Bakemono Sentai Halloweenger: Filmes e especiais.
11 Bakemono Sentai Halloweenger: Celebração 10 Anos Capitulo 2
Notas iniciais

Bakemono Sentai Halloweenger 10 Years Celebration:
O Grande Julgamento dos Super Sentai!
Capitulo 2: Tensão Zenkai! O depoimento derradeiro.
(Voltando a normalidade daquele julgamento incomum, já haviam passado metade dos Halloweengers e tudo que conseguiam pensar era: Se com os Neos, monstros híbridos, já tinha sido uma dor de cabeça, o quão maior seria o desafio contra monstros puros, ou seja, os 5 rangers principais)
Kageyama: Admito que estou ficando nervoso...
Cleo: Eu também, jyu!
Kiba: Não podemos baixar à guarda.
Yuuki: Daqui pra frente vai ser mais complicado, não devemos nos desesperar!
Kaito:É isso mesmo, contra seus amigos eles até pegaram leve, mas definitivamente não vai ser do mesmo jeito com monstros reais.
Kurumu: Leve uma ova! –revoltada.
Doutor:Tomem cuidado, garotos. Eu tenho um palpite de qual direção eles pretendem levar o debate.
Kazuya: Só que por outro lado, é a oportunidade perfeita de mostrar que mesmo monstros podem ser heróis! –otimista.
Kiriko: É verdade, se mostrarem pra eles toda a experiência que tiveram lutando pela superfície, não terá discussão!
Gargoyle: Mandem ver, jovens mestres!
Akarenger: Certo, podemos prosseguir com o julgamento?
Ban/ Kaito:Sim, vossa excelência!
Akarenger: Pois bem, que o julgamento continue. –martelando.
Madoka: Acredito que a próxima sou eu. –séria.
Ban: Continuando, chamo agora PinkWitch, senhorita Madoka Matoi para depor.
Madoka: Certo! –preparada.
Kurumu: Força, Madoka-senpai!
Ryo: Boa sorte!
Yuuki: Você consegue, Madoka!
Madoka: Obrigada, mas já digo que será moleza. Se eles procuram alguém que assim como eles detesta o mal, então chegou minha hora de brilhar! –confiante.
(Madoka chega ao púlpito esbanja toda sua tranquilidade. Sentia que não ia perder de forma alguma)
Ban: Certo, sobre nossa analise... PinkWitch pode ser considerada a “cabeça” das operações dos Halloweengers, depois do líder. –Madoka se sentiu lisonjeada- Ou seja, precisamos ter atenção com suas ações. Para começar, seu visual. Imaginei que preferiam se manterem escondidos.
Madoka: Pra você saber, eu tenho muito orgulho das minhas raízes e nada mudará isso!
Ban: Nesse caso, eu gostaria de entender... –repentinamente, Madoka ergue a mão na frente dele e o corta.
Madoka: Já sei o que vai dizer, então já vou deixar claro: Eu sou uma bruxa-branca, todas as minhas magias servem pelo bem dos outros. Nem se atreva a me comparar com qualquer escória de usuário de magia-negra, ok? –direta.
Ban: Não tem problema, os Magirangers inclusive podem confirmar a veracidade do que diz, então fique tranquila. De fato, agora que sei que existe essa divisão em seu mundo, isso poupa a nós dois.
Madoka: Então, como alguém que fez um voto solene de sempre usar a magia para o bem, acredito que minha parte já está encerrada, correto?
Ban: Não é bem assim.
Madoka: M-Mas por quê? –confusa.
Ban: Você diz que suas magias são todas “bondosas”, mas eu preciso fazer algumas averiguações. Colocarei exemplos na tela e quero que me explique como isso é usado de forma “pacifica”.
Madoka: Sem problema.
Ban: Vejamos então. Primeiro: Magia de fortificação.
(Ao dizer isso, aparece um trecho em vídeo de Madoka usando sua técnica. Isso se sucederia nas próximas também)
Madoka: É basicamente pra auto-defesa e ajuda em treinos. A maioria das que eu uso tem esse intuito.
Ban: Em seguida:Magia de ventania capaz de criar ventos cortantes?
Madoka: É só uma magia elemental comum que foi refinada para auto-defesa.
Ban: Certo... Magia de criação de correntes?
Madoka: Ok, essa é meio especifica, mas é só uma magia de criação de objetos. Se eu quiser eu crio roupas também, vai dizer que isso é perigoso?
Kurumu: Depende do senso da pessoa... –brincou. Cleo acaba deixando escapar um riso.
Ban: Magia paralisante?
Madoka: Calma. Ela é usada em tratamentos e serve justamente pra segurar ameaças.
Ban: Magia de explosão?
Madoka: Tá bom... –ela finalmente perde a pose- Eu admito que é meio exagerada, mas é uma magia de ataque que a maioria dos magos aprende. Eu nunca usei em nada que não fosse maligno.
Ban: Você diz isso, mas como explica... Magia de apagar memórias?
Madoka: Olha, não se confunda, é uma magia que serve pra apagar traumas! É basicamente terapia! –contornou- Mas espera aí... Vocês mesmos disseram que iam apagar a memória do Cameraman àquela hora! Agora quer me acusar com isso?
Kaito:Essa seria a minha objeção! –surgindo ao lado de Madoka.
Ban: Muito inteligente. Eu já esperava que trouxesse isso à tona. A diferença é que, para manter a integridade dos civis envolvidos neste julgamento sigiloso, nós pagamos os registros para que pensem que foi apenas um sonho. É uma medida de segurança para todos os lados.
Madoka: Você só deu uma explicação enrolada da mesma coisa que eu faço! –bravejou.
Kaito:Hipérbole Zenkai!
Ban: Pra provar este ponto, trarei uma “vitima” de tal processo, se posso chamar assim, para testemunhar.
Madoka: Pra que se você vai apagar a memória dele depois?! Você só está provando meu ponto! –retrucou.
Ban: Vou pedir para chamarem o senhor Tsurugi Yuutaka, o caçador de monstros que atua na cidade dos Halloweengers! Ele também é chefe de Kenzaki que apareceu mais cedo.
Akarenger: Aprovado.
Madoka: Vocês estão me escutando?!
Kaito:Faremos outras perguntas pra ele, não foque nisso.
(Com a ajuda de Gozyuwolf, o caçador é convocado perante a tribuna)
Tsurugi: Mas hein...? Que lugar é esse?
Kiriko: E lá vamos nós de novo...
Kazuya: Estou mais preocupado com a reação dele...
Tsurugi: Que isso? Por que tem tantos Halloweengers? Por acaso me trouxeram pra seu covil? Que bizarro!
Madoka: Vamos lá, expliquem pra ele pra depois apagar a memória... –ironizou.
