Bara No Mirai
19 Capítulo 18
Notas iniciais
Aproveitem e leiam u.u
por que eu já estou fugindo desde já ^^"
“...Eu não te deixarei mais sozinho...”
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Nesse ultimo ano, acabei passando bastante tempo com o Reita.
Fui sozinho ao cemitério naquela manha, eu estava bem da forma em que me encontrava, a única coisa que fiquei sentido, foi aquilo que fiz com o Yuu. Ele não merecia, mas se ficasse comigo, seria muito pior.
No instante em que senti aquele olhos me fuzilando, sabia que agora ia ser difícil apenas fugir.
Voltei meu olhar às pessoas que me encaravam, e vi Aiji, me olhando profundamente, e Maya pasmo pelo que via... Eles acreditavam que eu estava morto.
-O que foi? Maya-chan? Aiji? –Parece que viram um fantasma... –Provoquei, precisva sair dali.
-Mas... Que porcaria é ess...
-O que esta fazendo aqui? –Aiji cortou Maya que não conseguia falar direito.
-Vim visitar os túmulos... –Eles estavam bravos.
-Você...
-... –Ele vai mesmo continuar sem conseguir terminar as frases?
-Você... Tem noção do que fez?!
-Eh?! –Do que aquele loiro gigante estava falando agora?
-Estou falando do Yuu, seu retardado! –Obrigado por tocar no único assunto sobre o qual eu não queria comentar!
-Não comece a falar de assuntos que não tem nada a ver com você!!! –Eu realmente ando muito estressado ultimamente.
-Ora seu...! –Aiji deteve o Maya antes que este tivesse a linda ideia de me atacar, e é lógico que eu revidaria e não seria de maneira muito limpa...
-tenham pelo menos um pouco de respeito com aqueles que já partiram. –Não gosto quando esse daí ficava sério, se bem que ele é assim o tempo todo, então definitivamente não gosto dele. Seu olhar inexpressivo em mim. –Uruha... Venha tomar algo com a gente...
-Como? –Espera ai, ele quer me interrogar ou algo assim?! –Por que eu deveria?!
-Afinal, por que você esta convidando ele?! –O loiro gigante também não parecia ter gostado muito da ideia.
-Esta vendo?! Não sou bem vindo nesse seu convite. –Olhei diretamente para Maya.
-Chega vai... Maya, se você não quiser ir, então vá pra casa... E abaixe esse tom de voz, esse ultimo vale pra você também.
-De-desculpe Aiji... –Era estranho quando o loiro baixava a cabeça para o Aiji.
-Hum... Acho que vou me desculpar também, pois eu vou recusar a convite de ir com vocês...
-Não foi um “convite”, foi uma intimação... –Ah! Acho que é melhor eu parar de teimar.
-Entendi, mas quero ir ver o Kai e o Meevs primeiro, antes que mais alguém apareça.
-Tudo bem então, iremos com você.
-...
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Sinais de Reita.. Conhecendo-o bem, a rosa que estava sobre o túmulo do Miyavi devia ter sido colocada pelo pequeno Ruki.
Os dois que estavam comigo, ficaram em silencio o tempo todo, até sairmos daquele lugar que cheirava a morte, o céu estava escuro, mesmo ainda estando cedo...
-Bem, agora, onde você pretende ir? –Olhei para Aiji, até concordo que eu esteja sendo bastante antipático, mas eu sei que todos estão bravos comigo, não quero cair...
-Uma cafeteria perto da estação... –Eles andavam na minha frente. Eu já encontrei o Reita uma vez lá, foi uma coincidência grande demais...
Eles continuaram sem abrir a boca o caminho todo, Maya provavelmente estava se segurando para não sair brigando comigo de novo, e Aiji... Bem, ele é assim mesmo, pelo menos comigo.
Chegamos ao lugar, o café era calmo, e as mesas era separadas de forma que as conversas não poderiam ser escutadas pelos outros clientes, acho que acabei numa armadilha...
Fomos até uma mesa ao fundo...
-Afinal, o que você quer de mim me trazendo aqui? –Não gosto que me enrolem...
-Só... Queria saber se o Reita está bem... –Vi Maya olhar para o chão nervoso ao ouvir as palavras de Aiji, para depois pegar um cardápio sobre a mesa para se distrair...
-Está sim, ou pelo menos estava desde a ultima vez que o vi...
