Bad romance

2 Uma Nova VÍTima


Notas iniciais
Olá Klamilles!!! É possível que eu altere a data de atualização para segunda, já que é o segundo capítulo que posto antes!! Vamos ver como será na semana que vem!!! ;) Antes de mais nada, quero agradecer as mensagens e o interesse, é uma grata surpresa e darei o meu melhor!! Espero que gostem!!

CAMILLE O´CONNELL

Apesar de tentarmos agir normalmente, sabemos que esse não é um caso comum! Essas mortes em Nova Orleans são muito brutais! Existe uma emoção latente, mas não sabemos a sua origem! Seria vingança?! Prazer?! Alucinação?! Surto?! Ainda não dá para saber!

— Sabe o que me intriga?! Não existem um estereótipo definido!! São quatro mortes de mulheres, e só!! Elas não tem a mesma idade, não tem a mesma aparência, não tem o mesmo padrão social, nada!! Aparentemente nada as liga!! Pode ser um caso de vítimas aleatórias?! Porque se for isso, nosso Descon pode ser alguém que está alucinando!!! — Hayley rompe o silêncio no jatinho.

— Eu duvido!! — Eu respondo muito segura — Existe certamente algo que as liga! Nós só ainda não sabemos o que é! Pode ser um lugar que elas frequentam! Algo que elas consomem, ou até mesmo um tipo de comportamento. As mortes são muito ritualistas para se escolher vítimas aleatórias!! Algo nessas mulheres gera uma motivação no Descon!! Talvez uma crença!! Ódio! Eu não sei, mas tem alguma coisa!!!

— Eu concordo novamente com a Cami!! Nem sempre as semelhanças são visuais!! Pode ser comportamental. Pode ser um traço de personalidade, tem alguma coisa! Algo as liga de alguma forma! — Diz Bonnie.

— Bom, vamos nos apresentarmos primeiro ao delegado, para que ele saiba quem somos nós!! Will Kinney, certo?!? — Caroline questiona, e Bonnie confirma com um aceno — Beleza. Vamos ver o que ele tem para nós! Depois a Hayley nos guia como de costume, mas são vocês duas que precisam conversar conosco!! Precisam falar mais!! Não guardem as impressões só para vocês! Não temos o mesmo feeling!!

Estou um pouco preocupada com esse caso, o que é normal! Sempre ficamos receosos quando temos que fazer algo pela primeira vez, mas Bonnie parece um passarinho assustado, talvez pelo fato de precisar se expor. Acho que ela se acostumou a viver por tempo demais como espectadora da própria vida, e é assustador ter de encarar o mundo do lado de fora! Mas eu não tenho esse problema!

Apesar de ter conseguido um lar, e ser muito bem amada pelos Gilberts, eu sempre soube que não era um deles! Sou grata e os amo! Sei que o amor mais importante vem do coração, e não do sangue!! Por outro lado, não conhecer a minha verdadeira família me deixa sempre apreensiva! Como se eu pudesse esbarrar com alguém que compartilha o mesmo sangue, mas que eu desconheço!! Sim!! Todos temos as nossas neuroses! Eu não sou nenhuma exceção!! Na verdade, acho que a psicologia foi uma escolha para me autoconhecer, já que não tenho uma família, e não consigo ter qualquer recordação dos meus primeiros cinco anos de vida. Sinto falta de algo que nem ao menos sei o que é!! E geralmente não penso nisso, mas voltar a Nova Orleans, minha terra natal, me faz recordar meus anseios.

— Chegamos!! — Hayley me trás de volta para aquele espaço compartilhado e luxuoso que o FBI nos disponibiliza.

Vamos direto a delegacia, e Will Kinney parece muito feliz com a nossa presença. Principalmente porque somos uma equipe formada só por mulheres. Não pense que o nosso trabalho é fácil! Existe preconceito dentro do próprio FBI! Tem gente que não acredita em perfis psicológicos, e quando nos veem, como eles mesmos gostam de enfatizar: Cinco mulheres bonitas!! Nunca disfarçam o pensamento óbvio e machista de que somos provavelmente protegidas por alguém poderoso.

Meu lado menos nobre se diverte bastante quando as pessoa são obrigadas a engolir o seu preconceito. Os perfis sempre ajudam, só não garantem um final feliz. Mas é sim um direcionamento eficiente!

— Will Kinney! Fico feliz com a chegada de vocês!! — Ele diz estendendo a mão a Hayley, e seu cumprimento firme o desconcerta.

— Prazer conhecê-lo, delegado Kinney! Sou Hayley Marshell, agente especial e líder operacional. Estas são as agentes especiais Caroline Forbes, ela também lida com a imprensa, e a agente Elena Gilbert, especialista em campo. Estas são as doutoras Camille O`Connell e Bonnie Bennett. São as nossas perfiladoras, e especialistas Florence.

— Fantástico!! Fico muito feliz com a presença de vocês, obrigado!! Como devem saber, nossa cidade vive do turismo, e desde a primeira morte, tivemos uma queda de vinte por cento em menos de um mês. Sem contar que os moradores, as mulheres em especial, estão com medo de andar pelas ruas da cidade, principalmente após o pôr do sol, e isso é inadmissível!!

