Notas iniciais
Oi, oi, oi. Gente, minhas aulas voltaram e eu to não wtf como assim. MUITO OBRIGADO PELOS COMENTÁRIOS DO CAPITULO PASSADO MEUS AMORES, AMO VCS. Gente, capítulo nãaaao é tão detalhado, é engraçada, e tipo legal. É meio que pra quebrar o gelo, já que, tipo algumas coisas vão começar a ficarem tensas, SPOILER. ENFIm, amores. OBG ♥ VOCÊS SÃOS OS MEUS LEITORES, E OS MELHORES DE MUNDO. QUALQUER DUVIDA É SÓ ME MANDAR UMA MENSAGEM, OK?

Era por volta de nove horas da noite e Trice e Dannis ainda estavam na torre, junto a mim. Estávamos pensando em fazer uma festava do pijama — mesmo Dannis sendo um menino, e festa do pijama sendo coisas de meninas. Eu tinha a plena certeza que Dannis não era uma menina, ou nem algo parecido (se é que me entendem) —, por isso Trice e Dannis estavam em seus telefones comunicando-se com os seus respectivos pai. Sabia que com a Tia Julie, mãe de Trice, seria moleza, uma vez que a mesma me adora e acha que eu sou uma ótima companhia para a sua filha. Já com o Dannis, eu não sabia se seria assim tão fácil, vendo o fato de que ele estava a mais de quinze minutos no telefone discutindo coisas baixinhas. Parecia absorto na sua própria conversa, e fazia de tudo para não a ouvíssemos. Achei isso muito estranho, só que achei melhor nem comentar. Eu não era assim.

Trice, do outro lado do meu quatro perto da porta do banheiro, conversava com a sua mãe e parava de falar para revirar os seus olhos. Sentada na cama, eu observei os dois conversando com os responsáveis — até demais, qual é? A tia Julie vai fazer isso comigo? Trice murmurou algo no telefone, e por fim sorriu — e eu também! Desligou o telefone e depois se sentou ao meu lado na cama.

— Ela deixou — explicou Trice o porquê do seu sorriso. — Claro, depois de falar aquele textinho que ela decorou, e me advertir que drogas não levam ninguém a nada, muito menos a uma vida digna. Ah, também me disse aquele outro texto: nunca chegue grávida, é um pecado com apenas dezessete anos. E o mais importante. Nunca, tipo assim, nunquinha, durma sem escovar os dentes. Minha precisa realmente de um psicólogo, quer dizer, ela lista uma série de coisas, tipo, até que importantes. Só que, tipo, a coisa mais importante pra ela é que eu escove os dentes. Sem comentários.

Eu ri do jeito extrovertido e louquinho de Trice, e enquanto isso eu lembrei-me em dias do meu pai. Não fiquei triste, como eu ficava poucos dias atrás — não sei, apenas não fiquei tão triste assim. Pelo fato de que, talvez, eu esteja encontrando pessoas que saibam o meu devido valor (seja lá qual ele fosse) e que gostam da minha pessoa.

— Pode deixar, aqui tem bastante pasta de dente — eu respondi e assim, deixei todo o assunto se afastar. Não queria estragar nenhum clima ficando pensativa, ou avoada – na minha conhecida depressão disfarçada -, eu queria sorrir e eu tinha certeza que Dannis e Trice conseguiriam fazer isso. — Têm pasta de tipo, todos os sabores. De morango, uva, laranja, blueberry, até de uma fruta lá chamada Manga. Tipo, pasta de dente sabor manga.

— O que é manga? — Dannis perguntou, e já tinha parado de falar ao telefone, percebo. Sentou-se ao lado de Triz, e passou as mãos pelos cabelos loiríssimos, notei que aquilo era uma mania dele, assim como a de morder meus lábios quando estava nervosa. — Professor Xavier deixou, apesar de achar isso uma ideia terrível, eu não acho. Gosto de dormir, e com gatas será bem mais legal.