(Uma explicação depois...)
Tsurugi: Eu sempre suspeitei... Então a garota de cosplay e os amigos eram mesmo os Halloweengers. Isso explica muita coisa.
Ban: Eu disse que o visual deixava na cara.
Madoka: Hmpf! –virando o rosto.
Tsurugi: Então, o que querem de mim?
Ban: Quero que saiba, senhor Yuutaka, que a réu usou uma magia que apaga as memórias em você.
Tsurugi: Serio?! E o que mais ela usou? Controle mental? Leitura da mente? –desconfiado.
Ban: Nada disso, isto é uma habilidade de sua companheira. –em resposta a “indireta”, Kurumu mostra a língua para ele.
Kaito:Objeção!
Akarenger: Sim!
Kaito:Ban-san está tentando provar que a magia da minha cliente causou algum problema no Yuutaka-san, mas a verdade é que ele era o culpado na ocasião!
Madoka: Isso aí! Eu fiz um favor pra ele, apaguei o vexame que ele passou.
Tsurugi: Isso é... E o que... Eu fiz? –preocupado.
Kaito:Kazuya-kun, por favor. –nesse instante, Kazuya se levanta.
Kazuya: Você acabou me machucando quando entrei na frente de um monstro que você ia atacar. Você só agiu por medo, não precisa se culpar. Eu também fui duro com as palavras...
Tsurugi: Eu... Entendo. –conformado- E então, era só isso?
Ban: Também gostaria de saber: Como é um caçador de monstros e os conhece bem, você julgaria os Halloweengers como ameaça? Acredita que a presença deles atraiu o perigo à cidade?
(Todos já esperavam os ataques vindo do caçador, era assim que o enxergavam. No entanto, Tsurugi se colocou a pensar, respirou fundo e só depois respondeu)
Tsurugi: Pra ser honesto, eu pensava que sim. Só que... Depois de tudo que fizeram, depois de vê-los se arriscar e mostrar mais hombridade do que eu... Não tem como não dar o braço a torcer. Em todos esse anos de trabalho, nunca vi nada igual. Eles são mesmo... Heróis. –sorrindo.
(Os monstros arregalaram os olhos, mesmo tendo indícios, não acreditavam que Tsurugi Yuutaka admitiria aquilo. Todos levantam um leve sorriso, verdadeiramente tocados)
Madoka: Obrigada. Só por favor, pare de julgar o livro pela capa.
Tsurugi: Vou me esforçar. Haha!
Tsukasa: Eu o saúdo. –batendo continência- Mas é uma pena... Já que ele se esquecerá disso e só terão o registro arquivado.
Tsurugi: Como é? –preocupado.
Madoka: Mas nós não esqueceremos.
Tsukasa: A propósito, desculpe me intrometer, mas acredito que esse depoimento deva ser encerrado o quanto antes.
Ban: Por quê?
Akarenger: Estou curioso. Te passo a palavra, Tsukasa-kun.
Tsukasa: Entendo as pistas levantadas pelo investigador Ban, mas comentar sobre a vestimenta de uma mulher sem autorização pode resultar em um processo contra ele.
Ban: Hein?! –espantado.
Tsukasa: Também acho que, por mais bem intencionado, usar a questão do apagamento de memórias também nos coloca em questionamentos éticos.
Akarenger: É verdade. Como foi provado que houve um contexto e não gerou sequelas, o recurso de pagamento de memória não deve ser questionado. –martelou.
Ban: Mas, meritíssimo! –implorou- Eu ainda nem comentei sobre a relação entre PinkWitch e o líder dos Halloweengers! A proximidade deles pode ser uma evidencia de que estão tramando algo!
Madoka: H-Hein?! –em segundos, Madoka corou completamente- Q-Que relação? Eu e o Yuuki não temos nada!
Tsukasa: Isso pode ser visto como assédio, Ban-san.
Ban: Não pode ser! –desesperado.
Kaito:A Tsukasa-san não perdoa mesmo...
(Enquanto isso se desenrolava, todos pararam para encarar Yuuki que, coincidentemente ou não, também estava corado)
Yuuki: O-O que foi? –envergonhado.
Akarenger: Antes que as coisas se compliquem mais, vamos ao próximo depoimento. –martela- Agradeço as observações, Tsukasa-kun.
Tsukasa: Ás ordens.
Ban: Tomarei mais cuidado a partir daqui... –retomando a postura- Seguindo então, é a vez de chamar YellowMummy, a senhorita Cleopatra... Que nome grande... Cleopatra Hamsés Atem Amon Rá III... –lendo pausadamente- Isso. Apresente-se a corte, por favor.
Cleo: Yes sir! –batendo continência.
Kurumu: Arrasa, Cleo-tan!
Kageyama: Cleo-san, tome cuidado!
(Sentando-se a tribuna, Cleo tentou manter uma postura um pouco mais séria)
Cleo: Pode me chamar só de Cleo, jyu.
Ban: Certo. Indo a nossa analise, dois detalhes me preocupam ao falar de YellowMummy. O primeiro é sua forma de agir imprudente, sempre se colocando em riscos e tomando decisões precipitadas.
Cleo: Eu peço desculpas por causar problemas, pessoal, jyu! –reverenciando repetidamente.
Ban: O segundo, e mais relevante, é o fato dela ser uma princesa de uma cultura completamente isolada. Ela se assemelha a cultura egípcia que nós conhecemos, entretanto, o choque cultura já provocou muitas situações inesperadas. Juntando esses dois fatores concluo que Cleo pode se tornar uma ameaça imprevisível a longo-prazo.
Cleo: N-Não é nada disso, jyu! Eu adoro conhecer novas culturas e explorar meus limites, jyu! Eu jamais faria algo pra acabar com isso, jyu!
Kazuya: Na verdade a imagem da Cleo-san como governanta nem me passa a cabeça... –suspirou.
Kiriko: Eu te entendo...
Ban: Então pra começar, você entende que nosso julgamento é bem diferente do que está acostumada? Precisamos que siga nossas normas para tudo corra bem.
Cleo: Então não vão medir meu coração na balança, jyu? Ufa, estava preocupada, jyu.
Kaito:Objeção!
Akarenger: Pois não?
Kaito:Tá mais pra uma observação... Só quero deixar claro que não devemos basear a cultura da minha cliente completamente pelo que conhecemos de cultura egípcia. Isso seria errado de qualquer jeito.
Ban: Vou me atentar a isso, é claro. Sendo assim, pra entendermos que podemos dar um voto de confiança a senhorita Cleo, preciso perguntar: Que tipo de reinado ela pretende criar?
Jack: Eu não me preocuparia com isso.
Ryo: Conhecendo a Cleo-senpai, deve ser algo totalmente inofensivo.
