Notas iniciais
Ok, apesar de que capítulo passado apenas três pessoas comentaram, aqui estou eu, postando um novo capítulo. E, não, eu não demorei pela falta de comentários jujubas (isso não quer dizer que eu não possa demorar) e sim, pelo fato de que: muitos trabalhos em minha vida, dudes. Mas, bem aqui vai um capítulo novinho e, por favor, não chegou a hora ainda, NÃO ME MATEM.

Não Tem Lado Bom

Pular de uma ponte seria muito mais viável do que ir passar um tempo na casa de Tony Stark. Eu ainda estava me perguntando se meu pai não tinha batido a cabeça em algum lugar ou tinha sido abduzido por um extraterrestre que tem preconceito com a nossa raça dominadora e sanguinária. Pensava eu, que de tanto ser invisível, não deixava ninguém incomodado com a minha presença discreta. Embora eu estivesse muito enganada, ainda sim era uma péssima ideia de se livrar de mim de uma forma tão estranha— eu realmente não queria dizer a verdadeira palavra.

— Não é ruim assim, né? — a minha melhor amiga, Trice perguntou-me. — Pelo menos eu não acho.

Soquei a coitada da camiseta em uma mala velha— que de tão velha, nem era mais lembranças minhas— e aí depositei toda a minha angustia nela. Olhei Trice de modo indiferente e voltei a socar roupas e roupas dentro da mala.

— Não é ruim assim, é péssimo. — disse eu, pausadamente e convicta. Trice sabia o quanto eu estava com raiva e decepcionada por estar sendo chutada para casa de um egocêntrico. — Para você que não está sendo empacotada para casa do queridinho e protetor dos Estados Unidos da América. Então é claro que para você não é tão ruim assim.

Trice revirou os olhos e continuou sentada em minha cama, esparramada entre os meus lençóis e curtindo a boa vida. Ela era uma garota legal, e única que viu a vantagem de ser melhor amiga de uma nerd tão anti-social como eu. Ela também não era do grupo ou como eles são chamados Elite— um grupinho repleto de jogadores de futebol, líder de torcidas, filhinhos de papai e são completamente metido. Além de que todos mandavam na escola, por conta de serem ricos e com pais de grande influencia na sociedade de merda que temos hoje em dia. Trice era uma garota normal— nem no grupo de nerds e nem na Elite—, apenas é comportada, civilizada e uma ótima amiga. Seus cabelos são loiros claros, olhos castanhos e um corpo magro.

— Tá... — ela disse dando um basta na conversa e lhe agradeci mentalmente. — De qualquer forma, por que um cara como o Tony Stark iria querer você como assistente? Sem ofensa.

— É isso que eu estou me perguntando desde que meu pai falou isso. — eu respondi, terminando de socar as últimas roupas na mala. — Estranho, não?

Estranho? — ela disse. — Mais do que isso. Não faz sentido um cara como ele contratar você, uma menor de idade.

Fechei o zíper da mala e coloquei-a em pé em frente à cama— tudo com muito esforço uma vez que minha mala estava tão cheia que parecia que iria estourar. Eu não tinha feito minha mala com muito amor, porque se tinha uma coisa que eu odiava era fazer malas, então eu sempre socava as roupas e fazia um esforço enorme para tentar fechar a mala.

— E eu que sei? — perguntei retórica, sentando na cama e assoprando um fio negro que caía por sobre minha testa. — A única coisa que eu sei é que eu quero a morte.

— Também não exagera, Sky— ela pediu, chamando-me pelo meu apelido.

Eu juro que não tentei pensar em como eu sentia saudades quando meu pai me chamava assim, pelo meu apelido— que foi inventado por ele mesmo. Só que foi inconseqüente, foi automático. Tentava-me não me lembrar como era ter um pai presente em minha vida, porém ele se for, junto com minha mãe.

— Tudo bem— eu dei o meu típico e já costumeiro sorriso de tentar fingir que nada está acontecendo, como Trice mesmo tinha inventado o nome.

— Pode ir parando— ela ordenou, apontando o dedo indicador para meu corpo. — Eu de-tes-to essa sua depressão disfarça e esse seu sorrido de tentar fingir que nada está acontecendo, Sky. Você sabe disso.

