Bara No Mirai

18 Capítulo 17


Notas iniciais
Acho que esse foi o cap mais rápido que eu fiz, e ainda ficou maior que a maioria (tudo bem que o 16 foi meu maior cap mas, ate que esta de bom tamanho... acho)
E espero que vocês tenham uma pequena surpresa...

“Aquilo que é feito, não pode simplesmente desaparecer, sempre haverá alguém que se lembrara. As notícias se espalham rápido, e é preferível que a pessoa própria assuma seus feitos, e não se arrependa deles, isso não vale apenas para você meu pequeno, mas também para algumas pessoas que escondem por medo, ou até mesmo por raiva. Mas, as pessoas não pensam nas consequências quando estão fazendo o que querem, não é? Sim... Veremos quem serão aqueles que se assumiram.”.

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Maya Pov’s

Faz tempo que Reita não se mostra, nem mesmo Aiji sabia de seu paradeiro. Eles que sempre haviam sido tão próximos...

-Já esta pronto? –Era difícil de se ver o meu querido usando um blazer, ou pior eu usando um! Mas hoje era um dia especial, era o mínimo que podíamos fazer.

O dia estava nublado, não sei se os outros também iriam hoje. Outra pessoa com quem eu anda preocupado, era o Yuu, o garoto ficara bastante abalado, mas estava decidido a encontrar seu amigo e descobrir o que acontecera a pessoa que ele tanto amava, mas ele não sabia nem mesmo por onde começar...

Não haviam muitas pessoas no cemitério, a chuva devia tê-las espantado.

-Desculpem por não poder vir antes... –Eu e Aiji estávamos na frente dos túmulos de Miyavi e Kai... Já havia passado um ano.

-Maya... Isso é... –Meu querido olhava atentamente para duas lindas rosas vermelhas uma sobre cada um dos altares.

-Reita.

-Sim...

-Pelo menos temos certeza de que ele esta vivo... Ou pelo menos algo do tipo.

-O que sera que aconteceu com ele?

Colocamos dois buques juntos com as rosas...

“E aquele garoto?”

Não ficamos muito tempo naquele lugar mórbido... Então após entregar as flores, nos dirigimos para a entrada do cemitério.

-Você conseguiu falar com o Satoshi ontem? Ele tinha ligado para você... –Esse era outra que aparecia de vez em nunca.

-Sim... Falei com ele sobre o Ruki e o Reita.

-...

-Ele ficou surpreso, afinal, nenhum de nós pensou que aquela calopsita poderia em algum momento “amar” alguém e essa pessoa ainda sobreviver...

-Falando assim é realmente algo surpreendente. –Aiji havia parado de andar, e ficou a olhar, espantado, para frente. –Aiji? O que foi?

Olhei para o mesmo lugar que meu amante olhava e vi algo que poderia ser até mesmo um fantasma, pois jurava que essa pessoa estava morta...

-Uruha...

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Takanori Pov’s

Sentir o sangue quente de Satoshi escorrendo sobre mim, mesmo após ele ter fechado seus olhos, fiquei a esfaqueá-lo com o canivete mais e mais! Seu sangue pingava sobre mim.

Foi bom de mais poder ter novamente a sensação da agonia da pessoa que não quer morrer...

.

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Após eu parar de fazer o sangue de Satoshi espirrar para todos os lados. Vi Mikaelli descer vagarosamente as escadas.

Seu semblante era triste, algumas lágrimas escorriam de seus olhos.

-Obrigada... –Meu rosto coberto dos respingos de Satoshi, minha visão parecia meio avermelhada.

-Eh?!

-Você fez o que eu lhe havia pedido... Devo lhe agradecer. –Ela desviou o olhar de Satoshi.

-Eu... –Não tinha percebido o que havia feito, quando olhei mais calmamente para o corpo que se encontrava abaixo do meu... Ele estava bastante danificado e até mesmo desfigurado... –Desculpa... Eu...

-Está tudo bem. –Ela evitava olhar e por isso virou de costas. –Fui eu que lhe pedir para fazer isso. Só estou sendo covarde, eu deveria me virar e vê-lo, mas simplesmente não consigo.

-... –Me levantei, ainda estava sem calças, minha camisa em meus ombros havia mudado de cor para um carmesim. Antes de fazer qualquer coisa, não aguentei e a abracei por trás.

-Ru-Ruki! O que você...

-Ele te amava. –Sussurrei em seu ouvido e Mikaelli se calou. –E também... Satoshi sabia que iria morrer.

-Você fala como se eu também não o amasse!!! –Sua voz receosa, acabou num grito.

-Agora eu entendo... Você sabia que ele não gostava da Izabell... E por isso você...

-Eu pensei em me matar... Mas cheguei a conclusão de que ele ficaria ainda pior... –Soltei ela e a garota caiu no chão sem forças...

Fui direto colocar minhas roupas, não limpei as marcas do massacre que eu fizera.

-Você conseguiu entender então?

-Sim...

-O que quer que eu te conte sobre Reita?

-Deixemos isso para outra hora...

-QUE?!!! –Ela se virou para mim sem hesitar. –VOCÊ NÃO PODE!!!!! Deve me mata também !!! E agora!!!

- Não vou... –Já estava pronto. –Você resolve o que vai fazer, mas eu realmente não vou ouvir nada agora.