Trice revirou os seus olhos, irritada. Eu já estava quase chegando à conclusão que ela estava morrendo de ciúmes por ele, e ela não poderia negar — pelo menos as atitudes, ou olhares não. Estava se tornando muito evidente. Acho que seria uma boa, e que até os dois combinariam.

— Não dormimos em festas de pijamas — balançou a cabeça e depois se corrigiu: — Quer dizer, a gente não dormi isso aqui é uma festa de pijamas. Falando nisso, aqui tem doces?

Dei os ombros, enquanto Dannis fazia uma careta engraçada para as palavras de Trice. Normalmente meninos odiavam festas de pijamas — menos que pelo fato das garotas usarem pijamas, claro —, uma vez que nelas tinham: fofocas (e meninos odeiam realmente fofocas); fofocas; doces e muito doces; comida, tipo, muita comida; karaokê, nada melhor que meninas desafinadas cantando alto, nada melhor; e aí voltamos de novo para fofoca, na verdade fazemos tudo fofocando; depois comemos potes e potes de sorvete; e por fim vamos assistir The Walking Dead — a única parte que os meninos gostam.

Pelo menos era isso que acontecia nas nossas festas de pijamas, e no dia seguinte acordávamos mais sonolenta que o normal. Tomávamos café da manhã em questões de minutos — porque no dia seguinte sempre acordávamos atrasada, impressionante. —, e aí corríamos para chegar à escola, já que nossa diretora Srta. Harrys era muito rígida com horários e compromissos. De qualquer forma, era sempre bom.

— Eu acho que sim, que lugar não tem doces? — questionei a eles dois. Foi às vezes deles darem os ombros. — Depois pergunto pro Stark, Natasha e Steve ainda estão conversando, e eu não sinto muito a vontade com aquela mulher me matando com os olhos. — confessei.

— Aquela ruivinha? — questionou Dannis e eu assenti com a cabeça. — Por quê?

— Eu sei lá — respondi sorrindo, ainda sim, eu estava muito feliz por poder passar uma noite com meus amigos. Passei meus braços envoltos do pescoço de Trice em um abraço rápido, porém carinhoso. — Quem liga, essa noite promete. Com direito a tudo que meninas fazem. — sorri.

Dannis ergueu uma de suas sobrancelhas, duvidoso do que eu havia dito. Pois é, meninos odeiam quaisquer coisas que envolvam coisas de meninas, então imagine uma festa de pijama?

— Coisas de menina? — ele questionou desanimado e grunhiu. Sorrimos, mesmo que ele estivesse um pouco desanimado, não era problema. Logo, logo, ele iria se render as coisas super-legais-até-demais que iríamos fazer. — Por que não podemos fazer algo mais legal? Tipo jogarmos GTA ou Mortal Kombat?

— Dannis, — Trice começou com o seu tom de discurso. Cara, tom de discurso não! — meu querido, Dannis. Por mais que nós duas gostemos mesmo desses jogos aí, nem sabemos se Tony tem ou não vídeo-game... — ah tá, como se um cara doido feito um Tony (e rico) não tivesse vídeo-game. — e ainda temos muitas atividades para essa noite. E o primordial, claro, karaokê.

Alguém aí disse karaokê? — uma voz surgiu do meio do “nada” no meu quarto e isso fez com que nós três se assustássemos. Na verdade, não era qualquer voz, era a voz dele. De Tony Stark. Ainda com a mão no coração e mesmo que Tony não me visse, cruzei meus braços e fiz uma carranca, visivelmente não aprovando isso. — Porque eu tenho um karaokê novinho aqui, pronto pra que alguém bote a boca no trombone, ou microfone. — ouviram-se risadas dele. — Anota essa aí, Jarvis. Voltando, encontro vocês na cobertura, de pijaminhas. Skylynn recomendo que você use aquele de hoje de manhã, e fala pro seu amigo nada de indecência. Falou.

— Espera aí! — eu gritei com ele.

