Bakemono Sentai Halloweenger: Filmes e especiais.

10 Bakemono Sentai Halloweenger: Celebração 10 Anos Capitulo 1


Notas iniciais
Então... Mesmo só tendo postado um capitulo e dito que seria postado de 3 em 3 dias... Vcs me conhecem :v Houve um pequeno imprevisto devido ao tamanho dessa parte, ent eu acabei cogitando dividi-la em dois mesmo sendo só depoimento da turma, e especificamente sendo primeiro o depoimento dos Neos e apresentação dos participantes. OBS: Por favor, ignorar a capa que eu também não tive uma boa ideia ou tempo de desenhar algo descente, mas nas proximas, talvez, só talvez tenha algo melhor. (No final foi tão engraçado fazer isso que decidir usar mesmo XD)

Bakemono Sentai Halloweenger 10 Years Celebration:

O Grande Julgamento dos Super Sentai!

Capitulo 1: Got You! O julgamento se inicia!

(Um por um, os Halloweengers em suas formas civis foram submetidos a tirarem suas fotos de fichamento policial, ainda desacreditados)

Madoka: Isso só pode ser um engano!

Kiba: Avisa pra esses caras!

Cleo: Nós somos inocentes, jyu!

Kurumu: Eu sou linda demais pra ser presa!

Jack: Vamos nos acalmar, deve haver uma explicação racional para isto.

Kageyama: Estou torcendo por isso, Jack-san...

Shiro: Essas fotos vão ser divulgadas em algum lugar?

Ryo: Agora não, Shiro! A coisa é séria!

Yuuki: Como isso foi acontecer? Eu nunca tinha ouvido falar desses tais “Super Sentai”...

(Todos estavam agora sendo dirigidos a uma gigantesca corte. O “palácio da justiça” não fugia do padrão esperado desta instituição, mas, era impossível não perceber a crucial diferença. A corte principal estava bem ao centro de um colossal estádio, onde todas as equipes Sentai estariam observando o procedimento. Os Halloweengers eram levados pelos esquadrões policiais até à frente do tribunal, observando as arquibancadas que os cercavam criando aquele estreito corredor de tapete vermelho. Sentados ali, haviam vários rangers vermelhos, provavelmente, os representantes de cada um dos super esquadrões. No final da arquibancada esquerda, estavam os irmãos e o mascote, completamente aflitos com o destino de seus amigos. Durante o trajeto, Yuuki reparava como o Doutor Bones Von Death parecia mais quieto que o habitual)

Yuuki: Ei, Doutor! –cochichou- Você parece saber de algo sobre esses “Super Sentais”. Pode nos explicar que situação maluca é essa?

Doutor:Yuuki-kun... Eu achei que não seria necessário contar a vocês... Jamais imaginei que algo assim aconteceria um dia...

Kageyama: Como assim, papai? Você realmente conhece eles? –estranhou.

Doutor:Sobre isso...

???: Atenção, nós chegamos. Todos se comportem pra isso acabar rapidinho, beleza? –comentou o ranger vermelho de numero “1”.

(Todos foram dispostos a mesa dos réus, sendo Akarenger o próprio juiz. Nos arredores, o Sentai policial de três integrantes estava apostos fazendo a segurança -Vermelho e Verde nos cantos e a Rosa perto da mesa central- acompanhados dos outros membros do “Sentai numerado” que rendeu os Halloweengers. O júri era formado por diversos outros membros de equipes distintas)

Akarenger: Ordem no tribunal! –pronunciou- Estamos aqui reunidos, as 50 equipes Super Sentai que, durante inúmeras eras, protegeram a paz e felicidade no mundo de diversas ameaças ao nosso planeta e ao universo. Por isso, demos inicio a este processo que julgará o porquê os réus, justo monstros, estarem vestindo o manto de guerreiros da justiça. Antes de começarmos, existe alguma dúvida? -Madoka logo se dispôs- Pode falar.

Madoka: Qual ligação de vocês com nossos poderes?

Kiba: Como conseguiram destransformar a gente, afinal? –complementou.

Akarenger: Para anular os seus poderes contamos com a ajuda das Bio-partículas dos Bioman (Choudenshi Bioman= Super Elétron Bioman) para causar uma interferência na parte científica enquanto os Magirangers (Mahou Sentai Magiranger= Esquadrão Mágico Magiranger) para cuidar da parte mágica.

(Quando disse isso, dois rangers se levantaram da arquibancada esquerda para confirmar. O primeiro- uniforme vermelho com faixas brancas, circuitos no peito e um capacete com boca no design mais sci-fi- acena com a cabeça e ergue o punho. O segundo- corpo majoritariamente vermelho, detalhes de linhas pretas e contornos dourados, capa complementando e capacete com visor remetendo a uma fênix- cumprimentou mandando um jóia, depois voltaram a se sentar)

Madoka: “Magiranger”?! –impressionada- Espera! –retomando- A minha pergunta não foi respondida! –protestou.

Akarenger: Isso será respondido durante a sessão.

Ryo: E quanto à defesa da superfície? Com certeza nossos inimigos não ficarão parados enquanto estamos presos aqui! –preocupado.

Akarenger: Não há com o que se preocupar. Vejam!

(Ele exibe em uma projeção acima dele imagens dos Halloweengers patrulhando pela cidade)

Kageyama: M-Mas como? –espantado.

Akarenger: Também temos nossos truques. Hologramas, duplicatas, sósias, disfarces, é só escolher. Além do mais, com tantos Sentais reunidos, tem minha palavra de que nada acontecerá com seu mundo. Ao menor sinal, entraremos em ação.

Kazuya: Isso me deixa um pouco mais aliviado...

Kiriko: Só que ainda estamos num tribunal...

???: Também gostaria de fazer uma colocação. Devemos lembrar que os acusados são vocês e nós não confiscamos seus outros frascos por esse motivo. –comentou o vermelho numerado.

Kageyama: O que quer dizer?

Yuuki: Que Miko e os outros não devem se intrometer é isso? Eu também não gostaria de envolvê-los se possível. Ouviram? –encarando a Essence da parceira.

Kiba: Fora que isso poderia se virar contra a gente.

???: Exatamente. A menos que eles sejam chamados à tribuna, devem permanecer em repouso, ou seja lá o que fazem nesses frascos. Queremos resolver isso de forma pacifica.

Kurumu: Que ironia...

Akarenger: Agora, apresentarei a nossa organização. Primeiramente, eu serei o juiz, como podem ver. O júri é formado por membros de vários times de gerações e realidades diferentes. A segurança é feita pelos membros dos Dekarangers (Tokusou Sentai Dekaranger= Esquadrão de Investigações Especiais Dekaranger) e Patrangers (Keisatsu Sentai Patranger= Esquadrão Policial Patranger). Dentre estes, apresento primeiro a nossa escrivã neste julgamento, Tsukasa Myojin-kun, conhecida também comoPatren Sangou!

