Notas iniciais
Nem demorei muito, não é? Enfim, eu mal entrei nesse site por um motivo aceitável: provas. E, cara elas ainda nem acabaram, que inferno. MAS, OK minhas amoras azuis aí vão um capítulo novíssimo.

Eu acordei com a luz radiante do sol em contanto com a minha face e em defesa aos meus olhos, eu levei a minha mão em frente do meu rosto. Eu achei estranho, uma vez que ontem, o dia estava frio e gostoso.

— Bom dia Srta. Johson — a voz surgiu de algum lugar do quarto e eu me assustei, puxando a coberta para cobrir minha cabeça. — Hoje o dia, apesar de ensolarado, estará frio e com índices de tempestade. O senhor Stark está solicitando a sua presença no andar 322.

— Muito obrigado, Jarvis— eu agradeci sonolenta.

— Foi uma honra ajudá-la, Srta. Johson. — respondeu com a sua voz incrivelmente parecida com a de um homem.

Jarvis era uma tecnologia de ponta, sua voz era tão real, que era facílimo se confundir sem nenhum problema.

Por mais que o meu corpo estivesse possesso pela preguiça e o desejo de ficar na cama, eu afastei a coberta do mesmo e arrastei o meu corpo para fora da cama. Mal consegui firmar os meus pés no chão e quando consegui, senti o frio que o piso claro tinha. Coloquei meus braços para cima, espreguiçando-me em um ato total de preguiça.

E fui me arrumar, para só o começo dos meus longos dias na casa do Stark.

***

Saí o elevador com certa pressa. Faltava pouco mais de quarenta minutos para as aulas começarem e a torre, era muito longe do colégio— sem contar que, eu ainda nem tinha como ir e muito menos tomado café da manhã. Lá estava Tony, sentado em uma bancada, olhando para alguns gráficos em frente à bancada e tomando café.

Eu me sentei ao seu lado. Joguei a minha bolsa escolar por cima do balcão e peguei uma xícara, derramei logo depois café.

— Pra que essa bolsa? — Tony perguntou-me desviando a sua atenção dos gráficos e olhando para a minha judiada bolsa de corujas.

Olhei minha bolsa alguns segundos antes de responder.

— Minha bolsa, sabe, eu sou uma estudante dedicada. Tenho bolsa e tudo mais. — respondi.

— Que pena— ele disse triste. Ou fingindo. — Eu realmente achava que você era uma dançarina de tango.

Eu ri sem humor da sua piada e beberiquei um pouco do café quente, que quando entrou em contanto com a minha língua, queimou de leve. Eu amava café.

— Não, não— eu sorri com desgosto. — Ainda não.

— Que pena tango é tão... Tango. — ele “refletiu”, depois dando os ombros. — Você já pensou em como começar o projeto? Eu quero que fique pronto em dois meses, no máximo.

Eu quase cuspi o gole do café que estava em minha boca, mas apenas o engoli com dificuldade, como se o mesmo fosse uma pedra enorme. Acho que, Tony não tinha nem uma noção de tempo, para pedir que o projeto da torre fique pronto em dois meses.

— Qual o teu problema? — eu disse. Coloquei a xícara no balcão e o olhei raivosa. Ele estava querendo demais. — Essa torre tem sei lá, mais de 500 andares de mais ou menos mil metros quadrados. Se você tiver um pouco de inteligência, vai saber que, vou precisar de no mínimo quatro meses. E olhe lá, né.

Tony bufou, irritado.

— Se você fosse uma profissional competente— ele fez questão de falar essa palavra de forma lenta e olhando profundamente em meus olhos. — Terminaria bem antes.

Mentalmente eu contei de um até dez— era necessário quando eu estava com muita raiva, caso contrário eu perdia o controle. E quando eu perdi o controle com o meu pai rendeu nisso.

— Eu sou apenas uma adolescente de dezoito anos, que agora está se tornando independente. — falei. — Eu ainda estou no ultimo ano do ginásio.

— Disso eu sei, Skylynn— ele falou, com as mãos apoiadas na calça de jeans clara.

— Pêra, aí— engasguei com meu próprio ar, se possível. — Você andou pesquisando sobre minha vida?

Tony arqueou a sobrancelha e apontou para si mesmo, em uma face total de espanto e indignação.

— Eu? — ele se fingiu de tonto e isso me irritou plenamente.

Estava bem claro que ele tinha pesquisado sobre mim sim, e eu comecei a ficar um pouco constrangida sobre isso. Mas, não deveria ter muitas coisas sobre minha vida na internet— e eu esperava que não houvesse nada, porque não tinha nada para ter.