— Sem dúvidas que é!! Então as vítimas foram todas mulheres que estavam nas ruas?! Em alguma festa, ou área em comum?! — Eu pergunto.

— Eu diria que sim!!... As festas são comuns, muitas delas acontecem nas ruas, e....

— Kinney!! Chamado na Bourbon Street!! O maníaco das sombras atacou mais uma vez! — Diz um polícia que abre a porta sem bater.

— Maníaco das sombras?! — Pergunta Elena.

— Ahh, sim! É o nome que a imprensa local está dando a ele!!

— Isso não é bom!! Quem sugeriu o apelido?!? — Caroline pergunta enquanto caminhamos para fora da delegacia, acompanhadas do delegado.

— Começou nos jornais, e virou um vírus!! Ela tornou oficial a caçada da polícia de Nova Orleans a esse serial killer desde a segunda morte!

— Houve alguma mudança após a divulgação na mídia?!? — Pergunta Bonnie.

— Sim!

— Aposto que o intervalo diminuiu após a visibilidade na imprensa. — Eu digo.

— Humm... Sim!! Está é a segunda vítima nessa semana!! Chegamos a seis mortos com esse que estamos indo ver na Bourbon Street!

— Fomos informadas de quatro casos! — Diz Elena.

— Quando enviamos o pedido de ajuda eram quatro!!

— Isso não é nada bom!! O Descon já está evoluindo! — Hayley diz e percebe a cara de dúvida do Kinney — "Descon" é o assassino, o serial killer, cuja a identidade é "desconhecida"! Por isso o chamamos assim! Não sabemos quem ele é!!

— Entendi!! — Ele diz antes de entrar no seu carro. E nós entramos nos nossos. Vou com a Hayley, Caroline sozinha e Elena, com a Bonnie no nosso terceiro veículo.

Chegando ao local do crime, encontramos a vítima, ela é garçonete, e trabalha em um dos bares mais movimentados da Bourbon Street. Ela não está usando a fantasia, e sim as suas roupas, mas seus lábios foram cortados no típico sorriso triste, e uma rosa vermelha foi deixada ao lado do corpo.

Assim que vimos, Hayley, Caroline e Elena me encaram procurando alguma concordância, e sei que neste aspecto pensamos igual, sem margem para dúvidas, mas é a Bonnie quem verbaliza os nossos pensamentos:

— É um imitador!!

— O quê?!? — Kinney não consegue disfarçar o espanto — Não pode ser!! Talvez ele não tenha tido tempo de prepará-la! Talvez ele estivesse com pressa!!... Eu não acredito nisso!!! — Ele diz se abaixando para tocar o corpo da vítima, mas Hayley o detém, segurando o seu braço com firmeza:

— O que está fazendo, delegado?!? Sabe que não pode tocar o corpo antes da chegada dos peritos!!

Encaro o delegado Kinney e percebo imediatamente que tem algo errado. Estou tão focada no caso que não reparei na sua reação. Nenhuma de nós reparou até Hayley precisar detê-lo:

— Você conhece a vítima!!... — Eu digo — Tem um envolvimento emocional com ela!!

— É a Gia!! — Ele diz prestes a desabar.

— Senhor Kinney, eu vou pedir que se afaste do corpo! Eu sinto muito, mas... teremos que afastá-lo do caso! O FBI assume daqui para frente!! — Diz Hayley.

— Vamos encontrar esse assassino!! Confie em nós!! Mas precisará se afastar. O senhor não tem a imparcialidade necessária para conduzir essa investigação!! — Complementa Caroline.

— Eu... eu... Nós estudamos juntos!!... Eu não a via há tempos!! Ela foi... minha primeira namorada!!! — Ele diz ainda em choque.

— Eu vou levá-lo de volta a delegacia, assim ele pode me pôr a par de todos os aspectos do caso, enquanto isso vocês assumem!! Vamos nos falando!!! — Diz Bonnie segura, e quando ela fala assim, não duvidamos de nada que ela fale.

— Esse caso está se complicando!! Chegamos todas a mesma conclusão: Não é a mesma pessoa! Então, ou se trata de um imitador, ou ele tem um parceiro, ou aprendiz! — Eu digo — Olhem o corte nos lábios! Não é preciso como nos demais!! Ele tentou mais de uma vez, então, ou não sabia o que estava fazendo, ou não tinha força física suficiente! Com certeza não foi a mesma pessoa!! — Eu explico.

— Tudo indica que a causa da morte foi estrangulamento pela coloração no pescoço. E as outras vítimas?! — É Hayley quem questiona.

— Todas estranguladas! Mas não ficou visível por causa dos adereços das fantasias!! — Diz Elena — Eu li nos relatórios preliminares da autópsia. Mas quero ir ao necrotério para comparar!! Vai ficar mais fácil identificar as diferenças no modus operandi!!!

— O Descon está evoluindo, ou treinando um novo parceiro! Nada disso é bom!! — Diz Caroline — Precisamos conversar com o dono desse lugar! Ele está por aí?!?

— Sim! Aguardando a nossa autorização de entrar! — Diz um dos policiais.

— Deixe-o entrar! — Diz Hayley e então se dirige a mim — Avalie a sua reação, Cami!! — Eu apenas assinto.

