Notas iniciais
Desculpem pela demora para postar desse capítulo ^^"

"Tudo o que você não sabe sobre mim, na verdade é apenas aquilo que se me for perguntado, eu responderei com um sorriso no rosto, afinal não me arrependo de nada que faço, que foi feito e que vou fazer...".

Uke Pov's

Após algum tempo atendendo aos clientes da cafeteria, notei que havia esquecido meu celular em meu casaco que estava no quartinho de trás. Aproveitei que o movimento estava fraco e fui pegá-lo.

-Kai!!!!!!! — uma voz que me era conhecida ecoou pelo estabelecimento. Peguei meu celular rapidamente e o enfiei no bolso, para depois voltar para o café. Eu estava com um mal pressentimento.

-Fazia um tempo que vocês não vinham aqui e... — sabia que aquele que havia gritado fora Maya, e se ele estava aqui, Aiji também estava, mas eu gelei ao perceber uma terceira pessoa. Era Reita... O filho da mãe que tinha feito uma das maiores atrocidades que eu já havia visto. — Aki...

- Há quanto tempo... Meu querido Uke... — Suas palavras eram calmas e havia um sorriso tímido em seu rosto.

- Preferiria que o tempo sem vê-lo nunca acabasse. — Fui grosso, e tinha razões para isso.

-Ora, tudo isso por causa do Chibi? Ou você ainda está sentido pelo...

-NÃO OUSE MENCIONAR ESSE NOME!!!!!!

-PAREM! — Antes que eu pudesse voar sobre o enfaixado, Maya entrou entre nós e com seu tamanho não foi difícil nos parar.

-Não viemos aqui para isso. — Aiji olhou sério para Akira e eu entendi aquele olhar... Mas pudera, vivemos juntos nossa infância toda... Todos nós.

- Você, deveria olhar seu celular sabia? — expressão de Suzuki havia mudado, e ele olhava diretamente para o bolso onde estava o aparelho... — Mas antes, você se importaria de me fazer um expresso? — a calopsita puxou uma cadeira e se sentou apoiado no balcão.

-É... Acho que sim... E vocês o que vão querer? — dirigi meu olhar para o Maya e Aiji que estavam olhando contrariado para Reita.

- Quero um Ice com bastante açúcar!!!! — os olhos do loiro bipolar brilharam. — Com muuuuito açúcar!!

- Sim, sim açúcar... E você Aiji? Um carioca?

- Se não for incomodar...- Vi tristeza no olhar do meu amigo.

Preparei os cafés, entreguei a eles e fui conferir o celular como Aki havia dito... Havia algumas mensagens do "príncipe", afinal eu tinha ido à casa dele ontem por algumas informações, que pela cara do enfaixado na minha frente, não seriam mais necessárias...

Fora essas, tinham mensagens de Miyavi, e não eram poucas...

- Mas o que... — não consegui terminar a minha frase, tinha algo errado acontecendo com o Meevs e pelas mensagens não eram coisas muito normais.

- E então? Como está o Meevs? — o sorriso no olhar daquele psicopata era macabro, ele sabia o que estava acontecendo...

- O que você fez dessa vez????? — ninguém me segurou dessa vez e fui com tudo no colarinho da camisa de Akira.

Aiji desviou o olhar de mim e puxou Maya que queria nos separar, e os dois foram embora para não ver a briga...

- Eu não fiz nada, afinal estou aqui não estou? — Reita falava em som de deboche. — E acho que se perdemos mais tempo aqui, você acabara vendo o que não quer novamente...

Larguei Suzuki me acalmando aos poucos, sabia que se fizesse as coisas sem pensar, novamente iria acabar sem conseguir ajudar ninguém.

- Você sabe o que está acontecendo não é?

- Como eu disse, não tenho como saber, afinal estou aqui...

- Então você vem comigo. — eu não poderia correr riscos mas tinha muito a perguntar para esse imbecil.

- Como você quiser...

