Bad girl

31 Capítulo 31.


Notas iniciais
Olá, meus amores! Eu sei, eu sei... Sou uma "sem-palavras', que jura e não cumpri. Mas 2015 começou meio corrido para mim, e ficar um, dois dias sem escrever perco a inspiração e me bagunço toda... Deixei de escrever por quase uma semana e deu no que deu... Mas enfim espero que gostem! Paramos em: Hank diz a Nora que é pai dela.

Tentei manter a calma a cima de qualquer coisa, o homem que estava a minha frente, estava me dizendo que é meu pai? E ainda exigindo que eu dissesse a verdade a ele? E o pior ele não era qualquer um. Hank Millar, empresário rico e bem sucedido com uma concessionária de carros Toyota, pai de Marcie. Líder de um grupo de nifilins, que por algum motivo quer destruir os anjos caídos. E eu, nem ao menos sem quem são eles.

–Não deveríamos fazer muitas coisas, mas fazemos. –Nora diz naturalmente. Enquanto passa pela sala e começa a subir a escada de dois em dois.

–Espere Nora... –Hank fala com uma voz macia, e ao mesmo tempo Nora percebe uma ponta de ironia. Ela se vira para ele, se arrependendo no mesmo instante. –Você tem razão às pessoas mentem, e muito. E se nós mesmos mentimos, por que sempre queremos a verdade?

–Hank...

–Me chame de pai. É isso que sou seu. Pai. –Hank fica sério por um momento, quase como se dissesse para confiar nele.

–Prefiro Hank, você nunca será meu pai. Meu pai se chama Harrison Grey. –Nora se vira. Mas é interrompida novamente, quando Hank se levanta e anda até sua direção.

–Será que essa não é a hora de colocarmos todas as cartas na mesa. –Hank delicadamente coloca sua mão no ombro de Nora e a fita por um momento.

Aqueles olhos azuis me encarando.

–Ótimo, então comece por você. Diga para mim por que esta me falando isso agora? –Nora se afasta fazendo com que a mão de Hank se afaste.

Hank sorri e diz:

–Nora... –Sua voz continua paciente. –Preciso de você para...

–Para fazer parte dos nefilins? –Nora interrompe, ao perceber que na verdade gritou. –E veio aqui, para me falar mentiras e dizer que precisa de mim nos “nefilins”. –Seus dentes semicerrados na última palavra, quase que com nojo.

Ela faz uma pausa, enquanto Hank fica surpreso por apenas alguns segundos.

–Pois saiba que não, estou farta de mentiras. –Ela continua. –Você não é meu pai!

–Entenda, querida. Eu sei que é difícil... –Hank diz, ao contrário de Nora, mas calmo do que nunca. –Eu posso te contar tudo...

–Me faz um favor, fica longe de mim. –Nora interrompe mais uma vez. –E da minha mãe, principalmente dela. Eu não estou nem um pouco interessada na sua versão da “verdade”...

Nora começa a subir a escada.

–Esta vendo, e com isso se prova que você é minha filha. O mesmo jeito explosivo. –Hank diz deixando Nora ir. Enquanto ela grita:

–VAI PRO INFERNO!

Corro pelo corredor rapidamente, avisto meu quarto, é quase como se eu enxergasse a porta para o paraíso. Olho para trás, e não vejo Hank. Entro, fecho a porta e tranco. Quase como se fosse automático não consigo segurar as lágrimas. E se tudo que ele disse fosse “realmente” a verdade? Hank meu pai?

A mesma dúvida de algumas semanas atrás... Quando perguntei a minha mãe, ela me disse que não... Mas e se?... Abandono todas as dúvidas e decido ligar para Vee ou Scott.

Nora é interrompida pela porta.

–Nora, sou eu... Abra. –Hank diz.

–Ainda não foi embora, seu... Mentiroso. –Nora limpa a garganta e as lágrimas, sem deixar que Hank perceba.

–Não vai abrir. Então só me responda uma coisa. –Hank espera um momento até que Nora concorde. Mas ela não faz isso. –Onde esta Scott Parnell?

–Ele disse que não precisaria mais ficar aqui. Sua mãe ligou para ele. E agora eles estão morando em... New Hampshire. –Nora diz rapidamente antes que Hank percebesse que era uma mentira, só de ouvir sua voz.

Hank fica calado, fazendo o vento que vinha da janela penetrarem nas roupas de Nora, como gelo. O silêncio que faz seu corpo arrepiar.

–Hank? Ainda esta aí? –Nora pergunta. Enquanto vai fechar a janela que deveria sempre ficar fechada.

–Sim. –Ele responde como se tivesse em um devaneio profundo atrás daquela porta.

