Notas iniciais
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“O que se foi visto, jamais será esquecido pelas pessoas de corações fracos, e são essas pessoas que no final ficam a remoer os medos do passado, por isso eu lhe digo meu pequeno se torne forte, me mate e me mostre com suas próprias mãos o quanto você cresceu vendo tudo aquilo que eu fiz e lhe forcei a ver...”.


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Quando eu abri aquela porta, meus olhos se arregalaram, os joelhos fraquejaram, dei alguns passos incertos para dentro daquela casa e eu cai... Ajoelhado, a calça do meu uniforme, foi manchada com o líquido carmesim que escorria por todo o chão.

Havia sangue por todos os lados... no chão, na parede, nos móveis,nas janelas, em tudo!!! Parecia uma caixa vermelha!! Mas, nem sinal dos corpos de onde havia saido tudo aquilo... Apenas possas enormes de sangue!!

O desespero me rodiava, levantei vascilante. Procurei por qualquer coisa que me provasse que nada daquilo era real. Não encontrei. Só haviam mais possas, sinais de luta, objetos quebrados, mas a casa estava vazia...

Só faltava o antigo quarto do meu irmão, minha mente estava nublada, a unica coisa que eu sentia, era a necessidade de acordar o mais rápido possivel desse pesadelo...

Ao chegar na frente da porta do quarto do meu irmão, vi a corrente que ele havia ganhado no dia em que passou na faculdade, ela estava
cuidadosamente entrelaçada no caule de uma linda rosa vermelha.

Eu a peguei, assustado. Separei a rosa da correntinha, minhas mãos tremiam. Depois entrei no quarto. Um cheiro de flores inundou minha mente vazia. A luz estava acesa e haviam flores de todos os tipos dentro daquele quarto, e misturado com as flores, um pequeno envelope vermelho se destacava escrito em letras negras:

"Olá, meu querido Takanori...

Gostou do meu presente a seu irmão? Se bem que esse
presente é mais para você do que para ele..."


Porra!!! Eu não consegui enterder merda nenhuma do que estava acontecendo!!!! Não havia mais nada!!! Quem poderia ter feito isso?!

Eu sai correndo daquele lugar, o cheiro de sangue que emanava daquela casa estava me fazendo passar mal. Eu havia enfiado a estranha
carta em um dos bolsos da minha calça que estava empregnada daquela cor e daquele cheiro forte... Mas, eu não tinha para onde ir.

A chuva ainda caia e eu, sozinho sentia vontade de me jogar na frente dos carros que passavam na rua. Não o fiz, apenas chorei, jà estava ensopado mesmo, e as frias gotas da chuva pareciam me abraçar enquanto escorriam por todo meu corpo.

O que havia acontecido na minha casa? Onde estava a minha
família?Essas pergunta inundaram meus pensamentos nebulosos, eu
estava cansado e não sabia o que deveria fazer!!!


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Aoi Pov's

Eu tinha passado uma tarde ótima com o Uruha, pena que ele tinha que resolver alguns problemas e o Takanori tinha sumido, nem tinha visto ele sair da cafeteria... Mas fazer o que se aquele anão, chibi, minusculo, tinha desaparecido?

Estava chovendo, uma chuvinha gostosa e pela cor do céu, ia continuar a chover por mais algum tempo...

Enquanto eu caminhava pela rua, encontrei o chibi olhando para o céu, parecia que ele... estava chorando!! Mas que merda era aquela agora?!!!! Acho que eu nunca tinha visto aquele anão chorar, isso que ja o
conhecia a cerca de doze anos!!!! E por que diabos a calça dele estava manchada de vermelho????? Parecia que ele tinha caido em uma poça de... tinta? Não,estava mais para, talvez... Sangue

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Não posso pensar assim!!! Tentei parar de pensar merdas e corri em direção ao Matsumoto, cheguei a pensar que se eu não fosse ajuda-lo, eu poderia perder meu melhor amigo...