Eu tive de rir. Trice tinha os melhores nomes para definir as minhas ações e tudo o que eu sentia. Senti-me muito especial, porque embora eu tivesse apenas uma amiga, tinha a melhor.

— Isso! — ela gritou, batendo palmas. — Aí está o sorriso muito bonito da minha melhor amiga. Agora sim.

— Ai, cala a boca e me ajuda a descer com essa mala pesada.

Trice levantou as mãos em sinal de rendição e então levantou para que pegássemos nós duas a mala.

— Você que muda e sou eu que carrego a mala. — eu a ouvi murmurar, mas ignorei.

***

A mala estava mais pesada do que imaginávamos, então parávamos de segundo em segundo da escada para ter um descanso e tomar um ar— realmente éramos muito sedentárias, a ponto de nem uma mala conseguirmos levar. Enfim, conseguimos deixar a mala em frente ao sofá enorme de couro branco que estava na sala decorada de inúmeros quadros caríssimos. A única coisa que nossos corpos fizeram foi capotarem no sofá, ofegantes, enquanto nossas testas estavam inundadas de suor.

— Como é que você é magra assim, se não faz nenhum tipo de exercício? — Trice me perguntou, olhando para a entrada da sala, onde ficava uma enorme porta de vidro automática.

Dei os ombros.

— Eu sei lá, deve ser genético, meu organismo talvez.

— Genético— murmurou. — você vai hoje mesmo?

— Ainda não sei— respondi em um suspiro. — Meu papai— depositei bastante sarcasmo na palavra— só me disse que quer as malas prontas quando ele chegar.

— É— gemeu Trice decepcionada o bastante, tanto quanto eu. — Parece que você vai ser empacotada para casa do Homem de Ferro hoje mesmo. Veja pelo lado bom... — ela ia começando a falar algo, porém lhe cortei.

— Não tem lado bom, Triz— rosnei, pegando o controle da TV e tentando achar algum programa legal na TV acabo. — O lado bom é que talvez lá tenha muita comida, fora isso. Não. Tem. Lado. Bom.

— Já entendi senhora estresse. — ela falou, deixando os olhos já grandes maiores ainda. — Casa de Tony Stark é sinônimo de ruim.

Pimba! — eu fingi um entusiasmo falso até demais para os padrões da terra. — Você finalmente está entendendo o espírito da coisa toda.

— Eu sou um gênio, eu sei. — gabou-se e então começamos a rir de forma contagiante e escandalosa.

Triz sempre conseguia me animar.

“When the days are cold
And the cards all fold
And the saints we see
Are all made of gold

Demons começou a tocar, avisando que alguém estava me ligando. Estranhei de inicio pelo fato de que era muito raro alguém me ligar— fora meu pai e Triz, mas não era nenhum dele.

— Alo? — eu atendi ao telefone.

Oi, Skylynn? Aqui quem fala é o Steve— ele falou com o cavalheirismo explícito em sua voz.

— Ah! Oi, Steve. Algum problema? — eu sorri entre a ligação, olhando o jeito que Triz olhava-me.

— Steve? — ela disse rindo. — Hmmmmmmmm, Steve.

Eu decidi ignorar o comentário ridículo de minha melhor amiga e voltei a prestar atenção no que Steve iria falar. Não dava para esconder que eu estava realmente feliz por ele ter me ligado— quando eu lhe dei meu número, nunca imaginei que ele me ligar tão rápido (bem, eu nem imaginava que ele iria me ligar).

Não nada. Você demorou a atender ou é coisa dos telefones mesmo? — ele perguntou observando.

— Quem é Steve, sua vaca? — Triz me perguntou, pegando o telefone de minhas mãos e colocando na viva-voz. Deu-me novamente o telefone e esperou Steve falar.

Revirei os olhos.

— Não, eu que demorei. — respondi, rindo. — O toque do meu telefone é inspirador então eu escuto um pouco antes de atender. Foi mal.

Está tudo bem... — Steve falou.

— A voz dele é sexy. — Triz comentou em um sussurro para que Steve não ouvisse.

— É. Muito. — concordei no mesmo tom de voz.

—... Eu só liguei pra perguntar se você queria ir tomar um café comigo, aqui no Broklynn. — ele continuou falando.