Patren Sangou: Patren Sangou!

(Após fazer sua pose, a ranger rosa da um passo adiante e bate continência, se destransformando. Era uma mulher de feição séria e confiante, parecia ter seus 26 anos, seu cabelo era um castanho longo e liso, vestia um uniforme de sua agencia policial- azul marinho com detalhes rosa- equipada com um fone para comunicação)

Tsukasa:Tsukasa Myojin se apresentando ao serviço. –após a saudação, se dirigiu a mesa do escrivão.

Kiriko:Que curioso ser a rosa, né? –cochichou.

Kazuya:Será que ela é a líder invés do vermelho? –cochichou.

Patren Ichigou: “Sinto que tem alguém zoando comigo...” –pensava Keiichiro Asaka, o vermelho dos Patrangers.

Akarenger: Com sua personalidade focada, sei que fará um excelente trabalho. Em seguida, apresento-lhes nosso promotor, membro dos Dekarangers, Banban Akaza-kun, mais conhecido como...

???: DekaRed! –apresentou-se com uma pose dinâmica- Podem me chamar só de Ban. É um prazer trabalhar com vocês! –se destransformando.

(Ban era um homem de expressão alegre, contrastando com a seriedade daquele lugar. Mesmo parecendo estar na casa dos 40, estava bem preservado, esbanjando ainda uma jovialidade mesclada a uma experiência inegável, seu cabelo era levemente arrepiado, mas encurtado nas laterais, refletindo esse estado de espírito. O uniforme de sua agencia era completamente vermelho com uma estrela preta bem destacada pegando torso e perna)

Akarenger: Bem... –pigarreou para retomar- Ban-kun é um detetive promissor que juntou algumas provas e testemunhos para depor contra os réus.

Doutor:E quanto a nossa defesa? –levantando a mão.

Akarenger: Mas é claro. Providenciamos alguém que se compadeceu com o lado de vocês. Apresento-lhes agora, do Kikai Sentai Zenkaiger (Esquadrão das Máquinas Zenkaiger), Kaito Goshikida-kun, também chamado de Zenkaizer!

???:Jyuuuuuuuuuwaaaaaaaaannnnnnhhhh!!!

(Repentinamente, um grito empolgado chamou a atenção de todos para observarem as portas ao final do salão. Lá viram uma figura numa pose extravagante de braços bem erguidos. Para a surpresa dos réus e seus amigos, não se tratava de um ranger vermelho- algo que parecia padrão- mas sim de um ranger branco. Haviam sim detalhes vermelhos em seu corpo, como uma faixa vermelha que ia desde o capacete até o final das pernas, com linhas coloridas em volta, assim como vermelho também era o fundo de sua capa majestosa. O visor azul lembrava o próprio Akarenger, bem como o numero 45 no meio da testa como um brasão. Invés de amarelo, havia um “V” dourado em seu peito como uma armadura. Para finalizar sua entrada triunfal, ele vem correndo pela passarela, dando um salto mortal por cima da arquibancada em direção aos Halloweengers, pousando à sua frente)

Zenkaizer:DEFESA ZENKAAAAIIIII!!! –ele posa com o braço esquerdo pra frente e o outro levantado mais de lado. Finalmente se destransformando.

OBS: “Zenkai” é uma palavra que pode significar “com toda a força” ou afins.

(Competindo com a energia de Ban, Kaito era um jovem adulto na casa dos seus 22 anos, com um sorriso de ponta a ponta que radiava. Seu cabelo era curto e arredondado, sua roupa combinava as mesmas de seu uniforme de ranger- um colete azul com faixas vermelhas e uma blusa branca por baixo)

Kaito:Como vão? É um prazer conhecê-los!

Shiro: Né?

Kaito: Pode falar.

Shiro: Não era pra você ser vermelho?

(Um silêncio constrangedor se instaurou)

Kiriko: Não vou mentir, pensei a mesma coisa... –cochichou.

Gargoyle: Parece meio deslocado, né...? –concordou.

Kaito: Me perguntam bastante isso... –sem graça.

Akarenger: Eu mesmo já perguntei... –murmurou.

Kaito: Mas fiquem tranquilos, é só um detalhe. O importante é que estou aqui pra ajudar vocês! –mandando um “jóia”.

Ryo: Mas por que exatamente resolveu nos defender? –confuso.

Kaito:Sabe o que é: Eu venho de um mundo que se fundiu ao mundo dos Kikainoids, uma dimensão onde todas as pessoas são maquinas vivas e agora vivemos em harmonia! Meus melhores amigos e time são Kikainoids, então eu defendo que qualquer um pode ser um Sentai, independente da espécie!

(Neste momento, todos se sentiram tocados de certo modo, finalmente sentindo ter um aliado em meio aquela situação caótica)

Yuuki: Pelo visto, você nos entende. Muito obrigado!

Kaito: Não foi nada. Além disso, meus pais pesquisavam sobre as diferentes dimensões e os Sentais que habitavam nelas. Não acho impossível existir um mundo onde habita um Sentai formado por monstros.

Jack: É um homem cheio de surpresas, pelo que vejo.

Kurumu: Só acho que por esse argumento já deviam liberar a gente... –suspirou.

Doutor:Então você também pesquisava sobre...

Kaito:A única exigência que eu tenho é: Me chamem de “Senpai”, ok?

Yuuki: “Senpai”? –surpreso.

Madoka: Se acalma, Yuuki... –envergonhada.

Kageyama: N-Não temos objeções, Kaito-senpai! –reverenciou.

Cleo/Ryo/Shiro: Senpai! –reverenciaram.

Kiba: Que palhaçada... –resmungou. Troca.

Junior: Não é?! Ahahahahahaha! Sujeito engraçado.

Akarenger: Agora que todos foram devidamente apresentados, daremos inicio a nossa sessão. Que o julgamento comece!

(Com o anuncio, bateu seu martelo abrindo oficialmente o tribunal. Kaito e Ban se encaram rapidamente, demonstrando respeito, principalmente do Zenkaiger para com o Dekaranger, seu veterano)

Kaito: Boa sorte, Ban-san! –oferecendo a mão em cumprimento.

Ban: Mas é claro! –retribuindo num aperto de mão.

Kiba: Existe a chance desses caras estarem todos tramando contra a gente... –desconfiado.

Kageyama: O Kaito-senpai passou confiança, vamos acreditar nele! –esperançoso.

Madoka: E que escolha nós temos...?

Kazuya: Isso aí pessoal, não percam as esperanças!

Kiriko: Vai dar tudo certo, eu acredito!

Gargoyle: Aguentem firme, pessoal!

Yuuki: Certo, vamos nessa!

...

Akarenger: Perante este júri, todos devem prometer falar a verdade e somente a verdade para que a justiça seja feita.