Vi suas lagrimas escorrerem junto das gotas de chuva que caiam em seus olhos. Tentei falar com ele, mas ele não respondia, estava triste, e assim que percebeu minha presença, senti ele me abraçar com desespero, seu corpo pequeno tremia, talvez pelo frio, ou não. Eu o abracei de volta, não podia deixa-lo assim...

–O que aconteceu? Vem, eu vou te levar pra casa.
Dai você me con...

–NÃO!!!! NÃO POSSO VOLTAR PARA AQUELE LUGAR!!!!! — Ta bom,tinha algo muuuuito mais errado naquela situação do que eu tinha
pensado.

–Vamos pro meu apartamento então, é mais longe, mas acho que ja serve, não é? — Ele não me respondeu, mas foi comigo sem hesitar. Eu queria ajuda-lo, mas acho que só estava piorando.

Por mais que eu tentasse anima-lo, não importando os meios, parecia impossivel, o baixinho não falava merda nenhuma!!!!

Nunca o havia visto tão, tão... Depressivo talvez? Eu não sabia como definir a tristeza que o gnomo estava sentindo, mas isso estava me
desanimando tambem, que merda!!!!!!

Aquele maldito tampinha não abriu a boca o caminho todo, eu entendi que ele não queria falar, e por isso não o precionei, mas quando
chegamos no meu apartamente, o silencio continuou.

Ele havia entrado primeiro e se aninhou no sofá. Vendo seu estado, e as suas calças manchadas, fui ate o meu quarto e por mais que eu soubesse que minhas roupas ficariam grandes nele, peguei algumas roupas que já não me estavam servindo e joguei pra ele que só levantou a cabeça e me olhou com um olhar extremamente perdido e assustado, mas afinal que porcaria tinha acontecido para deixar o Takanori naquele estado?

–É melhor você tomar um banho e tirar esses roupas ensopadas não acha? — Só me toquei agora, mas ele estava todo ensopado e ainda por cima estava sentado no sofá!!!!!

Matsumoto se levantou e foi para o banheiro, seu rosto estava vermelho de tanto chorar e ele se movia de forma bastante robótica.
Ve-lo daquele jeito me fez pensar que eu preferia o Takanori alegre,
irritadinho mandão e cheio de expressões, ao Takanori que parecia fazer tudo no automático, com uma cara triste e sem graça...

Normalmente Matsumoto demorava no banho, mas dessa vez ele havia saido bem rapido... As roupas tinham ficado enormes nele, não achava que ficariam tão grandes... Depois de sair do chuveiro, ele se sentou no outro sofá que tinha na sala, afinal o maldito havia feito uma poça no outro, levei para ele uma xicara de chocolate quente que eu fizera enquanto ele ainda se banhava.

–Esta um pouco melhor? — minha preocupação era bem visível. — Ele apenas assentiu com a cabeça e tomou um gole do chocolate.

–Então, agora você pode me dizer o que aconteceu na sua casa? — Sem me responder, Taka fixou seu olhar no chão.

Ele não iria me responder nada, então achei melhor esperar para perguntar depois.

–Acho que é melhor eu ir tomar um banho tambem... Já volto. — Sabia que deixa-lo ali sozinho não era a melhor coisa a fazer, mas eu tambem tomei chuva, e sinceramente não tava afim de pegar resfriado...
Depois de uns longos minutos, ta bom foi quase meia hora de banho, eu sai do chuveiro mais relaxado e me deparei com um indefeso bichinho dormindo no sofá, e me sentei na beirada para olha-lo um pouco.

–Bem que você podia me dizer o que aconteceu, heim? — afaguei um pouco seus cabelos e fui para o meu quarto pegar um cobertor, afinal aquele apartamento era muito frio e seria ruim se além de tudo o chibi ficasse doente...

Notas finais
Reviews? *-*