Notas iniciais
OIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII, amoras azuis aqui estamos: starkjackson e salvatorewaters com um capítulo ENORME! Além de enorme tem dois banner, 3 NARRAÇÕES - uma pessoa nova narrando e um personagem novo-, e além do mais: uma susprise nem tão susprise, é só ler o nome do capítulo heuheuheuhe Nós duas trabalhamooooooooos muuuuuuuuuuuuuitos pra esse cap e ficou um dos melhores até agora, e em tão pouco tempo, e também ele é super importante. TIPO DEMAIS. PS: LEIAM TUDO COM ATENÇÃO, TIPO TUDO MESMO BABYS. PS²: EM ALGUMA PARTE DO CAP VAI TER ISSO ESCRITO: Koenigsegg Agera R. É UM CARRO MINHA GENTE HHUHEUHE UM DOS MAIS CAROS DO MUNDO UEHUE Enfim, aí está o capítulo leiam td td bjs

Pont of Vist: Tony Stark.

Eu pousei a minha armadura na base da S.H.I.E.L.D e, logo após sai dela. Depois, ela se fechou automaticamente e se transformou em uma mala de “metal” vermelha — e sem comando algum. Peguei-a e rumei direto a porta central do local, que era uma torre gigante, mas nem tanto quanto a Torre Stark. Eu tinha me juntado a S.H.I.E.L.D depois da tragédia que ocorrera em NY, e depois que Pepper tinha me deixado, nessa época eu estava um caco. Além de ter que lidar com a barra de ter sido quase morto por uma bomba e, quase ter visto o meu mundo — que é literalmente uma bosta, mas ainda sim meu mundo — ser destruído. Os pesadelos, sempre eram constantes, sempre. Mas, eu ainda tinha a Pepper para me ajudar a contê-los e me ajudasse com os ataques de ansiedade.

Mas, bem, ela me deixou. Com os argumentos: que era muito para ela ser namorado de um super-herói como eu, que sempre vive fazendo mancada e colocando todos em perigos. Acho que ela viu que era essa a única opção de sair do risco de perigo que todos correm ao meu lado, de forma inconseqüente. Querendo ou não, eu tive que buscar forças, e no único lugar que eu realmente encontrei foi na S.H.I.E.L.D, e nos Vingadores. Basicamente viramos uma família, daquelas bem complicadas, mas com o tempo aprendemos a conviver juntos, porque era a única maneira daquela equipe manter-se intacta.

Apesar de Steve e eu não nos suportarmos, por sorte — ou não, ou não — viramos alguma espécie de amigos, e quando estávamos mal procurávamos um ao outro. Devo admitir que essa amizade, junto à de Banner me ajudaram a superar a perda da Pepper.

Digamos que eu estava conseguindo fingir que estava tendo uma vida de verdade. Mas, nada disso importa nesse momento. Só as complicações e infidelidades por parte de Nick Fury. O cara sim, fez com que conseguíssemos nos tornar uma equipe razoavelmente boa, mas nunca foi o melhor chefe. E, nos deixar por dentro de todas as coisas sobre as missões nunca foi o seu forte, e ele não escondia coisas pequenas, muito pelo contrario, eram graves até demais.

Com os passos apressados, eu fui em direção a porta eletrônica e ela reconheceu o meu rosto e permitiu minha entrada, como fazia com todos os autorizados — era uma segurança que eu tinha inventado para Torre S.H.I.E.L.D já que ela tinha sofrido algumas invasões. Tudo naquele lugar tinha algum dedo meu e a melhor tecnologia produzida por mim. Eu já estava atrasado mais de meia hora, e por isso dispensei os comprimentos com os agentes e fui direto a sala feita para as reuniões dos Vingadores. Adentrei o local, estavam todos me esperando.

Nick Fury estava no fundo da sala, na sua cadeira ou como eu gosto de chamar: seu trono, e quando me avistou lançou o seu olhar típico de quando eu estava atrasado. Todos estavam com tédio, principalmente Steve que estava sentado na cadeira vermelha, um cotovelo apoiado na mesa de vidro e com o mesmo braço apoiava seu rosto nele. Natasha estava com a sua expressão fria de sempre, sua expressão era digna da assassina profissional que ela era — sua carranca cheia de mesmice. Banner era o mais calmo de sempre, e se não fosse o mais calmo essa sala já não existiria faz muito tempo. Thor estava quase dormindo, os braços cruzados e, uma expressão de que queria sair o mais rápido possível dali. Trajava como sempre a sua roupa asgardiana com aquela cortina ridícula chamada de capa. Clint tinha o seu olhar brincalhão e alisava uma de suas flechas super potentes.