(Todos sem exceção ergueram as mãos como se confirmando o juramento. Em seguida, Ban se colocou a frente e dispôs a falar para toda a multidão)

Ban: Meritíssimo, membros do júri e a todos os presentes, é uma honra estar aqui. Estarei representando os Super Sentai na acusação de uso não autorizado e difamação da imagem feita pelos réus, os autodenominados, Bakemono Sentai Halloweenger. Para tal, nós estivemos observando suas atividades diárias para iniciar esse inquérito.

Kazuya: E como será que eles conseguiram essas informações? –pensativo.

(Atrás dele, um ranger vermelho responderia a pergunta silenciosamente. Era o líder do Tokumei Sentai Go-Busters–Esquadrão de Missões Especiais Go-Busters- e só com essa nomenclatura e temática de espionagem já entregaria a resposta. Um gesto de confirmação e uma luz cruzando seu visor semelhante a óculos escuros não deixariam mais dúvidas)

Ban: Pra começar, vamos entender qual a grande problemática aqui. Vamos fazer a dinâmica de levantar as mãos, certo?! Levante a mão quem já teve que enfrentar extraterrestres.

(A maior parte da platéia, inclusive Ban, ergueram as mãos)

Shiro: A-Alienígenas...?!

Ryo: Calma, Shiro. Foi só uma menção.

Ban: Agora, levante a mão quem teve que enfrentar seres de outras dimensões. –mais uma vez, uma parcela um pouco menor levantou as mãos- Seres sobrenaturais? –mais uma parcela- Organizações malignas? –e outra- E, até mesmo, impérios subterrâneos.

(A ultima parcela era bem menor, mas era uma estatística válida. Até mesmo Cleo havia levantado a mão e foi recebida com olhares de reprovação dos colegas)

Cleo: O que, jyu? Nós enfrentamos um império do Submundo, em baixo da gente, jyu! –justificou.

Ban: Meu ponto é: Durante toda a história dos Super Sentais, tivemos de enfrentar os mais diversos vilões para proteger nosso planeta e, em sua esmagadora maioria, todos sempre foram monstros. –neste instante, Kaito olhou preocupado, afinal, sabia bem que não era mentira- Por conta disso, a imagem de justamente monstros imitando a gente pode ser considerado ofensivo. Esse é o grande fator deste julgamento, entender se monstros, nossos inimigos naturais, são dignos de serem chamados de Super Sentai. Como primeiro depoimento, quero chamar agora o responsável pela criação dos Halloweengers, SkullWhite, que atende pelo nome de Doutor Bones Von Death! –apontou para o Doutor.

Yuuki: Doutor! –preocupado.

Kageyama: Papai! –preocupado.

Doutor:Já devia imaginar...

(Sem pestanejar, o Doutor segue para o púlpito da tribuna para depor)

Doutor:Saudações.

Ban: Primeiramente, gostaria de saber se Bones Von Death é mesmo seu nome real. –o Doutor hesita por alguns segundos antes de responder.

Doutor:Acredito que isso seja irrelevante para o julgamento, e espero que respeitem esse meu nome.

Akarenger: Eu concordo, prossiga.

Ban: Peço desculpas. Bem, então é verdade que você é a mente por trás dos Halloweengers?

Doutor:Correto.

Ban: Você sabia o que eram os Super Sentai quando os criou?

Doutor:Não exatamente...

Ban: Por favor, explique.

Doutor:Veja, foi depois do que Kaito-kun comentou...

Kaito:É Senpai! –cortou.

Doutor:C-Certo, Kaito-senpai... –sem graça- Depois do que ele comentou sobre diferentes dimensões, as coisas começaram a se esclarecer para mim.

Ban: O que exatamente? –curioso.

Doutor:A maioria das histórias fantásticas presentes em nosso mundo tem um fundo de verdade como forma de conscientizar os humanos da existência de monstros e sobrenatural. No entanto, mesmo sem ter nenhum registro real, já me deparei com histórias de guerreiros semelhantes a vocês, os Super Sentais. –todos ficaram perplexos com tal informação que havia sido escondida deles até então- Foi daí que tirei a inspiração para os Halloweengers, achava que era mais uma história habitual de heróis. Talvez, de alguma maneira, quem as escreveu deve ter tido algum vislumbre destas outras dimensões. Essa é minha teoria.

Ban: Ou seja, de certo modo, você estava ciente da existência dos Sentais, certo?

Doutor:Bem, agora pode se dizer que sim... –múrmuros começaram a serem ouvidos entre a platéia.

Ban: O que você absorveu dessas tais histórias?

Doutor:Entendi que eles eram símbolos de esperança. A forma deles era chamativa e bem vista. Nosso objetivo é unificar monstros e humanos, por isso, como tomei essa iniciativa, achei que seria mais correto assumir uma persona mais receptível aos humanos, algo em que pudessem confiar.

Ban: Entendi... Mas você não parou pra pensar que, assumindo essa roupagem, estariam enganando as pessoas com personagens? Isso mostra que, para monstros serem aceitos, eles precisam da identidade humana, o que por várias vezes foi feita como pretexto para nos enganar. Muitos daqui já lidaram com monstros se passando por humanos. –boa parte do publico confirmou aquelas palavras concordando com a cabeça.

Doutor: Se não tivéssemos essa abordagem, não conseguiríamos nos aproximar, mostrar que estávamos do lado deles. A primeira impressão era muito importante!

Ban: Pelo que pesquisamos, o mundo de vocês passou por uma guerra há muito tempo atrás entre monstros e humanos, por isso ainda existe esse receio. Isso não é algo que se resolve só com uma fantasia, principalmente, sem saber o que ela representa!

Doutor: Isso é...! –se levantando nervoso, mas logo, recua- É... Talvez... Devíamos ter trabalhado nisso muito antes... Mas, se o que eu aprendi sobre Super Sentais estiver correto, sei que a esperança sempre irá surgir quando necessária. Estamos tentando cumprir esse papel. –voltando a se sentar e ajeitando os óculos.

Ban: Sem mais perguntas.

Akarenger: Agora, passo a palavra ao Kaito-kun. Faça sua defesa. –bateu o martelo.

Kaito: Beleza!

(O rapaz vem todo confiante, principalmente depois das palavras do Doutor. Ele se vira ao publico e os cumprimenta)

Kaito:Olá meritíssimo, membros do júri e meus caros Senpaigers!

Todos: “Senpaiger”? –confusos, mas então raciocinaram e entenderam o termo- Aaaah! –compreendendo.

Kaito:Antes de defender meu cliente, quero fazer uma dinâmica assim como Ban-san fez. Por favor, levante a mão se você ou alguém da sua equipe já se tornou amigo, ou se apaixonou ou até mesmo tem não-humanos na sua equipe! –em resposta, inúmeras equipes levantaram as mãos- Viram só! Mesmo que breve, em algum momento, conseguimos ver bondade em alguém mesmo não sendo humano. Essa é a essência dos Super Sentai!

Ban: Objeção! –declarou.

Akarenger: Concedida! –martelou.