O que é?

— Ele é sempre assim? — Dannis questionou parecendo decepcionado, mas quando eu assenti, ele sorriu. — Cara, que demais.

Revirei meus olhos, e o ignorei.

— Stark, você tá espionando a gente? — voltei a falar com Tony, irritada.

Eu tinha acabado de descobrir que não tinha nenhuma privacidade, e se o Tony me viu sem roupa no banheiro? Ou pior, e se o Tony fez alguma pegadinha comigo enquanto eu estava dormindo, e eu nem percebi?

Eu? — ele, claro, se fez de bobo. Era de se esperar. — Claro, mas eu não diria essa palavra. É muito acusadora, não sei. Diria checando como andam as coisas por aí, vendo se vocês não estão quebrando as minhas coisas, e tal.

Bufei, e não o respondi mais.

Pelo menos eu tenho o karaokê — acrescentou Tony, depois de suspirar e depois de minutos ir “embora”.

☼ ☼ ☼

Como Dannis não tinha roupa, eu disse a ele que pegaríamos emprestado de Tony, uma vez que pelos tamanhos parecidos, acho que caberiam numa boa. Trice não era um problema, apesar de eu ser bem mais — tentando achar a palavra certa —, encorpada do que ela — isso! —, minhas roupas lhe cabiam como quase uma luva. Só ficavam levemente folgadas, mas não era pra tanto. Iríamos dormi no meu quarto, e pegaríamos um colchão de uma das camas da torre, elas eram muitas. Ainda estávamos discutindo para quem iria dormir com quem, e estávamos todos com uma opinião. Eu, a favor sempre do amor, queria que Dannis e Trice dormissem na minha cama, e eu dormiria no colchão. Dannis, a favor dele mesmo, queria que Trice e eu dormíssemos no colchão, enquanto ele ficaria na caminha quente e macia. Trice, uma garota ainda com ciúmes, afirmou que Dannis e eu tínhamos que dormir na cama, e ela no colchão — alegou também que poderíamos assim, dar uns pegas sem que ela visse. Ela estava claramente com ciúmes.

— Na-na-ni-na-não, minhas queridas — protestou Dannis, o sorriso maroto, enquanto passava os seus braços pelos nossos ombros. — Eu durmo na cama, e vocês amiguinhas lindas dormem no colchão, fim de papo.

Trice era a mais engraçada e ao mesmo tempo, mais estressada. Estava vermelha, com os braços cruzados e batia os pés incansavelmente — e irritantemente — no chão do quarto.

— Nem pensar, colega. — argumentou ela, rapidamente. Faltava meter alguns tapas em Dannis pelo seu estado. — Você vai dormir na cama, vai. Mas, com a Sky. Acabou o assunto.

Fiz que não com os meus dedos, totalmente segura e decidida.

— Mas, nem pensar! — exclamei. — Eu durmo no colchão, porque pelas minhas conclusões é melhor para todos. Vocês vão ver.

Trice rolou as suas orbitas caramelos, como se tudo que eu falasse era besteira e irrelevante, só que acabei percebendo que isso era apenas mais de uns sintomas de quando ela ficava com ciúmes. Sintomas únicos de Trice Evans.

— Vamos parar de palhaçada — pediu Trice, por fim indo ao meu “closet” enorme que tinha no quarto. — Onde estão os esmaltes, e seus pijamas?

— Na segunda gaveta da quarta porta, à direita — respondi risonha e me virei para Dannis, o qual encarava tudo de modo divertido, e ria de Trice. — Você, — apontei para ele, pegando em sua mão. — Vem comigo, vamos ver se o Stark tem um pijama para você — eu disse em um alto tom, para que assim Trice pudesse escutar e soubesse ainda estaríamos. Mas, por via das dúvidas, resolvi deixar claro: — Estamos indo pra cobertura, agorinha voltamos. — e aí fomos saindo porta a fora.