Um rapaz alto, magro e muito bonito atravessa a porta em um terno sob medida. Se o visse na rua, imaginaria que se trata de um super modelo, e não de um dono de bar.

Ele entra olhando todos os lados, sua expressão é apreensiva e ao se deparar com o corpo ele fica imediatamente condoído:

— Oh, meu Deus!!! Gia?!... Mas o quê?! — Ele caminha na direção da garota. Parece simplesmente não nos enxergar.

— Hey!! Você não pode tocá-la!! — Caroline o detém.

Ele olha para ela e os dois param. Como se estivessem sido teletransportados para outra dimensão, mas Caroline rapidamente toma o controle da situação e o solta:

— Ela está morta! Não há nada que se possa fazer!! Eu sinto muito!! — Ele desvia o olhar com pesar. Olhando novamente para a garota.

— Eu não entendo!! Como isso foi acontecer?!?

— Queremos essa resposta tanto quanto você!! Foi por isso que autorizamos a sua entrada. Precisa nos contar o que sabe!! Me chamo Hayley Marshel e nós somos do FBIl!! — Ela é direta, mas gentil.

— Stefan Salvatore!!... Gia trabalha para mim há cinco anos! Ela teve uma vida difícil!! Era musicista. Muito talentosa, mas teve poucas oportunidades!! Trabalha três dias da semana para mim! É uma ótima garota! Não imagino uma única pessoa que pudesse querer o seu mal!! Eu... não entendo!!

— Ela é a única funcionária que trabalha assim?! Apenas três dias da semana?! — Pergunta Caroline.

— Na verdade não!! Como a cidade funciona vinte quatro horas por dia, sete dias na semana, eu preciso de muitos funcionários, o jeito mais fácil de mantê-los é sendo flexível! Eles também precisam ter as suas vidas, muitos são estudantes, e.... precisam ser de confiança!!

— Quantos funcionários o senhor tem?! — É Elena quem fala.

— Bom, tenho alguns comércios na cidade, um total de seis bares e quatro restaurantes. Eu emprego cerca de cem pessoas!

— E o senhor conhece todos os seus funcionários pelo nome?!? — Pergunta Caroline.

Fico na dúvida se a sua pergunta é de caráter apenas profissional. Houve uma faísca quando ela o tocou, mas ambos fingiram não notar, e dadas as circunstâncias, é o mais adequado.

— Na verdade sim!! São pessoas!!

— É algum tipo de político?!? — Pergunta Elena.

— Meu pai era o prefeito de Nova Orleans! — Ele parece tenso com as perguntas — Eu não estou entendendo o que está acontecendo aqui! Pensei que queriam informações sobre a Gia!!

— E queremos!! Ela tem parentes?! Família?! — Diz Hayley.

— Não! Ela era sozinha!

— Humm... nem namorado?! — Eu pergunto

— Namorado sim!!

— Pode me fornecer o nome dele?! — Pergunta Hayley.

— Claro!! Ele é muito conhecido na cidade. Eles são donos de quase todo o Bairro Frances! Além da empresa de turismo local. Mikaelson Entertainmen. Ele se chama Elijah Mikaelson. Somos amigos, eu... posso chamá-lo!!

— Eu prefiro que você me forneça o endereço para que eu mesma vá até ele! — Diz Hayley — Caroline, pode levá-lo a delegacia e colher o seu depoimento?!

Caroline fica tensa e apenas assente.

— Posso levá-lo se quiser acompanhar a Hayley, Caroline! — Elena se oferece.

— Não! A Caroline vai levá-lo! Você é a mais habilitada para conversar com o médico legista e identificar as discrepâncias entre esse crime e os outros. Depois vá ao necrotério para analisar as diferenças, precisamos ter a certeza que esse foi o primeiro caso de imitador!! A Camille vai me acompanhar até a mansão Mikaelson.

Ela não parece feliz com as palavras da Hayley, e sei que é porque ficou interessada no dono do bar, o tal Stefan Salvatore, mesmo que não tenha dado nenhuma bandeira ou fora, mas conheço as minhas amigas. Tanto que notei que Caroline também ficou balançada, mas também se manteve indiferente. É uma grande ironia, pois com exceção da Elena, não somos garotas que se impressionem tão facilmente. Quando Elena diz que somos quase freiras, é sobre isso que ela quer dizer!! Não faltam homens atrás de nenhuma de nós! Dizer isso seria uma mentira, mas estamos tão envolvidas com os nossos trabalhos, tão focadas na nossa autorrealização, que os nossos sonhos românticos da adolescência ficaram guardados em alguma gaveta.

Lembro que nos tempos do colegial Elena e Caroline disputavam bastante, inclusive a atenção dos garotos, mas após a faculdade, onde cada uma estudou uma coisa, isso mudou! Caroline ficou mais parecida conosco nesse aspecto e a Elena continua sendo a Elena! Ela quer ser feliz e se divertir!! Esse pensamento me faz sorrir enquanto entro no carro com a Hayley. Posso ver Caroline e Stefan no carro da frente.

— Está rindo por que a Elena ficou puta da vida comigo?! — E com essa eu deixo uma risada escapar — Caramba! A Elena não se controla!! Tudo bem! O cara é mesmo um gato! Há tempos não via um cara tão gato, mas estamos no meio de um caso! Talvez ele seja até um suspeito!! — Ela conclui antes de dar a partida.

