Notas iniciais
SEMPRE LEIAM AS NOTAS. Oi, oi, oi amoras azuis. Como vocês estão? Eu não demorei, não é? Creio que não. Quero agradecer todos os comentários e pedir para que os meus leitores fantasmas digam um “oi”, porque todo mundo é bem-vindo aqui, amores. Esse capítulo é pequeno, eu sei. Mas, é só uma apresentação de um personagem muito importante e também conhecendo mais a Trice, quem se lembra dela? Se eu fosse vocês a partir de agora prestaria mais atenção na Trice e no gatinho que está vindo por aí. Eles farão um papel importantíssimo na história. Sim, nesse capítulo o Tony não aparece, mas se alguém não percebeu é muito cedo pra cogitar um sentimento por parte dos dois. Vamos contar: o primeiro capítulo até o quarto acontece tudo em apenas um dia! Do quinto ao sexto outro dia. E, esse capítulo mais outro dia. Ou seja, Tony e Sky se conhecem apenas dois dias, eu sei, se acalmem que logo, logo, eles vão começar a ter um lance. Sobre a minha enquete de ter ou não Skyrogers, a maioria escolheu não ter esse casal. Então, eu estou indecisa. É, isso. Prestem muito atenção EM TUDO A PARTIR DESSE CAPÍTULO. TEM MUITAS PISTAS AÍ. Bem, leiam e divirtam-se. Nos vemos lá em baixo.

— Ok. Você dormiu? — Trice me perguntou assim que eu me escorei na porta do meu armário, ao lado do seu. Logo após, olhou-me da cabeça aos pés. — Parece que não.

Revirei meus olhos.

— Jura? — fui muito sarcástica, mas minha amiga não estava facilitando as coisas.

— Juro. — respondeu-me e terminou de colocar o seu livro de história no seu armário. Depois de o livro estar colocado, Triz fechou o armário. — Por que não veio ontem... E não atendeu todas as minhas ligações.

Bocejei e depois cocei meus olhos, querendo retirar o sono continuo de meu corpo. Mas, parecia que a cada segundo os meus olhos queriam automaticamente se fechar e, tenho quase a certeza, eu cairia a qualquer momento.

— Ah, — e outro bocejo saiu por minha boca. — Eu estava no meio do nada. Muito ocupada pra responder.

Trice franziu a sobrancelha preta — uma coisa sinistra, porque seu cabelo era um loiro natural — e crispou os lábios, sem entender.

— Que? — exclamou.

Suspirei. Não estava num clima de explicar nada que tinha acontecido ontem, uma vez que, o sono — como eu já disse — estava me matando.

— Eu tenho mesmo que te contar? — eu grunhi manhosa.

Triz virou-me de frente para ela e apertou meus ombros, fazendo com que eu encarasse-a sonolenta e entediada. Porém, eu sabia que eu não sairia dali antes de contar tudo á ela.

— Me conta — pressionou mais forte ainda os meus ombros. As orbitas me imploravam para que eu falasse tudo e agora.

Trice tinha o sério problema de querer tudo sobre o que está rolando, ou seja, se você piscou você tem que contar pra ela. Caso o contrário, ela fica sem falar com você um mês — era uma experiência própria. E tudo porque eu não contei que estava indo passar um dia com a minha tia-avó (chata demais).

Embora, eu estivesse cansada por ontem, fiquei disposta a contar para evitar futuros “conflitos” e confusões entre nós duas. Ela era muito importante em minha vida.

— Tudo bem, tudo bem. Eu conto — eu falei e um sorriso radiante nasceu em seus lábios. — Pedi pra Tony me levar na escola, porque eu ainda não sei dirigir...

— Pois é. Você já tem dezoito anos, Sky. Deveria aprender — ela me cortou com um comentário, totalmente desnecessário.

Repreendi-a com os olhos e voltei a contar (Ah, ela sabia muito bem como não deixar as pessoas falarem).

— Ok, eu paro — abaixou a cabeça rindo.

Não pude evitar e ri também. Éramos muito idiotas.