Ban: Esses laços não são algo tão comum quanto parecem. Alguns monstros sim já foram acolhidos por nós algumas vezes, mas, aos olhos dos demais criminosos, se tornaram traidores, descartados e perseguidos. Isso não tira os verdadeiros vilões da equação.

(Neste momento, Tsukasa levanta a mão)

Tsukasa: Se me permite, meritíssimo.

Akarenger: Tem a palavra, Tsukasa-kun.

Tsukasa: Eu reitero o que Ban-san disse. Houve um inimigo que pensávamos ser diferente dos demais, mas era por causa da influencia de um item da Lupin Collection, artefatos com poderes misteriosos. Mesmo que um mude, haverão outros dispostos a cometer crimes, não à toa, os Halloweengers são monstros que enfrentam monstros, mostrando que existe um desequilíbrio. É isto. –voltando a se sentar.

Ban: Exato. São episódios isolados.

Kaito:Nesse caso... Ban-san!

Ban: Que foi?

Kaito:No seu mundo também é comum que humanos e outras raças convivam, certo? Ou seja, prova que o objetivo deles pode ser atingido!

Cleo: É mesmo, jyu?! –estranhou.

Kurumu: Então por que tá contra a gente, seu hipócrita?! Uuuuuh! –vaiou, revoltada.

Akarenger: Ordem! Ordem! –batendo o martelo- Neste julgamento, Ban-kun e os Dekarangers têm um papel de neutralidade, eles apenas estão nos representando. Afinal, eles são um Sentai de detetives, devem ser imparciais.

Ban: De fato, eu trabalho na S.P.D, Special Police Dekaranger, uma organização de policiais galácticos que abrange as mais diversas espécies de alienígenas como membros. Mas o meu argumento se mantém, os membros dos nossos esquadrões são treinados e disciplinados para servir a justiça e manter a ordem que foi obtida com muita democracia e inúmeras batalhas, por vários anos. Ainda assim, existem criminosos galácticos aos montes, sejam humanos ou não. Tanto o meu quanto o seu mundo são exceções a regra, Kaito, acha justo comparar com mundos que sofreram aos montes na mão dos piores vilões já vistos?

Akarenger: Certo, acho que podemos encerrar esse primeiro debate. Ainda haverão mais depoimentos a serem escutados. –martelou.

Kaito: Certo... –derrotado. O Doutor retorna ao local dos réus –Desculpem, pessoal! –reverenciou.

Doutor:Acalme-se, os argumentos foram sólidos. Ainda tem muito debate pela frente. Mas eu lamento também não ter ajudado muito...

Kageyama: Apesar de não ter nos contado, pai, aquela sua frase final foi bem impactante. Todos nós concordamos com você.

Akarenger: O próximo depoimento, por favor, Ban-kun.

Ban: Certo, seguindo a ordem, convido agora VioletSuccubus, senhorita Kurumu Yagami, à tribuna!

Kurumu: E-Eu?! –se apontando, perplexa.

Jack: A Kurumu-chan?! –preocupado.

Yuuki: Entendi, vão querer ouvir todos nós primeiro. Ao menos teremos chance de nos defender.

Madoka: Só que... Já começamos perdendo... –tapando o rosto com a mão, incrédula.

(Sem muita escolha, Kurumu segue até o púlpito, um tanto nervosa, mas, como sempre, fez o possível para não demonstrar)

Kurumu: Então, seu guarda, como posso ajudá-lo~? –atuando meigamente.

Ban: Não se faça de inocente! De acordo com nossos dados, você é um dos elementos mais caóticos dentro dos Halloweengers, mesmo não sendo um monstro puro.

Kurumu: Eeeeuuu~?! Deve ter se confundido~.

Ban: É mesmo? Então gostaria de apresentar uma prova. Solte o vídeo!

(No mesmo “telão” ilusório, surge uma imagem um tanto familiar. Era o shopping que os Halloweengers frequentavam, mas a sequência de fatos deixaria todos sem reação, afinal, já sabiam onde ia dar. Em meio a pessoas “paralisadas” brotavam diversas vinhas pelo local com flores nascendo de sua extensão. Naquela filmagem amadora, um vulto passa correndo e só some após atravessar a janela principal num impulso)

Ban: No dia em questão, os Halloweengers enfrentavam uma Dryad, uma criatura capaz de controlar plantas que estavam tomando toda a cidade. A maioria dos Halloweengers tinha sido neutralizada por ela, então, num gesto muito imprudente, a acusada e seu primo, Jack Pilgrim Junior, aceleram uma moto dentro de um shopping e vandalizam o local para escaparem do ataque e irem enfrentar a Dryad!

Jack: Isso é deverás ruim...

Kurumu: M-Mas como vão saber que era a gente? Esse borrão pode ser qualquer coisa! –disfarçando.

Ban: Pois bem, então vejamos em câmera-lenta.

Kurumu: Ferrou...

(Voltando o vídeo até a aparição do vulto, avançando a imagem lentamente, não restava dúvidas: Kurumu estava bem clara na garupa da moto. Sem o contexto, pareceria facilmente uma cena de assalto ou perseguição)

Ban: E então?

Kurumu: Foi uma emergência! –protestou.

Ban: Ainda assim, poderia ter colocado várias pessoas em perigo!

Kaito:Objeção Zenkai!

Akarenger: Diga, Kaito-kun.

Kaito:Quero reiterar a fala da minha cliente! Devido à situação se mostrar desesperada, minha cliente precisou tomar essa medida drástica e, graças a isso, os Halloweengers foram capazes de derrotar a Dryad e salvar o dia! Se não fosse por isso, seriam feitas ainda mais vítimas!

Kurumu: Fala pra ele, Kaito-senpai! Explodi aquela erva daninha uma vez e explodiria de novo!

Kaito:Não exagera...! –fazendo sinal de silêncio.

Kurumu: Ops... –sem graça.

Ban: Objeção, meritíssimo!

Akarenger: Concedida.

Ban: Não devemos esquecer de um detalhe crucial. A motivação por trás dessa atitude não foi algo altruísta, mas sim, inteiramente pessoal! Ela e o primo nem sequer tinham a autorização de agir, pois ainda não haviam se formado como Halloweengers completos e, ainda por cima, se divertiram com a destruição do inimigo!

(Não só Kurumu congelou como os demais Halloweengers também, já que a rede de informações que Ban detinha parecia ir muito mais além do que eles imaginaram)

Kurumu: C-Como você sabe de tudo isso? É um stalker por acaso?! –chocada.

Ban: Estivemos de olho em vocês por bastante tempo. Conseguimos acessar as câmeras de segurança do shopping e vasculhar as redes sociais para captar o vídeo. Não brincamos em serviço!

Akarenger: Como a defesa rebate este argumento?

Kaito:Eu gostaria de chamar uma testemunha!

Akarenger: Certo, uma visão de fora pode resolver esse impasse. Concedido. –martelou.