— Sim! Ele é mesmo um gato! E acho que deixou todas nós de queixo caído! Mas a única de nós que teve esse mesmo efeito sob ele foi a Caroline!! Na verdade, acho que vi uma faísca ali!! Uma pena trombarmos com o tal Stefan Salvatore quando estamos trabalhando!!

— Quem sabe a Care não tem sorte, e ele não tem qualquer envolvimento com o caso?!?

— Tomará! Mas de qualquer forma, vamos voltar para o Quântico!! — Eu digo.

— E daí?! Caroline seria uma perfeita namorada a distância!!

— Sem dúvidas!! Mas e o tal Stefan?!? Não sei!! Ele é um cara bonito, que sabe que é bonito, confiante, rico, poderoso e popular! Será que um cara assim se comportaria com uma namorada a distância?!? Ele me parece sério! Talvez muito sério para sua idade. Tenho a impressão que ele é uma daquelas pessoas que assume as responsabilidades sem reclamar. E isso o sobrecarrega!! E também senti nele uma pontada de melancolia!!

— Como pode saber tanto de alguém que viu por alguns minutos, Camille?!

— Bom, sendo simplista, tem um livro chamado O Corpo Fala! E é verdade!! O tempo todo damos sinais que indicam coisas sobre nós! Se prestarmos atenção, conseguimos ver informações subliminares através do que as pessoas dizem, nas suas feições, na sua postura! Quanto mais tempo ao lado da pessoa, mas se aprende sobre ela, principalmente o modo como ela reage! É difícil manipular isso. Na verdade, quando esses traços são manipulados, é quando temos que tomar cuidado. Podemos está diante de um psicopata, ou sociopata!! A maioria das pessoas nem percebem porque eles sabem disfarçar. Para um olhar não treinado, essas pessoas parecem normais!!

— Eu admiro essa sua capacidade em analisar as pessoas. Principalmente porque eu sei que você sempre procurar o melhor delas. Mesmo aqueles que comentem crimes bárbaros, você sempre mostra que existe um outra lado: Uma doença mental, um trauma!!... Eu sinto que tendo a fazer o caminho inverso!! Eu só vejo o algoz!!.. Nós chegamos!

— Eu sei!! E não é um pensamento errado!! É só uma característica de quem você é!! Tem seus motivos para isso, mas tenho certeza que ainda vai trilhar o caminho inverso!! Sei que existe uma garota doce aprisionada aí dentro!! — Eu brinco e Hayley sorri.

— Minha irmãzinha otimista e romântica!! — Saio do carro também sorrindo.

A casa que paramos tem uma entrada majestosa e imponente. Hayley troca um olhar comigo antes de tocar a campainha da mansão Mikaelson. A casa dos tais todos poderosos de Nova Orleans.

STEFAN SALVATORE

Minhas últimas doze horas vem sendo um total pesadelo! Para variar, tive que buscar meu irmão bêbado em um dos nossos bares. Acho que a situação só não é mais humilhante porque vejo que as pessoas têm muito cuidado ao falarem comigo. É horrível saber que provoco dó nas pessoas!! Sou filho caçula de Lilian e Giussepe Salvatore. Eu estava terminando a faculdade de ciências políticas quando tive que abandonar tudo e voltar para Nova Orleans, tudo porque meus pais foram vítimas fatais em um acidente de automóveis, eles morreram na hora e tive que assumir os nossos negócios. Meu irmão nunca foi um modelo de comportamento, mas era sim um modelo profissional, para desespero do nosso pai. Mas a pior parte de tudo isso é que desde a morte deles, meu irmão abandonou tudo, a mim, a carreira e a própria vaidade, sobrou apenas a casca de Damon Salvatore. Ele sempre foi feliz e animado, vivia nas festas e eventos mais badalados, e vivia se metendo em confusão, para a tristeza do nosso pai, prefeito de Nova Orleans, então, desde muito cedo nosso pai depositou todas as fichas em mim. Talvez tenha sido injusto, mas tenho me saído bem! Na verdade, a responsabilidade é o que não me deixa fraquejar. Não posso me dar a esse luxo! Se eu cair, muitos caem juntos! Apesar de ter apenas o meu irmão, nós empregamos e contribuímos com o sustento dos nossos funcionários, muitas pessoas podem se sair prejudicada se tudo não andar bem!!! Mas enfim... Mais uma vez busquei meu irmão no bar. É horrível vê-lo se punindo, mas não consigo convencê-lo da sua inocência! A madrugada também foi tensa. Damon estava agitado e indócil, não dormiu fácil, e foi muito agressivo através das palavras e até chegou a me atacar. Quando finalmente apagou eu só tive duas horas para dormir, pois tenho a minha rotina diária, preciso ir a cada um dos nossos comércios, checar o trabalho, conversar com os gerentes. Pelo volume de trabalho, eu sempre começo pelos restaurantes, e depois vou para os bares, mas hoje, quando estava entrando no nosso quarto restaurante, recebi uma chamada da polícia para vir para o Bourbon Street Bar. Fiquei muito preocupado com a Gia! Imaginei que tivesse acontecido algum assalto, nem em mil anos eu poderia imaginar uma coisa dessas. Minha funcionária morta dentro do meu bar. Tudo porque permiti que ela cuidasse de tudo sozinha!!