— Atrasado de novo, Stark — Fury se levantou de seu trono e disse. A sua voz não era aquela de que aprovava o meu atraso ou não. Mas, eu não liguei, apenas senti mais raiva. — Até quando você irá atrasar as reuniões, Stark? Não acha que já estamos fartos?

Eu revirei os meus olhos, ele tinha mesmo a cara de pau de falar nesse tom comigo? Além de ser um mentiroso de marca maior, está querendo bancar o certinho — e isso aqui só o Steve.

Agente Hill, que estava em algum canto daquela sala no qual não consegui decifrar, ficou ao lado de Fury, como sempre fazia.

— A nossa encomenda já foi enviada, senhor Fury. — ela disse baixinho no ouvido de Fury, e de certo achou que nossos ouvidos eram de velhos.

Eu tinha a certeza que todos tinham ouvido o que ela falou, e isso só me dava mais ponto para os passos seguintes que eu tomaria. Abri um sorrisinho de vitoria, pequeno, quase invisível, enquanto eu jogava bolinhas na mesa, que deram hologramas de vários mísseis e históricos da S.H.I.E.L.D.

Todos passaram a olhar com curiosidade o que foi posto na mesa, e estava sendo hologramas. Steve franzia o cenho, eu sabia que com isso ele daria o fora dessa organização mentirosa que era essa. Natasha, apesar de ser uma durona, mostrou aflição pelo que estava sendo reproduzido, era muito até para uma assassina. Clint, Banner e Thor estavam quietos, olhavam para um míssil sem nenhuma expressão e perdiam o foco.

Nick Fury tinha a expressão que mais me divertia: medo. Medo de que talvez ele perdesse, nós, Vingadores — os mais belos fantoches que ele poderia ter para salvar o mundo para ele, enquanto ele fazia coisas que não tínhamos conhecimento. Ele tinha um jeito muito estranho de “salvar o mundo”, e contava que nunca nós iríamos descobrir nada.

— O que é essa farsa, Tony? — ele perguntou, e olhou de forma desesperadora para Agente Hill. — Não compreendo...

Eu que te pergunto, tapa olho — eu tomei as rédeas da situação e logo o cortei. A minha paciência era muito pouca para ouvi-lo falar desculpas e se fazer de bobo. — Eu quero saber porque esse míssil — eu peguei o holograma do míssil em minhas mãos. — Está programado pela S.H.I.E.L.D para ser enviado ao norte do Afeganistão. Sendo que você disse que a retirada dos terroristas seria da forma mais passiva possível. É essa a sua forma de evacuar sem violências?

De imediato, Steve levantou e apoiou as duas mãos na mesa de vidro, raivoso, possesso de ódio. Era muito difícil vê-lo assim, mas também quando víamos não era ele de uma forma inocente ou coisa assim.

— Pode explicar isso, Fury? — ele questionou usando um tom de voz grave demosntrando ainda mais o ódio e a raiva.

Fury mexeu-se desconfortavelmente, claramente não sabia como sair daquela situação que eu mesmo tinha o colocado. Mas, era por isso que eu tinha criado tudo isso, para que ele não tivesse saída.

— Tenho sim, Rogers — ele pronunciou, e sua voz parecia ter perdido toda a sua confiança sempre presente. — Tentamos desfazer o circulo de defesa dos terroristas, mas foi impossível...

— E por isso vai ameaçar, ou melhor acabar, com as vidas das centenas de reféns? — Banner falou pela primeira vez, ainda não parecia estar acreditando nas imagens e vídeos, e principalmente em Fury. — Sinceramente, Fury. Eu prefiro não ouvir as suas desculpas, e por via das duvidas, para não ouvi-las mais, estou saindo oficialmente da S.H.I.E.L.D. Isso aqui é uma farsa.

Nick Fury riu sem humor, e pegou todas as bolinhas-hologramas minhas me lançou, e logo elas quicaram no chão. Todos observaram os movimentos calados.

— Por favor, doutor Banner, todos nós sabemos que a sua vida é uma farsa. Você não passa de um cara com um carma e que no final será o fim de todos que o conhecem. — Nick Fury agora estava jogando o seu veneno.

— Cale a boca, tapa olho — eu ordenei, já cansado daquela palhaçada. — Você já não acha que não é hora de arranjar novos fantoches? Me desculpe, porque nós, sinceramente cansamos. Casse um bando de idiotas que gostem de segredos escondidos dele, e por favor faça um implante de olho porque sua visão de tudo foi por água a baixo.

