Bar Shinigami
11 Capítulo 11
–O QUÊ?! — Cogumelo Fantasma gritou.
–É só metade da vida de vocês! — Imperatriz tratou logo se esclarecer.
–Você quer é nos enganar. — Dark Carvalho disse, sério.
–Minha mãe está falando a verdade... — Anoitecer deu um passo a frente. — Nós não temos ainda idade suficiente para, bem, sugar toda a energia, a vida de vocês...
–Não parece confiável — Dark Carvalho voltou-se para Coelho de Preto.
–Mãe! — Anoitecer exclamou. Elas pareciam tão poucos confiáveis assim?!
A mulher suspirou.
–Está nas mãos de vocês, meninos, decidir o que farão agora. Em breve terão suas armas em mãos e a Pequena Dama de Espadas também espera por vocês.
–Mas nem sabemos quais serão nossas armas! — Sinistro exclamou.
Imperatriz sorriu.
–Vocês vão aprender a manejar todas elas.
Um silêncio absorto.
Eles estavam quase concordando...
–Mas tem um problema — Curinga começou — Nós somos seis e, elas, apenas quatro.
–Bem observado! — Tempestade disse, divertida. Em seguida, encarou Imperatriz — Mãe, posso sugar a vida de dois deles?
–Não. Isso é contra as regras.
–Mãe... nós somos demônios! Não seguimos regras!
–Este bar não é nosso e tem, sim, suas próprias regras... Aqui, somos parte da atração.
Não sabiam o que fazer, ou em quem acreditar. Um impasse parecia começar a ganhar forças.
–Pessoal! — De repente, uma voz ao longe chamou por eles. Era Valete de Ouro que estava de volta. — Meu turno acabou — ele disse a todos, sorridente.
Diante do silêncio, ele entendeu o que acontecia ali.
–Elas estão falando a verdade — Valete de Ouro argumentou. — Mas cuidado... escolham para isso aqueles que mais têm auto-controle, senão vocês estarão perdidos.
–Como assim, perdidos...? — Domo perguntou.
–Não interessa — Imperatriz interrompeu. Não iria deixar que os detalhes dos bastidores fossem revelados a meros humanos. Se pelo menos Shinigami estivesse ali...
–Vamos ter que aceitar essa condição — Coelho de Preto disse, infeliz.
–Mas... quem vai beijá-las? — Sinistro disse, os olhos de todos eles percorrendo cada uma das garotas.
–Vamos decidir no jokenpô! — Cogumelo Fantasma exclamou de repente.
–Ué... porque não? — Curinga concordou, ansioso.
E então, formando um círculo, cada um dos seis garotos se posicionou. Que comece o jogo!
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