Bara No Mirai
7 Capítulo 6
Notas iniciais
Então, não me matem por isso e continuem a mandar reviews que mexam com a minha inspiração ^^
“Isso meu querido, é a forma mais profunda do amor que você tanto sentiu e agora que ele vai acabar com esse trágico fim, espero que possa direcioná-lo a algo mais útil, mas sinceramente, se você não o fizer irei roubá-lo para mim da forma mais linda que eu conseguir, nem que para isso eu tenha que mudar um pouco minha forma de te possuir...”
Uke Pov’s
Eu sabia que Reita estava por trás do desaparecimento do baixinho, mas por mais que eu esteja me sentindo um pouco culpado por isso, não posso fazer nada contra ele... Depois de tudo o que ele havia feito, eu não teria coragem de enfrentá-lo...
Estava saindo da cafeteria, e fui me encontrar com a pessoa mais especial da minha vida. Miyavi me esperava em uma praça que tinha perto do café, estava bem frio e acho que foi a primeira vez que o vi usando uma blusa que não mostrasse nada de sua barriga... O moletom tinha um capuz que cobria seus cabelos, e a maior parte de seu rosto, mas eu podia muito bem ver seu sorriso se mostrar enquanto me aproximava.
-Esta atrasado!! – o vi apontar seu dedo indicador em minha direção enquanto a outra mão se escondia no bolso da blusa, ele fazia um biquinho com seus lábios e sua expressão parecia tentar se manter sério, mas foi em vão, pois depois o vi rir de sua falsa irritação.
- Me desculpe. Kou foi embora mais cedo hoje e tive que fechar a cafeteria... — sorri sem graça.
-Tudo esta muito complicado. O desaparecimento de Takanori está ficando cada vez mais complexo não é? — havia algo errado naquele tom de voz do Miyavi... — Você sabe o que aconteceu certo?
Escondi minha surpresa perante seu comentário.
-O que você sabe? -mantive uma voz calma e um sorriso em meus lábios.
Ele se aproximou e sussurrou em meu ouvido:
-Talvez até um pouco mais que você... — senti seu hálito quente bater em minha orelha gelada.
- Você sempre dá um jeito de conseguir o que quer não é?
- Só quando eu percebo que pode ser bastante interessante... — seu sorriso ainda se mantinha.
- É vai virar algo interessante, mas ao mesmo tempo, muito perigoso... Tome cuidado, ta bom? — depois de falar isso, aproveitei o fato de ele estar bem perto e colei sua boca na minha, de forma quente e apaixonada.
Estávamos no meio da rua, não tinha muita movimentação, mas não estávamos ligando. Seus braços entrelaçados em meu pescoço, minhas mãos seguravam sua cintura fina.
Precisávamos ir embora...
Paramos o beijo, seus lábios estavam avermelhados. Não tenho certeza se Miyavi tinha noção do tamanho do perigo que ele estava correndo por estar comigo, mas eu vou protegê-lo...
Fui com meu querido resolver alguns assuntos em uma parte mais afastada da cidade, demorado um tempo na casa de um amigo meu. Não posso dizer que tudo que faço seja muito correto...
Depois saímos e resolvi andar um pouco por aquelas ruas. Por mais que fossem um pouco perigosas por serem vazias e aquele ser um lugar um tanto mais afastado. Mas era bonito, aquele era um bairro antigo, e me trazia muitas lembranças do tempo em que meu irmão mais novo ainda era vivo...
Fui tirado de minhas memórias quando Miyavi apertou meu braço, se virou para mim e me beijou profundamente, estava tão envolvido em meu passado que o agarrei inconscientemente. Ele separou nossos lábios e disse:
- Sei que você gosta de se lembrar do que viveu aqui, mas acho melhor ver aquilo... — havia uma expressão curiosa em seu rosto, quando olhei para onde ele apontava, vi Takanori, de pé, ofegante com uma roupa diferente das que eu o via usar normalmente. Ele deveria ter corrido muito para estar daquele jeito, e olhava diretamente para nós...
-Taka... — Seus olhos começaram a se encher de lágrimas, não perdi tempo, me soltei do Meevs, corri em direção ao pequeno garoto que chorava e o abracei. Estava feliz, aquilo não parecia real. Afinal, como ele havia fugido de Reita? Isso não importava tanto agora, ele estava bem, ou pelo menos parecia que estava...
