Notas iniciais
É um pássaro? É um avião? NÃO, SOU EU APENAS postando com uma rapidez indescritível PQ RECEBI UMA RECOMENDAÇÃO! Thalia, chuchu, quando vc disse nos comentários que resolveria meu problema de falta de inspiração eu achei que fosse fazer uma macumba, menos isso ♥ Gratíssima a você pelas lindas palavras ditas! O capítulo está curto devido ao fato de ser um bônus. Gente, de verdade, eu quero agradecer muito ao pessoal que comentou!!! Continuo falando sobre isso nas notas finais pra aqui não ficar muito grande. OBS: esse capítulo mostra uma das primeiras (de várias) crises da Annabeth com drogas. Quem não gostar, é só não ler! Como prometido aqui já tem um pouco de percabeth (se eu não colocasse acho que seria morta por vcs rçrçrç), mas entendam que as coisas entre eles demorarão um pouco, mas quando tiver vai ser foda. Boa leitura!

"I have a problem that I cannot explain,
I have no reason why it should have been so plain;
have no questions, but I sure have excuse,
I lack the reason why I should be so confused."

Eu estava devastada. Precisava esquecer de tudo e de todos.

— Luke. Eu quero algo forte. – disse cambaleando. Ele me olhou assustado.

— Annie, o que aconteceu? – eu estava desesperada. Maquiagem borrada devido aos choros e cabelos bagunçados.

— Eu quero algo forte. – disse mais firme.

— Ei, ok. Tudo bem. — ele disse me abraçando. — Só tome cuidado. O que especificamente você quer?

— G. – ele me olhou assustado.

— Annabeth, nem fodendo eu vou te dar um boa noite, cinderela. – olhei-o desesperada.

—Luke, isso não é da sua conta! – exclamei raivosa – Eu vou te pagar como qualquer outra pessoa.

— Annabeth. Você não é qualquer outra pessoa. Pare com isso e pense direito. Quer ficar nessa festa assim? O que aconteceu?

— Nada. Só me dê. – disse confiante, tentando parecer controlada.

— Annie, você é pequenininha, sem ofensa. – ele disse ao me ver com raiva – O que tô tentando dizer é que você será derrubada por mais de 24 horas.

— Luke, eu sei muito bem os efeitos. Não é a primeira e nem a segunda vez. – ele arqueou a sobrancelha.

— Bom. Entre aqui, vou te dar algo um pouco diferente que irá te relaxar sem te derrubar. Vem. – ele disse me puxando.

— Querido, se você não me der um G, ok, simples, eu tomarei uma cartela inteira de rivotril. – ele me olhou preocupado.

— Já experimentou cristal?

— Uma vez. Na minha cidade cristal era uma das coisas mais difíceis de se conseguir, porque a polícia perseguia muito. – disse sentando no sofá da sala tão conhecida da Mansão.

— Eu tenho aqui. O que acha de eu te dar? Não precisa me pagar. Aceite como um presente de amigo.

— Que tipo de amigo presenteia o outro com drogas? – ele riu.

— Ok. Eu presenteio, tá legal? Eu só quero que você fique bem e não faça nada precipitado. Pode me prometer isso? – ele disse segurando minhas mãos. Revirei os olhos.

— Tá legal, Luke. Só me dê logo então, por favor. – ele assentiu e foi buscar. — Você tem uma espécie de armazém de drogas? – questionei.

— Na verdade, sim. – ele riu, me entregando um saquinho com cristais — Frank paga muito caro pra manter tudo em ordem. Você cheira, fuma ou...?

— Dessa vez vou fumar. Bate mais rápido.

— Mas dura menos.

— É, eu sei, o que quero é momentâneo. Obrigada, Heisenberg – ele riu – Espero que esse seja forte. – ele assentiu, concordando.

Peguei o tubo de vidro que ele me deu, coloquei e aqueci, com um isqueiro, um pouco dos cristais. Luke me deixou sozinha na sala, dizendo que iria ver como tudo estava lá fora. Coloquei meus lábios na saída do tubo, tragando a fumaça. Demorava em torno de dez segundos para a mágica ocorrer. Revirei os olhos quando bateu. Limpei algumas lágrimas que estavam insistindo em sair e caí no chão. Eu estava um pouco mal, pois já havia bebido muito e usado bala.

Traguei mais forte quando lembranças do que havia ocorrido me invadiram. Eu sou um lixo humano. Thalia deu um chilique quando me viu ficando com Nico na festa, me chamou de puta e tudo mais. Por que eu me importo? Simples, porque eu me importava com Thalia. Eu não sabia que ela gostava de Nico. Mas parece que isso não me diz respeito mais, já que ela se Silena se viraram contra mim. Clarisse tentou intervir, mas eu sou só a garota nova puta, como Thalia mesmo se referiu.