E depois disso, eu peguei minha armadura e dei um fora daquele local que já estava me dando nos nervos. Antes, era um lugar que realmente me fez bem, agora, um que foge totalmente até dos meus princípios.

☼ ☼ ☼

Cheguei à torre, tirei aquele meu terno calorento e pus outra roupa. Depois, rumei para a minha oficina, onde eu tinha que acabar alguns projetos de armaduras. Mas, tarde eu iria ligar para todos do grupo, e convocar uma reunião de nós, Vingadores. Eu não pretendia sair do grupo, ou fazer com que ele acabasse e sim, que ele se renovasse. Tinha a certeza que não era só eu que estava farto das mentiras e a cara de pau de Fury, então eu sabia que a minha ideia estava quase que confirmada. Coloquei meu olho no leitor, e automaticamente uma porta se abriu, mas logo se fechou. Finalmente, a paz que eu estava procurando desde que Skylynn tinha ido pra escola e feito uma lambança em minha cozinha.

Sentei no banco alto enquanto consertava algum fio solto — só que ainda sim um grande problema para o processo de toda a minha armadura. Eu tinha muitas outras coisas serias para pensar, como “A Iniciativa Vingadores”, ou até mesmo aquele míssil com destino ao lar de vários inocentes. Porém, eu pensei na noite passa onde eu tinha sem nenhuma intenção deixado Sky bêbada. Uma noite e tanto, eu devo admitir.

Desde que Skylynn chegou à torre eu me senti diferente e eu cheguei à conclusão que Skylynn Johson era tão especial que com sua presença nos faz se sentir diferente. Eu adorava irritá-la, porque as suas bochechas adquiriam um tom avermelhado e os seus olhos azulados arregalavam-se e ela desatava a me xingar. Eu ria, porque de qualquer forma ela ficava ainda mais adorável e linda. Mas, ela também sabia ser irritante quando queria, teimosa, birrenta e um monte de coisas. Só que, ela ainda continuava ela mesma.

Quando ela iria me beijar, eu quase deixei, contudo eu sabia que era a pior coisa que eu poderia fazer com ela. Sky nunca me perdoaria, e eu perderia a nossa amizade sinistra. Depois, ela dormiu nos meus ombros, levei-a no seu quarto e tirei as suas roupas. Cara, não foi nada com pensamentos tarados, tudo bem? — claro, eu não consegui não reparar em seu corpo, porque eu era homem, mas na minha cabeça não me veio na relacionado a sexo. Céus, eu estava me curando em ser tarado.

Só que o fato era que Skylynn era o molde para a definição menina-mulher. A expressão de seu rosto sempre serena, e nos seus olhos sempre expressando algo bom. A pele era branquinha e a pele macia, tinha uma barriga lisa e encima dois monte — seus seios, fartos e robustos. Pernas bonitas, tudo bonito. Depois, dei um beijo na sua testa e fui dormir. Afinal hoje é um dia corrido.

Eu fiquei me perguntando se um dia eu teria um grande amor como o de Pepper. Só que eu me lembrei do risco que essa pessoa correria, e eu desisti de pensar. Eu não era tão egoísta a esse ponto, não hoje em dia. E, eu sinto que fui egoísta demais por prender a Pepper comigo. Todos nós teríamos mais futuro se eu fosse um pouco menos egoísta naquela época, e não pensasse só em mim mesmo.

Eu sou um merda. Mas, pelo menos eu sou um merda sexy.

☼ ☼ ☼

Pont of Vist: Skylynn Johson

Ás 4:20 pm nós saímos do colégio, e entramos na lata velha chamada carro do Dannis, o sedutor. A lataria cinza do carro me dizia que esse carro não era desse século e, que precisava de alguns cuidados.

— Belo carro — eu comentei para Dannis, enquanto me arrumava no banco de trás do carro.

Trice estava no banco de passageiros, e Dannis no do motorista.

— Eu irei aceitar o seu comentário repleto de sarcasmo, Senhorita Johson — ele me respondeu dando o seu sorriso maroto e arrumando um óculos modelo Aviador em seu rosto.

Dannis deu a partida no “carro”, indo em direção à Torre Stark, já que na hora do almoço eu havia prometido levá-los para conhecer o imenso prédio. Devo dizer que começamos a viagem todos calados, estávamos sem assunto algum, porém me veio à cabeça perguntar se havia algo acontecendo entre eles dois, já que Trice estava agindo de uma forma bem estranha em relação à Dannis. Realmente não sei de onde me veio essa curiosidade ou esse interesse de estar puxando assunto, já que geralmente eu fico calada no meu canto apenas escutando a conversa dos outros. Mas, acho que isso desaparecia quando eu estava com os meus amigos de verdade, como Trice, que sempre estava ao meu lado ou Dannis, que apesar de nos conhecermos a apenas um dia, mostrou-se confiável.

