Notas iniciais
Pra quem estava com saudades do monólogo interior do Kacchan, esse momento agora é seu!

Torre Kyuusei. 8 anos atrás. 21h04

Todos os kyuuseishu, com excessão de Nemuri Kayama, raptada por Ultron, pausaram sua acalorada discussão.

Com o poder dos raios invocados pelo Mjolnir, a Joia da Mente foi acoplada no corpo do sintezoide. Sua inigção foi dada. A criatura despertara.

Ela tinha pele púrpura, com detalhes em prateado. Seus cabelos eram verde-limão, e seus olhos, tão amarelos quanto a joia em sua testa. Conseguia andar e falar. Dizia se sentir estranha. Mas agradeceu à semideusa dos raios pelo sopro da vida.

— Por que fez isso, Torunn? — exclamara Eiji Todoroki.

— Eu tive uma visão!

E então, a semideusa começou a explicar. A Joia da Mente, uma das seis gemas do infinito, era capaz de sugar toda a vida, toda a esperança já criada. Mas, com seu poder contido, e controlado por alguém ao lado deles, poderia ser capaz de destruir Ultron.

Os argumentos de Torunn não eram o bastante para convencer ninguém naquela sala.

— Por que a sua visão tem a voz da assistente virtual do Todoroki? — indagara Yagi, intrigado.

— Estávamos reconfigurando a matriz da R.E.I.K.O – respondeu Mei Hatsume – Todoroki queria algo novo.

Foi desse algo novo que nascera Ultron. A inteligência artificial que desejava aniquilar toda a vida na Terra não sabia a diferença entre salvar o mundo ou destruí-lo.

— Vocês pensam que sou filha de Ultron – pontuou Ochako. — Não sou. Também não sou R.E.I.K.O.

Os dois rebeldes que, até então, trabalharam para Ultron, se aproximaram. Um deles era alto e musculoso, e usava o cabelo espetado para cima. O outro era loiro e se vestia como um punk, com roupas pretas e uma jaqueta vermelha. Ele disse a Uravision:

— Eu olhei dentro da sua mente, cara de metal. Só tinha aniquilação — foi por isso que ele rompeu a cooperação com Ultron, afinal.

— Olhe de novo – ela pediu, solícita.

A voz grave e rouca de Shota Aizawa transmitia autoridade:

— O selo de aprovação dele não significa nada pra mim.

— Talvez não haja como fazê-los confiar em mim – disse Uravision, caminhando para apanhar a ferramenta importante de um dos heróis — Mas Ultron precisa ser detido. Não temos tempo a perder.

E então, a sintezoide estendera o martelo para a semideusa Torunn.

Yu Takeyama, contendora do espírito do deus nórdico do trovão, sentiu sua respiração perder o compasso. Finalmente aceitando o Mjolnir, não soube como reagir. Enquanto Uravision seguia para a porta, todos os kyuuseishu presentes, além da engenheira assistente e os rebeldes sob custódia, encaravam a heroína conhecida como Torunn. Yagi Toshinori, Shota Aizawa, Shinji Nishiya, Enji Todoroki, Hatsume Mei, Eijiro Kirishima e Katsuki Bakugou; todos esperavam pela resposta da semideusa.

Torunn esboçou um sorriso embaraçoso:

— Muito bem. Vamos então. Kayama está esperando – deu dois tapas no ombro de Aizawa, que estava mais perto, e seguiu Uravision.

Nishigawa, hoje. Palácio Imperial; Residência Vision-Bakugou.

— O que pensa que tá fazendo na minha cidade, engraxate do Yagi?

Aquele Fóton de Merda não só se infiltrou na nossa cidade como deu um jeito de entrar de penetra no nosso chá de fralda. Começou falando umas esquisitices sobre os níveis de radiação no território. Depois teve a insolência de me acusar de sequestro e manipulação. E aí começou a choramingar sobre pobres civis sofrendo controle mental. Parece que lembrou de onde estava e quem estava peitando, porque rapidinho abaixou as orelhas e colocou o rabinho entre as pernas, feito o cachorrinho dissimulado que ele é.

