito meu pequeno, eu queria poder ficar mais, pena
que eu não possa. – ele veio ate mim com a faca em uma das mãos e fiquei
paralisado – Boa noite meu amor...
Não tive tempo nem mesmo de gritar... A dor inundou meu
corpo e tudo que eu vi, foi meu sangue jorrar para depois eu desmaiar
provavelmente por falta do liquido que estava escorrendo do meu corpo e
manchando a cama.
–---*----
Aoi Pov’s
Por mais limpa que estivesse aquela casa, ela estava
vazia... Não havia sinal de que alguém tivesse entrado ali nas ultimas vinte e
quatro horas.
Takashima e eu vasculhamos a casa e a única diferença que
percebi, foi ver a porta do quarto do irmão do baixinho entreaberta, sendo que
esta sempre fora mantida fechada. Entrei no quarto sem medo. Nunca havia
entrado naquele quarto, e olha que eu podia dizer que eu passava mais tempo
naquela casa do que no meu apartamento...
Haviam muitas, mais muitas flores dentro daquele quarto,
todas lindas e cheirosas. Kou ficou um tempo a olhar para dentro do cômodo. Mas
não poderia ter sido isso que assustou o Takanori.
Como não tínhamos encontrado nada, Kouyou e eu saímos da
casa, iríamos voltar para o café. Olhei um pouco ao redor da casa e reparei em
um garoto loiro, com um boné preto, uma blusa bem larga e uma bermuda, ambos
pretos. Me aproximei um pouco de forma discreta. O loiro estava chupando um
pirulito redondo, sua expressão era seria e ele parecia estar irritado...
Percebi que Kou não ficou muito feliz com a presença daquele
ser.
– É melhor sairmos daqui... – o maior sussurrou no meu
ouvido, e me puxou para o lado oposto ao que se encontrava o loirinho.
Infelizmente meus olhos se encontraram com o daquele ser que
pareceu ter percebido que nós estávamos saindo da casa do Matsumoto. Meu olhar
se encontrou com o dele que veio em nossa direção. Ele era mais alto que eu e
senti Kouyou apertar o passo.
– É melhor vocês pararem aí agora... – Depois que o loiro
falou aquilo, Takashima e eu gelamos. Uma pequena correção, quando eu tava
olhando de longe, jurava estar vendo um garoto, mas olha quem ta falando, né??
Eu tenho quinze anos porra!!!! E assim que aquele homem alto se aproximou,
percebi que ele deveria ter seus vinte anos... Mas afinal que porcaria ele
queria com a gente?!
– Vocês... – não vi que ele tinha se aproximado tanto!!!!
Seu rosto estava bem perto do meu... – São amigos do pequenino, não são?
Certo, eu já estava meio tenso, agora então... estava
completamente assustado e irritado ao mesmo tempo!!!! Vi um sorriso macabro e cheio de dentes brotar
em seus lábios carnudos e senti um arrepio na espinha, estávamos ferrados!!!!
– Vocês estão atrás dele? – um risinho escapou de sua boca.
Engoli em seco, Kou segurava minha mão bem forte, mas que
merda de situação era aquela?Eu sabia que não deveria, mas assenti com a
cabeça.
–Então... — antes que o loiro terminasse a frase, ouviu-se
um toque de celular que conseguiu quebrar completamente o clima pesado... e o
loiro gigante atendeu – Oi meu querido!!!!
Juro que tentei segurar o riso ao Maximo que pude, mas o
fato era que aquele cara super alto que estava na nossa frente a dois segundos
extremamente irritado, agora estava com uma voz descontraída e quase pulando de
alegria com um sorriso infantil no rosto, era ate fofo de ver...
Kouyou me mandou um olhar que entendi na hora, por mais que estivéssemos
preocupados com o Takanori, não ia resolver nada se eu caísse na laia desse
cara maluco ai... Takashima e eu saímos correndo antes que o outro pudesse
fazer algo.
– Ei!!!! Pera aí, vocês não podem fazer isso!!!!- ouvimos o
outro gritar e espernear atrás de nós, e continuamos a correr desesperados.
Corremos tanto que quase chegamos a cafeteria, então paramos
um pouco para recuperar o fôlego e ter certeza que o outro não nos seguia, e depois
ao ver que não havia ninguém, fomos para o café.
Quando entramos, Uke-san estava conversando com o homem que
eu havia visto da ultima vez, reparei que tinha uma grande tatuagem em suas costas,
usava uma camiseta meio curta e muito agarrada ao corpo, era um tipo bastante
andrógeno...
– Olá rapazes! – Yutaka acenou assim que percebeu a nossa presença em seu estabelecimento – Já esta melhor agora?- Seu olhar foi direcionado a mim.
–Eu... estou um pouco mais calmo... – era visível que eu
ainda não estava no meu normal...
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