— Então... — eu fiquei entre o banco de Dannis e o de Trice, começando a sibilar com um tom de quem não queria nada. — Vocês... — eu pisquei meus olhos, nervosa e sem jeito. — Sabe, o que... Aconteceu ontem depois que eu fui embora? Porque... Bem, vocês estavam estranhos hoje de manhã. Aí eu pensei que talvez tivesse acontecido algo a mais, que vocês ainda não me contaram.

Os dois se entreolharam, e eu percebi que só talvez a minha pergunta tivesse vindo na hora errada. Eu olhei para os dois, e notei que ambos seguravam uma risada, enquanto eu me preocupava com eles! Olha que vida!

— Vocês estão querendo rir! — eu exclamei, dando um tapa no ombro de ambos. Bastou isso para que ambos caíssem realmente na gargalhada. — Isso não tem graça, seus idiotas. Quer saber, vocês podem se pegar, eu não ligo. Também não precisa me falar. Porque eu não ligo.

Então antes que qualquer um dos dois abrisse a boca pra tentar me explicar alguma coisa, chegamos à Torre. Eles finalmente pararam de rir e olharam para cima boquiabertos e surpresos com o tamanho da Torre.

— Chegamos! — eu exclamei. Saímos da lata velha de Dannis e fomos em direção a gigantesca Torre. — Cara, não toquem em nada que não saibam mexer. Não são muito baratas essas coisas tecnológicas.

Eles assentiram, mas ainda estavam em transe e admiravam cada detalhe da recepção da Torre. Eu sorri, pois também tinha me sentido totalmente extasiada em estar aqui pela primeira vez — ainda mais eu, uma admiradora de arquitetura. Contudo, os dois ainda estavam parados em frente à porta, bloqueando a passagem de algumas pessoas.

Fui até eles, e estalei um dedo na frente de cada um. Só assim saíram do “mundo alternativo” e me olharam. Dannis foi o primeiro a se pronunciar:

— Meu Deus, — o seu tom era de total felicidade. Como se tivesse esperado a sua vida inteira por isso. — isso aqui é o paraíso tecnológico. É tipo assim, eu morri e fui pro céu. Só que um céu que tem coisas muito maneiras, e todas feitas por Tony Stark!

— Ok. Chega de admiração, vamos subir agora para o apartamento. — eu argumentei. Entramos em um dos vários elevadores que havia na Torre e eu apertei no botão 589. Enquanto o elevador subia tocava uma “musiquinha” irritantemente típica de elevadores. Sempre estanhava um prédio de Tony Stark não tocar músicas boas.

Trice e Dannis estavam lado a lado, e olhavam para o painel de botões dos andares, que no total eram 589 botões.

— Esse painel tem mais botões do que as camisetas do meu Tio Billy — Dannis comentou, ainda olhando para o painel. — E, tipo, meu tio Billy parece uma baleia encalhada num sofá.

Trice olhou para ele com uma expressão de desentendimento e eu fiz o mesmo que ela.

— Isso foi desnecessário — Trice falou. — Ninguém quer saber do seu tio baleia-orca.

Caímos todos na risada, interrompida segundos depois pelo barulhinho do elevador que avisava que tínhamos chegado ao nosso destino.

— Então... É aqui — eu falei com uma voz arrasta e entediada. — É,chegamos no apartamento do cara mais chato que eu já conheci em toda a minha vida. — completei minha fala morrendo de tédio e sem nenhuma vontade sequer de entrar naquele apartamento e encarar Tony falando com meus amigos e ganhando toda a atenção deles — não que eu receba atenção de todos sempre, embora ultimamente por uma razão que eu ainda não descobri estivesse recebendo a atenção de muitos na escola, o que não vem ao caso, mas o que estou querendo dizer é que eu odeio o fato dos meus amigos estarem prestando mais atenção no cara que eu odeio do que em mim que os levou ao local que eles mais queriam ver no mundo.

Mas, eu fui surpreendida. Não foi Tony Stark que ganhou a atenção quando adentramos o andar, e sim nós três. No sofá da sala estava Tony, Steve e mais alguns amigos deles debatendo algo que foi impossível de ouvir. Quer dizer, eles estavam debatendo entre si, até que nos viram e ficaram calados. Nós três também ficamos calados, e na sala o silencio se instalou, enquanto eu analisava as pessoas presentes ali.