Miyavi se aproximou de nós, Takanori não me soltava sentia suas quentes lágrimas escorrerem mais e mais por minha camisa.
Do jeito em que ele estava eu não conseguiria falar com ele e por isso resolvi levá-lo comigo...
- Você não se importa se ele for conosco, não é? — Meus olhos se encontraram diretamente com os do meu querido que se mostravam bastantes interessados no garoto que se encontrava em meus braços.
- Mas é claro que não. Pelo contrário, acho que será bom para ele não ficar sozinho... — mesmo que ele não se demonstra, percebi algo assustador nós olhos do mais velho.
Como estava sem opções, o levei para minha casa.
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- Yuu, estou na casa do Uke-san, mas... -o pequeno não conseguiu responder, provavelmente Yuu deveria estar enchendo ele de perguntas...
-NÃO VENHA!! FAÇA O FAVOR DE ME ESCUTAR!! – me assustei um pouco com a agressividade do pequeno – eu estou bem, mas quero ficar um pouco sozinho... Uke-san irá cuidar de mim...
-Me desculpe... Esta bem... Provavelmente... — Ele deveria estar planejando se encontrar com a Shiroyama afinal, este não o deixaria simplesmente reaparecer do nada e não lhe dar nenhuma explicação...
Fiz um sinal para Takanori, para que ele me passasse o celular quando acabasse, e ele fez que sim com a cabeça.
- Yuu... Vou passar para o Uke-san. Sim, te vejo depois então... — o pequenino me passou o celular, percebi que ele estava evitando que nossos olhos se encontrassem.
- Olá Yuu..
- Uke-san... Obrigado por acolher meu chibi... — não estava muito a fim de ouvir o outro se desprezar agora...
-Não se preocupe com isso, vai ficar tudo bem, ele vai ficar na minha casa agora e descansar.
- Obrigado...
- Mas, será que você poderia, por favor, me deixar falar com o Kou-chan? Sei como vocês dois estão cansados também, então estava pensando em liberá-lo hoje. — fiz minha voz mais sincera, acalmar o moreno era minha única prioridade naquele momento.
- Certo — senti sua voz se animar um pouco.
...
- Bo-boa tarde, Uke-san...
-Boa tarde Kou. Queria lhe avisar que como sei que você e o Yuu devem estar cansados, não teria problema se você tirasse um dia de folga.
- Eu... Agradeço, mas como ficara o café se eu não for?
- Eu irei deixar o Meevs aqui com o Taka enquanto ele descansa e vou abrir o café hoje.
- Obrigado Yutaka-san...
- Não se preocupe por isso.
Depois de terminar de conversar com Kou no celular, fui me arrumar para ir a cafeteira, Takanori dormia na cama, ele parecia tão desprotegido. Quando terminei de me arrumar vi Miyavi no sofá assistindo um pouco de televisão.
- Você vai sair? — ele não tirou seus olhos da tela.
- Tenho que ir abrir o café... Você vai fazer algo hoje a tarde? — ele revirou os olhos até se encontrar com os meus.
- O que você quer que eu faça?
- Direto como sempre, não é? De qualquer forma, você poderia, por favor, cuidar do Taka? — vi um sorriso interessado em seu rosto.
- Com prazer meu amor... — Miyavi se levantou, ajeitou minha camisa e depositou um selinho leve em meus lábios. — Mas em troca, você será só meu essa noite.
- Certo então. — beijei um pouco mais aquela boca, para depois me despedir e sair.
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Takanori Pov's
Depois de conversar com o merda do Yuu que a única coisa que conseguiu foi me deixar ainda mais chateado, eu fingi que dormia apenas para poder ficar agarrado no travesseiro do meu querido, mas não foi isso que realmente me fez ficar tão triste com estou agora... Minhas lagrimas não param... Mas eu sei que não posso me manifestar, principalmente porque agora estou aqui, escondido atrás da porta da sala, vendo meu querido Uke-san se agarrar com uma pessoa que eu nunca vi em minha vida... Isso não é bom... A única coisa que consigo pensar é em pegar uma faca na cozinha, abrir a porta e cortar a garganta dessa puta...
