–O que vamos fazer? — Domo sussurrou aos demais. Ele era o menos envolvido em toda aquela confusão, mas, como parte do grupo, ele permaneceria ali até o fim.

Imperatriz pigarreou.

–Doze penas que se transformarão em asas. Um par para cada um. É isso que vocês precisam.

Dark Carvalho encarou a Pequena Dama de Espadas.

–Não tem outro jeito? — seu olhar se encontrou com o do Anjo-Caído. E foi então que uma faísca de luz iluminou os olhos da menina.

–Imperatriz... — ela começou — Me deixe guiá-los.

A mulher demônio semicerrou os olhos, as sombras escondendo seu rosto por um instante.

–Você sabe que não pode sair daqui. Este selo em seu braço é a prova de que você agora está presa a este mundo e a nós pertence.

A Pequena Dama de Espadas encarou o selo de sangue que fora marcadado em seu braço. Por um único instante ela havia se esquecido dele.

–Deixe ela ir com a gente! — Coelho de Preto interrompeu às pressas — Se vamos ao Céu, nada melhor que um anjo como guia. E não foi você mesma quem disse, Imperatriz, que precisaríamos de um guia?!

–Eu vou voltar — A menina encarou a mulher escondida nas sombras. O olhar das duas competiam um com o outro — Mas eu preciso reparar minhas asas, não posso esperar mais.

–Teremos que falar com Shinigami então.

À menção daquele nome, toda a coragem se esvaiu do rosto da Pequena Dama de Espadas.

–C-com o Shinigami...? — suas palavras saíram num fio de voz.

–Exatamente.

Silêncio. Desespero. Medo.

–Tudo bem — A garota disse por fim, dando um passo a frente — Me tire daqui então, por favor.

Mesmo indo contra seus instintos predatórios, Imperatriz chegou perto do Anjo-Caído. Uma por uma, todas as correntes que prendiam a garota ali caíam no chão, restando somente uma espécie de algema em suas mãos.

–Vamos — Imperatriz ordenou, o aborrecimento escapando em sua voz antes dela enfim relaxar e esboçar seu pior sorriso demoníaco — Vamos encontrar o Shinigami.