Kiriko: Ué, mas quem eles vão chamar? Não pode ser nenhum de nós. –confusa.

Kazuya: Alguém que conheça o pessoal? Mas quem...?

(Pensativos, os dois se entreolham até terem uma epifania)

Irmãos: Não me diga que...!

(Kaito fez um sinal para um Ranger da platéia a direita que prontamente veio à frente. Vestindo um uniforme de meio preto, laterais vermelhas, bastante armadura e um circulo proeminente no peito. O capacete remetia a face de um lobo adornada em dourado. Este era GozyuWolf, membro do ultimo Sentai, No.1 Sentai Gozyuger- Esquadrão Número 1 Gozyuger)

Kiba: Então tinha um “lobo-vermelho” afinal... –interessado.

GozyuWolf: Fala sério... Eu juro que vocês me chamaram só pra isso... -incomodado

(Repentinamente, o ranger coloca a mão dentro de seu peito, como se o anel no centro fosse um portal. De forma inacreditável, ele puxa uma pessoa dali de dentro. Era uma figura... “Conhecida”, pelos Halloweengers. Era o Cameraman que sempre acompanhava o caçador de monstros local para gravar seu programa e se meter em confusões. Seu nome era... Bem, os monstros estavam espantados demais com o feito para lembrar seu nome)

Kenzaki: O-Onde eu estou? –amedrontado, como de costume

Kaito:Graças a ajuda do Hoeru-kun (GozyuWolf), chamei como testemunha o senhor Kenzaki...

Kurumu: Mentira! É o Ken-chan! –cortando Kaito.

Kenzaki: Y-Yagami-san?! O que faz aqui?!

Kaito:Como eu dizia, é o senhor Kenzaki...

Kazuya: Eu sabia que seria a trupe do Yuutaka-san!

Kiriko: Mas logo o cameraman dele? Bem, acho que assim é melhor.

Kaito:De novo... –chateado após ser interrompido novamente- Estou tentando introduzir o senhor Kenzaki...

Yuuki: Ah! É o cameraman do Tsurugi-san, não é? –surpreso.

Cleo: Sempre esqueço o nome dele, jyu...

Kageyama: M-Mas isso é um problema, ele vai descobrir nossas identidades secretas!

Kaito:Ignorado Zenkai... –desistindo- O importante que o Kenzaki-kun vai ajudar a dar uma impressão melhor da minha cliente.

(Em poucos minutos, Kenzaki é contextualizado do que estava acontecendo, entretanto, sua ficha não caia com tamanhas descobertas)

Kenzaki: Não sei o que me choca mais... Saber que a Yagami-san é uma Halloweenger ou uma delinquente...

Kurumu: Eu sou inocente até que se prove o contrário! –bravejou.

Kaito:Bom, Kenzaki-kun, você foi chamado aqui para depor sobre seu contato com a réu.

Kurumu: Fala pra eles, Ken-chan!

Kenzaki: É que eu e a Yagami-san só conversamos uma vez, estou surpreso dela lembrar de mim. –envergonhado.

Kaito:Mas nesse pouco contato, como você enxergou a Kurumu-chan? Viu ela como ameaça?

Kenzaki: N-Não, de forma alguma! Eu só achei que ela estivesse meio perdida quando a gente conversou, mas, graças a ela, eu também acabei me encontrando um pouco. Sou muito grato! –reverenciou.

Kurumu: Ken-chan... –verdadeiramente, tocada.

Kenzaki: Ela tem sim esse lado mais chamativo, mas sabe falar o que pensa. Sinto que ela age assim pra ser compreendida.

Kurumu: O-Obri... –Ban a corta.

Ban: Objeção!

Kurumu: Não sabe ler o clima?! –revoltada.

Akarenger: Eu permito, Ban-kun.

Ban: Tem um certo problema com a testemunha.

Kaito:Qual, Ban-san? –confuso.

Ban: Como podemos saber que a réu não utilizou seu poder de encanto na testemunha?

Kurumu: Q-Que?! –quase mordendo a língua.

Jack: Essa não... –tapando a boca, nervoso.

Junior: “Já era pra princesa...”

Ban: De acordo com os registros, a réu tem como uma das características de monstro, o poder de encantar indivíduos do sexo oposto e constantemente usa esse poder de forma abusiva para tirar proveito das vitimas.

Kenzaki: Y-Yagami-san, isso é verdade? –chocado.

Kurumu: E-Eu tenho esse poder, mas eu juro que nunca usei em você, Ken-chan!

Ban: E pode provar?

Kurumu: Posso! Só posso encantar uma pessoa uma única vez, então se funcionar nele, vão ter a prova! Mas eu não queria... –resmungou.

Ban: Não tem problemas você provar, a memória dele será apagada depois mesmo.

Kenzaki: H-Hein?! –assustado.

Kageyama: Então nossas identidades estão seguras... Ufa! –aliviado.

Kurumu: Tá, eu faço! Se for pra ser inocentada... Que seja... –envergonhada.

(Kurumu vai até Kenzaki que estava totalmente nervoso, segura seu rosto para que ele não se debatesse e então... Hesitou. Na ultima hora ela vira o próprio rosto e vira também o do rapaz na direção oposta)

Kenzaki: Yagami-san? –confuso.

Kurumu: Não rola! Com ele não! –envergonhada.

Madoka: É a primeira vez que vejo a Kurumu hesitando na sedução... –rindo convencida.

Jack: Eu também... –incomodado.

(Os demais Sentais no entorno começaram a discutir e desconfiar de tal atitude. Ban não deixaria a chance passar)

Ban: Então, não pôde provar, afinal?

Kaito:P-Protesto! Estão envergonhando minha cliente! –nervoso.

Akarenger: Negado. Mas, acredito sim que estejam constrangendo a testemunha.

Ban: Hmpf! –pigarreou- Independente do resultado... E quanto aos outros diversos homens em quem ela já usou seu encanto?

(Por mais que não pudessem saber com exatidão quantos já foram afetados pelo encanto, só do compilado de “vitimas” de Kurumu feitas quando retornou ao Japão sendo mostradas no “telão” já a deixariam marcada como culpada)

Akarenger: Como a réu responde a essas provas? –sério.

(A meio súcubo não sabia onde esconder o rosto, mas ainda tentou uma ultima cartada com o restante de lábia que ainda tinha)

Kurumu: Vossa excelência... Era brincadeira... –forçando uma careta em meio ao nervosismo.

(Em meio a som do martelo encerrando o depoimento, todos os demais Halloweengers e aliados tentavam esconder suas expressões de reprovação, vergonha e decepção, nem Kaito se aguentou)

Madoka: Essa garota nunca se ajuda...

Jack: Oh céus, Kurumu-chan...

Kaito:Decepção Zenkai... –escondendo o rosto.

Tsukasa: Vou ter mesmo que anotar isso...? –descrente.