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Mas afinal que porcaria é essa?????? Eu pensando em matar uma pessoa, e pior não é somente um pensamento é uma vontade... E olha que nem passei tanto tempo assim com aquele psicopata...
Vi Yutaka-san sair pela porta deixando aquela vadia no sofá, seus lábios estavam vermelhos e inchados... Inchados de tanto se espremerem com os do meu amado...
Meu celular vibrou em meu bolso, me tirando completamente de meus estranhos pensamentos... Entre todas as mensagens e ligações do Yuu que tinham lá, havia uma diferente... Era do Reita novamente...
“Você tem raiva do que vê não é? Não esconda suas emoções meu pequeno... Mate... Mostre seu verdadeiro eu... Mate com gosto, afinal você não precisa mais se segurar, eu irei te libertar das pessoas que ainda te prendem... Os primeiros foram seus pais, o maior símbolo de repreensão que qualquer um pode ter... aproveite a sua chance... pois eu sei que eles...”
Quando cheguei ao final da mensagem, não quis ler, pois sabia o que estava escrito ali...
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Miyavi Pov’s
Não estava muito feliz por ter que ficar praticamente sozinho na casa do Kai... (esse era o apelido dele da época do colegial... Ou seja uma longa e chata historia ...), seria bom se o baixinho acordasse logo e eu pudesse fazer algumas “perguntas” para ele...
Estava entediado, então resolvi ir perturbar um pouco o sono do chibi, mas para a minha surpresa ele não estava na cama, por isso fui até a cozinha atrás do garoto.
- Você não deveria voltar para a cama? — havia um copo de água em suas mãos e o celular na outra.
- Eu já irei voltar parar lá... — Sua voz estava baixa.
Vi seu celular vibrar, deveria ser uma mensagem pela rapidez do alarme... Seu olhar parecia me penetrar, mas ele era suave, o sorriso que se mantinha em seus lábios era fofo e ao mesmo tempo, havia algo um tanto estranho nele...
-Tsk... Mais uma... — seus olhos mudaram ao ver o sms, mas assim que o leu, eles se arregalaram...
- Está tudo bem? — ele estava tremendo. Tinha algo muito errado naquilo.
Quando ele se virou para mim novamente, já não parecia mais assustado. O brilho no seu olhar era lindo e intenso.
- Qual o seu nome? — acho que nunca tinha visto uma voz tão doce e tão mortal ao mesmo tempo.
- Miyavi... — devo ter dado alguns passos para trás...
- Você é amante do Uke-san, não é?
- E você, é o garoto que está seriamente apaixonado pelo meu Kai, não é? — Eu não iria perder para um moleque, além do que eu não tenho nada a me preocupar, gosto de poder provocá-lo.
Me aproximei dele sem medo, senti vontade de irrita-lo até o mais íntimo de seu coração. Tenho certeza de que ele já não está bem... Talvez eu consiga coisas bastante interessantes.
Antes que eu pudesse perguntar qualquer coisa, o loirinho passou do meu lado e foi para a sala, mais precisamente para a porta da frente... O que será que era aquela mensagem?
Ele abriu a porta e antes de dar um passo a fora, vi que ele havia estranhado algo. Tinha uma linda rosa vermelha na porta. Eu estava apenas olhando e devo dizer que a única coisa que se passou pela minha cabeça ao ver o olhar que me foi lançado, foi que eu precisava urgentemente sair dali...
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Takanori já não conseguia controlar o que sentia, na segunda mensagem, Reita, dissera que a próxima de suas vítimas, seria aquele que o chibi mais amava... Sua mente se desintegrou ao ver aquele sms, precisava ver Uke-san e agora, não queria que nada acontecesse com ele.
Passou diretamente por Miyavi que estava a lhe irritar... Mas não esperava achar novamente o que encontrou na frente da porta... Uma rosa. Uma linda e bela rosa vermelha que parecia ter acabado de ser colhida...
"Ele está aqui..." pensou o garoto ao ver a inocente flor. Pegou-a, e sentiu um olhar que vinha em sua direção, depois do que passou, reconheceria esses olhos em qualquer lugar. Olhou em volta, mas não encontrou ninguém. "Está a me observar... Não, eu não quero isso... Não eu..."