— Lá fora, eles pensam que você é um vilão.

— Tô pouco me lixando pra quem tá lá fora. E já dei as costas pra essas corporaçõezinhas de herói há muito tempo.

— Bakugou! Nós lutamos lado a lado. Eu sei que essa não é a sua índole.

— Para de falar como se me conhecesse!

Aquela condescendência toda me irritava. Parecia tentar negociar reféns, enquanto apelava para o emocional. No começo ele tentou ser firme, mas logo foi se desmanchando, até quase começar a implorar. Me deu nojo.

Eu achei que já estivesse puto o bastante, quando aquele aspirante a Teen All Might decidiu que seria uma boa ideia comparar o luto dele ao meu.

— Bakugou, eu também perdi alguém importante. Eu sei o quanto dói! Você consegue aprender a lidar com essa dor, e eu acho que posso te ajudar – Izuku oferecera uma mão a Bakugou, como se quisesse puxá-lo para fora de um poço ou abismo. — Só... liberta essas pessoas.

Os olhos vermelhos do feiticeiro rapidamente se acenderam como rubis contra a luz.

— Você não entende merda nenhuma! Aquele salvador da pátria te ensinou tudo o que tinha pra ensinar! Ele foi sepultado como a porra de um santo imaculado! Você podia até lamber aquele cara igual uma figura paterna, mas não foi você que perdeu a única esperança que tinha de ter uma família. Ochako era minha noiva! E eu tive que assistir a ela morrer de um jeito brutal duas vezes!

Izuku estava tão envergonhado que mal conseguiu articular as palavras para pedir desculpas. Antes que o herói pudesse conjurar qualquer amontoado de energia estelar para se defender, Bakugou bruscamente o atingira com uma rajada de magia vermelha. Forte como um meteoro, o impacto empurrou Midoriya até as barreiras de Nishigawa.

Talvez, os créditos não fossem só do feiticeiro; se Izuku tivesse lutado, poderia minguar o impacto do feitiço e aterrissar dentro dos limites da cidade. Talvez o fato fosse que Izuku se sentisse penalizado demais para reagir à punição que Bakugou lhe dera.

Katsuki estava reintegrando as paredes destruídas quando ouvira gritos vindo do salão. Os mais altos se pareciam com a voz de sua esposa.

Quando ele correu até os tronos, os súditos e os servos se amontoavam em volta de Ochako, que mantinha-se de pé com dificuldade, apoiada no ombro de Monoma.

— Eu o perdi! Eu perdi nosso filho, Katsuki! — ela soluçava, se jogando nos braços do marido. Em seu rosto, havia dor física e frustração. Uma mancha de sangue se formava em suas vestes.

Katsuki Bakugou não estava disposto a aceitar nenhum obstáculo sequer em seus anseios por uma família; tampouco permitiria que qualquer coisa ferisse sua Ochako.

Voiciferou:

— Não.

E toda a realidade, átomo por átomo, se reintegrou de acordo com a vontade de Katsuki Bakugou.

Dois minutos antes.

O feiticeiro estava refazendo as paredes destroçadas da cozinha quando ouviu o barulho de porcelana se quebrando. Quando correu para o salão, dois servos, ajoelhados, juntavam os cacos da molheira quebrada no chão, no qual se espalhava um molho vermelho vibrante. O que outrora foi o espesso e escuro sangue do aborto sofrido por Ochako, agora era molho agridoce chinês.

— O que acham que estão fazendo? Poderiam ter machucado sua imperatriz! Querem ser mandados embora e passar fome? — gritava Monoma para os empregados que limpavam o chão.

— Neito, pare de gritar com eles! — pedia Ochako, visivelmente cansada. Seu rosto estava mais redondo e róseo que o habitual. Suas vestes imperiais destacavam o volume redondo de sua massiva barriga de cinco meses.

As alterações na realidade feitas por Katsuki em sua breve volta no tempo garantiriam o êxito de seus desejos. Uma gravidez avançada em vinte semanas não tinha mais a susceptibilidade a um aborto.