Solto um longo suspiro, mas só percebo isso porque a agente ao meu lado me encara antes de dar a partida no carro:

— Você está bem?! Parece um pouco abatido!! Se precisar de um tempo para respirar...

— Não! Tudo bem!! Como a outra agente disse, vocês precisam de informações e imagino que isso seja mais importante para evitar que outras garotas se machuquem! É que... me sinto culpado!! Não deveria ter permitido que ela abrisse o bar sozinha, mas... estamos na Bourbon Street!!! Como poderia imaginar que pudesse ser perigoso?! Temos comércios nas principais ruas da cidade, já tivemos nosso período mais obscuro, mas ficou no passado, pelo menos até agora!! Eu deveria ter feito algo!!!

— Não é culpa sua!!! Não se sinta assim!! — Ela diz tocando a minha mão, e sinto um arrepio com o seu toque. Ela parece sentir o mesmo e retira a mão rapidamente — Me desculpe! Isso foi.... Inapropriado!!

— Não!! Por favor!! — Eu digo segurando a sua mão, e vejo que ela fica vermelha como um pimentão — Você me trás paz!! Me acalma o coração! — E ela puxa a mão.

— Bom, fico feliz em ajudar de algum modo, mas precisamos ir a delegacia. Preciso que me conte tudo que sabe sobre a Gia!!! — Ela diz parecendo incomodada.

— Como disse, ela era uma garota sofrida! Teve uma vida difícil. Vem de uma família humilde, perdeu a mãe aos dez anos, o pai aos dezesseis e teve que se virar sozinha. Eu a vi tocando na Jackson Square, temos muitos artistas por lá. Depois da sua apresentação eu a chamei para conversar, dava para perceber que ela não estava bem! Ela ficou um pouco receosa porque não me conhecia, eu me apresentei, disse que meu pai poderia ajudá-la, e lhe arranjei um emprego, um lugar para ficar e a incluímos em um programa de estudos para que ela desenvolvesse o seu talento.

— Eu diria que você foi incrível para ela!! — Ela diz com admiração — Por que fez isso por um estranho?! — Acho sua pergunta esquisita:

— Porque é o certo a se fazer!! — Eu digo talvez um pouco ríspido, e a agente sorri, me fazendo acompanhá-la, como um bobo — Por que está rindo?!?

— Você me faz rir!! — Ela responde sem pensar e fica sem graça, corando fortemente — Não é o tipo de coisa que se costuma ouvir! Mas eu gostei disso!! Você parece uma boa pessoa!!

— É a melhor coisa que eu ouço nas últimas doze horas!!

— O que alguém como você pode ouvir de tão ruim?!?

— Meu irmão! Ele... não consegue superar o luto, não é sua culpa!! Ele está... tentando se destruir, e está indo bem nessa missão!! Tive que retirá-lo deste mesmo bar ontem a noite, e... passei a noite de babá!!

— Sinto muito por isso!! Tem um irmão caçula?!

— Não! Na verdade ele é três anos e meio mais velho do que eu! — Ela faz um expressão de desaprovação com as minhas palavras — Hey! Não é culpa dele!! Damon sempre foi muito sensível!!

— Você se parece muito com uma amiga minha! Vê o bem em todos!!

— Você não?! Eu imagino que seja difícil trabalhando no FBI! Mas você me parece tão doce! E... verdadeiramente boa!! Mas com certeza é uma mulher forte!! Ou não suportaria tal coisa!!

— Obrigada, eu acho!! E sim!! Faz parte do meu trabalho ver o pior do ser humano!!.. — Ela responde desconcertada e tenta uma postura mais séria antes de continuar: — Só me explica uma coisa, como essa garota tão pobre e humilde foi namorar com o cara mais poderoso da cidade?! Ou um deles!! — Ela acrescenta como se temesse que eu pudesse me ofender.

Ela é absolutamente linda e encantadora! — Me vejo a admirando.

— Elijah é totalmente aristocrata! E como todo nobre, ele admirava o talento da Gia! Foi isso que os aproximou, e o fato dela não dar bola para ele!!.. Os Mikaelson são ricos, influentes e admirados!! Todos se apaixonam por eles!! São bonitos, educados, talentosos, o senhor Mikael era senador! Mas largou tudo e decidiu se dedicar exclusivamente a esposa. Existe um certo mistério sobre aquela família, é.... difícil explicar!!! E o Elijah se apaixonou pela Gia!! Queria ficar com ela!

— E a garota?! Não queria ficar com ele?! Afinal, isso me parece quase um conto de fadas!!

— As irmãs não a aceitavam muito bem! Tanto Freya quanto Rebekah não gostavam da Gia!! Achavam que ela não era boa o bastante para o Elijah, e por conta disso, eles terminavam e voltavam constantemente. Eu diria que talvez o Elijah estivesse mais envolvido que a Gia!! Devia ser difícil para ela! Sempre sozinha e independente, se envolver com um cara rico e poderoso com uma família grande e intrometida!! Eu não sei!! Eu só queria ter sido mais atento!! Quando esses assassinatos começaram, eu sabia que não iria acabar!!

— Como assim?!?