Ao lado de direito de Tony, estava Steve apoiando seu cotovelo no braço do sofá de couro preto. Dei um sorriso pequeno para ele, e o mesmo devolveu com um radiante. No lado esquerdo de Tony, estava um homem com altura normal, cabelos um poucos cacheados, roupa normal. E ao lado dele, estava um loiro com uma roupa apertadíssima com faixas roxas atravessadas pelo tórax — de jeito nenhum aquela era uma roupa normal. Parecia mais uma roupa de um agente? —, em suas mãos continham flechas e nas suas costas um arco, junto com os restantes das flechas. Se o “arqueiro” já era estranho, imagine o loiro ao lado dele. Este tinha os seus cabelos grandes na altura do ombro, e usava a roupa mais sinistra que eu tinha visto em toda minha vida. Quer dizer, eu nem conseguia descrever a roupa de tão sinistra: era extremamente colada, mil vez mais do que a do “arqueiro”, tinha detalhes verdes e mangas arrebitadas verdes. E o mais sinistro era a sua capa vermelha.

Do lado do Cara Da Capa Com Um Olhar Muito Sinistro, estava uma mulher ruiva que usava também uma roupa colada (o que eles tinham contra roupas normais?) e na sua cintura tinha uma arma. O seu olhar sobre mim era assustador, olhava-me como se fosse pegar a arma de sua cintura e me matar a qualquer instante. Desviei meu olhar e encarei Tony buscando respostas.

— Gente isso aqui é uma edição de Anime Soul? — Trice perguntou e olhava todos, espantada.

O cara da capa a olhou desconfiado, e levantou-se vindo em nossa direção.

— O que seria Anime Soul, senhorita? — questionou e estendeu a sua mão para que Trice apertasse. — É mais um filme misgardiano no qual nunca ouvi falar?

O que? Eu acho que foi mais ou menos assim que Trice e eu ficamos: sem entender nada. Enquanto isso, Dannis estava boquiaberto olhando para todos os presentes na sala. Algo me dizia que ele sabia quem eram cada um deles.

— Então, — Tony se levantou do sofá e ficou ao lado de Thor. E depois pigarreou olhando diretamente para Thor, o repreendendo. — Você poderia agir como uma pessoa normal? Da Terra?

Todos os quatros que estavam sentados no sofá começaram a rir, e eu percebi que aquilo era meio que uma piadinha interna. O “arqueiro” era o que mais ria.

— Aí está o problema, cara — ele disse, e só assim conseguiu conter os seus risos. Eu observava tudo quieta, afinal eu não tinha o que falar. Ou simplesmente a vergonha era demais. — Ele não é do planeta Terra. — e depois começou a rir como um condenado.

Eu levantei uma sobrancelha minha sem entender, além de usar roupas estranhas — cara como alguém que não tem problemas usaria isso? Pois é, pessoas que não tem problemas não usariam isto —, o carinha era doidinho de pedra. O loiro dos cabelos grandes (e lindos! Eu nunca tinha visto um cabelo tão sedoso em toda minha vida!) e que usava cortina olhou para o da flecha, confuso. Ok, esse é lerdo e o da flecha idiota.

— Acho que não entendi, Clint — ele falou ainda confuso, e depois me olhou. Passou uns bons segundos me olhando, analisando e comecei a me sentir constrangida. E, comecei a chegar a uma conclusão: os amigos de Tony – se eram – são estranhos. Pelo menos esses dois eram. E muito. — Quem és você, bela senhorita?

Virei para os lados, a procura de quem o loiro dos cabelos sedosos estava falando, e não achei ninguém que pudesse ser. Comecei a estranhar, eu não conhecia ninguém em pleno século vinte e um que usasse essa linguagem — até porque existiam poucas pessoas que falavam dessa maneira, ele parecia um cara da realeza falando.

— Você está falando... Comigo? — mordi meus lábios. E o loiro assentiu, e estendeu as suas mãos para que eu apertasse. Não pensei muito, apenas apertei, e então ele também apertou. Só que um pouquinho forte, e enquanto ele sorria e apertava minha mão, eu ficava vermelha e sentia como se mão estivesse sendo esmagada. — Ai, ai, ai... — eu falei quando não estava agüentando o aperto de mão.