Dannis, parecendo querer provocar — ele se parecia tanto com o Tony, só que de um jeito mais tranqüilo, e de que uma forma não irrita tanto quanto Stark irrita-me. —, andava devagar, arrastado. Tentei apressar o passo dele, mas por um motivo eu não consegui. Sabia qual era esse motivo, eu era bem mais fraquinha do que ele. Então, eu me virei para ele, com pouca paciência, mas ainda brincalhona.

— Por favor, — pedi com calma, apertando a mão dele o máximo que eu podia. Como de esperado, ele não sentiu nada, só continuou com o seu sorriso brincalhão e sorrateiro no rosto. — vamos andar rápido, antes que eu te jogue por essa janela — eu apontei para a enorme janela, que ficava no final do corredor do meu andar. — Você não quer isso, não é?

Ainda com um sorriso sorrateiro, soltou minha mãe, abriu o elevador e empurrou os meus ombros para que eu entrasse no mesmo. Como eu sempre fazia, levantei meus pés para conseguir alcançar o último botão dos andares, que por algum motivo sinistro era um dos últimos e não um dos primeiros. Devia ser para que as pessoas tivessem mais acessibilidade.

— Deve ser um máximo morar numa torre dessas — declarou Dannis, e pelos meus cálculos era mais ou menos a vigésima vez que ele dizia isso. Não liguei, e não o repreendi por estar falando isso tantas vezes. Senti que ele estava realmente feliz por estar passando uma noite aqui. — Tantas tecnologias, tantos andares, tantas diversões! Imagine então a oficina de Tony, deve ter tudo, tipo, tudo que... — ele não conseguiu completar a frase, o tom antes animado e os olhos azuis-esverdeado, antes brilhantes, se calaram, junto a sua voz. — Deixa pra lá.

Ele não queria falar sobre o assunto, e eu deixei que pelo menos por enquanto, isso passar. Importava-me com ele, como um amigo de várias datas. E ele era muito mais que isso. Como qualquer pessoa, eu não queria e principalmente não gostava que os meus amigos ficassem tristes — eles já eram poucos, eu prezava e cuidava deles, como uma família —, então a minha mente em disparada, pensava em mil probabilidades para dar um jeito de Dannis voltar a sua felicidade normal, e tão contagiante. Olhei para ele, e assim, uma ideia genial relampejou pela minha cabeça, não era tão genial assim, só que ainda era muito boa.

Um sorriso tímido começou a rasgar os meus lábios, e o observei olhando para os andares mudando no visor.

— Tive uma ideia — anunciei cantarolando e a sua atenção voltou-se para mim. O sorriso em meus lábios cresceu. — Que tal visitarmos a oficina do Stark? Tá, ele irritante, mas dá pra agüentar.

Terminei de falar, o PLIM! Do elevador ecoou pelo mesmo, e assim saímos, entrando então para o apartamento 589, onde atualmente residia ninguém menos que Tony Stark — um pé no saco. Dannis estava atrás de mim, e vi seus passos apressados, e logo ele ficou lado a lado pra mim. A boca boquiaberta, e os olhos brilhando de pura empolgação. Assim, me senti bem melhor. O loiro parecia não acreditar, e com isso eu fui percebendo com ele era. Com uma coisa tão simples, ele ficou feliz. Comecei a chegar à conclusão que as melhores pessoas sempre eram felizes com tampouco, e não ligavam se tinha um alto de valor de dinheiro ou não. Só bastava ser de coração.

Olhei em volta da sala e também pelo balcão da cozinha, e não tive sinal de vida de Tony. Decidi chamar por Jarvis:

— Jarvis?

— Sim, Skylynn — ele respondeu em questões de segundos, o tom sempre receptivo e carismático.

— Cara, esse é o mordomo dos meus sonhos — comentou Dannis.

—... No que posso ajudar? — Jarvis perguntou. — Muito obrigado, senhor. — acrescentou.

— Tony está aonde? — quis saber, me sentando no sofá enorme, esperando a resposta.