Senti-me muito mal por ter já um compromisso e também me senti muito azarada por justo hoje, meu ter dado a noticia besta. Quer dizer meu pai não podia ter marcado outro dia para estragar minha vida? Por um momento eu pensei em aceitar na hora, porém me lembrei de que se fizesse isso, seria mais um motivo de meu pai implicar comigo— mais do que ela já estava implicando seria impossível.

— Eu não vou poder ir— eu disse decepcionada comigo mesma. Minha vontade era de dizer que “Claro que eu quero.” “Ou de maneira mais formal (assim como ele fala):” Seria uma honra inenarrável”

Ah— Steve soltou um muxoxo parecendo mesmo muito decepcionado. — Podemos deixar para depois, não é?

Eu sorri por ele, mesmo depois de eu recusar seu pedido, estar me convidando novamente.

— Que tal irmos amanhã? E nos encontrarmos no Central Park? Às... 16h00 horas pode ser? — eu sugeri esperançosa.

Claro. — pelo seu tom de voz, pude ouvir que ele sorria. — Até amanhã, então. — e desligou.

Deixei o telefone no sofá, sorrindo. Triz encarava-me de forma curiosa e ao mesmo tempo incrédula, porque era muito raro eu falar com pessoas— imagine então sugerir um passeio pelo Central Park? Pelo visto, Steve Rogers mexia de um jeito incrivelmente com comigo.

— Tá— disse Triz, ainda digerindo tudo o que aconteceu nessa ligação. — Você marcou um passeio com o cara da voz sexy, que se chama...?

— Steve— respondi.

— Steve— ela repetiu. —, e não está morrendo de vergonha?

— Não— respondi novamente.

Triz ficou boquiaberta, não acreditando.

— Wow. Esse Steve fez uma mágica bruta com você.

Eu não respondi, porque a mesma coisa rondava em minha cabeça. O que tinha de tão especial em Steve que me fazia querer conversar com o mesmo, desabafar? Ele fez minha timidez desaparecer como um pó sendo levado pelo vento e mais rapidamente que o cujo.

***

Demorou mais do que o esperado para que o meu pai desse o ar da sua ilustre graça e quando ele deu, eu não soube bem como reagir. Porque em minha cabeça, o fato de que ele nunca mais dera bola ou algum carinho para mim, era por minha mãe ter partido muito rápido, de forma tão cruel— e não que ele não suportava a minha presença ou nem me amava mais. Por mais que eu estivesse tentando me enganar, a dor que havia em mim por ter sido rejeitada pelo meu pai estava tão imensa que era inexplicável. Bastou ele chegar para que ela só aumentasse.

Papai passou reto por mim e por Triz, sem dizer palavra alguma e isso fez com que eu quisesse dormir para sempre. Só que como sempre, eu coloquei a porra de um sorriso falso em minha face, enquanto ela passava. Nunca gostei que as pessoas percebessem minhas mágoas, que elas sempre faziam parte do meu dia a dia.

— Ele é um babaca— Triz murmurou olhando para a porta com a maçaneta de ouro, onde segundos antes meu pai tinha entrado. — Será que ele não percebe a fofura que tá perdendo te ignorando? — ela apertou minhas bochechas forte.

Eu suspirei.

— Deixa pra lá.

— Não dá pra deixar pra lá quando minha melhor amiga tá assim. — ela rebateu, dando-me um abraço de lado e eu coloquei minha cabeça em seu colo. — Olha pelo lado bom de ir pra casa do Stark: você não vai ter que ver seu pai te ignorando e fingindo que não tem uma filha.

— O pior de tudo— eu comecei tentando conter o choro que queria a todo custo sair. — é que eu ainda o vejo como o meu herói, aquele meu mesmo pai de quando eu era criança que sempre estava comigo, contando historias, me protegendo. E ele deixa claro que pra ele, eu morri quando mamãe morreu também. Está bem claro que eu sou sem valor na vida dele.

— Vai ficar tudo bem— Triz me confortou ou ao menos tentou. E só por ela ter tentado eu fiquei grata. — Você é muito importante pra mim, já pensou se eu não te ter como amiga? Seria o cumulo.