— Eu evito agir como alguém paranoico! Mas eu avisei ao delegado Kinney! As moças mortas, elas são frequentadoras das festas na cidade, e duas delas frequentam os meus bares, mas o Kinney disse que sou dono de muitos bares, então na poderia levar isso em conta, mas se eu tivesse me precavido, colocado seguranças, provavelmente a Gia estaria viva!!

— As garotas frequentam os seus bares?!?

— Duas delas frequentavam. E todas já estiveram em pelo menos um dos bares ou restaurantes! — Eu digo enquanto ela estaciona em frente a delegacia.

— Stefan, acho que você acaba de me dar a informação que estávamos procurando!! Isso é o que liga as garotas mortas, mas... como você sabe isso?!

— Meus funcionários me contam tudo! São eles que me avisam onde meu irmão está, e ele está sempre em um dos nossos estabelecimentos, quando os assassinatos aconteceram eu ouvia relatos dos funcionários. Todo mundo ficou assustado, mas como nunca aconteceu nada dentro dos estabelecimentos, eu estava apenas apreensivo!! Deveria ter tomado uma atitude, mas como o delegado descartou, eu pensei que fosse loucura minha.

— Vamos apurar essa possibilidade!!... Stefan, vou precisar que me informe o nome de cada um desses funcionários que viram as vítimas! E talvez precise de um favor seu! Estou com uma ideia que pode nos ajudar a encontrar os nossos assassinos!!

— Claro!!!.. Eu faço o que você precisar, Caroline!! — Eu digo seu nome e gosto como ele soa aos meus ouvidos.

Acho que me empolguei muito, pois me vi quase colado a ela naquele pequeno espaço. Foi impossível não encarar os seus lábios, e quando me dei conta, eu a beijava e sentia todos os meus sentidos ligados nela. Era como um vulcão entrando em erupção.

KLAUS MIKAELSON

Acordo sentindo minha cabeça a ponto de explodir, e a luminosidade piora tudo.

— Que inferno, Freya!! Feche essas janelas!! — Eu esbravejo, mas minha irmã ignora completamente.

— Que tal levantar e fechar você mesmo?! Isso é claro, se for capaz de ficar de pé! Não me surpreenderia se ainda estivesse bêbado!!

— Pode falar baixo?!? Minha cabeça está explodindo!!

— Bem feito!! Por me fazer entrar noite após noite naquele bar!! Não percebe o que está fazendo com a sua vida?! Está desperdiçando seu tempo e me arrastando junto com você!!

— Ahhh, de novo não!! Por favor, não comece com essa ladainha! Você pode seguir com a sua vida, como a Bekah fez! Como o Finn fez, e até os nossos pais!! Nenhum deles se importou em nos deixar para trás!!!

— Não seja cínico, Nik!! Ninguém desistiu da família além de você! Que se recusa a ouvir o seu irmão mais velho, que parece não querer dar a volta por cima!!! E...

— Pare!!! — Eu dou um grito e sinto um zunido na cabeça, como se ela fosse explodir — Droga, Freya!! Não quero brigar com você!! Você é minha irmã e sempre esteve ao meu lado!! Nos trata como se fosse a nossa mãe! Na verdade, nos criou como tal desde que os nossos pais concluíram que já éramos bem crescidinhos!

— Niklaus!! Não percebe como tanta mágoa te faz mal?!?... Papai e mamãe estão apenas aproveitando a vida de casal agora que seus filhos já cresceram! Não há mal algum nisso!!!

— Não é mágoa, Freya!! É estranho não vermos os nossos pais há quatro anos porque eles vivem em eterna lua de mel! Onde estão agora?! Veneza?! Paris?!

— Eles estão na Grécia! Na verdade, me ausentei porque precisei ajudá-los com uma coisa, mas já está tudo certo!!

— O que houve?!?

— Não importa! O que importa é que estamos todos bem!! Que tal levantar?!? Já é quase hora do almoço, mas pedi para os empregados deixarem o seu café da manhã pronto! O dia está lindo! Levanta! Faça a sua higiene pessoal, enquanto isso eu peço que ponham a mesa no jardim. Comer alguma coisa vai ajudar com a ressaca!! Eu te faço companhia!!

Tenho vontade de protestar, mas me esquivo de fazê-lo! Sei que a Freya leva o papel de primôgenita muito a sério! E depois de Rebekah e Kol, eu sou o mais novo. Mas ela é protetora até mesmo com Elijah e Finn!

Apenas assinto e levanto sentindo uma leve vertigem. É o resultado de noites mal dormidas, excesso de álcool e falta de alimento. Sei que ela não está errada quando diz que estou me acabando, mas não tenho forças ou vontade para me levantar. Tudo que sinto é algo me puxando para baixo, e eu não tenho vontade de lutar contra isso!! Se tentar lutar eu terei de confrontar os meus demônios, e sei que não posso contra eles!

Pego uma troca de roupa e me dirijo ao meu banheiro, sei que o melhor é tomar um banho e me trocar por lá mesmo! Freya às vezes exagera nos cuidados e começa a me tratar como filho, e já sou um pouco crescido para isso!

Assim que termino me sinto bem melhor. Ainda tenho a boca seca, e vista sensível com a luminosidade e o estômago embrulhado, mas se não comer, Freya vai começar a terceira guerra mundial e costumo guardar energia para mais tarde, quando irei encontrar com os meus amigos.

