Não demorou até eles voltarem ao andar principal. O ânimo do grupo, porém, havia sido roubado no andar de cima pelo Deus da Morte. Seguindo obedientemente Imperatriz, só se deram conta de onde estavam indo quando reconheceram novamente o ambiente distorcido do Bar.

Eles haviam voltado para o começo.

–Por que estamos aqui?! — Cogumelo Fantasma perguntou, quando os sete sentaram-se numa mesa perto dos fundos do palco.

Imperatriz o ignorou.

Lançando um olhar que varria todo o bar, ela procurava por suas filhas. Só se deu por satisfeita quando notou um alvoroço nos bastidores do palco e viu que eram suas garotas o centro de toda aquela atenção. Num pulo, ela pôs-se de pé.

–Vamos! — era assombroso o entusiasmo ganhando vida nas palavras daquela mulher demônio.

Enquanto caminhavam por entre e fumaça e os clientes, Curinga foi o primeiro a vê-las.

–S-são elas. — seu coração disparou. — As dançarinas!

Imperatriz sorriu. Eles seriam uma isca fácil.

A mulher levantou um dos braços, chamando pelo nome das filhas:

– Ventania, Neblina, Tempestade e Anoitecer, aqui!!

Quatro pares de olhos se viraram na direção dos seis jovens. Elas eram lindas.

Distorcendo todo seu papel de vilã por um instante, Imperatriz abraçou as filhas e expulsou os enxeridos que estavam ao redor delas.

–Pessoal — a mulher tinha um sorriso brilhante — Essas são minhas filhas.

Ventania, a garota de cabelos cor de mel que vestia trajes de lolita; Neblina, a misteriosa jovem dos cabelos negros e encaracolados, de vestes perfeitas de Maid; Tempestade, aquela dos cabelos vermelhos como brasa, a roqueira do quarteto; e Anoitecer, a garota dos cabelos longos e escuros como a mais solitária das noites, era aquela que trajava as vestes de uma colegial.

–São... perfeitas — Curinga murmurou, sonhador e perigosamente encantado.

–Tudo o que vocês precisam saber de agora em diante elas ensinarão a vocês. Como manejar armas, se disfarçar de um ser inumano, chegar vivo ao Reino dos Céus sem perder sua alma no caminho... Minhas filhas estão aqui para ajudar cada um de vocês.

–São humanos, mãe...? — Ventania perguntou, a curiosidade habitanto seus olhos.

–Sim.

As quatro ficaram absortas. Era a primeira vez que viam humanos ali.

–Hm... — Coelho de Preto ponderou — Como elas vão nos ajudar exatamente?

As quatro garotas sorriram a ele. Um segundo tarde demais, ele notou que haviam caído numa armadilha.

–Vocês só precisam tocá-las, beijá-las... — Imperatriz se aproximou dos garotos. Não iria deixar que eles escapassem dali — E deixar que elas suguem a vida de vocês.