— Continuando — dei ênfase na palavra. Triz voltou a sua atenção novamente pra mim. — Dei o endereço da escola e fui instruindo ele. Mas, o idiota não me deu ouvidos. Acabamos ficando no meio do nada, começou a chover. O carro dele era conversível e aí, procuramos algum lugar para ficar durante a chuva. E achamos um galpão abandonado. Ficamos lá até a chuva passar, e Tony conseguiu sinal no seu telefone e ligou pro motorista dele. Que veio nos salvar.

Depois que eu terminei de falar, nós duas ficamos pensativas. Ela, por alguns motivos que eu ainda precisava saber. E eu, pelo verdadeiro motivo de eu não ter dormido noite passada.

Foi uma das piores noites, eu não conseguia gritar e muito menos me mover, de forma alguma. A crueldade e forma sádica dele voltaram a me atormentar como nunca antes. Nunca soube quem ele era, e muito menos o vi. Só sabia que minha mãe o amava, seus olhos eram em uma verde cor de mar intenso e cruéis. Mas, a voz dele — apesar de que fora da minha mente eu nunca tinha ouvido — era assustadora. Cortante como uma lamina, mansa como um cachorrinho chorando pelo seu dono morto. Tudo nele tinha um ar grotesco e escuro, que me davam a certeza de que seja lá quem ele fosse não era coisa muito boa.

Uma das minhas dúvidas era como ele conseguia se apossar tão rápido de minha mente e como ele fazia aquilo, não era normal. Às vezes penso que criei aquilo na minha mente por ele ter acabado com o casamento dos meus pais e com a vida de toda a minha família. Mas, quando ele vem à tona em minha mente, faz-me relembrar aquele dia arrepiante.

Eu só o odiava com todas as minhas forças. Odiava-o por atormentar-me, por fazer um jogo imundo com minha mãe e, por estragar a minha família. Só por existir.

— Terra chamando Skylynn, a ridícula — chamou-me a voz estridente e exagerada de Emma.

Em outras circunstâncias, eu até começaria a sentir uma fagulha de raiva, mas hoje não. Ao menos, ela tinha tirando-me do universo alternativo criado pelo monstro dos olhos verdes.

O meu olhar foi erguido e lá estava, Emma. Tipicamente sendo ela, a dona e fundadora da Elite e conseqüentemente, a mais popular da escola. Mas, eu não podia negar, ela era muito bonita. Com os seus cabelos castanhos lisos e enormes, os olhos azuis, a pele com um bronzeado divino — fazendo com que a minha pele claríssima implorasse por um solzinho — e as roupas de marca.

— Oi — eu abaixei o olhar e pude ouvir as risadinhas de todos da Elite ecoando pelos corredores.

Era todo dia a mesma coisa. Já tinha me acostumado.

Mas, Trice não. Dava pra ver só pela a sua postura trocada que ela odiava quando faziam aquilo comigo. Eu sempre lhe pedia calma e dizia que eu não ligava mais para aquilo. Só que, de alguma forma ela se sentia muito incomodada.

— O que você quer, Emma? — Trice fuzilou-a com os olhos e os pulsos já estavam semicerrados. — Você tem inveja da Sky.

Eu continuei calada, mesmo sabendo que nunca alguém teria inveja de mim. Só não queria me meter em mais nenhuma encrenca. Ao contrário de mim, Emma quebrou o silêncio deixado por mim e todos da Elite.

— Inveja dela? — a voz dela era enojada e para ela tudo estava sendo uma piada.

— Sim — respondeu Triz e eu sempre me surpreendia no quanto ela era convicta nas suas palavras. — Principalmente porque em uma votação secreta aqui na escola, você não foi eleita a mais bonita.

— Que votação? — uma das amigas de Emma parecia estar perdida. E comigo não era nada diferente.

— Aquela em que a Sky foi eleita — Triz respondeu novamente convicta. E eu levantei meus olhos junto e fiquei boquiaberta, assim como todas as pessoas presentes. Inclusive Emma. — E, ninguém votou em você quando souberam das suas lentes de contato.