Imediatamente, o loiro cessou o aperto de mão e eu agradeci mentalmente, dando um suspiro por não ter minha mão sendo mais esmagada. Tony pegou o loiro da capa pelo braço, o advertindo:

— O que eu falei sobre apertar as mãos das pessoas de forma violenta, Thor? — questionou Tony para o loiro que se chamava Thor. Eu não sabia o porquê, mas esse nome não me era nada estranho. Só não conseguia me lembrar de onde eu conhecia esse nome. — Essa aqui, — ele apontou para mim, soltou Thor e entrelaçou seu braço no meu. Olhei buscando entender porque ele tinha feito aquilo. Desde quando tínhamos tanta intimidade? Apesar de achar estranho, eu deixei meu braço entrelaçado no dele. Não por querer, ou achar normal, e sim por eu estar estática. Não conseguia me mover e muito menos dar uns bons tapas dele, só o deixei. — Essa aqui, é Skylynn Johson, e está passando uma temporada aqui na Torre, já que será ela que fará o projeto da primeira torre dos Vingadores.

Todos me olharam, e eu enfim consegui sair do entrelaço do braço dele e do meu. Comecei a ficar perdida em todo o assunto que Stark tinha falado, sim, eu sabia que iria fazer o projeto de uma torre. Mas, eu não sabia que seria outra e uma Torre dos Vingadores. Primeiramente, o que era Vingadores?

Vingadores? — eu perguntei sem entender. — O que é isso?

Se todos estavam me olhando, agora todos estavam me olhando espantados — e Trice e Dannis que estavam calados até agora não ficavam para trás, além de espantados os dois estavam com os olhos arregalados, como se tivessem acabado de ver uma assombração. A ruivinha-que-me-olha-de-forma-assassina — e eu não sei o porquê — deu um sorriso sarcástico, como se já esperasse por isso.

— Espera aí, — Trice decidiu falar novamente, e veio mais para o meu lado. — Você não sabe quem são os Vingadores?

Eu neguei com a cabeça, ainda sim achando muito estranho. Eu não me lembrava de ter ouvido falar nada sobre Vingadores, e muito menos sabia que isso existia — muito menos o que era.

— Podemos explicar para ela — Steve se pronunciou dando-me um sorriso tranqüilizador. Estava realmente incomodada por não saber o que era aquilo que todos sabiam o que era.

Tony revirou os olhos, e limitou-se assentir. Puxou-me pela mão e me sentou justamente ao lado da ruivinha-que-me-olha-de-forma-assassina, e depois se sentou ao meu lado, no braço largo do sofá.

— Por onde podemos começar, hein? — Tony coçou a sua nuca, me olhando.

— Que tal pelo começo? — sugeriu a ruiva ao meu lado.

☼ ☼ ☼

Tony depois de oferecer cadeiras para Trice e Dannis se sentar — Stark fez isso apenas quando eu o pedi, já que meus amigos estavam lá, parados esperando o ótimo anfitrião agir —, e então ele e seus amigos começaram a contar o que eram os Vingadores:

— Você sabe que eu sou o foda do Homem de Ferro, não sabe? — Tony me perguntou.

Suspirei, tentando conter a irritação que eu sentia por ele.

— Claro — respondi apenas isso. — Todo mundo sabe disso.

— Tá, mas você não sabia quem são Os Vingadores... Então... — argumentou o arqueiro, no qual eu tinha descoberto que o seu nome era Clint Barton.

E o da ruiva com uma postura de assassina (e com o olhar também de assassina) era Natasha Romanoff, e do cara que tinha roupas normais e era normal era Bruce Banner.

— Continuando — Tony deu ênfase na palavra gritando, e assim todos prestaram atenção nele. — Nós cinco somos uma equipe... E... — ele iria prosseguir, mas eu o cortei:

— Equipe?

— Sim — o Bruce Banner falou pela primeira vez desde que nós tínhamos chegado. — Uma equipe de... Super-Heróis.

Por um momento eu cheguei a achar que Bruce estava blefando e fazendo alguma brincadeirinha, mas quando eu olhei para os rostos de cada presente ali, percebi que não. Nem Trice tinha feito um dos seus comentários engraçados e Tony não possuía aquele seu sorrisinho sarcástico de que estavam me sacaneando. Só que, de qualquer forma, eu achava estranho. Não era impossível, uma vez que Tony era um dos super-heróis mais idolatrados de todo o mundo. Aquilo de alguma maneira não entrava em minha mente, a mesma não estava em raciocínio para receber tal informação.

— Super-Hérois? — eu perguntei com a voz mordica, pelo fato de que eu estava em choque. — Um grupo de... Super-Hérois.

Bruce Banner assentiu, e automaticamente assenti também. Olhei para Tony que sorriu com os cantos dos lados.

— Quando se deram conta de que o mundo estava precisando de mais forças para defendê-lo — Tony começou a contar olhando fixamente para mim. Eu mantinha meus olhos nos dele, para ter certeza de que ele falava a verdade. — Então começaram a recrutar pessoas para que estas pessoas protegessem a terra. O Steve foi o primeiro a ser recrutado...