-Você esta quebrando o acordo... –Sua voz diminuía enquanto eu ia embora daquela casa...

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Reita Pov’s

...

Não há o que dizer quando sua mente está em branco.

-Ruki... –Ele... Voltou depois de ter saído sozinho... O cheiro de sangue, não, não apenas isso...

“Tudo estava vermelho.”

-Vai ficar tudo bem... –Abracei aquele ser minúsculo, que parecia que iria se quebrar em pedaços, sim, eu podia fazer isso.

-Reita. –Cada vez que ele me mirava com aquele olhar, eu me lembrava, do dia em que Yomi me olhara daquela forma, era medo misturado com curiosidade, eu porque eu sinto isso forte.

-Você... O que você fez? –Por que ele estava escondendo algo de mim? Não, ele não podia... Me esconder e se negar.

-Eu, matei alguém, um conhecido seu, e...

-Foi o Satoshi, certo?

“Não fique surpreso, não, você não precisa fazer isso, é lógico que eu vou saber tudo isso...”.

-O que você fez?

“Apenas responda.”.

-Eu...

-FALE LOGO!! –Ah! De novo... O que eu fiz dessa vez para que aquelas coisas escorressem de seus olhos?

-Desculpa... Desculpa... Eu...

Não quero ouvir isso... Já fiz a minha pergunta... Só quero uma resposta.

-Diga. –Não sei o que foi... Mas ele parecia um animal, indefeso.

Medo.

“É só dizer, e vai ficar tudo bem...”.

O soltei e o vi desmoronar aos chãos...

-A culpa é minha... –Por que ele simplesmente não diz com todas as palavras?

-Cala boca... –Ele não escutou... Foi baixo demais.

-... O que... Você disse...?

-Cala boca!! –Abri, estourando os botões, aquela camisa manchada de sangue que ele usava... –Por que não pode simplesmente me dizer?

-Desculpa... –Pare de derramar essas baboseiras...

“Por que isso não faz sentido? Só queria ele pra mim... É errado querer algo para si? Sim... Mas, porque é errado se é real?”

.

.

.

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Ruki Pov’s

Sua expressão parecia querer me despedaçar... Mas esse é meu preço, eu fiz algo errado...

-Des... culpa...

-Sim... Sim... É isso, você não entende porque não é igual...

-Eh? –Um toque leve foi direcionado a minha bochecha...

-Por que não entende? Falta algo? –Aqueles dedos que desciam por meu pescoço enquanto eu tremia de pavor... Mas por que? O que ele queria saber na verdade? O que ele realmente precisa?

Meu corpo todo tremia.

Ele sussurrou algo que me pareceu imperceptível. Um arranhão foi deixado entre meu pescoço e minha barriga, eu não podia gritar, era como se tudo estivesse mudo...

O meu sangue agora era visto em suas mãos... O quanto isso já não aconteceu?

-Doi, não é? –Como ele chorava com aquela expressão assustadora em seu rosto? Aquele sorriso distorcido...

-Ah... –Foi um ruído surdo. Sua mão, era empurrada contra meu estômago, suas unhas rasgavam primeiro a pele... Como ele podia ter tanta força para tal ato?

-Por que você não faz o que acha certo? Por que não diz o que te vem a mente? –Eu não podia fazer nada mais além de escutar, doía muito. –Ou ter prazer com alguém que ama outra pessoa e depois matar para sentir prazer próprio é algo errado?

Do que ele estava falando agora?

-O que dói mais? Aqui? –Ele forçou ainda mais sua mão, o que me fez sentir o gosto metálico em minha boca. –Ou aqui? –Sua outra mão, passava delicadamente os dedos do lado esquerdo do meu peito. –O que você realmente sente?

.

.

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-Dor...

“O que mais dói?”

-Reita... –Estou entendendo... –Eu te interpretei mal todo esse tempo... –Minhas palavras saiam devagar, afinal eu já não estava aguentando. Esse amor doentio... –É quase como algo infantil demais... –Coloquei minhas mãos sobre a sua que se depositava sobre o lugar onde se dizia haver um coração...

-Não importa...Eu...

-“.. só vou fazê-lo entender...” –Por que ele começou a chorar agora?

-É, talvez... –Ele retirou sua mão de meu estômago. Seu olhar, havia algo errado nele.

Ele olhou para o que fizera em minha barriga, mais sangue sobre o meu corpo, mesmo que fosse o meu próprio.

-Entenda tudo logo... Mas antes me diga, aquilo que eu perguntei primeiro...

“O que você fez?”

-Eu... –Por que era tão difícil admitir? –Eu, fiz... Com o Satoshi... –Minhas palavras tremiam enquanto ele me olhava atentamente ainda com uma de suas mãos sobre meu peito. –E depois, o matei com o canivete que ganhei de você... –Era agora que eu deveria esperar por algo pior do que ter a barriga aberta a mão nuas?

-Sim... –Ele se levantou, deixando de ter qualquer contato com o meu corpo naquele momento, mas eu entendi bem que por mais que o meu corpo e coração doessem, não parecia ser pior do que ele sentia, seu rosto mostrava isso. –Fico feliz, que você tenha dito...

Mas por que disso?

Notas finais
Como sempre, acabei o cap numa cena boa... (sai correndo pra não ser morta...)
Espero que tenham gostado e continuem mandando reviws *--*