E é então que começo a achar estranho. A janela, ela não deveria estar aberta, não daquele jeito. Só se alguém estivesse aqui... Escuto o barulho, que faz meu coração se acelerar, como se algo tivesse batido na parede... Lá fora estava acontecendo alguma coisa? O medo não me deixa escolhas a não ser pegar o celular e continuar quieta. Espero alguns minutos antes de...

Nora chama por Hank:

–Hank? Não estou gostando disso... O que esta tentando fazer? –Nora procura o número do telefone de Scott, e então abre a porta.

Minhas mãos estão na boca, impedindo um grito. Enquanto o celular eu deixei cair no chão, logo após ver um homem caído no chão do corredor. Sua fronte sangrando enquanto um vaso quebrado. Ele não parecia estar morto, mesmo assim meu desespero é visível. Pego celular e ligo para Scott.

–Nora? Onde você está? –Scott atende.

–Em casa. Por favor, venha para cá. Agora. –Nora diz rapidamente enquanto olha para o homem de cabelos castanho escuro, alto e forte.

–Estou indo para aí. –Scott diz. Então Nora desliga.

Só uma coisa se passou pela minha cabeça antes que Scott chegasse. Onde estaria Hank?

–Minha nossa! –Scott diz ao ver o corpo esticado de frente a Nora. –Pode me explicar o que aconteceu aqui?

–Eu estava no meu quarto. E Hank aqui fora, então eu ouvi um barulho. E quando saí me deparei com isso. –Nora diz meio embaraçada.

–E Hank?

–Parece que desapareceu. –Ela diz sem muita confiança.

–E a minha janela, estava aberta. –Nora estuda o rosto de Scott. –E Vee?

–Achei melhor que ela ficasse na casa dela. Caso a situação fosse muito grave... –Scott observa o corpo. Toca o pulso. E conclui: – Ele esta vivo. Faremos o seguinte, fecha aquela janela com a tranca, ele deve ter entrado por lá...

–Acha que ele é um nefilim? Ou anjo caído? –Pergunta Nora. Scott a olha por alguns segundos.

–Hank deve ter o atacado e depois chamaria alguém para fazer o trabalho sujo. Provavelmente esse homem é um anjo caído que queria matar ele ou... Você. –Scott espera alguma palavra de Nora.

–E o que faremos? –Nora pergunta.

–Vou tirar ele daqui, e levar para bem longe da fazenda. E quando Hank voltar, ele ficará um pouco... Nervoso. Mas não vamos correr o risco desse homem acordar e as coisas ficarem mais feias. –Scott agarra o braço do homem e começa a puxá-lo. –Enquanto isso fique no seu quarto, se tranque lá, e me ligue caso aconteça algo estranho. Vou dormir aqui hoje só por precaução. Depois que Hank for embora me ligue. Tudo bem assim?

–Tudo bem. Acho melhor ir, antes que ele acorde.

Scott assentiu.

Entro para o quarto, me certifico que a janela esta bem fechada, depois tranco a porta e empurro a penteadeira. Poucos minutos depois escuto o carro de Vee, que esta com Scott. Não quero pensar em coisa como: Se Hank é meu pai, e que segredo é esse que Patch esconde de mim. Patch. Não quero pensar no Patch...

Não demora muito até eu escutar Hank, e ele não está sozinho. Vou para mais perto da porta na esperança que eles possam dizer algo... Mas não dizem, quase como se eles soubessem que eu estou acordada.

–Nora? –Hank bate na porta. –Esta acordada?

Ela não responde.

–Se estiver, eu vou dormir aqui hoje. Não é bom que fique sozinha. –Hank diz.

Depois de alguns minutos tudo fica em silêncio. Nora decide ligar para sua mãe.

–Oi, Nora. –Sua mãe atende surpresa e feliz.

–Mãe, só me prometa uma coisa...

–O que querida? Aconteceu alguma coisa?

–Me prometa que terminará com Hank. –Nora esta quase sussurrando. –Eu já fiz a minha parte.

–Esta falando de Patch? –Sua mãe pergunta ainda mais surpresa.

–Sei lá... Nos duas, podemos nos mudar e viajar. E posso visitar Vee e ligar todos os dias...

–Nora, tem certeza que não aconteceu nada?

–Só termine com ele, eu te imploro. Eu o odeio. –Nora percebe um aperto na garganta.

–Querida, estou voltando amanhã. Vamos conversar sobre isso, você parece bem abalada. Nora... Você esta me deixando preocupada.

–Esta tudo bem, só não fique mais com ele, por mim... –Nora então desliga, sabendo que deixará sua mãe muito brava.

Ela suspira e então liga para Scott.

–Temos um problema. –Nora começa. –Hank. Ele vai dormir aqui...

–Tudo bem, logo que ele dormir chego. E antes dele acordar desapareço.

Notas finais
É aí???? O que acharam... Tantos segredos, né? Não deixem de expressar sua opiniões. Nos vemos em breve. Até mais...