Revirei os olhos.

— Quem tem que dizer isso é eu— falei, levantando um pouco minha cabeça, para olhar a cara de lesada dela. — Besta.

Ela riu, batendo de leve em minha cabeça.

— Olha quem fala sua idiota.

— Eu que falo. — respondi uma coisa tão infantil, assim como todas as nossas conversas eram. — Quem disse que só por que eu vou pra casa de um otário, vou te deixar em paz com minhas nerdisses?

Ela levou a mão encima de suas sobrancelhas e fingiu estar procurando por alguém. Depois desistiu, bufando.

— Ainda vou encontrar quem disse isso— ela prometeu brincalhona. — Dou minha palavra.

— E sua palavra vale alguma coisa? — eu perguntei, levantando a minha sobrancelha esquerda.

— Como ousa falar isso, mera mortal?

— Ah, cala a boca, sua de deusa irritante— eu levantei a cabeça de seu colo, fingindo estar bufando de ódio. Essa era uma brincadeira que Triz e eu fazíamos constantemente.

— Mortal insolente— ela falava com uma superioridade semelhante de um deus. — não sabes que está falando comigo, a deusa da guerra?

Fingi uma risada ligeiramente falsa— ou não.

— A deusa da guerra? Você nem a deusa dos porcos chega, imagina a deusa da guerra, Triz. Se liga. — eu disse.

— Cala a sua boca, estranha— ela falou, e tampou depois minha boca com a sua mão, fingindo me sufocar. — Sua inveja só me fortalece!

Dei uma mordida em sua mão e consegui me livrar dela em minha boca, arrumei a minha “postura” — coisa que eu nunca tive na minha vida, só sabia na teoria, já na pratica eu sou uma negação— e dei-me um ar de superioridade. Aquela brincadeira era tão besta, só que bem única entre a gente. Qualquer um que visse poderia achar uma besteira, mas já nós, achamos umas das coisas mais divertida de se fazer em momentos vagos— e claro, atormentar a vizinha irritante de Triz.

— Então eu acho que você é uma fracote— falei. — De marca maior, aliás.

Triz fez um sinal com as mãos, que fazia um circulo e seus dedos ficavam levantados, indicando algo do tipo: sério mesmo?

— Você— ela disse e deu uma risada totalmente sem humor. — Hoje é sexta, dia de frango frito.

— É... — eu disse decepcionada. — Nem me lembrei com esses problemas aí, acho que hoje não rola sexta-feira do frango frito. Foi mal.

Trice gemeu de frustração, contraindo os lábios, como ela sempre fazia quando algo não acontecia ou dava errado—e era muito engraçado.

— Até a sexta-feira do frango frito seu pai tem que estragar? — perguntou, indignada e insatisfeita. — Na boa, isso é o cumulo.

— O que é o cumulo? — a voz de meu pai surgiu entre a porta da sala e fez com que Triz e eu virássemos de supetão para lhe encarar. Nem ao menos tínhamos notado a sua presença. — Suas malas estão prontas, Sky?

Eu me senti muito magoada e enraivecida pelo fato de que mesmo fazendo o que ele está fazendo, ainda tem coragem de me chamar pelo meu apelido carinhoso. Tive a vontade enorme de dizer que para ele, era só Skylynn mesmo, mas me contive— realmente, eu quase tinha dito isso.

— Sim— foi apenas o que eu respondi, com minha voz fria e cortante.

Papai fez um sinal de aprovação com a cabeça, limpando os pés no tapete de carpete, para assim entrar na sala.

— Muito bem, estamos indo em menos de uma hora. Acho melhor a sua amiga— ele se referia a Triz, alargando a gravata verde de seu pescoço. — Ir embora.

E com os passos rápidos ele se retirou da sala, subindo as escadas para ir ao meu quarto. O clima depois disso ficou tenso entre Triz e eu, e não gostei bem do tom de voz em que meu pai se referiu a minha amiga, como se ela fosse uma influencia muito ruim para mim.

— Será que lá tem piano? — eu resolvi cortar o clima, tímida. Escondi minhas mãos entre minhas suas cochas, tímida.

— Eu sei lá— respondeu risonha.

— Eu espero que sim— em um suspiro eu disse.