Dannis, seguindo o meu ato, sentou-se no outro sofá. Eles eram macios e fofinhos, parecia que nossos traseiros estavam sentados nas nuvens.

— Está na oficina, quer que eu solicite a sua presença? — depois de alguns segundos Jarvis respondeu.

Sorri, negando com a cabeça, mas eu acabei por perceber — me tocar, na verdade —, que Jarvis era um mordomo virtual, e não um humano.

— Na verdade não — respondi. — Eu vou até lá. Muito obrigado, Jarvis.

☼ ☼ ☼

Antes de irmos para a oficina, passamos no meu quarto para pegar Trice, ideia de Dannis que estava ansioso e dizia que Trice adoraria ir também. Eu concordei rindo, porque eu sabia que era verdade, e assim como Dannis, minha loirinha doida — céu faz quanto tempo que eu não a chamo assim? — adoraria a ideia, e se divertira bastante com isso. Então, quando chegamos novamente no andar 589, Tony estava na cozinha, ou melhor, dentro da cozinha e apoiado no balcão. Olhava para um holograma e o ampliava no balcão, enquanto bebericava na sua xícara de café com leite, o seu olhar era de preocupação, como se o que ele estivesse vendo não fosse nada agradável, ou bom.

Me aproximei dele, e a cada passo que eu dava a sua expressão ia ficando cada vez mais aterrorizada. Deslizei para perto do balcão, calma — e com certo cuidado. Comecei a achar que a sua expressão não era em vão, juntei o fato de que Tony nunca ficara tão preocupado desde que o conheci — era sempre a expressão brincalhona e sarcástica no meu rosto. Tony estava tão absorto em olhar o que se passava nos seus hologramas, que não foi capaz de perceber a nossa presença. Eu não o culpei, não quando eu vi as informações postas ao balcão, era de cair o queixo, uma desumanidade. Havia uma simples e frase e ela estava jogado no canto, deixada de lado com tantas as informações, mas aquilo me deixou aflita.

“BOMBA LANÇADA COM SUCESSO;

TOTAL DE REFÉNS MORTOS: 165;

TOTAL DE TERRORISTAS MORTOS: 13.”

No canto dos dizeres digitados, estava a sigla S.H.I.E.L.D, na qual Tony tinha me explicado ser uma organização, e me perguntei se ele estaria participando dela. De alguma, pensar na hipótese de que Tony estivesse metido em que aquilo, meu coração vacilava. Não consegui aceitar muito bem isso, eu sabia como Tony era, mas tinha a certeza que ele não era desse tipo, não podia ser. Ele não podia ser a melhor pessoa do mundo, mas com certeza não era a pior.

Olhei para trás, e Trice e Dannis estavam sentados no sofá, e cochichavam baixinho entre si, não consegui entender nada, mesmo o meu ouvido sendo apurado. Quando voltei a olhar novamente para os hologramas, Tony já tinha os retirado do balcão, e jogado na sua lixeira virtual. Agora, massageava as suas têmporas, cansado e como eu, aflito. Tentei não pensar no quanto aqueles dizeres tinham me deixado aflita, e mau. Imaginei tudo, tudo, tudo. Mesmo não sabendo de nada, ou quase nada. Eu só sabia que aquela organização, na qual Tony, talvez, participava tinha sacrificado 165 inocentes, a troco de matarem 13 terrorista. Presumi, ou só raciocinei, era um atentado terrorista — só que ainda sim, não era a melhor forma de resolver um atentado.

— Você participa dessa organização que fez o atentado? — eu balbuciei baixinho, querendo apenas que ele escutasse.

Isso fez com que ele saísse de seu transe, e conseqüentemente, percebesse que eu estava ali também. Fitou-me assustado pelo susto, e surpreso pela pergunta.

Inspirou e suspirou forte, não parecia bem, vi quando bati os meus olhos nos seus.