Doutor: O reinado de sua família tem mantido uma verdadeira utopia por gerações. Com certeza Cleo-kun seguirá esses passos devido a seu sendo de dever.
Cleo: Ai, assim você me pega desprevenida, jyu! São tantas coisas pra pensar, jyu... –começando a raciocinar
Yuuki: Aposto que ela está pensando em doar um gatinho pra cada cidadão.
Madoka: Ou também em como fazer a moda ser toda baseada em ataduras.
Kiba: Por sorte ela não é uma princesa mimada, então não deve ser ruim.
Cleo: Bem, pra começar... Acho que começaria remodelando a jornada de trabalho, as pessoas trabalham demais e não são bem remuneradas, jyu. As funções principais da sociedade deveriam ter a maior carga, mas sempre com outros profissionais de prontidão pra trocar os turnos e permitir um tempo maior de repouso, jyu
Ban: Hein? –estranhou.
Cleo: Falando nisso, a medicina avançou consideravelmente, jyu. Nossos métodos são muito antiquados, mas sem um sistema de saúde voltado as grandes massas, de nada adianta, jyu. Pra melhorar isso, apostaríamos na cultura da agricultura como principal fonte de alimentação saudável e incentivaria as atividades físicas publicamente, jyu.
Kaito:Wow!
Cleo: Essa tal internet e a tecnologia moderna também melhoria muito a vida no reino, mas deveria ser dosada pras pessoas não se tornarem dependentes, jyu. Poderíamos ter TVs com espetáculos culturais que incentivassem a participação do publico, jyu. Isso também ajudaria na educação e melhoraria a infraestrutura com mais pessoas formadas e aptas a trabalhar onde quisessem, jyu.
Kazuya: Mas hein?
Cleo: Falando em infraestrutura, acho que deveríamos nos apegar mais ao uso da matemática e aplicação de sistemas hidráulicos mais eficientes pras pessoas não se preocuparem com saneamento-básico e acesso a moradia, jyu. Talvez com alguns cálculos em locais privilegiados, jyu?
Kiriko: Ei, ei, ei...
Ban: M-Mas e o sistema de servidão que vocês possuem? Você já foi flagrada se referindo a trabalhadores assim?
Cleo: É que todo meu povo serve a comunidade de bom grado, por isso chamamos eles assim, jyu. Depois eu descobri que tem outra conotação na superfície, jyu. Agora eu aprendi que os termos certos podem ser “cidadãos”, “vizinhos”, “companheiros” até mesmo “irmãos”, jyu.
Ban: Kyah! –chocado.
(Todos estavam espantados, focados completamente no discurso de Cleo. Até seus amigos estavam descrentes de que era a mesma Cleo que conheciam pregando um discurso tão convincente. O único que não se surpreendeu foi Kageyama)
Kageyama: Parece um paraíso.
Yuuki: Né, Kageyama...? –processando.
Kageyama: Sim?
Yuuki: A Cleo sempre foi tão... Como posso dizer...
Madoka: Articulada?
Kageyama: Vocês não se lembram do tempo de escola? A Cleo-san era a melhor da turma dela na maioria das matérias. Principalmente em matemática.
Madoka:Nós éramos de turmas diferentes...
Kiba: Ela nunca comentou...
Kageyama: Apesar de agir por impulso, a Cleo-san leva os deveres com reino dela muito a serio. Ela quer ser uma sucessora digna.
Kurumu: Então a Cleo-tan era um gênio afinal...?
Jack: Bem, se analisarmos a civilização do Antigo Egito e tudo que apresentaram ao mundo...
Ryo: Sem a parte das limitações mortais e regras terrenas...
Doutor: Seu pós-vida é uma utopia...
Irmãos: Faz sentido...
Gargoyle: Esplêndido...
Shiro: Ela já tem meu voto.
Kageyama: Meu também!
Cleo: Acho que é isso, jyu. Será que esqueci algo, jyu?
Ban: Sem mais perguntas...
Akarenger: Incrível... –martelou, impressionado.
Cleo: Viva, jyu! –celebrou.
Kaito:Incrível! Você é incrível, Cleo-chan! Rainha Zenkai!
Cleo: V-Você acha, jyu? –lisonjeada.
(Entre aplausos dos amigos, Cleo voltada junto a Kaito e Kageyama começava a ficar nervoso. Não só por um breve ciúmes, mas principalmente preocupado em como iria se superar quando desse seu depoimento)
Cleo: Acho que correu tudo bem, jyu! –mandando sinais de paz.
Kageyama: Foi demais, Cleo-san!
Cleo: Obrigada, jyu! Acho que eles gostaram de eu falar sobre a TV, jyu.
Todos: “Agora parece a Cleo de sempre...” –pensaram sincronizados.
Akarenger: Estamos na reta final, chame o próximo. –martelou.
Ban: FrankenGreen, o senhor Kageyama Stein Junior, por favor, dirija-se a tribuna.
Kageyama: É meu turno agora...? Será que vou conseguir...? –nervoso.
Doutor: Está tudo bem. Não precisa se cobrar demais. –segurando no ombro do filho.
Yuuki: Seja você mesmo e dará tudo certo.
Cleo: Mostre pra eles o seu lado legal, Kage-chan, jyu!
Kageyama: O-Obrigado. –revigorado.
(Direcionando-se até o púlpito com frio na barriga, ao se sentar, Kageyama fica todo encolhido)
Kageyama: Olá...
Ban: Serei breve: Em nosso banco de dados você consta como possivelmente o Halloweenger mais inofensivo.
Kageyama: É-É mesmo?
Ban: Mas! –cortou- É impossível ignorarmos o principal problema quando se fala do monstro de Frankenstein. Seu corpo é o problema aqui!
(Kageyama se olhou, sentindo também centenas de olhares o encarando, mas não havia para onde correr, ele já sabia que chegaria nessa questão)
Ban: O corpo dele é a evidencia, não vou ser processado por isso, certo? –preocupado.
Tsukasa: A-Acho que é um caso a parte...
Ban: Que alivio... É impossível não trazer à tona o quão preocupante é deixar uma criatura feita com partes humanas interagir livremente com as pessoas.
Kageyama: S-Sobre isso... –erguendo a mão.
Kaito:Objeção!
Akarenger: Concedido.
Kaito:Por mais macabro que pareça... E eu concorde... Todas as partes que formam Kageyama-kun tiveram autorização previa para serem usadas!
Kageyama: Eu já ia falar isso...
Ban: E como foi isso?
Doutor: Permita-me explicar! –erguendo-se de seu acento.
Akarenger: Eu autorizo como testemunha.
Doutor: Primeiramente, o óbvio é achar um corpo. Depois, usando algum item próximo, faço uma sessão mediúnica para conversar com o espírito e solicitar o uso daquela parte. Diferente de meus descendentes, eu prezo pelo respeito aos que já se foram.