Akarenger: O próximo, por favor. –martelou enquanto balançava a cabeça em reprovação.

Kenzaki: Yagami-san!

Akarenger: Hoeru-kun, leve nossa testemunha, por favor. E continue aposto.

GozyuWolf: Tá bom...

...

Ban: O próximo, obviamente, não seria ninguém mais ninguém menos que o já mencionado primo da ultima réu. JackOrange, vulgo Jack Pilgrim Junior, dirija-se a tribuna.

Jack: Prontamente.

Kurumu: Desculpa ter ferrado seu lado, Jack... –chorosa e arrependida.

Jack: Não se preocupe, Kurumu-chan. Meu intuito é limpar nossos nomes. –cumprimentou.

(Após se sentar, Ban já viria com sua analise)

Ban: Em nosso banco de dados, Jack consta como um individuo instável. Isso se deve, pois, por mais que tenha a aparência de um cavalheiro e aja como tal, tem a segunda personalidade que é o completo oposto, tornando-o imprevisível.

Junior: “Queria ver ele falar na minha cara...”

Jack: Bem, você está certo. Junior e eu não somos exatamente sincronizados, devo admitir.

Ban: Se ao menos mantivesse essa personalidade caótica sob controle, a história seria outra... Mas meu ponto é: Você ainda é considerado cúmplice nos crimes cometidos pela sua prima.

(Um arrepio passou por Kurumu na mesma hora, mas não abalou Jack)

Jack: Mas é claro. Somos família, afinal. Eu vejo-me no papel de cavaleiro da Kurumu-chan, pronto para protegê-la.

Ban: Mesmo quando as coisas não saem como planejado? Então é conivente com o rastro de destruição que vocês causam?

Jack: Eu ainda estou melhorando nesta ideia de “aprender com os erros”, mas prefiro não deixá-los moldar quem nós sejamos ou nossos caminhos.

Ban: Mas mesmo que tentem mudar, a família de vocês sempre irá atrair problemas, estou errado?

(Jack hesita por um momento por perceber que o promotor sabia até mesmo do “mal da família Yagami”)

Jack: Realmente, é algo que não controlamos... Mas não tem nenhuma relação com nossas atitudes. –Troca.

Junior: Melhor não começar a usar minha família de isca se não aguentar as consequências, tira.

Ban: Devo levar isso como ameaça...?

Akarenger: Ordem! Ordem! –martelando- Mantenham o respeito, acima de tudo.

Junior: Que seja.

Ban: Aproveitando que se juntou ao debate, “senhor Junior”, por que não dá seu parecer? O que o motiva a assumir o controle, por exemplo?

Junior: Eu faço quando me dá na telha, isso se o quatro-olhos não chiar.

Ban: Isso é um problema, já que você age sempre de forma prepotente e rebelde, botando até mesmo aliados em risco!

Junior: Se eles não conseguem me acompanhar, azar o deles. Me seguir é menos difícil do que ensinar um pato a desenhar na madeira.

Tsukasa: O-O que foi que ele disse? –perdida. Troca.

Jack: Queira me desculpar, como pôde ver, o Junior é deveras energético, mas nenhum de nós é uma ameaça, eu lhe garanto.

Junior: “Ei, nerdola, eu sei me defender sozinho, não enche!”

Jack: Agora não, Junior, você estava quase dando o que ele queria. –cochichou. Troca.

Junior: Como é que é? Ta me chamando de idiota?!

Ban: M-Mas eu não disse nada... –confuso.

Junior: Que eu saiba ainda tá na minha vez de responder, né não, Caxias?

Ban: S-Sim, mas... –Troca.

Jack: Mas se nosso objetivo é mostrarmos que somos confiáveis, você deve se comportar! –retrucou.

Kurumu: Começou... Esse insuportável do Junior...

Ban: Já vi que não vamos chegar a lugar algum... –sem paciência. Troca.

Junior: Não é?! Ahaahahahahahaha!!! –cortou.

Ban: Meritíssimo, ele, digo, “eles”, estão desviando das perguntas.

Akarenger: De fato, só estamos perdendo tempo...

Patren Ichigo:Ele deve malhar bem o pescoço... –impressionado.

Ban: Já que eles mesmos se perderam, vou mostrar algumas imagens dos problemas gerados por essas atitudes dos réus.

(Em meio às trocas incessantes, vídeos e fotos foram mostrados mostrando o literal comportamento explosivo principalmente de Junior. O martelo foi batido e o depoimento encerrado. Jack finalmente volta ao controle, mas era tarde demais)

Jack: M-Mas já acabou? Um instante...

Akarenger: Por favor, retire-se. Se nem você consegue se entender, não poderemos prosseguir com o debate.

Jack: Céus, que vexame...

Junior: “Culpa sua, ouviu?!” –fazendo birra.

Kurumu: Por que você não usa o Junior pra alegar insanidade e ser absolvido, Jack?

Jack: Lamento decepcionar. –voltando ao seu lugar, cabisbaixo- Agora preciso analisar formas de evitar isso numa próxima vez... –focado.

Kaito:Eu admito que não quis me meter dessa vez... –sem graça.

Doutor: Em meio a tantas vozes e peculiaridades, é o melhor mesmo.

Kazuya: O Jack-san ainda tem muito a aprender...

Akarenger: O próximo. –martelou.

(Agora entendendo a ordem, todos sabiam que seria a vez de Shiro, então ficaram despreocupados. Com exceção de Ryo)

Shiro: Né, Ryo? É a minha vez?

Ryo: Eu acho...

Ban: Agora é a vez de BlackPhantom, vulgo Shiro Shisoka. Pode vir.

Ryo: Isso responde...

Shiro: Até. –acenou depois de sair de seu lugar.

(No momento que Shiro se virou, todos se reuniram em volta de Ryo, surpreendendo-o)

Ryo: O-O que foi?

Madoka: Enquanto o Shiro-kun ganha tempo, precisamos que você seja o ponto de virada, Ryo-kun.

Kurumu: Eu odeio admitir, mas a dignidade dos Neo Halloweengers está em suas mãos!

Ryo: C-Comigo? E quanto ao Shiro? Quem sabe ele possa virar... –todos o encaravam com completa descrença.

Kiba: Você sabe exatamente o que vai acontecer, não amola.

Ryo: Na verdade... O problema é que eu não sei...

Cleo: O que quer dizer, jyu?

(Ryo ficou pensativo enquanto era encarado, como se soubesse de algo que não poderia ser dito)

Yuuki: Aposto que tá falando do Shiro entrar no “modo sério”, não é isso, kouhai? Talvez essa seja a chave pra virada! –ansioso.

Ryo: S-Sim! É verdade. Se ele levar isso a sério, tenho certeza que...

Shiro: O quão alto é esse prédio?

Todos: “Esquece...” –perplexos.