Fechei o café e fui com Akira para a minha casa. Fomos o mais rápido que podíamos, mas as ruas estavam cheias e era difícil andar por elas.

Quando chegamos, a casa, a sala da frente estava vazia e quieta entrei na frente e Aki me seguia. Chamei por Miyavi algumas vezes, mas não tive resposta, nem Takanori respondeu.

Em uma parede perto do corredor, havia uma mancha vermelha, eu sabia que aquilo era sangue... Fomos a cozinha...

Ação que eu estaria preparado para tudo, tudo mesmo... Menos para o que acabei de ver...

- Takanori... Você...- meus olhos estavam arrecadados... Devo ter começado a chorar quando vi Taka, todo cheio de sangue, em cima de Miyavi... Morto, aberto...

O garoto olhou fundo nos meus olhos e vi que este segurava o coração do meu amado em suas mãos pequenas e frágeis...

Senti um calafrio percorrer a espinha. Mas antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, ouvi um estalo alto atrás de mim... Caí.

Takanori Pov’s

Não sei o que estava acontecendo, mas assim que ouvi um barulho alto, parecido com o som de uma arma, reparei na hora em Uke-san que olhava atentamente para mim, ate que o vi cair de joelhos. Uma mancha de sangue começou a aparecer em sua camisa... Ele chorava, e olhava em minha direção com olhos tristes. O vi ficar estirado no chão sem reação, para depois perceber Reita atrás do corpo d Yutaka... Segurando uma arma.

Meu coração batia muito rápido senti o desespero de ver pessoa que amava cair morta, estirada sobre uma poça de sangue. Quando notei o que estava em minhas mãos... Um coração... E eu estava sobre o corpo, aberto, do amante de Uke-san... Mas que porcaria toda era aquela??????? Isso não podia ser real todas essas pessoas.... Boas pessoas mortas. Não iria querer ver isso nem em sonhos...

-Você parece afetado meu pequeno.... O que foi? Finalmente se deu conta do que fez?

-O... O que foi que...– não conseguia, as palavras não saiam...

- Foi você. Foi você que abriu essa pessoa... se olhar pela casa, talvez se lembre de tudo que fez com o Meevs. De como o apunhalou com força no estomago a ponto de abri-lo, de como desejou o sangue daquele ao qual você sentia inveja... Tudo que você fez, foi por puro egoísmo...

- Eu... eu matei...? -as palavras saíram como um sopro. – O... os dois?

-Não... você matou apenas um deles... Já do Kai fui eu mesmo que me encarreguei, pois sabia que se ele estivesse vivo, você não teria voltado a si... – o sorriso medonho no rosto de Reita me fazia tremer... Eu o ouvia com atenção, como se tivesse medo de perder uma só palavra do que viria. — Vou lhe mostrar um lado bom e extremamente doce da vida... – O loiro estendeu-me a mão esquerda.

Quase soltei o que eu estava segurando, para pegar a mão do loiro.

-Não solte isso, você mesmo havia dito que era algo importante... vou-lhe ensinar algo bom para fazer com isso...- Antes que pudesse fazer algo ele veio em minha direção e se abaixou perto de mim para depois beijar levemente meus lábios, lambendo os em seguida. –Venha comigo... eu prometo cuidar de você... afinal agora você é um assassino, assim como eu...

-Eu não queria... Nada disso... – Derramei lagrimas que chegaram ao chão vermelhas de tanto sangue que havia em mim.

-Vai dar tudo certo se você vier comigo... – os braços de Reita me envolveram calorosamente, ele sussurrou em meu ouvido – Por mais doloroso que seja... Você não pode mentir para mim, você sabe que se sentiu bem... Se sentiu livre... Apreciou o gosto do sangue... E os gritos de dor... Admita...

Fiquei a chorar enquanto ouvia o que Reita dizia, sem relutar, sem me irritar, sem tentar cala-lo, sem fazer nada, pois no fundo eu sabia que era verdade que eu realmente havia gostado daquilo... Mas admitir isso agora me parecia algo impossível...

Notas finais
Gostaram? ^^