— Mas, o primeiro Vingador a ser recrutado foi Steve Rogers, o Capitão América... — Dannis indagou e conseqüentemente interrompeu Bruce Banner. Mas, parou de falar quando começou a sacar as coisas. E eu também saquei.

— Você é o Capitão América? — Dannis e eu perguntamos ao mesmo tempo, e eu o olhei censurando.

Steve ficou um pouco envergonhando pela pergunta, e eu estava abismada. Um dia triste eu estava caminhando no parque e esbarro em um loiro lindo e simpático, começamos a conversar, trocamos telefone. No dia seguinte, vou para meu novo destino — A torre Stark —, lá descubro que Steve de alguma maneira é amigo e colega de trabalho de Tony, e nos marcamos de sair juntos. Não vou ao encontro. Mas, aí encontro ele outra vez, e hoje quando o encontro de novo descubro uma coisa que ele tinha se esquecido de me contar: ele era o Capitão América, um dos maiores símbolos dos Estados Unidos da América!

— Sim — respondeu Steve.

— Deixa que eu continuo a contar — Tony tomou as rédeas da situação e apoiou as suas mãos perto dos meus ombros. Observei os movimentos. — Depois, foram recrutando mais pessoas. E a S.H.I.E.L.D ....—

— Só um segundinho... — eu interrompi com um sorriso amarelo. Todos quase me dilaceraram com olhares.

— O que é? — Tony me perguntou já impaciente. Só que a culpa não era minha: eu estava tentando descobrir as coisas, e teria que descobrir o que era tudo.

— O que é isso...?

— É uma organização — a ruiva Natasha respondeu no lugar de Tony. Estava com os olhos semicerrados, tinha algo em seus olhos que me fazia ter medo. Mas, eu ignorei – nem era tanto medo assim. — Agora, pode só ouvir?

Eu concordei com a cabeça, mesmo não gostando nada do tom no qual a ruiva utilizava comigo. Na boa, o que eu tinha feito com ela? Nunca nem a vi em toda a minha vida, muito menos sabia da existência dela — nem quem eram os outros sete bilhões de pessoas espalhadas no mundo, que não ligam se eu existo ou não.

— Então a “Iniciativa Vingadores” é basicamente nós cinco, — prosseguiu Tony ficando atento caso eu o interrompesse novamente. O olhar dele sobre o meu me advertia no caso de uma interrupção. Sorri de canto. — Eu, um cara muito foda, rico entre outras coisas. O picolé — eu já sabia que ele falava do Steve. — é o nosso líder, por ser mais velho. Ou por ser o mais certinho e chato. O Thor é o deus do Trovão e veio de Asgard, ele usa as capas da mão dele. Confesso que falta um pouco mais de senso de moda nele, mas... A Natasha é uma assassina profissional e espiã da S.H.I.E.L.D, espero que em pouco tempo seja ex... — essa parte Tony murmurou mais para ele, só que como eu estava ao seu lado eu pude ouvir perfeitamente. Eu sabia que aquela mulher era perigosa. — O Clint também é um assassino, espião junto com a Nat, mas ele é mais especial. Usa essas flechas de um jeito... Wow! — Clint levantou as suas flechas e a sua expressão era vitoriosa. — Agora o cara que eu mais gosto, Bruce Banner. Cara, eu já disse que eu sou seu fã? Ele é ninguém menos que o Hulk! Sério, Sky. Você precisa ver o modo em que esse cara se esverdeia e sai quebrando tudo. Incrível.

Eu terminei de ouvir e permaneci um pouco calada. Como reagir em uma situação tão inusitada como essa? Eu me sentia também privilegiada, por ser escolhida para fazer um projeto da Torre desses caras — e uma mulher—, e por Tony confiar em mim mesmo não nos conhecendo há tanto tempo. Olhei para Trice e ela tinha um sorriso orgulhoso em seus lábios, e aquele sorriso parecia tão sincero quanto o da minha mãe quando eu conseguia dedilhar notas difíceis no piano. A expressão de Dannis também me dava conforto, era um misto de emoção — essa que eu distingui por estar no meio dos Vingadores — e outro misto de felicidade pela minha felicidade. Ele já era um amigo.

— Então, vocês estão me convidando para fazer um projeto de uma torre? — eu questionei apenas para confirmar na minha cabeça que era verdade. Todos assentiram, e o olhar de Tony era o único que eu ligava. Porque ele sabia que eu conseguiria. — Ai, Meu Deus...