— Era — Tony não foi sutil, mas eu deixei por passar, visto que ele não estava bem.

— Por que não é mais?

Um fino sorriso desenhou-se nos seus lábios igualmente fino, então, foi quase imperceptível.

— Não consegui ficar num tipo de lugar que fazem coisas imundas como essa, — suspirou. — Fiz bem?

Fiquei feliz por saber que, talvez, ele estivesse mesmo perguntando a minha opinião. E que talvez ele valesse alguma coisa.

Sorri, tentei passar que eu estava orgulhosa por ele, não foi muito difícil, uma vez que eu realmente estava. O alivio me invadiu, e fiquei tranqüila em saber que ele não era como os outros.

— Você fez — eu sorri tímida, abaixei minha cabeça, vergonhosa. Ok, o que houve, Skylynn?, Pensei. — Ei, você não se importaria de nos mostrar a sua oficina? — apontei com minha cabeça para Trice e Dannis, deixando claro que era por conta dele.

— E desde quando eu me importo com alguma coisa, minha querida?

☼ ☼ ☼

Já tínhamos tido um tour pela oficina de Tony, e eu não deixei de me sentir impressionada com o que eu tinha visto — imaginem então Trice e Dannis. As armaduras de Tony eram simplesmente perfeitas, com uma tecnologia de ultima geração, e um design perfeito.

— Quem começa cantando? — questionou Tony, enquanto testava o microfone do karaokê. — Oi, som, som. Testando. 1,2,3 sou muito gatão, Skylynn admite: eu sou um gostosão. É, tá prestando.

Revirei meus olhos, e fui abaixando com o dedo na tela da televisão, a lista de músicas, era imensas. Ia de um reggae muito leve a um rock pesadíssimo.

— Eu começo — Dannis propôs e pegou o microfone das mãos de Tony.

— Ei, tem outro microfone, cara! — Tony protestou.

Continuei olhando a lista de música, e eu sorria da palhaçada de Tony e Dannis, e enquanto isso Trice pegava algo para comermos.

Do balcão a ouvi gritar:

— Quem começa é a Sky, por favor. Me poupe das suas desafinações desnecessárias, sedutor.

Dannis revirou os olhos, e fez cara de inocente, enquanto fazia uma dancinha esquisita e sexy. Balancei a cabeça, descrente do que estava vendo. A lista por mais que fosse enorme, não me chamou muita atenção em nenhuma das músicas, então eu decidi procurar na lista um nome de uma música especifica.

— Posso começar cantando? — eu peguei o microfone, que Tony tinha acabado de pegar das mãos dele.

— Ei! — ele novamente protestou, e eu sorri. Adorava a provocar, e isso eu fazia como ninguém.

— Quem vai cantar sou eu, olhos azuis — declarou Dannis, dando-me um abraço protetor de lado, como aqueles que meu pai me dava. Eu sorri, enquanto Tony bufava.

Busquei entender o porquê da sua atitude repentina, mas não tive resultado.

Trice voltou para a sala, e aí houve uma grande discussão:

Tony: Obviamente eu devo cantar, minha voz humilha a de todos vocês juntos.

Trice: Você já ouviu a Sky cantar?

Eu: Já.

Tony: Sim, eu já ouvi. Eu confesso que ela canta bem. Ok, ok, ela canta muito bem. Sem chances. Pode cantar.

Dannis: Nem pensar, eu quero cantar. Deixemos essa gatinha pra depois.

Eu: Dannis, deixa de ser chato! É só uma música e, depois é você.

Dannis: NÃO!

Trice: Ninguém quer ouvir sua voz.

Tony: Concordo com ela.

Eu: Eu também.

[...] Meio século depois [...]

Depois da briga, chegamos à conclusão que eu iria cantar primeiro depois, Dannis. Aí seguiria Trice, e depois Tony — ele havia dito que o melhor era sempre no final. Fiquei um pouco curiosa para saber se o que ele falava era verdade, ou ele estava somente blefando mesmo.