Emma abriu a boca tentando falar algo mais de dez vezes, e a minha boca estava mais boquiaberta. Então, ela deu meia volta e junto com todos da Elite, foi embora. No momento, eu me encontrava em estado de total êxtase e espanto. Eu eleita a mais bonita da escola? Por votação? Era uma coisa surreal demais pra que eu pudesse acreditar. Quero dizer, logo eu que sempre fui rejeitada por todos dessa escola e nunca fui a “preferida”.

— Você está falando sério? — eu me virei para Triz e perguntei.

Ela assentiu sorridente, dando-me um abraço que correspondi depois de alguns segundos. Eu estava muito chocada.

— Sim — respondeu Triz, parando de me abraçar e nos seus lábios rasgava um sorriso. — Você é claro que merecia.

Tossi com o meu próprio ar quando ela disse isso. O meu dia estava começando de uma forma muito estranha.

— Perdi alguma coisa?

— Não, não — ela sibilou sorridente. — E, não fui eu que organizei essa votação. Como se eu me importasse... — abaixou o tom e revirou os olhos, mas logo o seu tom voltou a ser contagiante. — Mas, eu claro que candidatei.

— Não liga? — eu ri do modo engraçado de minha amiga. Primeiro, ela dizia uma coisa e logo após, se contradizia. Balancei a minha cabeça. — Irei fingir que você não liga.

Triz levantou as mãos, parecendo estar ofendida com o que eu falei.

— Ei! — exclamou bem alto, chamando a atenção das pessoas que passavam perto de onde estávamos. — Realmente não ligo. Quem disse que eu ligo pra o que aquela mocréia ridícula fala? Porque eu não ligo nem a pau, cara. Ela é simplesmente uma pireguete que roubou todos os meninos que eu gostei, quer dizer, eu guardo rancor? Não, então está tudo bem. Não li...

— Se eu fosse você não completava essa frase — uma voz grave e rouca se pronunciou atrás de minhas costas.

Triz e eu nos viramos e demos de cara com um rapaz loiro e um sorriso sorrateiro brincando em seus lábios finos e rosados. O rapaz, que estava a alguns armários dos nossos, veio em nossa direção. Andava de uma forma tranqüila e pelo seu jeito, o mundo poderia acabar, ele estaria andando daquele jeito. Os seus cabelos eram rebeldes, a franja loira caía na testa dele. Tinha uma barba um pouco rala, o que o deixava com uma cara de um veterano da faculdade. O seu físico apenas completava essa imagem de que, talvez, ele estivesse no lugar errado. Era muito forte, mas nada que pudesse ser exagerado. Com certeza ele poderia dar uma surra em todos os metidos egocêntricos da Elite.

— Desculpe me por intrometer vocês, garotas — ele falou ainda com o sorriso sorrateiro. Encostou-se ao armário e manteve seu olhar fixo em nós duas. — Mas, ouvi a conversa e achei melhor esclarecer as coisas pra dos olhos azuis. Skylynn, não é? — eu o olhei estranho e de devagar assenti. — A loirinha, — apontou pra Trice que o olhava de forma desconfiada e um pouco raivosa. — Saiu por aí pra te eleger.

— Meu nome é Trice — Trice o fitou. — Não gosto que me chamem de loirinha.

O garoto riu e eu percebi que até agora ele não tinha nos falado seu nome.

— Tudo bem, loirinha — ele concordou e, Trice revirou os olhos.

— Oi, — decide me pronunciar, para que o clima não ficasse mais forte. Com Trice as tretas podem ser muito fortes. — Você pode dizer seu nome, por favor?

Trice agarrou o meu braço, e eu dei um pequeno gritinho. Sussurrou:

— Esse cara não merece sua educação.

O loiro levantou uma sobrancelha, como se tivesse escutado. Embora, que eu tivesse a certeza que ele tinha escutado, ele fez um joguinho e balançou a cabeça, como se fosse alguma besteira da sua cabeça.

— Dannis Stans — finalmente respondeu. — Mas, chame-me de Dannis, o sedutor.

Eu e Trice nos entreolhamos e depois caímos na gargalhada. Dannis, o sedutor nos encarou de forma estranha, como se fossemos malucas. Mas, bem, ao menos o meu apelido não é Dannis, o sedutor.