Takanori entrara em algo que estava misturado com seu medo, sua ira e com o prazer que sentiu quando estava com Reita...
-Você está bem? — Miyavi, ficou um tanto confuso com a reação do loirinho ao ver a rosa, mas o olhar que recebeu em troca de sua curiosidade, apenas mostrou a ele que não estava "brincando” com a pessoa certa...
O maior não perdeu tempo e foi se afastando aos poucos, como estava perto do corredor seria mais rápido de chegar a um dos quartos antes do menor que fechou a porta atrás de si e fez questão de deixar bem claro ao outro que a porta da frente, agora estava trancada...
A sanidade de Takanori já havia chegado a praticamente zero. Miyavi poderia até ser um sádico sem vergonha, mas tinha noção do quão perigoso seria se aquele moleque o pagasse, pior, ele estava encurralado...
- Pelo que me haviam dito, você era um garoto doce e fofo, afinal o que fizeram com você? — o maior falava enquanto tentava na verdade pensar em uma rota de fuga...
- Vou fazer você ficar lindo, pintado de vermelho... — o sorriso no rosto do chibi era um assustador e bastante grande ao mesmo tempo.
- Você não deveria fazer algo que pode se arrepender depois...
- E eu não vou... — Matsumoto se aproximou de Miyavi cautelosamente e por mais que o maior quisesse sair estava bem condenado contra a parede.
O loirinho chegou perto dele antes que ele pudesse perceber. O toque das mãos agora frias de Takanori que foi da bochecha do mais velho até seu pescoço fora feito lentamente como se usado apenas para preparar a pele macia para o que estava por vir.
Takanori aproximou seu rosto do de Miyavi, quase alcançando sua orelha. O maior estava estático, suas pernas tremiam e ele não conseguia simplesmente jogar o outro para longe de si.
- Mesmo se você tentar escapar, será inútil...
A dor que o mais velho sentiu ao ter uma faca de cozinha entrando em sua barriga foi grande, mais se esforçou ao máximo para não gritar, por mais que fosse quase impossível.
-Por que não grita? Por acaso você gosta tanto assim de sentir dor?
As lágrimas que começaram a escorrer pelo rosto de Miyavi eram grossas e ele logo perdeu as forças de suas pernas e escorregou pela parede até o chão... O chibi o olhava de cima, deslumbrado com a linda cena. O sangue escorria pela barriga do maior que estava ofegando pela dor que sentia...
- É mais lindo do que eu pensei... — o garoto ajeitou suas pernas entre as do outro e ficou praticamente de quatro sobre o que estava apoiado na parede.
-Você pretende fazer o que mais...? Me estuprar...? — Miyavi falava com dificuldade, mas nem por isso deixava de brincar...
- Pretendo apenas terminar aqui com a vida daquele que tem aquele que eu mais desejo... — suas palavras saiam de forma alegre mesmo para algo tão mórbido.
O loiro enfiou ainda mais forte a faca que estava na barriga do outro o fazendo tossir e um pequeno fio de sangue escorrer pela lateral de sua boca.
O maior inverteu as posições em uma chance única que teve, fazendo o loirinho bater com tudo as costas no chão... Mas isso lhe custou dor extra em sua barriga.
No estado mental em que Takanori se encontrava, aquela dor que sentira não foi nada. Mas isso deu segundos a Miyavi, para que ele pudesse sair de cima do loirinho e tirar a faca do estomago.
“Preciso dar um jeito de sair daqui!!!” o mais velho sabia que as chaves da porta da frente estavam com o baixinho... Mas ele não sabia nem mesmo como faria para correr do menor. Nem por isso ficou parado, se afastou assim que teve uma abertura e saiu em direção ao primeiro quarto que conseguiu. “Legal, justo na cozinha que não tem tranca... Muita esperteza minha...”.