Nico não deve saber que ela gosta dele, já que praticamente implorou no meu ouvido para que fôssemos dar uma rapidinha no banheiro. Bufei. Que porra. Traguei novamente. Finalmente, se passaram quinze, vinte, trinta segundos, mais do que necessário.

Uma euforia tomou conta de mim.

Sorri, inconscientemente. Suspirei. Estava quase ficando bem de novo. Encostei minha cabeça contra a parede e continuei tragando, até que acabasse. Senti-me nova de novo, pronta para o próximo insulto ou qualquer outra coisa. Sairia daquela sala e curtiria o restante da festa, sem ligar para as minhas primas ou qualquer um que me impedisse de ter uma noite, digamos, agradável. Eu estava realmente muito tonta. Uma dor de cabeça infernal que me fazia querer estar constantemente com os olhos fechados. Ou seria apenas a sensibilidade da bala? Não sei. Na verdade, não me importo de fato.

Eu queria mais cristal.

Talvez não fosse a coisa mais racional a se fazer agora, mas, como disse, não me importo. Peguei mais do pacotinho, colocando tudo no pequeno tubo. Fechei os olhos e suspirei. Ok, vamos lá, sua covarde. Repeti o processo. Quando ia acionar o isqueiro, pensei melhor. Fumar bate mais rápido, mas acaba mais rápido também. Retirei tudo do tubo. Procurei uma superfície lisa e procurei algo duro para finalizar meu objetivo. Achei, na mesa, uma navalha. Não estava nos meus planos, mas serviria. Cortei cada cristal em pedaços pequeninos, até que se transfigurassem em pó. Bati a quina do meu celular contra os resquícios, para triturá-los como poeira. Ao atingir meu objetivo, peguei algumas notas amassadas do bolso e as fiz como canudinho. Eu queria algo forte. Antes de inalar o produto, observei a navalha. Eu queria tanto, não pude me controlar. Observei-a por mais alguns minutos. Respirei fundo. Peguei o objeto e o levei até o pulso esquerdo. Fiz uma pressão forte contra minha pele horizontalmente e logo pude ver o sangue escorrer. Fechei os olhos, tentando fazer com que minha dor física superasse a psíquica. Fiz uma pressão pouco maior e vi que exagerei um pouco. Limpei a navalha e a joguei no lugar que estava.

Eu apenas fitava meu pulso e o pó distribuído pela mesa. Enquanto via o sangue escorrer, apenas pensava no quão sozinha eu estava. A solidão é algo terrível que te destrói lentamente, aterrorizando-te a cada milésimo de segundo. O desdém, a indiferença é capaz de fazer com que você se sinta vazio e insignificante; é uma arma que te mata sem ninguém ter apertado o gatilho. Meu coração batia aceleradamente. Desisti dos meus pensamentos pessimistas, ou melhor, realistas.

Inalei o produto a minha frente de uma só vez. Gemi alto. Eu estava tonta. O que não consegui triturar, diluí na água facilmente e tomei de uma vez. Logo senti a metanfetamina ser absorvida. Sorri, revirando os olhos. Ótimo, agora podem vir mil Thalias ou Silenas.

Saí da sala de uma vez só. Fechando a porta com força. Eu estava tão tonta, não sabia nem como desceria as escadas. Senti um baque forte. Eu estava no chão. Eu morri? Não, apenas me desequilibrei. Quando tentei levantar, vomitei. Vomitei novamente. E muito. Por sorte não havia sido em mim. Tentei-me levantar com dificuldade, e obtive êxito. Fui cambaleando em direção às escadas. Seria impossível descer. Sentei-me aos pés dos degraus. Lágrimas involuntárias me invadiram novamente. Fechei os olhos, apoiada na parede. Eu realmente estava muito mal e meu pulso ainda sangrava. Fiquei alguns minutos ali. Apenas chorando, com os olhos fechados e tentando não vomitar. Minutos depois, eu estava no chão novamente, mas dessa vez não caí sozinha.

Um homem se aproximou de mim.

— Ora, não te vi. Está sozinha, gatinha? – não abri os olhos e não respondi – Você... é tão linda. – ele disse provavelmente se abaixando para ficar na minha altura. Continuei ignorando, sem me atrever a abrir os olhos – Hm, você está desmaiada ou apenas fingindo? – o homem continuou, colocando suas mãos nos meus seios. Suspirei. Não iria abrir os olhos. Eu não tinha força para mais nada. – Interessante. – suas mãos estavam à barra da minha saia.