O imperador Katsuki Bakugou erguera sua soberana nos braços. Neito Monoma, na posição de Grão-Chanceler, ordenava aos guardas reais que escoltassem todos para fora do palácio. A festa havia acabado.

Fronteira de Nishigawa.

Os espectadores da transmissão perceberam um erro de continuidade. A imagem da televisão travou durante um grito da imperatriz Ochako. Congelou em pixels e glitch por dois segundos e meio. Quando retornou, havia cacos porcelana no chão, e dois empregados apressaram-se para limpar. Monoma, o vizinho não identificado, gritava com os servos, rigidamente.

— Olha o tamanho da barriga dela! — berrou um dos físicos.

— Não seja gordofóbico, Shoda – censurou Tooru, quando percebeu a gravidez repentinamente avançada de Ochako — SANTO MAX PLANCK! Quando foi que esse bucho cresceu?

Nishigawa, além de ser cenário para um showrruner insano, agora era palco para um programa mal editado e com furos de roteiro. Hakagure ponderava se já não deveria largar de mão o caso, pegar seu carro e desertar aquela instalação, quando ouvira um forte som vindo lá de fora. Soou com uma bobina de Tesla de 700 quilovolts. Todas a unidades tomaram um tremendo susto.

Conseguindo atravessar a algazarra que se formou do lado de fora, Tooru Hakagure alcançou Iida, que dava assistência a um Izuku Midoriya espatifado num enorme rombo no solo.

O impacto nem de longe lhe causara as feridas que causaria num cidadão sem poderes; ele contava apenas com alguns arranhões e muita sujeira. Estava mentalmente são, mas murmurava repetidamente:

— Eu senti a ira dele... Senti o luto.

A onda de choque atirou Fóton para além das fronteiras com força contundente; mas não se tratava só de energia mágica de impacto. Durante todo o trajeto, o herói sentiu em suas vísceras o desespero de Bakugou diante da solidão, a negação em aceitar a morte da mulher que amava. Ele sentiu a profunda raiva de ter tudo o que amou tomado de si de forma tão brusca. A sensação de desolamento era familiar para Izuku, mas nunca a havia conhecido em sua forma mais pura. Foi então que entendeu que nunca deveria ter comparado seu luto ao de Bakugou.

— Precisamos de reforços — sussurrou Iida a Hakagure.

— Precisamos – concordou a Mulher Invisível. — Quem são os heróis em que você mais confia?

7 anos atrás. Cobertura da Torre Kyuusei. Um dia e meio após a missão em Lagos.

Quando avistou o feiticeiro na cobertura da torre, Uravision contatou Momo Yaoyorozu.

“Encontrei ele. Está seguro e não oferece perigo.”, ela enviou à treineira, que atualizaria a todos. Katsuki Bakugou estava sentado no chão da torre, recostado ao parapeito.

— Estão procurando por você — a sintezoide disse, ao flutuar para perto dele.

— Em outra realidade, você seria uma heroína com poderes antigravidade.

“Em outra realidade, você teria o poder de explodir coisas” era o que ela pensava a respeito dele, por sua personalidade e temperamento; mas seria tão insensível dizer isso agora. Uravision se sentou ao lado do feiticeiro. Da posição onde estava, viu os restos de carvão e couro vermelho.

— Você gostava daquela jaqueta.

— Eu não vou servir pra esse negócio de herói.

— Bakugou. O que você fez foi contenção de danos. Aquele kamikaze planejava liquidar aquele bairro inteiro.

— Ainda bem que eu só liquidei um prédio, que caiu em cima de quem passava perto – ironizou.

— Você não queria matar aquelas pessoas.

— Sério? Porque todos os jornais me chamam de assassino e estão caindo em cima da Kyuusei.

— Desde quando você se importa com o que a mídia diz?

— Talvez você não entenda a culpa que eu sinto – Bakugou olhou as próprias mãos. — Toda vez que eu ataquei alguém com meus poderes, foi pra me defender ou proteger meus amigos. Nunca havia ferido ninguém.