Ban: Lamento, Shiro, mas no momento eu quem faço as perguntas. Dito isso, BlackPhantom consta como uma verdadeira incógnita em nossa analise. A principio, você é classificado como hibrido de fantasma, o que por sua vez já é algo que foge da nossa compreensão, mas... A falta de informações concretas é o que me deixa preocupado.

Shiro: Então... Eu não sou culpado?

Ban: N-Não decidimos isso ainda, então tecnicamente não...

Shiro: Então posso ir?

Ban: N-Não, nem começamos seu depoimento ainda! –nervoso.

Shiro: Ah é...? –coçando a cabeça- Achei que tinha começado no Doutor.

Yuuki: Tá, ele está mesmo ganhando tempo.

Cleo: Ele é muito bom nisso, jyu. –impressionada.

Kaito:Será que o Ban-san vai aguentar...?

Ban: Por favor, concentre-se! Você ainda está sob julgamento. –nesse instante, Shiro levanta a mão- Pois não? –impaciente.

Shiro: Eu queria fazer uma pergunta pro senhor juiz. –Ban fica confuso.

Akarenger: B-Bem, não vejo problema. Diga, rapaz.

Shiro: Já que você é o primeiro Sentai, seu time tinha todas as cores? Até um Kurorenger?

Akarenger: N-Não! Nós somos em cinco, e quando nós cinco nos unimos, nós somos...

Tsukasa: Ahem! –interrompeu.

Akarenger: Desculpe, é mais forte do que eu. Haha! –retomando a postura.

Ban: Protesto! O réu está fazendo perguntas capciosas para influenciar o juiz e fugir do foco!

Shiro: Ah! Era...? Desculpe... –reverencia, arrependido.

Ban: Você... Por acaso está me fazendo de bobo...? –começando a se irritar- Pode parar com as gracinhas...!

(Quando Ban se aproximou da tribuna e levantou a voz, foi surpreendido. Repentinamente, em meio a uma nevoa violeta, surge uma mulher-aranha de braços cruzados entre o Dekaranger e

Shiro. Pela expressão, ela não parecia nada feliz com o tom do detetive. Essa era Widow, “parceira” super-protetora de Shiro)

Widow: Você não está tentando intimidar o Honey, está?

Madoka e Tsukasa: KYAAAAAAAAAAAAAAH!!! UMA ARANHA!!! –ambas se escondem atrás de suas bancadas, desesperadas.

Ryo: Nós esquecemos completamente da Widow! –“face palm”.

Jack: Esquecemos justo do pior cenário?! –frustrado consigo mesmo.

Kiba: Essa desmiolada vai acabar com a gente! Eles vão partir pra retaliação! –alerta.

Kaito:Aaaaah! Espera! Espera! É um mal-entendido! –desesperado.

Yuuki: Calma, Madoka, ela não fez nada... Ainda. –preocupado.

Cleo: Vocês já não tinham se resolvido, jyu?

Madoka: É força do habito... Meu corpo agiu por conta própria... –encolhida.

Tsukasa: Aí credo! Nem chega perto, se não eu te processo! –enojada.

Widow: Aquelazinha ali já não vai mais arrastar asinha pro Honey. Já você... –virando-se para Ban.

Ban: Nós tínhamos um acordo dos demais monstros não interferirem! Se nos ameaçar, teremos de usar a força! –levando a mão até seu changer, sério.

Kaito:Eu já disse que foi um engano! Vamos nos acalmar! –segurando Ban, tentando inutilmente controlar a situação.

Shiro: Widow.

Widow: Pode falar, Honey~! –meiga.

Shiro: Estamos no meio de algo importante. É falta de educação interromper. –Widow sentiu tais palavras como uma faca.

Widow: Desculpa, Honey! Eu achei que eles estavam sendo maus com você! –arrependida.

Shiro: Obrigado, por me defender. Mas... Não quero que pensem que é mal-educada.

Widow: Aaaaaaaawnt~! O Honey se preocupa comigo~! –revigorada- Certo, se precisar é só chamar!

Gargoyle: Eu não sabia que a relação deles era tão... “Intensa”... –preocupado.

Kiriko: Acredite, é só a ponta do iceberg...

Kazuya: A confusão foi evitada... –aliviado.

(Widow bateu continência sorridente, indo em direção a Patren Ichigo, como se ela fosse assumir o posto de guarda pessoal de Shiro a partir dali. Ninguém questionou para evitar mais problemas, nem o Dekaranger e seu time questionaram quando Widow fez um sinal de que ficaria de olho neles)

Shiro: Pode ficar tranquila, o Ban-san é uma boa pessoa.

Ban: B-Bem... –desprevinido- Eu agradeço que pense isso, mas por que exatamente? Ainda estou te julgando aqui, sabia? –curioso.

Shiro: É por que... O Ban-san disse que enfrenta alienígenas malvados, não era?

Ban: É isso mesmo, os Alienizers. Mas ainda não entendi a relação.

Shiro: É que eu... Detesto mesmo, alienígenas maus.

(Num instinto inexplicável, o ranger vermelho da SPD leva a mão até o changer e encara Shiro, respondendo-o sério)

Ban: Eu garanto, não tem nenhum alienígena mau na SPD.

(Um silencio se instaurou, apesar do desespero de Ryo estar crescendo. Parecia que só Ban havia recebido um choque, enquanto os demais apenas observavam naturalmente. O meio-fantasma foi quem quebrou a tensão)

Shiro: Então é por isso que o Ban-san é uma boa pessoa. –na mesma hora, Ban respira aliviado- E é por isso que eu estou do lado dos Super Sentais!

Ban: Como é?

Shiro: Se os Super Sentais só são amigos de quem é do bem e enfrentam aliens maus, então eu também quero ser amigo de todos os Super Sentais.

(Sem entender nada, parecia que uma possível crise havia se encerrado. No final, todos trataram aquilo como mais uma brincadeira, para alivio principalmente do meio-Kraken que quase se desidratou de tanto suar. Widow escoltou seu amado até voltar para a Essence, fazendo um sinal de polegar para baixo, como último aviso)

Kaito:O que aconteceu aqui? –confuso.

Doutor: Nem queira saber...

Ryo: Não falem mais do “gatilho” dele, por favor...

Ban: Foi minha imaginação...? –pensativo.

(Shiro acaba sendo dispensado sem ao menos ter dado um depoimento de verdade. Seus companheiros estranharam, mas deram de ombros)

Yuuki: Que bom que deu tudo certo, né, kouhai? Até tive um vislumbre do seu lado sério. –Shiro só concorda com a cabeça, mas não entendeu a ultima parte.

Shiro: Né, Ryo?

Ryo: O que foi, Shiro? –se recuperando.

Shiro: Os Super Sentais são legais, né?

Ryo: A-Acho que sim... –sem graça.

Kiriko: Nii-san... Isso foi...? –preocupada.

Kazuya: Já temos preocupações de mais no momento. –aceitando.

Akarenger: Não entendi bem o que aconteceu, mas... Que venha o próximo. E que seja mais tranquilo... –martelou em meio a suspiros.