— É claro que pesquisei— Tony disse e puxou sua cadeira alta para mais perto da minha e me mostrou o meu projeto. — Eu estava pensando que pudéssemos ver agora algumas coisas importantes pro trabalho.

— Mas, agora não dá— avisei, olhando disfarçadamente para o circulo em seu peito. Aquilo me chamava tanta atenção.

— Como assim?

— Eu tenho aula— lembrei-o. — Lembra?

— Não. — respondeu e virou-se para olhar meu projeto.

Quero dizer, eu tentei não ficar com raiva— por mais que as minhas tentativas nunca dessem muito certo, eu tentei— mas, cara foi mais inevitável do que a minha vontade de dar um murro na cara do Stark. E eu não sabia qual era a minha vontade maior, dar um soco nele ou dar dois socos nele. A dúvida era algo agonizante...

— Que pena... — eu fingi estar ressentida. — Até porque você vai me dar uma carona hoje. — a minha face agora estava com um sorriso sacana brincando nela e eu sentia como era bom provocar ele.

Engano meu, como é bom provocar as pessoas— mas claro com o Stark era bem melhor. Veja isso: ele virou-se lentamente para me olhar— e isso foi bem filme de terror, admito—, travou o seu maxilar e acariciou aquele cavanhaque sexy. Então eu deveria mesmo excluir ou apagar essa parte do cavanhaque sexy, porém no momento eu não tenho o dom de apagar pensamentos constrangedores.

— Eu? — ele riu e isso fez com que o que eu havia dito ficasse mais ou menos parecendo com uma piada.

Meu café já estava no fim, então bebi rapidamente o resto e não senti minha língua sendo queimada, por conta de que o café já tinha esfriado. Merda, eu odeio café quente. Peguei a minha judiada mochila do balcão— por mais que ela estivesse tão maltratada, ela era meio que o meu amuleto. Foi o ultimo presente dado de minha mãe para mim e a única coisa que guardarei pro resto da vida. Admito que, sim, ela estava precisando bastante de uma limpeza. —, levantei-me da cadeira que tinha mais da metade da minha altura (e sim, eu tentava ignorar muito isso, eu sou tão baixinha!) e encarei o Stark. O mesmo só me olhou dos pés a cabeça, me analisando.

— Sério, cadê a roupinha de ontem à noite? — ele questionou e voltou a olhar para o meu projeto. — Uma casa de praia— ele analisou, batucando os dedos fortes pelo mármore do balcão impaciente. — Por quê?

Confesso que eu tive a enorme vontade de não responder a pergunta, mas resolvi que eu responderia. Bem. Esse assunto não é um daqueles assuntos que estejam na lista “assuntos para conversar” e na verdade não está em nenhum. Ele meio que bem guardado, socado, amassado e nunca relembrado. Até segundos seguintes. Aquele projeto era a tão sonhada casa de praia minha e de mamãe— que assim como eu amava arquitetura e foi uma das melhores arquitetas que vi. A melhor. —, infelizmente nunca fora realizado. E por isso, desde que eu aprendi a fazer um decente projeto, eu comecei a trabalhar duro nele. Passava horas e horas apenas pensando em pequenos detalhes, tão importantes, porém. Eu tinha a certeza de que a aquele projeto mudaria a relação murcha entre meu pai e eu. Inocente e tonta eram duas palavras que me definiam bem. Até pode parecer que eu não tenho amor próprio algum, mas era a verdade.

Mostrar o meu projeto pro meu pai fora a pior coisa que eu tinha feito em minha vida. Eu cheguei até ele com um sorriso rasgando os cantos da minha boca, dei lhe um abraço apertado e disse que tudo mudaria para frente. Entreguei logo depois meu projeto, sorridente esperando a cada segundo uma resposta sua. Mal sabia eu que ela seria tão cruel. “Pra que algo tão ridículo, Skylynn?”, ele foi curto grosso e cortante em meu coração. Era por esse e muito mais outras que eu desconfiava muito no homem rude e cruel que tinha por debaixo dos ternos caros de grife.

Foi preciso mais do que cinco minutos para que eu pudesse responder a pergunta e o Stark me analisava curiosa. Eu engoli o seco.

— Meu sonho. Isso é meu sonho. — eu apenas respondi isso.

E isso foi o que bastou para que ele se levantasse da cadeira e pegasse as chaves do seu carro, provavelmente luxuoso. E ainda em silêncio, fomos para o elevador.

Eu não tinha muita certeza se com essa carona eu chegaria à escola.

Notas finais
Então, é isso amoras. Eu continuo esse capítulo com 6 comentários, nem é muito, babys. Ily amoras.