Antes que eu pudesse dar play na música, olhei para trás e dei de cara com Tony, o sorriso malicioso. A sua boca desenhava as palavras: cante como aquele dia. Eu estou aqui e tenho certeza que irei gostar. Uma onda gelada me percorreu, e eu estava certa de que não era frio. Só que de certa forma, isso fez com que eu sentisse uma vontade intensa de fazê-lo gostar, porque eu gostava quando ele gostava do que eu fazia — eu não sabia o perigo disso, mas eu não podia negar. Para ele sim, entretanto não para mim. Isso eu nunca seria capaz de fazer, com o tempo descobri que quanto mais rápido aceitamos a realidade, melhor ela é.

Enfim, eu dei play na música e a melodia de Bruno Mars começou a tocar, e logo em seguido eu soltei a minha voz:

(Eu sempre mantinha meus olhares na letra, não por saber, não por estar com vergonha. Mas, sim por saber que se eu fizesse isso eu me sentiria melhor. Só que de vez em quando os olhos de Tony pareciam mais seguros, e eu passei a cada segundo olhá-los mais.)

If you ever leave me, baby

Leave some morphine at my door

'Cause it would take a whole lot of medication

To realize what we used to have

We don't have it anymore



There's no religion that could save me

No matter how long my knees are on the floor

So keep in mind all the sacrifices I'm makin'

To keep you by my side

And keep you from walkin' out the door



Cause there'll be no sunlight

If I lose you, baby

And there'll be no clear skies

If I lose you, baby

Just like the clouds

My eyes will do the same

If you walk away, everyday it will rain

Rain, rain-a-a-ain



I'll never be your mother's favorite

Your daddy can't even look me in the eye

OOh if I was in their shoes, I'd be doing the same thing

Sayin' there goes my little girl

Walkin' with that troublesome guy



But they're just afraid of something they can't understand

OOh, but little darlin' watch me change their minds

Yea for you I'll try, I'll try, I'll try, I'll try

I'll pick up these broken pieces 'till I'm bleeding

If that'll make it right



Cause there'll be no sunlight

If I lose you, baby

And there'll be no clear skies

If I lose you, baby

Just like the clouds

My eyes will do the same

If you walk away, everyday it will rain

Rain, rain-a-a-ain



Don't you say (don't you say)

Goodbye (goodbye)

Don't you say (don't you say)

Goodbye (goodbye)

I'll pick up these broken pieces 'til I'm bleeding

If that'll make it right



Cause there'll be no sunlight

If I lose you, baby

And there'll be no clear skies

If I lose you, baby

Just like the clouds

My eyes will do the same

If you walk away, everyday it will rain

Rain, rain-a-a-ain”

Terminei de cantar, Trice sorria feito uma boba e soltava alguns suspiros, como uma fã obcecada. Tony apenas sorria com os olhos, enquanto fingia não ligar — só que em poucos dias eu já tinha aprendido muito bem a analisá-lo. Dannis, disse que eu deveria ir para o The Voice, e então pegou o microfone e começou a cantar Problem, da Ariana Grande e fazia aquela dancinha.

Ainda bem que ele era sedutor.

Depois veio a Trice, a voz dela era normal, mas ela brincava e a fazia ficar engraçada. A mesma cantou Neon Lights, da Demi Lovato. E, de repente já era vez de Tony, ele me fitou sorrindo sarcástico, pegou o microfone vago e começou a escolher a música. Não demorou muito, a melodia de uma música desconhecida por mim começou a tocar. E quando aquele idiota começou a cantar...

Eu parei no tempo.

Notas finais
iSSO AÍ AMORES, eu to postando rapidinho já que estou sem tempo. comentem, favoritem, e mais coisas. EU AMO VCS, e adoro vcs gostando de Bad Minds, sério. Logo, logo eu voltei com mais, babys um beijo lindo meu, a starkjackson, linda e gata que ama vcs eu já disse que amo vcs?