Ban: Mas Kageyama ao menos sabe a quem pertenciam tais partes? Por exemplo, as mãos?
Kageyama: A-Acho que de um escultor...
Ban: As pernas?
Kageyama: A direita é de um jogador de basquete, a esquerda de um universitário. Eu acho...
Ban: Braços, tronco, olhos?
Kageyama: Acho que... Isso é...
(Kageyama começava a se perder com tanta informação. Faíscas começavam a brotar de seus parafusos até que Kaito intervém)
Kaito:Objeção! Estão pressionando meu cliente sem dar a ele tempo de resposta!
Akarenger: Ban-kun, mais paciência, por favor.
Ban: Hmpf! –pigarreia- Eu me empolguei. Voltando ao assunto, o que mais me entristece é imaginar como elas devem se sentir ao vê-lo sempre se menosprezando e sendo derrotado facilmente!
Kageyama: I-Isso é... –quase entrando em curto.
Ban: Esse é o motivo de te acharmos inofensivo. Talvez essas pessoas se sentissem orgulhosos de fazer parte de um grande guerreiro, mas da forma que age, só colocará todos a sua volta em perigo. Pode dizer que não age como um monstro, mas também não age como um guerreiro! Como vai proteger algo assim?
Kageyama: E-Eu sinto... Sinto muito... –desequilibrado.
Ban: Você não sente vergonha da forma que age? Não vê que está manchando o legado dessas pessoas?
Kaito:Espera, não é assim também... –preocupado.
(Quando o curto parecia que ia ocorrer, Kageyama quase cai para trás, mas, no meio do caminho, ele vislumbrou os depoimentos de seus colegas até agora e se inspirou. Não deixaria ter sido em vão. Ele segura na mesa como apoio pra retornar ao lugar, respira profundamente e encara a mão herdada)
Kageyama: Normalmente, eu só concordaria e me deixaria abalar, mas dessa vez... Dessa vez não! –sério- Mesmo não os conhecendo, eu sou grato a tantas pessoas me darem a chance de viver! Eu tropecei muito e continuo tropeçando, mas eu não posso mais ficar no chão, principalmente por que... –ele encara os outros Halloweengers- Eu não quero ser um fardo pra ninguém! Não importa do que eu seja feito, o coração que eu tenho, pertence somente a mim! E ele não vai se abalar, não agora! –determinado.
Kaito:O Kageyama-kun não age como os monstros que estamos habituados. Ele é prestativo nas tarefas domésticas, estudos e no altruísmo. Assim como já comentamos anteriormente, sua origem não faz quem ele é, mas sim suas atitudes.
(Em volta, todos os Halloweengers concordavam a seu modo)
Ban: Parece que existe uma determinação, afinal. Encerro por aqui, tem coisas mais importantes pra se tratar.
Akarenger: Um depoimento breve, sem problemas. Passaremos ao próximo. –martelou. Troca.
Junior: Falou bonito, cabeçudo. –comentou enquanto Kageyama se aproximava.
Shiro: Passa confiança.
Kurumu: Se mostrasse mais esse lado, poderia ser mais popular, Kawaguchi-kun.
Ryo: O nome completo dele foi dito agora pouco, por favor, Kurumu-san. –incomodado.
Kageyama: Pessoal... –tocado.
Madoka:Não liga pra parte do inofensivo, não é disso que somos feitos.
Yuuki: Meu irmãozinho é bom do jeito que é, afinal, ele sempre teve essa coragem interior! –abraçando o irmão.
Cleo: Isso, isso, jyu! Kage-chan, por favor, nunca mude, jyu!
Doutor: Esse é o filho de que tanto me orgulho. –após dizer isso, ele olha de relance para trás, escondendo o rosto, provavelmente emocionado.
Kageyama: O-Obrigado...! –emocionado.
Kazuya: Inofensivo, eles disseram. Basta olhar pro Kageyama e pros outros pra perceber isso!
Gargoyle: Eles são muito gentis e confiáveis. Ainda acho esse julgamento infundado.
Kiriko: Na verdade, não dá pra se dizer isso de todos. Além dos primos, o que realmente me preocupa é... –encarando alguém.
Kiba: Quem mandou essas caras nos subestimarem? Vão passar mais vergonha.
Ban: Seguimos agora para o penúltimo Halloweenger, BlueWolf, também chamado de senhor Kiba Mangetsu. Apresse-se!
Kiba: Finalmente chegou minha vez. –impaciente.
(Antes de ir, Kiba é interrompido por Yuuki que segura seu ombro)
Kiba: Hã? –rosnou.
Yuuki: Então, Kiba, só falta eu e você pra depor, então não precisa perder a calma, beleza? –sorridente.
Kiba: Como é que é? –logo Madoka se aproxima também.
Madoka: Ele tá dizendo pra você não estragar tudo por causa do seu temperamento, seu bocó! –bravejou.
Kiba: Tá, que seja! Não amola. –retrucou.
Yuuki: Vamos ver quem mexe mais com eles? –oferecendo o punho em cumprimento.
Kiba: Esse negocio é mais sua praia. –sorrindo de canto- Mas eu não vou perder.
(Mesmo o orgulhoso lobisomem retribui o cumprimento. Era o cumprimento compartilhado entre ele e Yuuki- socar os punhos e separá-los fazendo o “sinal do rock”. Com isso, seguiu seu rumo à corte)
Kiba: Não criem expectativas.
(Chegando ao pódio, Kiba manteve sua expressão mal-humorada, mas Ban também parecia estar mais sério do que nunca para conseguir bater de frente com o que sabia ser um oponente difícil)
Kiba: Vai lá, não tenho o dia todo.
Ban: Nisso concordamos. Meus caros, dentre todas várias facetas dos Halloweengers reveladas, saibam que agora a situação exige muita atenção. De acordo com os dados, BlueWolf é o segundo Halloweenger mais perigoso.
Kiba: Ah é? –desinteressado- Por que não o primeiro?
Ban: Para isso falta, mas me surpreende você reagir a essa informação com tanto orgulho.
Kiba: Só entendi que vocês me acham forte. Não tá errado.
Ban: É justamente por esse comportamento. Arisco, raivoso e selvagem. Alguns irão vê-lo só como um lobo-solitário, eu vejo uma fera à solta!
Kiba: Valeu.
Ban: Temos vários exemplos não só do que você já fez, mas para além. Todos sabemos do que se trata um lobisomem. É uma maldição que cega quem a tem e gera um rastro de destruição!