Miyavi sentou-se na porta para segurá-la e impedindo assim que o menor pudesse abrir ela. O sangue continuava a sair. Sabia que precisava estancar logo esse buraco em seu estomago... “O pior é que agora nem ficar mostrando minha barriga vai ser mais algo fofo...”. Pegou o seu celular e o primeiro que fez foi logo tentar avisar Kai do que estava acontecendo em sua casa, tocou uma, duas, e nada... Uke provavelmente deveria ter esquecido seu celular no armário enquanto estava atendendo as pessoas do café... O maior se contentou em deixar varias mensagens para Yutaka, e antes que pudesse ainda ligar para outra pessoa sentiu a porta atrás de si abrir uma pequena fresta, ele havia se descuidado enquanto tentava contatar Kai e essa mancada lhe custaria mais do que ele poderia pensar...
O baixinho forçou a porta, Meevs sentia o sangue de seu estômago escorrer mais por culpa do outro que forçava a porta contra seu corpo, ele foi empurrado até que o baixinho conseguiu entrar no cômodo.
- Não vai conseguir fugir, se acontecer, irei atrás de você até ter certeza de que não poderá mais se mover! — a expressão no rosto de Takanori fazia parecer que ele nunca havia tido um pingo da sanidade em toda sua vida.
O loiro tinha uma corda em suas mãos e Miyavi não ficou muito feliz ao perceber isso, e em sua outra mão uma tesoura com ponta...
- Eu disse que te pintaria de vermelho...
- Acho que preferiria que não fosse dessa forma... — Miyavi era ágil e estava procurando uma forma de tirar a tesoura da mão do menor, e para isso se jogou novamente sobre ele. As chances de isso funcionar de novo, eram mínimas. Para o maior não parecia ter nada de mais em estar sobre o baixinho.
- Assim até dá vontade de te estuprar... — o maior dizia enquanto aproveitava estar sobre o pequenino, e para passar suas mãos pelos braços do menor, tendo em mente fazê-lo soltar as coisas que segurava.
- Toda essa apelação é por medo? — Takanori se inclinou um pouco até que seus lábios quase relassem nos de Miyavi. Suas respirações se sobrepunham.
O baixinho soltou suas mãos e cravou o pouco de unhas que tinha no braço do maior que gemeu.
- Quero ouvir você gritar mais... — Takanori soltou uma risada cínica, passou suas mãos pela parte de cima do corpo de Miyavi arranhando-o. — Você é uma luta mesmo.
Por mais que o maior estivesse tentando parecer forte, está sofrendo pelos machucados, principalmente o de seu estômago, mas quando viu o baixinho inverter as posições e sentar-se sobre o buraco em sua barriga, não agüentou e urrou de dor.
- Como o meu Uke pode gostar de uma vadia como você que se entrega à qualquer um que te maltratar? — Matsumoto estava de quatro e se esfregava no outro, ele tateou um pouco o chão sem que o mais velho percebesse até encontrar a corda que trouxera a pouco e mordeu com força o pescoço de Miyavi. O loirinho amarrou as mãos do maior sobre a sua cabeça enquanto este arfava de dor.
- Isso não é justo... — Miyavi estava ofegante enquanto tentava em vão soltar suas mãos... Seu pescoço sangrava e da boca de Takanori escorria o líquido carmesim.
- Estou me cansando de você. — Matsumoto pegou a tesoura que estava do lado do maior, e rasgou o que sobrara da camiseta do mais velho arrancando-a.
- Você entregou seu coração ao Uke não é?
-Algo desse tipo, afinal eu o amo...
Miyavi sentiu a tesoura gelada ser passada vagarosamente por sua pele.
- Tchau, tchau senhor Ishihara Takamasa... — a voz extremamente infantil feita por Takanori foi seguida por um grito surdo de Miyavi que foi perfurado lentamente pela tesoura. O menor cortou em volta do coração, sem danificar o órgão daquele que já não conseguia mais nem mesmo gritar.
Havia bastante sangue sobre o garoto que fez questão de ir até o armário da cozinha, sem se preocupar com o rastro de sangue que deixava pegar uma faça para depois voltar e como se em uma cirurgia tirar delicadamente o coração de Miyavi.
- É esse o coração que meu Uke aceitou ao invés do meu... Sua cor é tão linda. — Takanori apreciava com olhos vazios o sangue que escorria do órgão, passava por suas mãos, descendo por seus pulsos...
Seus lábios, ainda vermelhos pelo sangue daquele que agora estava morto, se aproximaram aos poucos do que estava em suas mãos.
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