— O que? — ele parecia estar um pouco raivoso.

Eu dei algumas tapinhas nas minhas pernas, ainda rindo. Triz faltava engasga-se com as próprias risadas.

— Foi mal — eu sibilei ainda entre os risos. Respirei fundo, puxando o ar logo pros meus pulmões secos por conta das risadas. Pelo menos essa escola me fez esquecer ele. — Não dá pra levar a sério alguém que se chama Dannis, o sedutor.

***

— Eu juro, estou falando sério — eu falei alto até demais. Enquanto isso Dannis e Trice riam e bebericavam os seus capuchinos.

— Não pode ser — Dannis implorava para que eu estivesse errada. Ás vezes eu bem que queria estar errada em relação a isso. — Uma menina tão simples e legal que nem você, filha de um metido como Brian Johson? Não pode ser... Sem ofensas.

Abaixei a minha cabeça, um pouco envergonhada.

— Não, ele é realmente muito metido.

Fizemos a descoberta, na qual comprovava que Dannis Stans era um cara legal, apesar de um pouco convencido — ele realmente me lembrava um pouco o Stark. Ele fez uma proposta que Trice e eu mostrássemos a escola pra ele, já que o mesmo tinha entrado hoje mesmo na escola, e estávamos no meio do ano letivo. Aceitamos, por fim. Era muito raro alguém entrar no meio do ano letivo na escola e quando entrava era um cara que se juntaria a Elite. Então, decidimos ajudar Dannis e em troca ele nos levaria a o melhor café de Nova Iorque, segundo ele. E, bem, aqui estávamos, tomando um café — na verdade só eu — em uma cafeteria realmente boa e confortável.

Sentados naqueles sofás vermelhos confortáveis, conhecendo Dannis e ele nos conhecendo, parecia que era essa a programação do meu dia. E eu estava amando.

— Não é só você que acha isso dele — Trice tentou lhe reconfortar. — Sinceramente, ele me dá ânsias de vomito.

Dannis riu e levou a boca o canudinho branco, logo o líquido preencheu o canudo e foi até a sua boca.

— Por que você bebe capuchinho com canudo, sendo que tem a xícara? — eu quis saber o porquê daquilo. Era muito estranho.

Ele tirou o canudo da boca e me olhou, como se dissesse sério mesmo? Revirei os olhos.

— Eu sou observadora, tá legal? — sibilei.

— Até demais! — cantarolou Trice, olhando de forma bem discreta para Dannis. — Então, porque bebe no canudo?

Dannis pegou o canudinho e o lançou para fora da janela.

— Pronto? — ele perguntou. — Qual o problema de tomar meu capuchino com canudo? Por favor, “olhos azuis” e “loirinha”, parem com isso.

Por mais que Trice e eu falássemos mil vezes os nossos nomes ele insistia em nos chamar de “olhos azuis” e “loirinha” — e isso deixava uma Trice Evans muito irritada e vermelha.

— É Trice — corrigiu Trice mais uma vez. — Ninguém em condições ótimas bebe capuchino com um canudo.

Dannis deu um sorriso sarcástico e olhava para Trice fixamente.

— Esse é o problema, eu não estou em ótimas condições.

***

Banner!!!! Banner !!! Banner !!!! E se não for:

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Pessoas aqui é a autora e essas palavras escrito Banner é o Banner que o Nyah fez o favor de não carregar. Recomendo que vejam porque é a Triz e Dannis, obrigado pela anteção.

Isso não vai se repetir, obrigado.

Notas finais
Oi, de novo... O que do Dannis, o sedutor? Um sexy, não é? Esse nome uma hora vai fazer sentido coleguinhas, eu prometo. Bem, é isso, amorinhas. Aproveitem o meu humor e comentem muito e os capítulos saíram como o de hoje: rapidinho. Façam uma autora feliz. Eu queria a opinião de vocês sobre a capa e esse banner do capítulo: o que acharam? ATÉ O PROXIMO CAPÍTULO, MINHAS AMORAS.