(No telão, eram mostrados momentos onde Kiba perdia a linha nas batalhas, agia por conta própria ou até mesmo destratava alguém na forma civil. O ranger azul parecia só sentir desdém vendo aquilo)
Ban: O primeiro exemplo que me vem à cabeça foi um caso envolvendo o senhor Gou Fukami, o GekiViolet dos Gekirangers (Juuken Sentai Gekiranger= Esquadrão do Punho das Feras Gekiranger). Eles tem o poder de concentrar espíritos animais e usá-lo como estilo de luta, no entanto, após perder o controle do espírito, Gou foi transformado num lobisomem que atacava a esmo amigos ou inimigos numa selvageria total. Soa familiar? –Kiba apenas suspira e dá de ombros.
Kiba: Sei lá! O que eu tenho haver com isso? –apoiando-se no braço.
Ban: Então não quer colaborar, hein?
Kiba: Se eu ficar quieto, não arrancam nada de mim, não é?
Ban: Que irônico... Depois de mostrar suas garras pra humanos, agora resolveu ficar mansinho no nosso júri? Se você não se importa com as pessoas, por que se tornou um Halloweenger?
Kiba: Não fale como se me conhecesse. –irritado.
(Os dois começam a se encarar como se um choque fosse ocorrer, mas, para quebrar tamanha tensão, surge à defesa a toda potencia)
Kaito:Objeção!
Akarenger: Kaito-kun, fique à vontade.
Kaito:É verdade que meu cliente tem uma personalidade “difícil”, mas na verdade se conhecê-lo melhor descobrirão que ali bate um coração muito bondoso.
Ban: Nesse cara? –apontando. Kiba rosnou em resposta- Só se for um “coração-peludo”!
Kaito:Gostaria de trazer algumas testemunhas para provar meu ponto.
(Surpreendentemente, ao ouvir essa informação, Kiba finalmente demonstrou algo além de apatia: preocupação)
Kiba: E-Ei, espera aí! Não está pensando em chamar...!
Kaito:Hoeru-kun, faça esse favor! Traga pra cá a senhorita Kagami Yoake para testemunhar!
Kiba: Eu já devia saber... –desabando na mesa, perplexo.
GozyuWolf: Espero que seja a última...
(Repetindo o processo de transporte pelo anel no peitoral, a jovem Kagami é trazida a corte, mas sua surpresa tinha um aspecto mais de empolgação do que de confusão. Ela encarava aquela situação com os olhos brilhando)
Kagami: Aqui não parece ser meu quarto... Talvez um centro de convenções? –ela observa os arredores, Kiba tenta se esconder, mas foi o primeiro a ser avistado- Olha só, o Kiba-kun tá por aqui! Oiiiii! –acenando entusiasmada.
Kurumu: Yahou! –chamando a atenção.
Madoka: Kagami! –acenou.
Kiriko: Como vai? –cumprimentando.
Kagami: E o pessoal também! Como vão?! Essa por acaso é uma reunião secreta do clube? Vejo Halloweengers por todos os lados!
Kiba: Pra que você trouxe ela, hein...?! –envergonhado.
(Um pouco de contexto depois- mais simplificado pela garota já saber a identidade dos monstros- Kagami estava de prontidão)
Kagami: Parece que vocês se meteram numa pequena confusão, né?
Kiba: Não tem nada de pequeno nisso! –esperneou.
Kaito:A Kagami-chan conheceu meus clientes até pouco tempo, ela é assistente do caçador Tsurugi-san e uma das poucas pessoas que sabe a identidade secreta dos Halloweengers. Especificamente, ela tem uma ligação mais direta com Kiba-kun e as garotas!
Yuuki: Bem, a gente não teve muita oportunidade pra conversar... –sem graça.
Ban: Por que especificamente com Kiba? Explique isso melhor.
Kagami: Primeiramente, é uma honra estar aqui. –reverenciou.
Tsukasa: Que garota mais educada. Realmente quero entender como ela é amiga de um bruto...
Akarenger: Seja bem-vinda. Por favor, conte-nos sua relação com o réu.
Kagami: Claro! Veja bem, como Kaito-san disse, eu me mudei pra cidade há pouco tempo. Minha relação com Kiba-kun é...
(O mundo parecia parar para Kiba. Suas pulsações repercutiam enquanto ele se perdia em teorias)
Kiba: “Será que ela finalmente vai revelar... Será que era ela quem eu conheci no passado...?” –engolindo a seco.
Kagami: Bom, ele foi o primeiro amigo que eu fiz quando cheguei!
(Kiba parecia voltar a respirar e deixar de ser azul- mesmo destransformado)
Kiba: Francamente...
Kagami: A gente passeou juntos e aproveitou o dia. Mas também acabamos nos metendo em confusões... Haha! –sem graça. Kiba olhava pro chão meio cabisbaixo- Mas desde que descobri que ele e seus amigos são os Halloweengers, as coisas fizeram mais sentido. Talvez seja por isso também que passei a trabalhar com chefe Tsurugi. Parece tudo conectado. –repentinamente ela se levanta com a mão no peito- Apesar de ser meio fechado, o Kiba-kun é super-protetor. Mesmo com suas ambições, ele sempre se preocupa com aqueles com quem forma laços. Eu acho isso muito legal!
(Kiba começa a ficar mais calmo, aceitando aquelas palavras com leveza)
Kaito:Acredito que a reação dele quando te chamei é a prova disso. A verdade é que ele não queria te envolver. Estou errado?
Kiba: Pense o que quiser... –cruzando os braços.
Kaito:E pra não deixar duvidas do que a testemunha disse, quero passar algumas imagens que mostram a interação do meu cliente perante crianças.
Kiba: O-O que?! –espantado.
Kiriko: Espera... É mesmo! Ei, Kaito-san! –balançando os braços pra chamar atenção.
Kaito:Kiriko-chan?
Kiriko: Eu mesma já vi! O Kiba realmente fica mais dócil perto de crianças! –declarou.
Kiba: O-Ora sua...! –bravejou.
(Sem escapatória, todos tiveram que ver as provas no telão. Nele era possível ver Kiba em um raro momento sorridente enquanto jogava bola com algumas crianças locais. Em outros momentos, como nos casos em que havia se tornado marionete e na investigação feita numa escola onde crianças haviam desaparecido, o lobisomem parecia deixar a marra de lado e mostrar mais empenho e preocupação que o habitual)
Ban: Pra mim essas imagens são preocupantes. Podemos mesmo deixar um monstro selvagem que nem parece ligar pras consequências perto de crianças indefesas? E se ele as atacasse, cego de raiva, como já aconteceu?
Kiriko: Isso nunca aconteceria!
Kagami: Sim, o Kiba-kun jamais encostaria nem num fio de cabelo de uma criança!
Ban: Como podem ter tanta certeza disso?
Kaito:As imagens e testemunhas não mentem!