Depois de ponderar um pouco, Uravision se rendera.

— Tem razão — olhou pra baixo — Talvez eu não entenda.

— Hey. Eu não quis dizer que você não tenha sentimentos. Tô falando que você foi projetada pra ser uma máquina perfeita, então nunca cometeria erros desse tipo porque faria os cálculos certos e...

— Eu entendi, Feiticeiro – ela sorriu.

Katsuki pegou a mão de Ochako.

O céu vespertino estava lindo, e a mão robótica dela era estranhamente macia; o bastante para ele conseguir ignorar o remorso por todas as vidas que interrompeu tentando tirar aquele homem-bomba de perto de Fumikage Tokoyami.

Nishigawa, hoje. Residência Vision-Bakugou. Cenário civil.

Abrindo os presentes na mesa de jantar, Katsuki tentava não pensar nos contratempos daquele dia. Conseguiu tergiversar as situações duramente inconvenientes, mas ainda sentia um pouco de irritação. A realidade parecia conspirar contra seus humildes planos de ser pai e marido; nada que ele não pudesse contornar. Katsuki Bakugou moldava a realidade como argila fresca em suas mãos, e sequer precisava de joias mágicas para isso.

Sentia nas mãos o tecido gostoso das roupinhas de bebê, tentando imaginar o cheirinho fresco que seu filho teria. Imaginou um bebê pequeno, gorducho, com o rostinho redondo e os grandes olhos de Ochako. Imaginou as mãozinhas pequeninas segurando os brinquedos que se espalhavam pela mesa; imaginou as mesmas mãos segurando seu dedo indicador. E agora só faltavam quatro meses para ele conhecer seu pequeno herdeiro ou herdeira.

Ochako andou até a mesa. Caminhava num ritmo ligeiramente mais lento do que o usual, já que não estava acostumada aos cinco quilos a mais que ganhara tão subitamente. A sensação de umidade nos seios contra o sutiã de lactação também era estranha. Trazia o álbum-diário de gravidez nas mãos quando se juntou a Katsuki. Quando ela sentou, ele disse:

— O aquecedor de mamadeira é uma porcaria. A gente tem que ir trocar na loja depois. Ainda bem que o enxerido trouxe a nota fiscal.

Ela ainda estava juntando coragem para começar a contar quantas coisas estavam erradas.

— Katsuki. Eu me sinto atordoada.

— Devem ser a fraqueza e a azia. Elas aumentam no quinto mês.

— Esse é o problema. Eu não me lembro dos últimos meses de gravidez.

Abriu o diário e mostrou-lhe as páginas vazias.

— Está tudo vazio. Ganhamos isso quando minha barriga ainda estava reta, eu me lembro. Nós teríamos lembrado de anotar, Kat.

— Folheie de novo.

Por baixo da mesa, o feiticeiro manejara os dedos e fizera surgir anotações, nas caligrafias dela e dele. Quando Ochako revisitou as primeiras páginas, todos os campos estavam preenchidos com a autenticidade com que eles teriam registrado, inclusive a caligrafia.

— Não faz sentido nenhum! Você enfeitiçou esse diário debaixo do meu nariz. A gente ganhou isso de presente hoje de manhã, Katsuki! Eu me lembro. Quantas outras coisas você está escondendo de mim?

— E de onde você tirou que eu tô escondendo alguma coisa de você?

— Katsuki, eu quero acreditar em você!

— Então por que não acredita?

Ela pegou um pequeno papel dobrado.

— Eu achei isso dentro de um biscoito da sorte. Foi servido por aquela garçonete com quem você reclamou do arroz. Tinha gente tentando me dizer alguma coisa, Katsuki, mas o Monoma afastava qualquer um que tentasse falar comigo.

— Tá, e agora eu sou responsável pelas maluquices que o americano decide fazer?

— Para de tentar se esconder.

— A gente não vai ter essa conversa.

— Vamos, sim!

— Se você se irritar, nosso bebê vai sofrer.