Antes que eu pudesse completar mais alguma coisa ao meu discurso — que era para ser um discurso —, minha amiga se levantou da cadeira e sorridente perguntou:

— Quem aqui voa?

De imediato, Thor e Tony se levantaram, orgulhosos por voarem. Eu até poderia contar o desfecho dessa história, mas em questão de um minuto Tony já estava com a sua armadura, e perguntava quem queria dar um rolé.

Tive a impressão que Tony tinha perguntado aquilo só por educação, eu sabia realmente com quem ele queria dar um rolé.

Mas, eu não gostava nada disso.

☼ ☼ ☼

Pont Of Vist: Narrador

07:02pm

Brian Jackson estacionou seu Koenigsegg Agera R em uma das inúmeras vagas do estacionamento do New York High School, mas o que será que esse cidadão estaria fazendo em um dos mais ricos colégios da cidade? Tinha um ar misterioso, e andava pelo estacionamento atento em qualquer detalhe. Sabia que era impossível, mas ainda sim tinha medo de ser descoberto. Em suas mãos continha uma pasta de couro, como aquelas de executivos e advogados. Trajava uma roupa formal — calça social, uma camisa manga longa, uma gravata vermelha e um sapato preto de couro. O sujeito entrou na escola e percorreu os corredores da mesma até chegar à sala da diretora. O que estaria ele fazendo num colégio, de roupa formal e agora na sala da diretora?

Muitas perguntas para poucas respostas.

Estava sentado em frente à diretora, e a mesma o encarava de modo indescritível. A mulher era baixa e magra, mais parecendo uma vareta. Enquanto isso, Brian era o que poderíamos chamar de deus Grego. Os cabelos pretos lisos jogados na testa davam um ar sexy, junto ao seu maxilar marcado. O homem estava com a barba por fazer, e quando sorria mostrava seus dentes branquíssimos e alinhados. O porte físico não ficava para trás, mesmo por debaixo de toda aquela roupa, eram perceptíveis os músculos sem exageros de Brian. Para completar o visual de deus Grego, os olhos azuis que mais pareciam uma piscina. Maravilhoso era uma palavra que definia muito bem Jackson.

— Então, o Senhor viu o anúncio que a escola colocou no jornal? — a mulher magricela questionou a Brian.

Ele assentiu.

— Sim, e devo dizer à Senhorita que fiquei muito interessado. — ele sibilou, cada palavra proferida com uma intensa certeza. — Sempre tive uma enorme paixão por Biologia.

Enquanto o homem falava, a diretora olhava impressionada para o seu currículo que era realmente incrível, esta é a palavra que se encaixa perfeitamente na definição. Brian já tinha cursado não só uma, mas diversas universidades.

— Devo dizer que fiquei impressionada com o currículo do Senhor, agora, fiquei interessada e curiosa em perguntar o porquê de tantas universidades. — a diretora, o questionou curiosíssima.

— Bom, sempre gostei de estudar e durante minha infância já pensava em cursar várias universidades, já que desta forma eu poderia adquirir um conhecimento maior sobre Biologia, que como eu disse anteriormente é minha paixão. A Senhorita, como diretora deve saber como é. — respondeu Brian, estava calmo e por isso dizia aquilo de forma convicta.

— Claro. Agora estou mais impressionada ainda, o Senhor é um sujeito inteligentíssimo. Acho que este é o perfil de professor que eu venho procurando há muito tempo para esse colégio. Está contratado. Vou lhe dar os seus horários e o senhor já pode começar amanhã.

Brian deu o seu sorriso de canto, e a diretora pensou que seu cérebro iria derreter, mas não deixou transparecer — afinal, tinha que ser profissional acima de tudo.

— Muito obrigado. Não irei desapontá-la, Senhorita. Serei o professor que estava procurando. Então, nos vemos amanhã — dito isso se levantou, e fez pouca questão de pegar o seu currículo, já que não precisaria daquilo nunca mais.

Saiu porta a fora, e observava as fileiras de armários vermelhos, que tinha o fim perto da enorme porta de madeira. Quando, já estava fora do colégio, não conseguiu conter o riso reprimido. Sabia que seria facílimo.

Afinal, as coisas eram sempre como ele queria.

***

SEGUNDO BANNER:

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Notas finais
OK, aqui estamos de novo. Por favor comentem mesmo nesse cap pq fizemos com muito carinho em pouco tempo pra vcs euheuheueh gente, as férias estão acabando, quer dizer já acabaram buaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah mas, enfim, leiam, comentem, favoritem,recomendem, divulguem e muito mais. KISSES da salvatorewaters e beijos meus, starkjackson. xoxo