Ban: E qual motivo disso só acontecer com crianças, então?
(Enquanto discutiam a veracidade dos fatos, Kiba estava todo retraído com uma careta de pura vergonha e irritação. Sem aguentar mais estar numa situação tão humilhante, ele desabafa tudo num estrondoso uivo)
Kiba: É POR QUE AS CRIANÇAS DEVEM SER PROTEGIDAS A TODO CUSTO! ELAS SÃO O FUTURO DO MUNDO, AFINAL! CRIANÇAS SÓ DEVEM APROVEITAR A VIDA, NÃO SEREM MOLDADAS PELAS FRUSTRAÇÕES DOS ADULTOS! SE TODO MUNDO BOTASSE ISSO NA CABEÇA, NEM EXISTIRIA ESSA SEGREGAÇÃO ENTRE MONSTROS E HUMANOS PRA COMEÇO DE CONVERSA! TODAS MERECEM SEREM LIVRES!!!
(Depois desse desabafo potente, o rapaz ficou ofegante, jogando-se na cadeira e torcendo pra que não precisasse mais dizer nada)
Kagami: Viram só? –contente.
Kiriko: Mesmo com a cara assustadora, ele é como um filhotinho por dentro. –brincou.
Tsukasa: Um filhote...? –imaginando, maravilhada.
Kiba: Caladas...!
Kurumu: E eu achando que a Madoka-senpai era a tsundere do time...
Madoka: Ei!
Akarenger: Ban-kun, acredito que mais uma vez foi desarmado...
Ban: Dessa vez eu deixo passar...
Kaito:Isso por que nem citei que o chefe do Ban-san é literalmente um cachorro humanóide. Certo, senhor comandante Doggie Kruger?
(Kaito acena para o Dekaranger com numero “100” no peito- vulgo DekaMaster. Tanto ele com os demais ficam sem jeito)
DekaMaster: Já era de se esperar... –aceitando a derrota ele se destransforma.
(Sua verdadeira aparência é revelada, mostrando ser de fato um alienígena com cabeça de cachorro azul de focinho branco e corpo de humano vestindo um manto preto de sua patente na SPD)
Ban: Essa não tinha como escapar... –sem jeito.
Kiba: Era mesmo um cachorro?! Miserável... –irritando-se.
Madoka: Esse promotor ainda vai cavar a própria cova. –criticou.
Kazuya: Só por causa da neutralidade acham que podem ignorar tantos detalhes relevantes assim? –revoltado.
Akarenger: Encerro aqui este depoimento. Kagami-kun, obrigado pela presença e contribuição. –martelou após reverenciar.
Kagami: O prazer foi todo meu! Se eu pude ajudar a provar que os Halloweengers são monstros do bem, então fico feliz!
Kaito:Eu também agradeço muito sua ajuda. Você é um belo exemplo de Positividade Zenkai!
Kagami: Gostei disso!
Kaito:Então vamos juntos, que tal? –Kagami confirma com a cabeça- Certo, três, dois, um...
Kaito/Kagami: Positividade Zenkai!
(No fim, Kiba até ficou satisfeito com a presença de Kagami, fazendo uma expressão fora de seu habitual: tranquilidade)
Kiba: Né, Kagami.
Kagami: Hm?
Kiba: Vamos sair de novo qualquer hora. Sem bonecos de vodu dessa vez. –brincou.
Kagami: É claro!
(Com isso, ela se despede mais uma vez acenando enquanto era escoltada por GozyuWolf. No caminho de volta ao assento dos acusados, Kiba para rapidamente e encara Ban, como se espera-se que ele dissesse algo. Como isso não aconteceu, ele volta ao lugar)
Kurumu: Quem diria que ele tinha um coração? E ainda é atacante~! –brincou.
Junior: Não é?! Ahahahahahahaha! Já pensou em trabalhar em creche? –zoou.
Kageyama: Vocês dois não deviam falar assim. –repreendeu.
Ryo: É mesmo, o Kiba-senpai ainda pode se irritar...
Kiba: Podem me explicar quem diabos deu essa liberdade pra vocês idiotas? –zangado.
Kageyama/ Ryo: Já era...
Kiba: Acho bom me prenderem, pois estou prestes a cometer uns crimes!
Junior: Hein? Depois de te arrebentar, vou pensar no meu plano de fuga, mané!
Jack: “Depois de um momento tão tranquilo, chega à tempestade...”
Shiro: Ele é um bom garoto então. Será que posso fazer carinho?
(Enquanto eles brigavam, os demais membros não deixaram de notar que Yuuki havia mudado seu semblante)
Madoka: Yuuki...
Doutor: Yuuki-kun, tudo certo?
Yuuki: Sim.
Kiriko: Eu estou preocupada...
Kazuya: Como você é o ultimo e o líder, com certeza virão com tudo pra cima de você. Mesmo assim, estaremos torcendo.
Yuuki: Obrigado, era isso que eu precisava ouvir. –sorriu.
Akarenger: Tragam agora o ultimo Halloweenger para depor. –martelou.
Ban: Sim, meritíssimo. Por ultimo e mais importante, é chegada a hora de ouvir o líder dos Halloweengers! Venha, CondeRed, mais conhecido como senhor Yuuki Von Blood!
(Assumindo a postura séria, Yuuki sabia o que devia ser feito, partindo ao desafio)
Yuuki: É chegada à hora... Vou com tudo!
...
(A pressão só aumentava conforme Yuuki se aproxima do púlpito. Nos arredores, todos os demais membros de Sentai conversavam entre si, preocupados. Yuuki sentia todos os olhares sob ele no que poderia ser o depoimento mais importante daquele julgamento. Mesmo com tudo isso, o vampiro estava decidido, provaria sua inocência e a de seus companheiros a todo custo)
Yuuki: Estou pronto!
Ban: Senhor Yuuki Von Blood... –circulando o réu- Não deve ser surpresa saber que você é considerado principal ameaça dentre os Halloweengers. Mesmo com o Doutor Von Death sendo quem criou sua equipe, o fato de você ser quem comanda, com todos te seguindo cegamente, já coloca você sobre maior vigilância. Mas pra complementar, você é um vampiro.
Yuuki: Então já querem assumir que eu sou uma ameaça por causa disso?
Ban: Veja bem. Em todas as realidades de todos os 50 Super Sentais, nenhum de nós jamais se deparou com relatos em que vampiros não fossem sanguinários, frios e malignos. Eles são a representação mais reconhecível de monstro. Vai nos dizer que em seu mundo é diferente?
Yuuki: Não. –sério- Na grande maioria, vampiros também são dessa forma.