— Até que enfim!! Já estava pensando em subir e bater na porta do banheiro para ver se não tinha desmaiado!!

— Freya, isso aconteceu uma vez!!

— Bom, aconteceu porque não estava se cuidando, e adivinha?! Você continua não se cuidando!!

— Freya!!.... Meu Deus!! Você está querendo brigar?!? Porque eu estou fazendo um esforço enorme, mas está difícil!!

Minhas palavras a deixam momentaneamente sem ação, até que ela se recupera e suspira ruidosamente. Tem alguma coisa errada:

— Me desculpe Nik!! Você tem razão!!

— O que houve?! Converse comigo!!

— Nada!! Eu estou bem!!

— Sei que está mentindo! Quer começar de novo?!

— Tá! Tudo bem!! Eu pedi um tempo ao Lucien há mais ou menos um mês! Mas ele vem me pressionando, e... eu terminei com ele!! Sei que está chateado, e eu também estou! Mas não estava dando certo!!

— Uau!! Sinto muito ouvir isso!! Vocês ficaram juntos por quase oito anos! Tenho certeza que está sendo difícil para os dois!!

— Sim! Com certeza!! Talvez... se você pudesse conversar com ele! Apoiá-lo! Talvez desviar das suas dores e dos seus problemas para ajudar uma outra pessoa possa te ajudar!!

— Você é uma bruxinha ardilosa!! — Eu digo a fazendo sorrir — Vou chamá-lo para nos encontrar no bar mais tarde!!

— Nik!! Será que você pode ficar um único dia sem estar enfurnado dentro de um bar?! Eu gostaria de pelo menos uma noite sem precisar te buscar caindo de bêbado!!

— Maninha, você se ausentou por três dias e eu fui e voltei com as minhas próprias pernas!!

— Estou sabendo! Mas antes fez alguns desvios no caminho com algumas vadias!!... Nik!! Você é tão melhor que isso!! — Reviro os olhos para o seu comentário.

E então eu ouço a campainha tocar.

— Eu atendo! Coma alguma coisa!! Qualquer coisa além desse suco de laranja com mamão!!! — Ela diz caminhado no corredor do nosso jardim.

A mansão Mikaelson é mesmo gigante. Na parte superior temos oito quartos, sala de estar, sala de jantar, sala de música, biblioteca e o meu ateliê. Na área inferior fica a cozinha, área de serviço, o jardim com uma fonte. É uma casa muito charmosa e diferente. De conceito aberto.

— Bom dia, preciso falar com Elijah Mikaelson. Sou Hayley Marshell do FBI, essa é a doutora Camille O´Connell!!

— O que houve?! — Freya pergunta insegura

— Freya, as convide a entrar!! — Eu digo tenso.

O que o FBI pode querer com o Elijah?! Afinal, ser um irmão falso e traidor ainda não são crimes prescritos pela lei. É apenas uma questão moral, no caso, uma falta dela!!

— Ah, me desculpe! Por favor, entrem!!

— Obrigada!! — Elas dizem em uníssono enquanto entram e atravessam a área acompanhadas da minha irmã.

Me levanto para recebê-las e quando as vejo, sinto como se levasse uma porrada no estômago. Daquelas forte o suficiente para te deixar completamente sem fôlego e desconcertado. As duas mulheres são simplesmente fabulosas, mas totalmente diferentes. Enquanto a morena tem uma beleza que grita modelo de passarela, mas com muito mais atitude, e agressividade. A outra... ela me deixa completamente enfeitiçado, como se estivesse diante de uma aparição. Ela é loira de olhos verdes, tem um olhar doce e gentil como um anjo. Na verdade é exatamente o que vejo: Um anjo.

Fico desconcertado e quando dou por mim, percebo que estou a encarando embasbacado, como um completo idiota. Mudo e encantado.

— Humm... me desculpem!! Sou Niklaus Mikaelson. Essa é minha irmã, Freya!! — Eu digo estendendo a mão a loira, mas a morena entra na frente e me encara com firmeza:

— Hayley Marshell e a doutora Camille O´Connell! Somos do FBI e precisamos falar com Elijah Mikaelson, ele está?!? — Olho para a outra moça, querendo de alguma forma chegar até ela, mas sabendo que as minhas impressões não estão erradas, e a tal Hayley Marshell não permitirá que eu me aproxime da moça com olhar de anjo.

— Humm... Eu não sei! Freya?! — Consigo finalmente falar.

— Ele está no escritório! Está falando com os investidores da Mikaelson Entertainmen! Com essa onda de assassinatos, o turismo está em queda! Eu posso ver se ele já terminou!!

— Eu peço para que faça isso, por favor!! Estamos aqui exatamente por esse motivo e não podemos perder tempo. Sabemos da queda do turismo. O delegado e o senhor Salvatore nos informou desse problema! — Diz a agente Hayley.

— Damon?! — Eu pergunto assustado — Quando falaram com ele, e... por quê?!

— Quem é Damon?! — A loira pergunta, e assim como eu imaginava, sua voz é tão linda e musical como deve ser a voz de um anjo.