— Katsuki, eu já estou irritada! Tinha pessoas tentando falar comigo naquele chá de fralda. Pessoas pedindo socorro – ela desdobrou o papel – Quer ler comigo? — entregou-lhe o bilhete, impaciente.

Você precisa pará-lo. Ele está dentro das nossas mentes. Controla nossos passos, nossos movimentos, nossa fala. Estamos sendo torturados dia após dia.

— Mas que porra é essa? — Katsuki levantou-se da mesa, furioso. — Esses calhordas enlouqueceram?!

— Você está manipulando essas pessoas Katsuki? — Ochako se levantara da mesa, confrontando-o — Não minta pra mim.

— E se eu estiver? — ele irrompeu, finalmente admitindo a verdade. – E se eu estiver brincando com todos esses sujeitos como se fossem fantoches? E daí?

Ela mal conseguia acreditar na frieza, na apatia do homem que amava.

— Katsuki. Essas pessoas não são figurantes das suas fantasias.

— Então elas são o quê, caralho?

— Você não tem o direito de ferir o livre arbítrio de ninguém!

— Para de se exaltar! Vai machucar nosso filho.

— Quantas pessoas você está machucando? Toda a cidade? O que tem fora do distrito?

Katsuki manteve-se calado, com Ochako encarando-o.

— O que tem fora de Nishigawa?

— Você não quer saber.

— Não pode controlar minha mente como controla as deles.

— Não posso?

Os olhos vermelhos do feiticeiro brilharam.

— Vá em frente! — ela o desafiou.

Katsuki virou o rosto para o lado, envergonhado. A luminescência de seus olhos estava apagada.

Você estava certa. Eu não era capaz de controlar sua mente. Poderia machucar qualquer pessoa que fosse; mas não você. Tudo aquilo que ergui naquela cidade foi pensando em nós dois. E àquela altura, eu estava disposto a penetrar na psique de quem quer que fosse e fazer das pessoas meus autômatos. Mas não você.

Ochako se afastara dele, apenas para ser puxada de volta pelo antebraço.

— Katsuki, me solta.

Ele olhava sereno para seu rosto, sem dizer nada.

— Me solta, Katsuki!

Katsuki finalmente soltou-lhe o braço, rendido.

Meu instinto de proteção sobre você não permitiria; eu sabia que meus poderes machucavam as pessoas que eu enfeitiçava. Mas meu orgulho também foi um fator de peso; eu queria que o seu carinho por mim fosse espontâneo, não fruto de encantamentos ou manipulação. Por isso eu te soltei e aceitei seu dissabor.

— Eu vou dormir no sofá — ela decidiu.

— Porra nenhuma.

— Você não tem o direito de decidir por mim! — Ela começou a se exasperar. Katsuki ficava mais preocupado por ela e pela criança cada vez que ela gritava.

— Eu durmo no sofá — retrucou. Com seu feitiço, transformara o sofá da sala numa cama com edredom e lençóis vermelhos.

Ochako enfim se dirigiu ao quarto do casal.

Não foi com isso que eu sonhei pra nossa primeira gravidez.

A partir daquele dia, tudo começou a sair do meu controle, feito areia se desmanchando entre meus dedos. Toda vez que eu achava que tinha resolvido algum inconveniente, outro maior surgia. Chegou uma hora que a minha magia não daria conta de resolver tudo, porque eu me recusava a usá-la em você.

Ter você de mal comigo foi um jeito diferente de te perder. Óbvio, não foi como ter que encarar sua morte nem te assistir sofrer; mas você se voltou contra mim por vontade própria. De repente, não éramos mais nós dois contra o mundo. A única pessoa que eu queria proteger colocou os civis de Nishigawa em primeiro lugar; e, pra ser sincero, não deveria me surpreender. Era isso, afinal, que te fazia digna de levantar o martelo daquela loira azeda da Torunn.

Notas finais
Previsão para o próximo capítulo: 22 de junho. Qualquer dúvida a respeito do enredo, não deixe de me perguntar nos comentários!