Ban: E ainda por cima com a informação de que você é filho de Dracula, o Rei dos Vampiros, desse mundo, só torna a situação ainda pior. Nenhuma, eu te digo, nenhuma historia conhecida retrata Dracula como algo além de um demônio da noite que se alimenta de sangue e transforma as vitimas em mais vampiros! Como quer nos convencer de que você é a única, em diversas realidades, exceção a regra?
(Os companheiros de Yuuki percebiam a agitação em volta e começam a tomar as dores do amigo. No final, era um fardo que o Halloweenger vermelho sabia carregar. No entanto, isso nunca o desanimou e, agora, não seria diferente)
Yuuki: Eu entendo o lado de vocês, mas... Me faz pensar que sou abençoado.
Ban: Como? –surpreso.
Yuuki: Eu já sou “grande o suficiente” pra saber tudo que meu pai já fez. Porém, foi esse mesmo pai que me ensinou que poderia haver um caminho diferente a ser trilhado! Assim como foi minha falecida mãe, uma vampira, que conseguiu mostrar a ele o lado bom da humanidade! Os dois me fizeram prometer jamais machucar os humanos e eu baseei a minha existência nesse principio! Então sim, eu acredito que humanos e monstros podem viver juntos de novo, podem se entender!
Ban: E o que te faz diferente dos outros monstros? Acha que pode se integrar a humanidade sem consequências?
Yuuki: Eu sabia muito bem que não seria nada fácil. Os humanos já se acostumaram a viver sem a nossa presença, se esquecendo do passado. E é por isso que eu quero conhecê-los ainda mais, quero me tornar amigo deles, sinto que agora é o momento! Se pudermos nos conhecer, tenho certeza...
Ban: E o que te faz ter tanta fé nisso?
Yuuki: É o Destino!
Ban: “D-Destino”...? –perplexo, junto dos outros vermelhos.
Yuuki: Se num tempo remoto já estivemos juntos, é natural que isso possa acontecer de novo. Eu luto pra garantir que o destino tome esse rumo! Eu luto pra seguirmos em frente!
Ban: Você acha... Acha que todos vão aceitá-lo de braços abertos? –sério.
(Yuuki respira fundo e arma seu sorriso característico de pura confiança, respondendo em seguida)
Yuuki: Com nossos Tricks nós mostraremos que estamos do lado de todas as criaturas...
Ban: Você...
Yuuki: Quando todos viverem em harmonia, nos aproveitaremos juntos os melhores Treats!
(Kaito e os Halloweengers começam a abrir um sorriso esperançoso conforme Yuuki se pronuncia)
Yuuki: Eu quero acreditar que nós fomos reconhecidos por vocês, Super Sentais. Nós todos lutamos pelo mesmo motivo: Paz, liberdade e pela felicidade!
(Akarenger observa com atenção. Mesmo sem poder ver sua expressão por baixo do capacete, ele estava verdadeiramente tocado)
Yuuki: Esse é o significado dos Trick or Treats dos Halloweengers! Lembre-se bem!
(Ao finalizar sua declaração aterradora, ele aponta para toda a multidão)
Yuuki: Eu espero mesmo que a gente se dê bem. –oferecendo a mão em cumprimento para Ban.
(O Dekaranger até cogita retribuir, mas, retoma a postura neutra)
Ban: Agradeço pelo depoimento, mas o julgamento deve continuar. Quem vai decidir o “destino” de vocês ainda é o júri.
(Yuuki e obrigado a baixar a mão, inconformado)
Ban: No momento, sem mais perguntas, meritíssimo.
Akarenger: Excelente. Declarações fortes foram proferidas, Yuuki-kun ao menos provou que seu nome não é à toa. –reconheceu- Entretanto, não é possível apagar inúmeros relatos, batalhas e medo por vampiros só com um único caso. Por isso, darei mais uma vez a oportunidade da defesa se pronunciar.
Kaito:É comigo?
Akarenger: Sim, Kaito-kun. Você consegue nos apresentar uma prova derradeira de que Yuuki-kun de fato é diferente dos demais vampiros?
Kaito:Eu posso sim, meritíssimo!
Akarenger: Pois bem, então apresente seu argumento. –martelou.
Kaito:Chegou à hora! Prova Zenkai! –empolgado- Eu vou convidar os irmãos Kazuya Tsukikage e Kiriko Tsukikage para serem minhas testemunhas à favor do Yuuki-kun!
Ban: Protesto! Eles já são companheiros, será um depoimento enviesado!
Akarenger: Mas justamente por serem civis que aceitaram monstros de bom grado que o argumento deles neste momento é tão importante. Pedido negado. –martelou.
Ban: Essa não...
Akarenger: Permito que deponham. Um de cada vez.
Kazuya: Beleza! Nee-chan, o destino do Yuuki e do pessoal está em nossas mãos!
Kiriko: Não precisa nem dizer! Eu estou totalmente pronta!
(Determinados, os dois dão as mãos e se dirigem a tribuna. Kazuya solta sua irmã, pois seria o primeiro a depor, encarando o desafio de cabeça erguida)
Kaito:Pois bem... Kazuya-kun, primeiro já quero tirar o problema da frente... O Yuuki-kun alguma vez te machucou?
(Mesmo hesitante, Kazuya sentia que se contasse a verdade com detalhes seria algo bom para a figura de Yuuki. Ele havia entendido o plano do Zenkaiger)
Kazuya: Houve uma única vez que o Yuuki me atacou, mas isso só aconteceu por causa de um ataque inimigo!
Ban: Objeção!
Akarenger: Concedida.
Ban: Para alguém que jurou “nunca machucar um humano”, sua força de vontade foi superada pelo inimigo?
Kazuya: Pelo contrario! A condição que afetou Yuuki mexeu com sua percepção e acabou o fazendo enfrentar seu maior medo. Diante disso, o que acham que ele fez depois que percebeu isso? Ele implorou perdão e eu pude sentir toda a sinceridade e arrependimento que ele sentiu naquilo. Um vampiro, do jeito que descreveram, agiria dessa maneira? –enfrentou.
Kaito:Nem eu conseguiria imaginar um vampiro fazendo isso. Por isso parece tão incrível!
Akarenger: E agora, é a vez de Kiriko-kun.
Kiriko: Boa, onii-chan! –batendo na mão do irmão, trocando de lugar.
Kazuya: Eu presto atenção nesses detalhes, viu? –retribuiu, passando a vez.
Kaito:Kiriko-chan, como era sua visão sobre monstros antes de conhecer Yuuki-kun e seus amigos?
Kiriko: Posso dizer que era parecida com a maioria, mesmo com o agravante de que nossos pais são investigadores do sobrenatural. Achava monstros estranhos e até mesmo perigosos. Pra dizer a verdade, desde que nossos pais sumiram, eu evitei pensar sobre isso pra não me lembrar deles... No entanto, tudo que eu pensava se quebrou quando conheci o pessoal!