Qual o seu problema, Niklaus?! Anjo?!?— Eu me censuro em uma discussão interna - Você sabe que mulheres não são anjos! Pelo contrário, elas podem ser verdadeiros demônios quando querem!!

— Damon Salvatore! Vocês falaram com ele?! Por quê?! — Eu pergunto preocupado.

Acho que não sou bem interpretado, pois vejo que as duas franzem a testa como se houvesse alguma questão interna.

— Não falamos com Damon Salvatore. Falamos com Stefan Salvatore. Imagino que sejam da mesma família!! — Responde Hayley.

— Sim!! Stefan é o irmão caçula do Damon!! O que houve?! Eles são meus amigos! Estou começando a ficar preocupado!!

— Bom dia!!... — Elijah diz do seu jeito polido ao se aproximar. Seu olhar totalmente focada na garota morena. Meu irmão realmente não tem medo de brincar com fogo — Sou Elijah Mikaelson! — Ele diz estendendo a mão para Hayley, em seguida a loira, e fico me sentindo como uma criança birrenta por não ter conseguido chegar até a outra — Como posso ajudá-las?!

— Acredito que sua irmã informou quem somos! Viemos informar que houve uma sexta vítima do chamado maníaco das sombras... Uma garota chamada Gia!

Elijah fica estático. Como se não ouvisse as palavras da agente:

— Eu... acho que não entendi muito bem! — Ele diz parecendo perdido. Sem a arrogância habitual.

— Podemos nos sentar?! — A agente loira pergunta com expressão de pesar, e assim que acatamos o seu pedido, ela se dirige ao meu irmão — Sei que é desconcertante, e sentimos muito pela sua perda! O FBI está a disposição para o que o senhor precisar, mas também precisaremos da ajuda de todos vocês!! Fomos informados por Stefan Salvatore que vocês eram namorados, precisamos fazer algumas perguntas.

— A Gia está morta?!? — Eu me intrometo — Mas... como?!? E desde quando ela era a sua namorada?! Vocês terminaram há tempos!! Desde que nos traiu!!... Eu já a vi flertando com meio mundo no bar desde então!!

— Niklaus, não é um comentário educado! Por favor, guarde a sua indelicadeza para você mesmo!!

— Indelicadeza?!?... Eu chamaria de verdade, sinceridade!! Se tudo isso for indelicadeza, bom! Então eu sou mesmo!! Você corrompeu a minha noiva, e puft! Ela está morta! A Gia terminou com você pela traição, mas acabaram voltando em segredo, e olha que surpresa! Mais uma garota morta!!

— Niklaus!!! Você está se ouvindo?! — Freya chama a minha atenção, e percebo que perdi a linha — Está acusando seu irmão sem fundamento algum!! Só se baseando em mágoas! E ressentimentos!! Não percebe que é por isso que nunca mais fomos os mesmos?!?

— Olha, eu não quero me meter, e nem parecer insensível, mas estamos no meio de uma investigação!! Precisamos de respostas, e pelo que vejo aqui, vou precisar do depoimento de todos vocês!! — Conclui Hayley.

— Somos suspeitos?! Digo, por conta das loucuras que o meu irmão caçula disse, isso nos põe entre os suspeitos?! Preciso da presença do nosso advogado?! — Freya fica mais tensa a cada pergunta, e me surpreendo com a atitude da garota loira:

— Fique calma!! — Ela diz segurando a mão da minha irmã — Precisamos obter informações sobre as vítimas para entender o que estamos enfrentando, e não existe outro modo de fazê-lo senão questionar as pessoas que faziam parte da sua vida! Se a presença de um advogado lhe deixar mais segura, pode chamá-lo. Mas não existe nenhuma necessidade disso!! Estamos investigando, e sabemos separar as coisas! Todas as famílias tem problemas! — Ela diz a última frase buscando o meu olhar.

Sinto meu estômago se revirar, mas não consigo desviar, é como se ela me hipnotizasse, mas a vejo desviar o olhar e corar fortemente.

Essa reação me enche de felicidade e orgulho. É bom saber que apesar de me sentir danificado, talvez eu ainda pareça alguém inteiro e atraente.

— A doutora Camille está certa!! — Hayley se manifesta nos trazendo de volta ao assunto em questão — Sabemos separar as coisas, o que não significa que não investigaremos tudo que acharmos pertinente!! Sei que são apontados como a família mais poderosa de Nova Orleans, mas estamos aqui exclusivamente para localizar e deter um serial killer, e portanto, ninguém além dele deve nos temer!! Que tal irmos a delegacia?!

— Tudo bem! Não somos perfeitos, mas também não somos criminosos!! Podemos e queremos ajudar!! Gia era uma garota incrível, e vou honrá-lo, como ela merece!! — Elijah se manifesta, e tenho a impressão de ver alguma emoção nos olhos de águia de Hayley Marshell, mas ela a oculta rapidamente.

Notas finais
Olá Pessoas!!! E então?! Novas informações estão surgindo, e encontros também!!! Stefan foi muito atirado, e Klaus ficou completamente encantado com a Camille. Será que os Salvatores tem algum envolvimento com as mortes?! Ou será Elijah? Klaus?! Por favor, digam o que estão achando e quais são as suas expectivas!!! Isso é fundamental para me direcionar na história! Boa semana para todos e até a próxima!!!! ;)