E depois disso, Trice disse que já estava na hora. Despedimo-nos, ela foi embora, e eu esperar à hora em que eu iria para casa do Stark.

***

Cá estou eu, em um carro de alto nível no banco de passageiro e meu pai ao volante, em direção à minha “nova casa”. O ar condicionado estava ligado no último e eu pouco me importava— meu moletom era eficaz me deixando quente e confortável—, a única coisa que tinha a minha atenção era a música que tocava na rádio— Highway of Hell do AC/DC. Meu pai e eu depois que ele tinha meio que expulsado Triz de casa, nós não trocamos nenhuma palavra, nenhum suspiro e muito menos olhares. Ele apenas chegou na sala e automaticamente eu peguei minha mala e saí porta a fora de minha casa— eu nem ao menos sabia se ainda poderia chamá-la assim—, coloquei minha mala no porta-malas e entrei no carro, esperando por meu pai. E então seguimos o caminho.

— Essa música— eu murmurei, ouvindo o solo. — Define muito esse momento.

Meu pai deu uma risada, como se o que eu tinha dito fosse uma piada hilária.

— Eu não me lembro de você ser tão sarcástica— meu pai observou.

— Porque eu não sou isso. — decretei, olhando pela janela o movimento enorme das ruas de Nova Iorque.

— Se você diz.

Por fim, eu ignorei o que ele havia dito.

— Estamos chegando?

O carro parou em um prédio, incrivelmente alto e luxuoso— eu não estava exagerando, nem coisa assim—, e eu ergui os meus olhos e foi impossível não ver o enorme nome STARK em um azul estampado no topo do prédio.

— Já chegamos— meu pai respondeu e logo depois abriu a porta do carro e saiu.

Bufei. Mas, fiz o mesmo, saindo do carro e indo abrir o porta-malas. Meu pai, vendo que eu iria pegar a mala, pegou ela em meu lugar.

— Obrigado— murmurei.

Então, eu olhei mais o prédio— ou a Torre Stark, como muitos chamavam, e realmente, parecia uma torre— e fiquei demasiada com a arquitetura do local, chega minha boca abriu lentamente. Arquitetura era minha vida, eu simplesmente sou apaixonada pela profissão e assim como minha mãe foi um dia, eu também desejava ser. Nas partes em que eu não estava estudando, com a Triz ou tocando, eu começava a fazer projetos sobre como eu sonhava um dia a minha empresa— fora que eu passava horas e horas estudando tudo sobre arquitetura, como fazer projetos dignos e ainda estudava (e me inspirava) pelos projetos antigos de mamãe.

Eu passaria horas estudando a arquitetura aquele torre enorme.

— Ande logo, Skylynn— meu pai ordenou já quase na entrada da torre.

— Estou indo— respondi.

Então coloquei os meus pés para entrar no serviço, e me dirigi para onde meu pai estava. E aí nós seguimos para torre, e todos nos olhavam por algum motivo em que eu não identifiquei. Os murmurinhos entre os funcionários começaram a crescer e eu apenas me encolhi em meus próprios braços, em um ato de total defesa. Eu odiava ser o centro das atenções. Seguimos reto, indo para um elevador. Meu pai apertou o botão dos mais de duzentos que havia no painel e aos poucos os andares foram aumentando. 1, 2, 3, 4,5... E assim seguiu e ao que me parecia os andares do prédio pareciam infinitos.

Ao longo que os andares subiam, meu estomago começou a doer, pelo medo do que talvez fosse vir por aí. Eu realmente sofria de uma insegurança absurda e uma timidez incontável. E logo, as portas do elevador se abriram. Lá estava o Stark com um rapaz loiro, alto, forte e alto e os dois não tinham percebido a nossa presença— apesar do barulho do elevador. Peguei minha mala das mãos de meu pai, prestes a sair do elevador. Mas quando o loiro se virou, eu parei de imediato.

— Steve? — eu perguntei confusa.

— Skylynn? — ele franziu as sobrancelhas e assim como eu, estava confuso.

Nada. Eu não estava entendendo nada.

Notas finais
Eu sou DO MAL, capítulo que vem é massa, é fera- q? Comentem o que estão achando, assim tem caps mais rápido e com mais criatividade