Mais um baque. Desta vez, até o homem caiu.

— Ah, perdão, eu não te vi aí sentada... Annabeth? – olhei para cima com dificuldade. Não reconheci a pessoa, pois meus olhos não me obedeciam. – Annabeth, aí meu deus, Annabeth! – meus olhos estavam se fechando. – Ei! Não durma! – recebi um tapa na cara. – Saia de cima dela, seu animal!

— Por que você não participa da festa ao invés de arruiná-la?

— Cala boca, seu verme. – pude ouvir sons de socos. Imaginei que eles estivessem brigando. Ao barulho se cessar, tentei abrir os olhos para observar a cena. Não consegui levantar meu olhar, portanto apenas vi um homem caído nocauteado no chão.

Semicerrei os olhos para tentar ver algo. E quem estava ali era ele.

— Percy?

— Annabeth, você é muito burra. Vem comigo, não durma. – Percy disse fazendo com que meus braços envolvessem seu pescoço. Ele tentou fazer com que eu me levantasse e caminhasse ao seu lado, ainda apoiada nele, porém eu estava fraca. Meu corpo não me obedecia. Eu estava com muito sono. – Ei, não feche os olhos. – ele disse me batendo de novo, que droga, estava doendo. — O que é isso? Annabeth, você está sangrando! — não respondi.

— Para de me bater, eu não tenho força pra revidar. – eu disse com o pouco de fôlego que me restava, ignorando sua última frase, e ele riu um pouco.

Percy desistiu e acabou me pegando no colo, murmurando xingamentos por eu estar sangrando, ou melhor, por eu ter feito aquilo comigo mesma. Eu não consegui enxergá-lo direito, apenas encostei minha cabeça no seu ombro e ele desceu a escada. Percy caminhava com dificuldade para enxergar os degraus, já que a luz estava fraca. Meus olhos novamente se fecharam por segundos e ele me repreendeu de novo, beliscando minhas pernas, já que suas mãos estavam ocupadas me carregando.

Ao finalmente descer, pude ouvir gritos preocupados.

— Annabeth! – Luke gritava.

— Sai, Luke! Isso é obra sua, eu aposto! – Percy se virou, ainda me segurando, o impedindo de me tocar. Senti um leve enjoo por seu movimento brusco.

— Luke! Você fez isso? Oh meu deus. – era Thalia. Engoli um seco. Meus olhos estavam pouco abertos, mas eu não tinha autocontrole para conseguir enxergar algo. – Percy, eu sei o que fazer, eu vou junto.

— Thalia, eu vi e ouvi a discussão. Com certeza o motivo foi isso, inclusive disso. — ele apontou meu pulso; apenas mantive meus olhos fechados, desejando estar morta. — Eu cuido disso. Sei bem como é estar nesse estado. – Percy disse sério. – Eu vou ajudá-la com isso. – afirmou andando comigo ainda em seu colo, com mil pessoas, presumo, nos seguindo.

— Percy. – disse fracamente e pude ver, um pouco, que ele havia se virado para mim – O problema é que eu não quero ser ajudada.

Não pude ouvir sua resposta. Fechei meus olhos e adentrei à inconsciência.

Notas finais
Awn, esse gentleman ♥ O passado do Perçola será revelado aos poucos, não se preocupem! Apenas uma explicação/satisfação pro pessoal que pede que tenha PERCABETH logo: os dois são cabeça dura, por isso a relação deles não pode surgir do nada, a Annabeth tem seríssimos problemas emocionais e Percy não é muito diferente, portanto aquietem suas piriquitas e pipis que logo logo o relacionamento começa a surgir. Em relação aos comentários... Gente, muito obrigada, de verdade. Vocês vieram falar comigo e eu gostei muito! Inclusive falaram por mensagens privadas e só digo uma coisa, continuem pq vcs me ajudam muito, fora q adoro falar com vcs. Novamente, querida Thalia, muitíssimo obrigada, seu lugar no céu está garantido, e minha promessa paga, uma recomendação, um capítulo. Fico muito feliz que vocês estejam gostando! Gente eu queria muito não ter TDAH pq eu saio querendo fazer um milhão de fics, inclusive já quero COMEÇAR UMA NOVA KKKKKK, só digo uma coisa, SÍNDROME DE ESTOCOLMO kakakaka, vocês leriam? Estou com 23 comentários, se chegarmos a 30 eu faço outro capítulo bônus pra vocês rapidinho ♥