Kaito:O que foi que mudou?
Kiriko: Eu nunca imaginei que fossemos tão parecidos. Não ligo se isso for uma exceção, Yuuki-kun e os outros me mostraram que monstros podem ser curiosos, leais e muito gentis! Eles salvaram nossas vidas inúmeras vezes sem hesitar, arriscando as próprias se necessário. Não só eu e meu irmão fomos salvos, mas várias pessoas também puderam conhecer esses “monstros estranhos” e reconhecer seus atos. Eles são a nossa família!
(Ban já parecia ficar sem resposta diante as declarações)
Kaito:Kazuya-kun, pode retomar.
(E os irmãos trocam novamente)
Kazuya: Graças aos nossos pais, eu sempre fui fissurado por tudo que envolvesse monstros, então conhecê-los foi não só um sonho realizado foi bem mais do que isso! Eu reconheço eles como monstros com suas características únicas, personalidade e trejeitos. Eu sabia que vampiros eram as criaturas mais poderosas e perigosas do nosso mundo, mas o Yuuki não é só mais um vampiro, acima de tudo, ele é o Yuuki! O mesmo vale pra Kiba-san, Kageyama-kun, Cleo-san, Madoka-san...
Kiriko: Ryo-kun, Shiro-kun, Jack-san, Kurumu-chan, até mesmo o Doutor e Gargoyle também! –complementou.
Gargoyle: Até eu fui digno de sua gentileza... –emocionado.
Kaito:Kiriko-chan, quer continuar?
Kiriko: Pode apostar! –trocando com seu irmão- Miko-san e os outros parceiros também entram nisso. Por várias vezes nós aprendemos que existem monstros bons pelo mundo! Dia após dia eles provam isso cada vez mais, eles são mais heróis do que qualquer monstro ou humano! Somos extremamente gratos por termos conhecido eles! Nii-chan!
(Passando a mão pra trás, seu irmão bate e assume de novo o posto)
Kazuya: Pode deixar! –assumiu- Em resumo, não é a aparência deles que conta, todos tem corações gigantescos que lutam pelo que é certo, não são diferentes de nenhum de vocês, como Yuuki mesmo mencionou! Mesmo que pareça clichê...
(Enquanto Kaito observava animado, Ban intrigado e Akarenger atento, Kiriko se levanta e assume o posto junto com seu irmão, ignorando as regras daquele júri para que os irmãos mostrassem toda sua empolgação em conjunto)
Kazuya/Kiriko: Os Halloweengers são nossos heróis! Eles são um verdadeiro Super Sentai!!!
(Era como se um céu nublado e abrisse e revelasse- para essa ocasião- a luz do luar cintilante do luar, iluminando cada um dos Halloweenger com uma luz mais forte que o sol. Um a um cada um se sentia emocionado a sua maneira)
Doutor: Esses garotos... –limpando as lagrimas dentro dos óculos.
Kurumu: Eu não sabia que eles nos consideravam tanto assim... Buaaaaaa! –chorava emocionada.
Jack: Tem a nossa profunda gratidão! –reverenciou.
Junior: “Esses dois são fogo mesmo!”
Shiro: Muito obrigado... –reverenciou.
Ryo: Muito obrigado por tudo que fizeram por nós! –reverenciou, choroso.
Madoka: Esses dois são mesmo nossa família... –limpando as lagrimas de alegria.
Cleo: Kazuya-kun, Kiriko-chan, eu amo vocês, jyu! –berrava emocionada.
Kageyama: Eu também sou muito grato por conhecer vocês... –escondendo o rosto em lagrimas com o braço.
Kiba: Eu admito... Pra mim vocês são a prova de que vale a pena lutar. Valeu mesmo.
Kaito:Você tem mesmo bons amigos, não é, Yuuki-kun?
(Sem temer as consequências, Yuuki já havia saído correndo e passado por Kaito, chegando até os irmãos com lagrimas de felicidade genuína, abraçando os dois ao mesmo tempo. Mesmo que não fosse natural, os Tsukikage sentiam um calor vindo do amigo vampiro, retribuindo com seu próprio calor num abraço em grupo)
Yuuki: Meus pais estavam certos... Vocês são mesmo... Os melhores humanos que eu já conheci! Muito obrigado!
(Apesar de profundamente tocados, as equipes Super Sentais não deixavam de discutir suas perspectivas sobre os Halloweengers enquanto tudo isso se sucedia. Para cortar tudo isso, o som do martelo do juiz repercutiu. Tsukasa que estava vidrada recuperou a postura na mesma hora, mas dirige a atenção até o Goranger)
Tsukasa: Senhor...
Akarenger: Não se esqueça de registrar tudo. Alguém gostaria de complementar?
Kaito:All Ok! –celebrou.
(Apesar da empolgação, a pergunta foi claramente dirigida a Ban. Ele observava os Halloweengers com atenção, mas sabia que precisava manter sua postura neutra a qual foi confiada a ele. Ele vem a frente da platéia e faz questão de que os Halloweengers também escutassem o que tinha a dizer)
Ban: Eu ainda quero saber qual será o seu limite. Que suas ações não sejam devoradas pelos instintos primordiais que vivem dentro de vocês. Não se esqueçam: Vocês, supostamente, são a exceção a regra.
Yuuki: Você ainda acha isso? –perplexo.
Akarenger: Ban-kun tem um ponto válido. Este julgamento está longe de se encerrar, nós apenas terminamos de ouvir seus depoimentos como acusados.
Kiba: Como é que é? –revoltado.
Kaito:Na verdade, eu já esperava por isso.
Kageyama: Até você, Kaito-senpai? –confuso.
Akarenger: Seguiremos agora para a segunda etapa do julgamento. Em resposta ao depoimento dos réus, Bakemono Sentai Halloweenger, iniciaremos agora os relatos dos representantes dos Super Sentais!
Cleo: E-E-Espera, jyu...! –espantada.
Madoka: Está querendo dizer...
Doutor: De todos eles...?
Ban: É justo que vejam nossas perspectivas também.
Ryo: E-Eu acho que ele tem um ponto...
Shiro: Então vai começar de novo?
Kaito:Eu e Ban-san selecionamos alguns representantes para depor a favor ou contra vocês. Por serem uma exceção, precisamos que vocês vejam da nossa perspectiva pra entenderem de onde surgiu toda essa confusão.
Jack: Receio que já deveríamos ter visto isto chegando. Hei de concordar que faz total sentido.
Kurumu: A “qualé”, isso não é justo não! Depois de tudo que a gente passou!
Ban: Certo, nós ouvimos o lado de vocês, agora quero que ouçam os relatos dos próprios Super Sentais pra entenderem o nosso lado.
Continua...
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