-E o Ruki? –O loiro se arriscou a falar.
-Eu, não sei como está seu mental, mas seu físico carrega marcas do “amor” de Reita, são visíveis e parecem bastante... Doloridas, não consegui falar com ele ainda só o vi de longe, por isso... –O que ia falar agora?
-Uma vez... Teru disse uma coisa que era verdade... –Maya olhava para Aiji com os mesmos olhos curiosos que eu. –Quem fez Reita ser o que é hoje, fomos todos nós... Mas eu sei que a culpa, foi minha afinal eu...
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Teru’s Pov
Dizer o que eu quiser e tirar minhas próprias conclusões, faz parte de ser um ser humano, mas eu sei muito bem que quem exagera, ou sabe demais eh sempre um alvo, mas quem não se interessaria por uma história dessas?
Um assassinato, um psicopata, uma vitima, um amor feito de cacos de vidro e escuridão... Pessoas demais envolvidas e absortas em medo e desconfiança, como se pode viver assim?
Como podem ser tão manipuláveis? Porque não podem simplesmente parar de agir como animais e começar a verdadeiramente se mostrar?
Pelo simples fato de sermos humanos...
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Estava na sala com Yomi, ele estava triste... Hje iriamos visitar os túmulos do Kai e Miyavi, Ruka ainda estava dormindo, afinal o moreno havia ido me acordar bem cedo, pois não estava muito bem...
-O que foi Yomi? –Não gosto de vê-lo assim... Tão indefeso.
-Desculpa te acordar assim... –Ele estava encolhido no sofá e segurava forte suas pernas junto ao corpo.
-Não tem problema... –Era o único naquele lugar que realmente acordava cedo. –Mas por que você esta assim?
-Eu... Sou inútil, não é? –Isso é sério? Ele estava tendo uma crise existencial bem agora?
-O que te faz pensar isso? –Com certeza, coisa boa é que não é...
Vi seus olhos no chão, hoje não era um bom dia pra ele, por mais que sua vida estivesse aos poucos se retomando ao normal ao lado de Ruka, não se podia negar de que ele ainda estava no meio daquilo...
-Ah... –Sentei-me ao lado do garoto e e o abracei devagar... –Não é assim, fui quem disse pra eles que seria melhor e você apenas pudesse voltar a ter uma vida normal, conversei com todos, só queria que você não ficasse no meio, você é o mais novo aqui Yomi e ficamos preocupados por tempo demais...
-... Por que...? –Tudo bem enquanto ele não exploda como costumava fazer normalmente... Uma criança não merece tudo isso, é por isso que...
“Eu vou falar com o Reita...”
Yomi devia ter passado a noite em claro pensando naquilo, ele estava cansando e quando reparei ele já estava dormindo, voltei-o a sua cama.
-Ele não esta muito bem, não é?
-Yomi não consegue simplesmente se abrir totalmente pra você ainda... Mas ele esta se esforçando...
-Sim... –Ruka estava acordado e me ajudou a colocar o moreninho de volta em sua cama... –Obrigado por trazê-lo.
-Sem problemas.
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O resto do dia foi tranquilo, fomos ver Kai e Meevs, e haviam várias flores lá, em especial rosas...
No dia seguinte, foi normal também, pelo menos até a noite cair, quando eu simplesmente sai, sai daquele lugar que parecia sempre tão acolhedor a todos.
“Uma grande família...”.
Iria a todo custo encontrar Reita. Havia algo que eu queria lhe perguntar...
-Uruha...? –O vi passar pela rua, próximo a mim. Era ele mesmo?
Provavelmente o que eu havia visto fosse alguém parecido, mas conhecendo bem aquele cara, uma coisa era certa, a ultima coisa que ele estaria era morto. Segui aquilo que vi...
-Uruha!!!! –Gritei quando já estávamos em um lugar menos movimentado, e ele se virou na hora...
Não tinha engano, era impossível não ser ele.
-O que faz aqui tão tarde? –Ele parecia o de sempre.. Aquele Uruha preocupado...
-Eu... Desculpe... –Segurei na manga de sua blusa, era real. –Há quanto tempo Uru...
-É, digo o mesmo... Mas, por que esta tão afobado?
-Eu estava tentando te alcançar... Você anda muito rápido... –O que era essa conversa tão... Trivial?
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