Ban: Excelência, agora é a vez do último classificado como Neo Halloweenger. Estou convidando SilverKraken, seu nome é Ryo Donzoko. Por favor, apresente-se!

Ryo: Sim! –de prontidão.

Yuuki: Manda ver, kouhai!

Madoka: Mesmo que não tenha se preparado... –retomando a postura.

Doutor:Não se preocupe, Ryo-kun, ficarei de olho por aqui.

Shiro: Boa sorte. –acenou.

Ryo: Obrigado. Que pressão... –nervoso.

(O rapaz se sentou no púlpito e ficou estático, pensando no rumo que aquilo tomaria)

Ryo: Certo! O pessoal conta comigo. –respirando fundo.

Ban: Senhor Ryo...

Ryo: Sim?! –na lata.

Ban: Vou parabenizá-lo... Sua ficha é a mais limpa dentre todos os Halloweengers. Bom comportamento, recatado, altruísta, observador... E junto com BlackPhantom é um Halloweenger oficial, vocês passaram no treinamento com maestria. -lendo a ficha.

Ryo: Ainda bem... –aliviado.

Ban: Porém... –assustando Ryo- O que me preocupa é... Como posso dizer... A “genética”?

Ryo: Oi? –confuso.

Ban: Eu comentei que era difícil de conceder um hibrido de fantasma e humano... Mas agora um Kraken?! Em nossos mundos existem lendas sobre essa criatura e de como ela devastava os navios de viajantes. Consegue nos dizer se Krakens no seu mundo se encaixam nessa descrição?

Ryo: Na realidade, sim. Eles também se encaixam nisso. Mas eu só posso responder por mim.

Ban: Entendo... Isso realmente me deixa encucado... Uma criatura tão estrondosa ter um filho tão inofensivo...

Kaito:Objeção!

Akarenger: Certo, Kaito-kun, pode falar.

Kaito:Faz um tempo que eu não interrompo, mas... Curiosidade Zenkai! Eu também tava me coçando pra entender mais da sua família, Ryo-kun!

Ban: A defesa pode fazer isso? –confuso- Apesar de também estar curioso...

Akarenger: Eu acredito que isso pode nos ajudar a determinar se Ryo-kun pode ou não se tornar uma possível ameaça devido ao sangue que corre em suas veias. Seria isso?

Kaito:B-Bem, isso também... –sem graça.

Ban: Então nos diga, como foi ser criado por um Kraken?

Ryo: Na verdade... Eu fui criado pela minha mãe humana... Eu nunca... Conheci meu pai... –envergonhado.

Ban: I-Isso...! –chocado.

Kaito:Mentira...!

(Todos do recinto ficaram um pouco ressentidos por ter obrigado o jovem a tocar nesse assunto. Ban logo fez questão de se reverenciar em respeito)

Ban: P-Peço minhas mais sinceras desculpas! Mesmo sendo um réu, não queria faltar com tal respeito! –arrependido.

Ryo: T-Tá tudo bem... Eu mesmo só sei um pouco do que minha mãe contava. Não tenho problema em falar disso, se ajudar no depoimento.

Ban: Por favor. –ainda abaixado.

Ryo: Bem, minha mãe o conheceu numa viagem pras Bahamas. Ela é bem azarada, foi umas das poucas sortes que ela deu na vida, de acordo com ela...

(Ryo então se colocou a contar um pouco da historia da sua família e, impressionantemente, todos daquele julgamento escutaram atentamente o seu desenrolar)

Ryo: Antes de eu nascer, ela disse que meu pai foi obrigado a retornar ao mar e que prometeu que um dia a veria novamente, mas sempre nos manteria seguros...

(Todos acenavam a cabeça, fascinados. A cada reviravolta, todos reagiam com mistos de preocupação, emoção e vitoria)

Ryo: Minha mãe apesar de ser muito gentil é um pouco atrapalhada, além disso passamos por dificuldades. Por isso, eu sempre a ajudei sendo o homem da casa muito cedo...

(Com o passar do tempo, mesmo debaixo dos capacetes, alguns dos ranger do local estavam com os olhos marejados, e quanto aos que estavam na forma civil- obviamente- seria impossível de esconder)

Ryo: Como os pais do Shiro vivem viajando, nós o recebemos em casa. Minha mãe ficou tão feliz de ter mais companhia. Claro que eu trabalhei dobrado pra manter tudo em ordem. E também...

Ban: Já pode parar... –cortando-o ao erguer sua mão e limpar as lagrimas com a manga no outro braço- Você já provou... Você é um bom garoto!

Tsukasa: Sim! Sim! Você foi tão forte mesmo tão novo! Você é o filho que toda mãe sonha em ter! –soluçando.

Kaito:Bondade Zenkai! –choroso- Parecia a descrição de um conto de fadas! Estou torcendo por um final feliz!

Akarenger: Esplêndido! Seu sangue não diz nada, você possui um verdadeiro coração de ouro, jovem! –satisfeito.

Ryo: Mesmo eu vestindo prata... –sem graça.

Ban: Pode ir! Eu não sei sobre seus amigos, mas você é inocente!

Ryo: O-Obrigado a todos... Eu acho... Haha! –praticamente sem entender o que havia acontecido.

(A surpresa foi ver o estado em que seus companheiros o receberam após o relato)

Yuuki: Você é o melhor kouhai que eu poderia ter! –emotivo.

Cleo: Coitadinho do Ryo-kun, jyu! –chorando.

Madoka: Sabia que não decepcionaria... –tapando a boca, emotiva.

Kageyama: Eu quero me tornar alguém como você! –chorou, inspirado.

Kiba: Você é um verdadeiro homem! –orgulhoso.

Shiro: O Ryo é bem legal. Eu estava lá.

Jack: Temos muito a aprender com você, Ryo-kun! –impressionado.

Junior: “Inacreditável, esse cara...” –emocionado.

Kurumu: Ryo-kun~! Eu me sinto tão mal pelo jeito que te tratei! –soluçou, arrependida.

Doutor: Eu soube que era a escolha certa desde que te vi pela primeira vez, Ryo-kun! –orgulhoso.

Ryo: Pessoal, não é pra tanto...

Gargoyle: Ryo-dono!!! –voando ao redor dele como se tentasse abraçá-lo.

Ryo: Ei!

Irmãos: A gente te entende!!! –chorando compulsivamente.

Ryo: E-Esperem! –nervoso- Eu acho que preciso de água...!

Akarenger: Façamos um intervalo para acalmar os ânimos. –martelou.

Continua...


Notas finais
Pra compensar o imprevisto, postarei a proxima parte um pouco mais cedo, mas depois disso, tudo deve seguir normalmente o cronograma. Espero que tenha curtido, mesmo essas primeiras partes sendo mais falatório, mas faz parte da proposta, tem muito mais por vir ainda. Vejo vocês depois